História O Miserável - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Jogos, Vida Cotidiana
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Palavras 891
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aquela pessoa que me amou tanto, queria dar meu coração e mesmo assim não seria o suficiente.

Capítulo 7 - A ultima pessoa que me amou


É domingo de manhã, passaram-se um dia desde madrugada que fui beber com meus “amigos”, foi divertido, mas hoje acordo pior o normal. Hoje é um dia especial, vou visitar “uma pessoa”. Então meu café normalmente e me visto com minhas roupas de sempre, camisa branca e calça preta social com meu gravata vermelha e meu sobretudo preta de estimação. Hoje é verão, mas mesmo assim sempre uso meu sobretudo, mas não ligo. Entro em meu carro e vou ao cemitério, Saint Rose. Parou poucos quarteirões do cemitério e vou andando até lá. No cominho, passo na frente de uma floricultura e comprou umas rosas. A jovem mulher que me atendeu começou a conversar comigo.

- Rosas são ótimos presentes para hoje. Eles são para quem? Sua esposa? – diz ela com curiosidade.

- São para pessoa mais importante na minha vida. São pra minha mãe que faleceu a anos. – digo para ele com tom mais triste do que o normal e ela se comove.

- Desculpa pergunta algo tão delicado. – disse ela com um tom mais triste também.

- Rosas eram as preferidas delas. Eu devia ter dado mais pra ela quando via. – entrego uma das rosas pra ela e digo. – A gente devia dar para os vivos para eles sabem o quanto as amamos.

            A moça fica um pouco corada e responde.

- Foi mal moço. Foi bonito o que o senhor falou, mas já sou comprometida e o senhor é velho de mais pra mim. – diz ela meio sem jeito e só assim percebo que falei de mais.

- Oba, oba. Desculpa. Não foi minha intensão. Só dei por que você bem gentil comigo. Por favor, não entenda mal. – digo bem embaraçado e foi embora depois de pagar.

            Fico envergonhado pela minha ação mau interpretada, mas vida segue, né. Voltou em direção ao cemitério e entro nele. O cemitério é bem grandinho. Vejo várias pessoas visitando seus parentes já falecidos. Até chego no tumulo da minha mãe. Deixa as rosas na lapide e começo a falar com ela, mesmo ela não estando aqui.

- Oi mãe. Desculpe não te visitar sempre. Você que não gosto de cemitério desde a infância. E desculpe não te ajudar tanto quanto você merecia nos seus últimos momentos. Você foi uma mãe incrível, não merecia morrer do jeito que morreu. Tentei fazer seu ultimo pedido, mas não consigo e desisti. Desculpe por isso também. Desculpe por tantos “desculpe”. – dou umas risadas e volta a falar. – Pensando bem sempre fui assim. Desde o inicio foi assim, né.

            Por algum motivo, Fico lembrando o começo. Do meu começo.
            Nasci num dia igual a esse, muito nublado, mas sem chuva. Minha mãe não teve uma gravidez fácil. Meu pai foi comprar o famoso “cigarro” e nunca o vi. Por isso só tive minha mãe e meus avós. Mesmo assim ela sempre foi guerreira. Trabalhou bastante para me sustentar enquanto meus avós cuidavam de mim quando bebê ainda. Minha festa de aniversário e de natal sempre foram simples, mas sempre bem amorosa. Só que quando tinha nove anos, meu avô morreu. Ele cai da escada e não foi procurar um médico, por ser cabeça dura e isso custou sua vida. Ele teve uma hemorragia interna e não avisou a família achando que era só uma marca roxa da queda. Um dia, ele cai de novo de causa normal e foi para o hospital e morreu. Minha avó e minha mãe ficaram arrasadas e eu com minha mente de criança percebi o quanto a vida era frágil. Minha avó sofreu muito com sua perda, eu sempre tentava alegra ela, mas não foi o suficiente e em poucos meses ela morreu também. E era novo de mais, mas mesmo perdi duas pessoas insubstituíveis na minha. Minha mãe deve ter sofrido bem mais que eu, mesmo assim ela tem estava com um sorriso no rosto. Ela sempre foi guerreira. Foi abandonada pelo meu pai e perdeu seus pais e mesmo assim sempre continuou lutando. Se não bastasse isso na minha vida pessoal. Na escola não era assim. Eu sempre andava triste anda triste, mas minha mão sempre me ensinou a ter um sorriso e tenta ter amigo ajudando os outros. Não funcionou como eu queria, por que meus colegas sempre pediam minha ajuda, mas ninguém me ajudava. Sempre ficava sozinho. Por causa disso sempre os grupinhos sempre me atormentavam. Xingaram-me de diversas coisa, o que sempre me tirava do sério erra quando falando da minha mãe e por causa disso sempre entrava em brigas. Minha mãe era chamada para a diretoria dia sim e dia não. E como eles eram maioria sempre me culpavam se fingindo de santo. Me dava nojo. Mesmo com tudo isso, minha mãe nunca me reprendia, mas sim tentava me entender e sempre dizia que me amava. Isso é um das coisas nela que eu mais amava. E com tempo fui aprendendo isso dela. Queria que as pessoas fossem como ela, mas não foi isso que aconteceu.

            Nesse instante, a chuva que insistia em cair, finalmente começou. Queria dar pra ela uma vida que ela merecia, mas a vida não é assim. Infelizmente a chuva fica mais forte. Mas confesso que nem todas as gotas que estava caindo eram da chuva. Agradeço a minha mãe por ela ser quem ela foi, A ultima pessoa que me amou.


Notas Finais


Essa chuva que acompanha minhas lágrimas...


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