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História O Mistério De Clowfield - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, mais uma história para vocês.

Aproveitem

Boa leitura e fique em casa

Capítulo 1 - Parte 1


Os dias se passavam cada vez mais rápidos, era difícil controlar a ansiedade que se criava dentro do meu corpo, era cada vez mais difícil de se suportar a empolgação, mas tudo isso tem uma razão, um motivo.

Eu me esforçei tanto, tudo o que eu mais queria era passar nessa maldita universidade! Minha cabeça dói de lembrar as noites que eu passei estudando e revirando as pilhas de livros e anotações da minha mesa, mas acho que o pior mesmo é essa sensação de ansiedade mais uma vez dentro de mim.

Hoje é o último dia do prazo para que eu receba a tão esperada ligação dizendo que eu passei e que ganhei a minha bolsa integral na faculdade, as minhas esperanças estão quase acabando e estou cogitando em apenas aceitar as minhas segundas opções de univerdade.

Corro para dentro de casa após chegar da aula de piano, perguntando a minha avó se a universade havia ligado, ela me respondeu que não, com aquela cara triste que me fazia sentir péssima, mas como não quero preocupa-la, apenas sorrio para ela, confortando-a.

Subo as escadas e aviso que não vou jantar hoje, já está ficando tarde, eles provavelmente não irão me ligar, então decido procurar e escolher outra universidade que seja boa também, mas antes disso eu vou ao banheiro, lavar o meu rosto.

Lavar meu rosto me faz sentir um pouco melhor, mas assim que eu me olho no espelho e contemplo a minha cara de cansaço eu volto a estaca zero. Passo as mãos pelos meus cabelos vendo pelo espelho como eles ficam bagunçados. Ser uma quase-adulta é mais difícil do que eu esperava.

Quando eu volto para meu quarto, ando até meu notebook e coloco-o para carregar pois sua bateria está zerada, sento na cama e bufo frustada com a vida, admiro o meu violão vermelho escuro no canto do quarto, seus detalhes pretos e suas cordas todas cuidadosamente afinadas por eu mesma. Há apenas uma coisa que pode me acalmar agora: A música.

Sento na cama novamente, dessa vez com o violão no colo, penso no vizinho que já ligou para a casa várias vezes reclamando do barulho do violão mas apenas ignoro a sua existência, ajeitando o objeto de madeira no meu joelho e couxa, posicionando-me e fechando as olhos, dando uma boa respirada antes de começar a tocar:




"I was left to my own devices"

(Fui deixado por conta própria)


"Many days fell away with nothing to show "

(Muitos dias se passaram sem nada para mostrar)


"And the walls kept tumbling down"

(E as paredes continuaram a desmoronar)


"In the city that we love'

(Na cidade que amamos)


"Grey clouds roll over the hills"

(Nuvens cinzas rolam sobre as colinas)


"Bringing darkness from above"

(Trazendo a escuridão de cima)


"But if you close your eyes "

(Mas se você fechar seus olhos)


"Does it almost feel like"

(Quase parece como)


"Nothing changed at all?"

(Nada mudou afinal?)


"And if you close your eyes"

( E se você fechar seus olhos)


"Does it almost feel like"

(Quase parece como)


"You've been here before?"

(Você já esteve aqui antes?)


"How am I gonna be an optimist about this? "

( Como posso ser otimista sobre isso?)


"How am I gonna be an optimist about this?"

(Como posso ser otimista sobre isso?)"




Eu solto o ar pela boca sentindo a minha cabeça doendo menos e a minha alma mais zen, por isso eu deixo o meu violão de lado na cama e me deito encarando o teto escuro, depois, eu viro minha cabeça em direção a janela encontrando a lua branca no céu noturno fazendo com que apenas alguns raios lunares de luz passasem pelo vidro da minha janela e iluminassem um pouco o quarto.

Escuto o telefone tocando no andar de baixo, imediatamente meu coração começa a bater muito forte imaginando que a faculdade finalmente está me ligando mas logo eu me acalmo quando penso que provavelmente seria o vizinho reclamando do barulho do violão, eu desço pelas escadas encontrando a minha avó assistindo a sua novela de sempre, completamente concentrada.

- Alô? Senhorita Jane? - ouço a voz feminina sair do telefone e meus olhos se arregalam.

- S-Sim, sou eu! - eu falo mas entusiasmada do que queria.

- Nós estámos ligando da Universade Clowfield para parabeniza-la e convida-la para visitar o campus esse fim de semana.

- Isso significa que eu...passei? - pergunto sentindo meu coração falhar.

- Sim senhorita, as aulas começam daqui a exatamente duas semanas, apresente-se pelo menos quatro dias antes para efetuar a matrícula, o restante dos detalhes serão mandados em seu e-mail e você tem até dois dias para confirmar sua entrada.

- Entendi, muito obrigada - eu digo e a mulher desliga a chamada.

Eu me aproximo lentamente da sala sentindo uma enorme vontade de gritar mas não o faço pois minha avó é uma senhora de idade e eu não desejo que ela tenha um infarto agora e nem nunca. Sento ao lado dela no sofá e ela nem percebe pois está fissurada em sua novela.

- Vózinha - eu chamo carinhosamente passando meus braços ao redor dela, ela olha para mim sorrindo e me abraça de volta - Advinha quem acabou de me ligar?! - tento conter a empolgação mas não consigo.

Imediatamente ela se levanta, olhando para mim surpresa e esperançosa, observando o meu sorriso de orelha a orelha e dizendo:

- Não me diga que... - ela para de falar.

- SIM! - eu grito sem conseguir mais me conter e ela corre e me abraça apertado, eu abraço-a de volta sentindo as minhas lágrimas molharem minhas bochechas e pulando de tamanha felicidade.

- Eu consegui vovó! - digo em meio ao choro.

- Eu sempre acreditei em você, Jade - ela responde e beija minha testa.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, se sim, Favoritem por favor.

Comentem o que acharam e até o próximo capítulo.


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