História O Meu Lado da História - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 639
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Meus distúrbios


De manhã foi o mesmo jeito de sempre. Não totalmente, já estava quase me acostumando com a ressaca. Mas ver aquele saco, de droga, me chamando, não aguentei. E logo cedo já dei a primeira cheirada, estava totalmente dependente.

   Pensava que já tinha superado Melissa, até chegar na escola e vê-la com Lucas, conversando outra vez. Estava dando graças a Deus que já é sexta-feira e não teria mais que olhar pros dois juntos. Tentei ir até Allana, ela estava acompanhanda de Matheus, mas mesmo assim fui.  

Eu falei 'oi' para ela, ela me ignorou e foi para outro lado. Não sabia o que estava havendo, meu cheiro estava forte, provavelmente por causa da maldita droga. Como pode um menino tão novo, se envolver com aquilo?! 

Fiquei a aula inteira quieto, até a hora da saída. Lucas e seu grupinho bocó veio me atormentar. Eles deram um tempo por causa do lance do estupro, mas o que é vivo sempre volta. Iria se tornar, outra vez, constantemente. 

Eles vieram me chamando de esquisito, drogado e puxaram minhas calças. Eu, não fiquei parado, levantei as calças e com muito ódio, peguei um lixeiro daqueles ecológicos grandes e pesados, joguei na cabeça do Lucas quando ele estava caminhando de costas. 

Ele caiu, junto com todo o lixo, eu apenas fiquei olhando. Por um momento, eu achei divertido, ver aquilo acontecer com ele, não sei se era apenas ciúmes, ou um distúrbio que tenho na cabeça.
Todos vieram olhar, o bando que andava com Lucas queriam ir me atacar, mas alguém chamou a diretora, e ela me chamou para sua sala. Lucas não acordava, fou levado pela ambulância, com a professora do último horário.
A diretora me fez várias perguntas.

_O que te levou a fazer isso? Qual o problema? Como é seu convívio em casa? Toma alguma coisa? O que aconteceu?

_A resposta para todas as perguntas, é "a minha mente" apenas minha mente, meus distúrbios e psicose.


A diretora ligou para Cinthia ir na escola. E disse que eu teria, uma seção com elas todas às tardes, mas eu continuaria estudando. 

Então a diretora me liberou para ir, e disse que não precisaria de uma advertência, suspensão ou algo do tipo, porque só depois de um mês de seções, poderá saber, o que mereço. 

Eu levei um bilhete pra casa, avisando das consultas junto com o motivo. Mostrei para minha mãe quando ela chegou.

_Mas para que isso? -disse ela surpresa.

_A senhora ainda não percebeu? Sério mesmo?

_Perceber o quê?  Se você jogou aquilo no menino foi porque você estava em um momento de raiva.

_Mãe. Eu nunca te contei. Mas eu tenho um problema.

_Problema? De impulsividade?

_Não só isso.

_Então o quê? 
-perguntou se sentando na cama ao meu lado.

_Desde quando comecei a ver Antônio batendo na senhora, eu comecei a ter alucinações, insônia, e principalmente pensamentos que não são normais.

_Não são normais como?

_Todas as vezes que estou de mente vazia, penso em matar pessoas, matar multidões, fazer massacre, torturar, e até mesmo me suicidar mãe
! -chorei.

_Por quê não me disse antes?

_Eu ando perdendo o meu contato, a minha intimidade com a senhora sabe?! Preciso muito de alguém pra falar isso, desabafar sei lá. E se você não percebeu, a escola soube antes de você, minha própria mãe.

_Desculpa, desculpa.
  -se despediu minha mãe

Ela saiu, porque eu tinha que ir na primeira seção com a Cinthia, psicóloga da escola. 

Lembrei que quando todos correram para ajudar a tirar o lixo de cima do Lucas e tentar levanta-lo, Camila não foi ficou apenas olhando de longe, isso me faz pensar que havia muita possibilidade de ele ser o estuprador. Não fui falar com ela, estava paralizado na hora. E a diretora logo em seguida, já estava me levando para a sala dela. 



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