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História O misterioso sumiço das camisas brancas. - Capítulo 2


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Notas do Autor


Créditos ao pertencente da imagem!
Obs: a mulher na foto está representando a Shui.
Ps: a imagem do cap é a imagem citada pela Ha-Eun :)

Capítulo 2 - Era uma vez...


Fanfic / Fanfiction O misterioso sumiço das camisas brancas. - Capítulo 2 - Era uma vez...

P.o.v Ha-Eun.

Era uma vez um cofre, que arruinou a minha vida.

Para sempre.

Algumas especulações começaram a rodear pela cidade, de que tinha um maníaco pelas redondezas, mas não foi exatamente assim que eu pensei.

Shui Nabi Byun era, e isso eu afirmo com certeza, minha melhor amiga, irmã de outra mãe, tanto que passei mal quando descobrimos seu cadáver. Fiquei muito tempo sem dormir e fui obrigada a tomar remédios controlados, comecei a passar no psicólogo...

Tomei coragem e fôlego 'numa manhã qualquer, enquanto era a única pessoa acordada na minha casa e resolvi desenterrar algo que pudesse amenizar minha perturbação. Segurei o celular com incerteza, mas abri minha conversa com a Shui e segurei o choro ao ler sua última mensagem enviada: 

"Tô terminando de comprar as camisas, vou entregar elas 'pra 'vcs' na terça feira, ok?? Te amo muitão❤' 'tô' ansiosa 'pra gente se ver na segunda..."

Me lembro de ter lido pela barra de notificações mas não cheguei a responder na hora, fui respondê-la uns 7 minutos depois:

"Eeeeeeee!! Tu comprou qual tamanho?"

"Shu, também te amo, me liga quando chegar em casa♡♡."

"Ow, quando tu entregar, a gente vê se faz a estampa que nem a Laura falou, né? E eu 'tbm' 'tô ansiosa 'pra te ver aaaaaaaa."

Fiquei esperando pela resposta ou uma ligação sua, como o combinado, mas nada de novo aconteceu, então continuei mandando:

"Shu, já chegou em casa??"

"Cê 'tá bem?????????"

Liguei, mas a mesma nunca chegou a me atender. Foi aí então que reparei...Nabi não estava mais recebendo as mensagens. Fiquei em pânico e fui até o contato da mãe 'pra verificar se estava tudo bem. A Sra.Byun não me confirmou nada, disse que estava indo na polícia registrar o desaparecimento dela e eu fiquei...desolada.

Já estava escurecendo e era por volta das 7 da noite. Shu não tinha dado sinal de vida e nem voltado para casa, sendo que era perigoso estar na rua àquela altura, tendo em vista sua idade também. (Ela tinha só 14 anos)

Saíamos todas sozinhas, já que a cidade é pequena, não tinha tantos riscos pela região. Bom, era isso que pensávamos até a morte de Byun. 

Eu nunca notei algo de errado ou estranho na sua vida, parecia tudo tão perfeito...ela tinha um emprego (jovem aprendiz), participava do teatro da escola, tirava boas notas...então por que diabos alguém teria motivos 'pra machucá-la!? Ela nunca se meteu em nenhuma briga feia que a comprometesse, sempre resolvia tudo na base do diálogo e calmaria. Não parecia ter nenhum inimigo ou inimiga ao seu redor que tivesse intenções ruins para com a mesma. Era tudo tão tranquilo e sereno...

Enquanto arrastava a conversa mais ao fundo, só encontrei mais e mais mensagens bobas e normais, como trocávamos de costume. Porém, não achei nada que me desse uma luz. Fiquei deitada na cama e rolando minha galeria de um lado 'pro outro, procurando por fotos nossas antigas, apenas para matar a saudade, foi aí então que achei no meu rolo da câmera uma imagem recente, de quase um mês atrás. Na foto, ela estava na frente de sua casa, de um jeito bem simplezinho, posando com o seu cachorro, o Sabrino. Fiquei em choque sabendo que aquela foi a última vez em que a vi viva, e que a fotografei. Seja de um jeito tosco ou não, sempre tive medo disso acontecer comigo. Foi assustador 'pra mim encarar a realidade...

Pensei comigo mesma, relembrando momentos nossos e de repente, algo me veio à cabeça. Nabi não poderia ter voltado sem a sacola...ou alguém a assaltou e 'numa briga por sobrevivência ela morreu e foi enfiada no cofre, ou algo muito, tipo muito pior aconteceu...comecei a entrar em pânico com o pensamento de que talvez houvesse um estuprador/assassino em série correndo por aí, abusando e matando meninas de todas as idades. 

Era uma vez nossa cidade pacífica que se afogou no pavor, e a luz que se apagou, acendendo um único fósforo: esperança. Foi o que eu precisei 'pra respirar fundo e focar apenas nas coisas boas que me foram deixadas, o que restou da Shu para mim, deixei o aparelho de lado por aquele momento e tentei esvaziar a cabeça, esquecer, distrair...então recebi uma ligação da Ayumi.

—Oi.—Atendi, sem nenhum gesto de gosto ou prazer.

"Oiiii!" —Disse, 'num tom que me pareceu forçado. "A polícia já tem um suspeito, né?" Talvez ela tenha comentado de maneira inofensiva, mas achei desrespeitoso...

Eu não sei. Parei de 'acumpanhá' o jornal.—Me mantive seca.

"Nossa...por que?"

—Ela morreu faz pouco tempo e eu ainda 'tô' abalada. Também porque meu médico mandou eu parar de acompanhar.

Ficamos quietas por uns breves segundos até sua voz ressoar novamente, dessa vez um pouco mais aguda, o que me fez afastar o celular por impulso.

"O Sabrino." 

—Quê?—Voltei à posição de antes.—Não ouvi, desculpa.

"A mãe da Shui 'tá agarrada no Sabrino." —Repetiu, mais devagar e mais alto.

Incomodada, afastei o aparelho de novo.

—Claro, né? É o que sobrou dela.

Um suspiro ruiu através da linha. Ayumi emitiu um "uuuh..." mas não conseguiu se expressar durante quase um minuto, fiquei cansada e tomei a liderança.

—Eu...

"É estranho tu não querer saber do caso." —Interrompeu.—"Teu médico que mandou, né? Mas é esquisito..."

Corta essa!

—Oi!?—Fiquei incrédula. Não acredito que ela estava desconfiando de mim...

"O que?"

Revirei os olhos.

—Meu Deus, você nunca muda!—Desliguei.


Notas Finais


Sim. Os a capítulos são curtinhos mesmo e terminam de um jeito bem aberto.
:) obrigada por ler!💓


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