História O mistério da casa 427 - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias EXO, Girls' Generation
Personagens Chen, Hyoyeon, Jessica, Kai, Sehun, Taeyeon, Tiffany, Xiumin, Yuri
Tags Hyosun, Taeny, Terror, Xiuchen, Yulsic
Visualizações 18
Palavras 2.359
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, eu não demorei tanto com esse capitulo e espero continuar conseguindo escrever rápido e trazer essa historia para vocês. Muito obrigada <3

Capítulo 2 - Capitulo 1


Sunny terminava de organizar a pequena mochila com tudo o que iria levar dali - algumas peças de roupa e um pouco de dinheiro que conseguiu ajudando em pequenos trabalhos na instituição onde passou mais da metade da vida. Tinha o suficiente para a sua passagem e a do irmão. Agora que haviam completado a maioridade, não poderiam mais ficar ali e precisavam voltar... Apesar dela preferir viver a vida toda em um lugar como aquele, não podia privar seu irmão de ter uma casa e uma vida de verdade por culpa de seus próprios medos.

Com esse pensamento, ela fechou a mochila e colocou no pescoço a correntinha que tinha a aliança de sua mãe como pingente. Seu irmão tinha um igual com a aliança do pai e ela não deixava que tirasse do pescoço, queria lembrar sempre o garoto que o pai fora um homem bom, apesar de ele insistir o contrário.

Saiu do quarto que fora seu e de mais algumas crianças pelos anos em que esteve ali. Quando chegou, aos oito anos, a fizeram acreditar que não ficaria por muito tempo no orfanato. Com o passar do tempo, entretanto, ela percebeu o padrão: Enquanto o berçário tinha uma rotatividade grande, ela e o irmão ficavam mais velhos e nenhuma família se interessava.

Afinal, quem adotaria duas crianças com um passado um tanto macabro, sendo que uma delas tem sérios problemas de socialização? Até chegaram a cogitar separar as crianças, mas Sunny não deixaria que levassem Xiumin para longe, ele era sua responsabilidade e a única família que lhe restou.

Ela foi até sala onde as crianças menores costumavam brincar, sabia que encontraria Xiumin ali e não estava errada. Ele estava no canto da sala com um livro e alguns lápis de colorir à sua frente, olhava as cores concentrado até escolher o verde e passar pela página com certa força.

Junto ao garoto estava também sua melhor amiga. Ela tinha uma mochila surrada como a sua nas costas e outra entre os braços e também observava Xiumin pintar. Tiffany chegara ali alguns anos depois de Sunny. Tinha perdido os pais em um acidente de carro e ninguém da família se interessou em ficar com a garota. Ela acabou dividindo o quarto com Sunny e não demorou muito para se tornarem próximas, tão próximas que Tiffany os considerava seus irmãos e agora iria embora com eles.

Sunny se aproximou dos dois e se abaixou, ficando na altura de Xiumin. Colocou a mochila de lado e passou a mão na franja do menino, que caía em seus olhos, já estava na hora de cortar.

- Ei, está na hora.

Xiumin largou o lápis e sorriu para a irmã, o mesmo sorriso que dava quando criança para conseguir algo dela. Ele se levantou e depois ajudou Tiffany, que segurava sua mochila, a se levantar também.

- Vamos Noonas, vamos para casa. – Ele colocou a mochila nas costas e saiu a passos rápidos da sala.

- Ele vai ficar bem, não vai? – Tiffany olhava um tanto preocupada para Sunny, ela sabia toda a história dos irmãos e sabia que se dependesse da garota, ela nunca mais voltaria para aquela casa. Mas nenhum dos três tinha um lugar para ir e infelizmente aquela era a única opção.

- Eu espero que sim. – Sunny observou o irmão sair da sala e falar com algumas crianças. – Ao menos ele está feliz, ela não vai machucar a gente.

- Certo... Vamos então?

Tiffany estendeu a mão para Sunny, que a agarrou de prontidão, e saíram. Vez ou outra eram parados por algum pequeno que não queria que fossem embora, os três eram os mais velhos ali e as crianças nutriam um sentimento de admiração por eles.

Ao chegarem no pátio, encontraram reunidos alguns dos responsáveis pelo orfanato e mais crianças. Se despediram de todos e receberam um envelope da diretora do lugar. Ela disse que era um presente de todos ali e pediu para que eles mandassem notícias e aparecessem de vez em quando, Tiffany garantiu que voltariam assim que estivessem devidamente acomodados.

 

*****

 

Na estação de ônibus Minseok e Tiffany brincavam de Jo-Ken-Po. Ele era observador e sempre sabia o que a garota ia fazer pelo ‘jeito que ela mexia as mãos, não perdendo uma partida e deixando a garota irritada.

Sunny se divertia com a interação dos dois. Às vezes, a garota parecia ser mais infantil que Minseok. Quando estava apenas com as duas, entretanto, ele conseguia mostrar seu lado mais maduro, quase parecendo de fato um adolescente de dezoito anos e não a criança de oito, que era como se comportava na frente de outras pessoas.

No ônibus, Sunny sentou-se no lado oposto aos dois. Depois de algum tempo viu Tiffany oferecer algumas frutas para Minseok, que rabiscava em uma folha de papel, e decidiu abrir o envelope recebido pela diretora. Viu uma quantia considerável de dinheiro, ao menos não passaremos fome, pensou. Colocou o envelope na mochila e o empurrou entre as roupas, o mais fundo que conseguiu. Não tinha dormido nada na noite passada, então decidiu tentar cochilar no ônibus. Abraçou a mochila com força e logo adormeceu.

Depois do ônibus, precisaram pegar uma balsa para chegar a ilha de Jeju. Teria sido uma viagem tranquila se Tiffany não tivesse ficado enjoada e vomitado no mar, foi Minseok que segurou os cabelos dela enquanto olhava pro liquido esverdeado com desgosto.

- Eu nunca mais ando de barco na minha vida.

Ela disse enquanto se sentava em um canto do barco que lhe impedia de ver o mar e passava a mão no rosto pálido. Aceitou uma garrafinha de água oferecida por Sunny e se recusou a levantar até a balsa estar devidamente atracada em terra firme.

- Noona, você disse que alguém viria nos buscar, certo? – Minseok ajeitava o boné na cabeça, protegendo-se do sol forte. – Quem são?

- Na verdade eu não sei, só o que a diretora disse é que seria uma advogada, ela cuidou das coisas dos nossos pais.

Sunny buscou nos bolsos o papel com o nome da tal advogada, esperando que ela já estivesse ali. Foram longas horas de viagem e ainda estavam longe da antiga casa, então uma carona seria bem-vinda. Os três jovens andaram até a saída do porto e logo viram uma BMW x1 branca estacionada - uma mulher um pouco mais alta que Tiffany estava encostada na porta do motorista.

Tinha cabelos castanhos que iam até a altura dos seios e usava uma saia midi em um tom azul clarinho com listras verticais mais escuras e uma pequena abertura próximo ao joelho esquerdo, e uma blusa social preta com as mangas dobradas até os cotovelos. Ela prestava atenção em seu celular e não viu os garotos chegarem até ter sua atenção tomada pela moça ao seu lado.

Ela parecia ser bem mais nova que a outra, com os cabelos loiros ondulados até um pouco abaixo do ombro e usando uma calça de linho branca e blusa social rosa-claro, também enrolada nos cotovelos. Ver as duas mulheres fez com que Tiffany e Sunny se sentissem mal vestidas, ambas usavam shorts jeans que não passavam da metade da coxa e regatas. Já Minseok ficou encantado com a beleza das duas.

Sunny desamassou o papel que estava em suas mãos mas ficou constrangida sobre ler o nome em voz alta. Se ao menos tivessem mostrado uma foto para ela, não precisaria se preocupar com a possível vergonha das mulheres não serem quem procuravam. Seu medo foi cessado pela mulher de blusa rosa.

- Vocês são Kim Sunkyu e Kim Minseok? – Ela perguntou.

- E Tiffany Hwang. – Sunny confirmou fazendo menção à amiga que lhes acompanhava.

- Não me avisaram que viria mais um. – A mulher de saia azul desencostou-se do carro e estendeu a mão para Sunny, que a segurou de prontidão, notando como a pele era macia. “Mãos de quem não faz nada”, era o Tiffany diria. – Prazer, eu sou Jessica, fiquei responsável pelo testamento dos seus pais. E essa é Hyoyeon, ela está no quinto período de direito e é minha estagiária.

- Prazer, eu prefiro que me chame de Sunny, se não for pedir muito. – Ela disse, já apertando a mão de Hyoyeon. O aperto foi firme e a deixou sem graça.

Depois das apresentações feitas, Jessica os convidou a entrar no carro para então seguirem até a casa. Era um caminho um tanto longo, durante o percurso a advogada falava sobre as condições da casa que há pouco passara por uma limpeza completa afim de receber os antigos donos e teve a despensa abastecida. Também falou sobre um outro apartamento em nome dos jovens, que estava agora alugado e o dinheiro era depositado todo mês em uma conta no nome dos irmãos. Sunny não lembrava do tal apartamento mas questionou a possibilidade de morarem lá.

O questionamento deixou Minseok agitado. O garoto passou a esfregar ambas as mãos na calça jeans e encarar Sunny, sua cabeça não entendia porque ela não queria voltar para casa, eles prometeram que voltariam. As mulheres sentadas no banco da frente não perceberam a agitação do garoto, que só se acalmou quando ouviu que o local tinha sido alugado havia pouco tempo e uma quebra de contrato não seria bom.

- Algum de vocês tem carteira de motorista? – Hyoyeon perguntou.

- Não. – Os três responderam juntos.

- Seria interessante algum de vocês tirar, não passa ônibus na região e a caminhada até a estrada principal é longa.

Depois disso a viagem seguiu praticamente em silêncio. Quanto mais se aproximavam da casa, mais Sunny sentia frio na barriga, enquanto o sorriso de Minseok se alargava por voltar. Tiffany, vendo reações tão discordantes, passou a se perguntar se estava mesmo pronta para os próximos dias.

Jessica estacionou em frente à propriedade, apenas para abrir o grande portão de madeira e então voltar para o carro e seguir pela pequena estrada de terra até a casa. O local parecia mais um pequeno sítio. A casa era longa, de madeira e tinha apenas dois andares. Assim que parou em frente à casa, todos saíram de dentro do carro, menos Sunny. Ela continuou ali, sentindo a dor no estômago ficar mais intensa e uma tremenda vontade de vomitar. Ela definitivamente não estava pronta para voltar, não depois de tudo.

 

*****

 

A memória do dia em que chegou àquela casa pela primeira vez ainda era viva. O pai das crianças havia sido promovido há pouco tempo e juntou certa quantia para comprar uma propriedade na parte mais afastada da ilha de Jeju.

As duas crianças estavam sentadas no banco de trás, cada uma em uma janela, vendo as árvores e ficando encantadas com a natureza.

- Minseok? – Foi o pai que chamou a atenção do garoto.

- Sim, papai?

- O que acha de ajudar o papai a pintar a casa nova?

- EU ACHO ÓTIMO PAPAI! – Na animação o garoto se levantou do banco e tentou abraçar o pai que dirigia. Ele riu da agitação da criança.

- E eu? O que vou fazer? – Sunny tinha um bico enorme por o convite não ter sido dirigido à ela também.

- Você tem uma função muito especial. – A mãe das crianças virou um pouco no banco e sorriu para a menina.

- E qual é?

- Surpresa! – Os pais disseram juntos enquanto Sunny cruzava os braços e se recostava no banco, irritada.

 

As crianças desceram do carro e começaram a correr por todo o lugar. Ouvindo o aviso dos pais, eles não se afastaram muito da casa. Sunny ficou encantada com a lenha empilhada na parte de trás da casa enquanto Minseok corria para seu interior, subindo e descendo as escadas, entrando e saindo dos quartos.

O segundo andar era tão largo quanto primeiro. Possuía três grandes quartos, fora decidido que um ficaria para os pais e um seria dividido entre as crianças, o terceiro quarto ficaria para as visitas.

A casa já estava devidamente mobiliada. A cozinha era toda em madeira e Hyuna, a mãe dos pequenos, gostou do estilo rústico que a casa possuía. Ao invés da tinta, ela acreditava que apenas verniz seria o suficiente para dar cor à propriedade.

Depois de deixarem as crianças correrem um pouco, Hyuna chamou os dois para mostrar a surpresa de Sunny. Levou as crianças até uma pequena cabana de madeira envelhecida na parte de trás da casa - a menina a viu enquanto observava a lenha empilhada, mas ficou com medo de entrar sozinha ali.

Com o incentivo da mãe, ela abriu a porta com cuidado, tendo uma pequena criatura a pular nos seus pés. Era um filhote de cachorro com os pelos dourados, o animalzinho balançava o rabo enquanto tentava subir na criança.

- Ele é meu? Sério? – A felicidade dela era palpável, sempre quisera ter um bichinho, mas a antiga casa era pequena demais para criar um.

- Sim, gostou? – Hyuna se abaixou e ficou na altura da menina, que se jogou em seus braços com o cachorro no colo.

- Eu amei, obrigada!

- Você vai ter que cuidar muito bem dele, ok?

- Pode deixar, o Min vai me ajudar, não é Min? – Ela passou o cachorro para os braços do irmão, que acariciou os pelos e concordou, sorrindo.

Seriam bons tempos para a família.

 

 

Alguns dias se passaram e tudo corria normalmente. Hyuna tentava organizar a casa, enquanto seu marido Jihoon cuidava de pequenas reformas. Eles se mudaram no período de férias, que logo acabariam e teriam que se preocupar com a nova escola das crianças. Elas, por sua vez, se adaptavam bem à nova casa.

Sunny passava o dia brincando com Cometa, foi o nome que escolheu ao cachorro por ter os pelos dourados e estar sempre correndo.

Já Minseok gostava de ficar sentado embaixo de uma árvore de galhos secos, ela dava uma visão frontal da casa e dali ele podia ver o pai cortando mais lenha e a mãe limpando uma coisa ou outra. Via Sunny sorrir para o cachorrinho e se sentia estranho, como se não fizesse mais parte daquela família.

Ali, debaixo daquela árvore, ele descobriu uma companhia melhor.


Notas Finais


Até logo ^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...