História O Meu Lugar - Capítulo 1


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Categorias Os Vingadores (The Avengers)
Tags Capitã Marvel, Carol Denvers, Lesbicas, Vingadores
Visualizações 6
Palavras 1.242
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Bom dia !


Fanfic / Fanfiction O Meu Lugar - Capítulo 1 - Bom dia !

- Emily! Emily! - batidas à porta - Vamos Emily, vamos nos atrasar. Temos que levar a Zoe na aula.

Abro os olhos. - Oh Deus do céu... que dor de cabeça...

- Mas que droga Emily, levanta logo daí. Vamos te esperar lá embaixo. 

Viro-me para o outro lado. Pelas frestas da janela consigo ver a luz do sol e sentir o cheiro das panquecas vindas da cozinha do Erick. O barulho das buzinas estava mais intenso essa manhã. Olho no relógio da cabeceira - MERDA. - Já eram 07:15. Levanto-me as pressas em direção ao banheiro, quase que tropeçando no lençol que enganchou-se no meu pé esquerdo. Ligo o chuveiro e o jato de água fria em meu rosto é o suficiente para que eu desperte e pense comigo mesma que hoje vai ser um dia daqueles. 

Depois de sair do chuveiro, me visto com a mesma velocidade que se trocam pneus na fórmula 1, contudo, como já havia desconfiado sobre esse dia, enrosco a perna da calça na hora de vestir, e dessa vez meu bumbum vai ao chão. - Só pode ser brincadeira. - Quando acabo de me vestir, olho em volta da cômoda toda bagunçada e procuro aquele objeto terrível que me faz querer chorar todas as manhãs - Oh céus, cadê esse pente ? - Pentear os cabelos nunca foi um dos cuidados diários que me agradasse. Detestava na verdade. Meu cabelo sempre embaraçou muito e além de dolorido me enchia de sono. Mas infelizmente para onde eu iria trabalhar hoje eu precisava arruma-los. 

Pego meu casaco no gancho da parede e como rito de todas as manhãs, dou bom dia à foto dos meus pais que fica presa à porta junto ao meu pôster do Johnny Depp. - Bom dia meus tesouros. -  E saio correndo para o café. Corro pelas escadas e todos os dias penso que talvez tenha sido uma péssima ideia mudarmos para um prédio sem elevador. Ao sair do último lance de escadas, me deparo com a senhora Davis vindo em minha direção. 

- Bom dia senhora Davis - mal a cumprimentei devido a minha corrida matinal. 

- Bom dia querida, com pressa essa manhã? 

- Sempre estou senhora Davis - Disse num tom ofegante fechando a porta atrás de mim. 

Entrei na lanchonete que fica embaixo do nosso prédio e ao abrir a porta o cheiro das panquecas ficou ainda mais intenso. Corro a me sentar na mesinha ao canto da janela que, segundo a Zoe é o " Nosso lugar". Logo vem Erick trazendo nosso café da manhã. 

- Bom dia para as minhas garotas ! Atrasada de novo Mily? 

- Se não for assim não tem emoção! - e lancei a ele um sorriso maroto. 

- Vamos logo com isso, ou vamos perder a hora! - Disse Rachel, ao que me pareceu meio irritada. 

- Voi-lá! Panquecas. - Erick colocou a minha frente um prato repleto de lindas e deliciosas panquecas cobertas com mel e salpicadas de açúcar. 

- Ual, você caprichou hoje não ? 

- Eu sempre capricho para minha caçula. - E beijou-me a testa. 

Erick sempre me tratou muito bem, na verdade como uma princesa. Com muito zelo e muitos mimos, sempre cuidou de mim como se eu fosse feita de porcelana.

- Ora essa, então Pra mim você faz de qualquer jeito ? - Rachel franziu a testa e olhou por cima do exemplar do New York Times qu estava em suas mãos. O ciúmes em seu olhar sempre foi bem evidente, mas contudo inofensivo.

- Mas é claro que não rabugenta. Eu sempre capricho para as duas. Mas você sabe que sempre demos um toque especial aos cuidados com a nossa Mily não é? Inclusive você senhorita bravinha. - E Erick beijou-lhe a testa.

- Eu sei, eu sei... a Emily sempre precisou de atenção e cuidado redobrado devido a sua saúde frágil.  Mamãe e papai fizeram questão de nos ensinar como cuidar dela para que não precisássemos nos afastar.

- E você sempre teve ciúmes né Rach? - complementei dando uma beliscada na bochecha de Rachel e dando-lhe uma piscadela. 

- Nada disso, não seja ridícula! Eu sempre cuidei de você bem melhor do que o Erick. 

- Mas isso não é verdade Rach... eu sempre fui cauteloso. Levava ela aos parques para ajudar na recuperação e auxiliar na saúde dos pulmões. E quando íamos brincar sempre íamos na xícara, ela detestava né Mily ? - E Erick deu uma gargalhada. 

- Mas isso é óbvio. Eu era uma criança e queria aproveitar os brinquedos, enquanto você só queria me levar naquela xícara idiota. Sem emoção alguma. Pelo menos você me deixava comer o cereal de chocolate. - E sorri. 

- Você quis dizer que sempre deixou que Emily vivesse fora dos padrões impostos pelos médicos e pelos nossos pais né? Você sempre se encarregou de estragar ela, e por isso hoje ela não tem limites ... não é mesmo Mily? - Rachel me fez essa pergunta com o sarcasmo reluzindo em seu sorriso. O mesmo sorriso que me fazia arrepiar os pêlos. 

- Não não... eu quis dizer que sempre fui o irmão divertido. - E esfregou a mão na minha cabeça, bagunçando mais cabelos que já não estavam lá essas coisas. - Agora se me dão licença, preciso fazer mais café.

- Ótimo, já estamos de saída mesmo. Cadê o garoto? Ainda não o vi por aqui... - E Rachel levantou-se da mesa.

- Oh sim claro, ele deve estar lá dentro com a Lilian. Dylan, vamos ... suas tias estão esperando... bora moleque... 

E pela porta da cozinha vem meu sobrinho, correndo, ajeitando a mochila e com a bochecha suja de farinha. 

- Tchau mãe, tchau Lori. Tenham um ótimo dia. - E despediu -se da mãe e da garçonete que se encontrava no balcão preparando um café. 

Dylan era um bom garoto. Foi uma criança maravilhosa e tenho certeza que vai se tornar um homem incrível. Está tendo uma boa criação por parte de meu irmão e minha cunhada, que prezam pela educação acima de tudo. É atencioso e amoroso, ajuda os pais no café sempre que pode, os clientes adoram ele. E modéstia à parte, é um garoto lindo de se observar, além de outras diversas qualidades. Tem o mesmo porte físico do Erick, os cabelos tão pretos como carvão e olhos tão azuis como um céu de primavera. Gosto de olhar para ele e perceber como ele se parece com nosso pai. Que sorte nós temos por ter esse garoto. 

- Aqui está seu almoço filhão! 

- Obrigado papai ... oi Zoe, como vai minha garota ? - Zoe sempre sorri quando vê o Dylan. E adora quando ele a pega no colo. Apesar de seus poucos 3 anos de idade, é uma menina muito esperta e quase impossível de não se apaixonar.

- Vamos, vamos ... estamos muito atrasados. - E saímos do café as pressas. 

Graças ao café ser bem embaixo de onde moramos, sempre que Rachel chega em casa, deixa a chave com Erick para que ele busque seu carro e estacione bem em frente ao café antes de fechar e subir. Depois de ajeitar as crianças no banco traseiro, sento- me ao lado de Rachel e fixo o cinto de segurança na trava. Enquanto Rachel manobra para sair da vaga, eu olho para meu reflexo no espelho retrovisor e penso: - Lá vamos nós de novo! 

 

 

 

 

 



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