História O Monótono Diário de Isaac - Capítulo 16


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Boyslove, Diário, Romance
Visualizações 84
Palavras 1.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente, a versão física de Anjo Negro (meu livro yaoi) estará na promoção até dia 13/05. Vou deixar o link nas notas finais, ok? ;-)

Capítulo 16 - 08.05.18 Terça


Fanfic / Fanfiction O Monótono Diário de Isaac - Capítulo 16 - 08.05.18 Terça


De: [email protected]
Para: [email protected]
Assunto: Gênesis 3,19

 

Hey, boa noite, amiga!

Já parei de espirrar, ainda bem. Não sei onde eu estava com a cabeça pra permanecer com roupa molhada naquele ventinho da sexta-feira (a água da piscina era aquecida, mas ao sair da água morna… já era). Mas, ok… Já foi, né?

Lição dada, lição aprendida.

Bem… Teoricamente.

Mesmo com o “beu dariz” escorrendo, fui ontem e hoje ajudar o Seu Antonio. E esses dois dias foram mais pesados, porque as alas que eu precisei limpar eram maiores (o cemitério é bem grandinho).

Hoje mesmo teve uma hora, enquanto eu limpava um dos túmulos, que vi algo que me chocou um pouco: o nome de um casal de sobrenome “Belson”, falecidos em 2015, estava no túmulo ao lado daquele em que eu estava trabalhando.

Sim, eu já sabia que os pais do Nicolas tinham morrido, porque ele comentou comigo (eu te contei no último email). Mas ter visto o lugar em que estão me deu uma sensação ruim. Fiquei imaginando como foi pro Nick e pra Jack ter perdido ambos numa tacada só, em um incidente tão repentino. Na sexta, quando ele falou sobre o assunto, não demonstrou nenhuma tristeza (parecia uma fortaleza). Mas eu me pergunto como é para os dois terem se afastado dos pais à força (diferente de mim, que saí de perto dos meus por opção, e ainda posso recorrer a uma visita).

E foi naquela hora, em plena tarde de segunda-feira, que me toquei de algo ridiculamente óbvio, mas que eu estava ignorando: aquele cemitério onde tenho trabalhado está cheio de corpos em putrefação (não gire os olhos, eu avisei que era ridiculamente óbvio).

Pessoas mortas.

Esqueletos virando pó.

Carne fedorenta com vermes, debaixo daquele monte de concreto e estátuas de anjos.

Por um momento, eu quis correr dali, mas ainda tinha muito trabalho. E o Seu Antônio estava por perto. Não que eu estivesse com medo (e não fique com essa cara de “aham” que eu sei que está fazendo)… O que senti não foi medo! Foi mais como uma premonição do futuro, uns pensamentos doidos: as pessoas que estão ali… São (ou eram) amadas? Ainda são visitadas?

E o mais dark de tudo: daqui a quanto tempo eu estarei na mesma situação?

Claro, amiga. Porque um dia isso vai acontecer. Com todos, não importa quem…

 

 

Oi, fui buscar um pouco de água, agora.

 

Enquanto eu enchia minha garrafa olhei pra uma parte no chão de madeira polida da cozinha. Perto do batente da porta que leva até a sala tem umas manchas mais escuras, só que essa parte está lixada. Como se alguém tivesse tentado limpar algo que impregnou.

Quer saber minha teoria?

Acho que é o sangue do antigo dono da casa. O tal “Senhor Roberto” que o Nicolas me fez o (des)favor de contar.

Naquele dia eu não me importei (afinal, foi a primeira vez que o Nick falou comigo, eu estava era deslumbrado, isso sim!). Mas ter descido lá agora e notado a mancha (quase apagada - não é um cenário de terror, nem nada) foi meio estranho. E o Nicolas contou que os cães… Bem, ele falou que eles estavam com a boca suja de… Ah, bem, este tipo de detalhe eu não preciso dar, né?

O fato é que: é esquisito morar numa casa onde uma cena dessa aconteceu no passado.

Só esquisito. Não é tenebroso, nem nada do tipo.

A minha mãe sim, é bem supersticiosa. Se ela soubesse dessa história era capaz de… Sei lá, tacar fogo na casa. Mandar benzer, não sei (e nem quero falar dessa coisa de “benzer”, porque me traz más lembranças).

Eu não acredito nessas bobagens. Por exemplo, ninguém vai morrer porque um calçado está de ponta cabeça. Ninguém vai ter azar se cruzar com um gato preto (coitado dos gatos pretos). E todas essas baboseiras aí.

É, talvez eu tenha uma essência de “Isaácula” mesmo. Convivo com essas porcarias com ceticismo o bastante para não me surpreender. Se aparecesse um vampiro na minha frente eu perguntaria “onde é a festa à fantasia?”

(mentira, eu sairia correndo pensando que é um doido varrido querendo me matar)

 

E falando em minha mãe, o dia das mães está chegando, né…

Sabe, é estranho o fato de eu ainda não ter falado com ela desde que me mudei. Eu só dei uma ligada pra ela no dia da mudança, avisando que cheguei vivo, e depois disso eu só respondo mensagens básicas dizendo que estou bem.

Ela não tem me ligado, e isso porque… Bem, eu meio que pedi pra ela.

Não.

A verdade é que, antes de sair de casa a gente discutiu.

Cheguei a comentar com você que eu tinha apressado a minha vinda até aqui, né? Foi por causa de uma discussão…

Pois é. Eu não estou super afim de falar sobre isso agora… Mas sei que cedo ou tarde vou ter que fazer isso.

E também, eu vou ter que ligar pra ela, conversar com ela…

Ah, caramba. Não sei se estou com cabeça pra isso, amiga. Dá um gelo no peito só de imaginar eu discando pra minha mãe.

Eu sei, eu sei!

Vou fazer isso antes do dia das mães. Mas ainda não estou pronto. Talvez na quinta? É, quinta-feira… Pra quê deixar algo para amanhã, se você pode fazer isso depois de amanhã… né? (eu mudei o ditado de propósito)

Que filho escroto que eu sou.

 

Bom, por enquanto acho que chega. Seus olhos não são pinico para lerem tanta ladainha, né? Eu vou tentar fazer uma janta decente aqui. Ao menos eu já estou fazendo um arroz mais apreciável. E ovo cozido, bem… É só deixar o tempo certo que não dá merda.

E depois de jantar acho que vou assistir a um certo vídeo que gravei…

 

Exatamente. Aquele mesmo.

 

 

… Eu sei que sou um moleque horrível e digno de pena. Eu já me detesto o suficiente, não preciso de lembranças.

 

Até mais, amiga…

 

E desculpe… Por tudo.

 

 


Notas Finais




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