História O Mistério de Annabel - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias O Quarto do Suicídio (Suicide Room)
Visualizações 20
Palavras 1.059
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Drogas, Mutilação, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Capítulo 16


É meio traumatizante você ouvir da garota que você tem uma quedinha que ela fala com os mortos, agora você ouvir dela que você foi uma alma que vagou pela terra e que agora você também consegue ver os mortos é mais traumatizante ainda; não estou conseguindo absorver essa informação até agora, é tudo muito confuso e estressante pra mim, poxa, acabei de acordar de um coma, meio estranho isso. Entro em casa e vejo minha mãe na cozinha batendo um líquido verde no liquidificador

- Como foi com a Anna filho? Conversaram bastante? Foi meio rápido a sua visita - Quando disse a minha mãe que eu ia sair pra ver a Annabel seus olhos brilharam, eu nunca tive uma namorada séria, só algumas ficantes, minha mãe sempre quis que eu tivesse uma namorada, e desde que os Peterson's se mudaram pra cá com uma garotinha minha mãe se encheu de esperança achando que eu poderia namorar ela algum dia

- Foi legal, conversamos um pouco e comemos um lanche, o que você está fazendo? - Tive medo de dizer pra ela o que tinha acontecido, isso nem era certeza ainda, poderia ser apenas uma história com pessoas holográficas pra me colocar medo ou zoar com a minha cara

- É uma vitamina de couve com cenoura e mel, seu médico disse pra você tomar uma vez por dia 

- A mãe que nojo, você sabe que eu odeio couve - Com muito esforço e xingamentos seguidos de ameaças da minha mãe, consegui tomar aquele líquido verde nojento. Terminei minha vitamina e subi pro meu quarto, olhei pela janela e percebi algo que eu nunca tinha reparado antes, minha janela é de frente com a do quarto da Anna, sorri ao ver que ela estava deitada lendo um livro na sua cama com os cabelos encaracolados no rosto escorregando até seus ombros, olhei em volta e percebi que tinha arrancado todos os meus desenhos da parede, eu amava desenhar paisagens, mas hoje eu estava inspirado em desenhar outra coisa. Peguei meu tripé, meus lápis e minha folha, posicionei de frente com a janela e comecei com traços finos fazendo o rosto de Anna.  

                                                            ***

Estava cansada e com dor de cabeça de tão estressante estava sendo meu dia e ainda eram três da tarde, subi e passei no quarto de Jhonny, ele estava distraído com o vídeo game, deveria já ter esquecido do que tinha acontecido na sala com Dominik. Entrei pro meu quarto e tomei um banho demorado e relaxante, coloquei meu shorts jeans e minha camisa de banda, deitei na cama e peguei um livro qualquer da minha prateleira de poesias e comecei a ler pra ver se eu me distraía, até que começou a escurecer e acabei pegando no sono. Abri meus olhos e eu estava em um quarto, sem móveis, sem prateleiras, sem tapetes, sem nada, só uma janela pequena e uma porta, o quarto era inteiro cinza, minha cor preferida, olhei em volta ainda meio atordoada por conta do sono, nunca tinha visto esse quarto na minha vida, fui até a janela e olhei pra fora, ela dava em um beco sem fim escuro, ele parecia ser infinito, fui até a porta e parecia estar emperrada, bati forte com o ombro nela que abre com um estrondo, do outro lado da porta havia um corredor escuro e longo que também parecia não ter fim, tinha várias portas iguais a do quarto que eu estava mas todos com cor diferente, e de frente de onde estava havia uma porta vermelha entreaberta que transmitia uma energia impressionante, sai do quarto que estava temperatura ambiente, quando pisei no corredor me veio uma rajada de vento frio nas minhas pernas forte que cheguei a estremecer, coloquei a mão na maçaneta e quando fui girar uma mão fria e escura segurou meu braço com força e gritando ''Não abra a porta! Volte ao seu quarto e olhe a janela mas não abra as portas!'' Olho pro lado e vejo um borrão em formato de um homem alto me fitando profundamente, seus olhos eram vermelhos da cor da porta e isso me fez soltar a maçaneta e correr de volta pro quarto que eu estava, fechei a porta atrás de mim com força e corri pra janela, olhei pro beco e não vi nada ''Isso só pode ser loucura'' disse a mim mesma convicção, me virei pra porta e lá estava, aquele borrão em forma humana me encarando com os olhos cravados em mim, agora seus olhos estavam cinzas da cor do quarto em que estávamos 

- Quem é você? - Tentei ao máximo não transparecer que estava com medo, mas minha voz estava trêmula demais, e em um piscar de olhos aquele borrão estranho correu em minha direção me jogando da janela, tento me segurar sem sucesso na moldura da janela e caio na imensa escuridão do longo beco e em um pulo abro os olhos e estou na minha cama, no meu quarto gritando sem parar, minha mãe entra no quarto desesperada, já está de noite

- Filha você está bem? - Ela abre a porta do meu quarto em total panico acendendo a luz do quarto me dando dor de cabeça

- Estou sim mãe, foi só um pesadelo - Digo acariciando meu braço ainda um pouco sonolenta

- Ai filha assim você quase me mata do coração! Venha, vamos descer, a janta está pronta - Ela sai do quarto encostando a porta me deixando sozinha, fico por um breve momento olhando pro nada tentado entender esse pesadelo estranho que tive, sinto um incômodo no braço e olho assustada, tinha uma marca de uma mão enorme no meu braço, como se alguém tivesse passado a mão no carvão e tivesse pegado no meu braço, me lembro do borrão do meu pesadelo, ele cheirava queimado, corro pro banheiro e esfrego meu braço forte tentando tirar aquela coisa de mim, embaixo daquele preto tinha algumas hematomas no meu braço, como isso era possível? Começo a entrar em desespero e naquele momento só uma pessoa passou na minha cabeça, antes que eu pensasse em qualquer coisa ouço meu padrasto me chamando

- Annabel! Tem um amigo te procurando - Saio do quarto e vejo aqueles cabelos encaracolados castanho bagunçado no final da escada

- Matias, preciso falar com você...



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