História O Monótono Diário de Isaac - Capítulo 19


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Boyslove, Diário, Romance
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Palavras 1.821
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 19 - 10.05.18 Quinta (noite)


Fanfic / Fanfiction O Monótono Diário de Isaac - Capítulo 19 - 10.05.18 Quinta (noite)


De: [email protected]
Para: [email protected]
Assunto: Vou dormir num bom lugar

 

 

Eu não estava planejando escrever mais nada hoje, mas eu tinha que comentar… (a propósito… oi novamente, amiga! Boa noite ^_^).

Quando eu fui essa manhã falar com o Nicolas sobre o colchão descobri que ele não estava (as folgas que ele tem do mercado são apenas de sexta e sábado), mas a Jaqueline me atendeu.

Nossa, que alegria ela demonstrou quando me viu. Gritou com os braços abertos “Isaaaaaqueeee” e veio correndo me abraçar (o portão chega na nossa cintura, então não foi empecilho). Eu achei isso legal… Acho que faz bem pro ego ser recebido dessa maneira, hehehe.

Expliquei pra Jack minha situação meio por cima (só falei que receberia minha mãe e não tinha colchão extra), e ela já foi toda solícita. Disse que iria passar o fim de semana com uns amigos, e deixaria o colchão dela comigo. Nessa hora eu fiquei meio sem jeito, por ser um garoto dormindo no colchão de uma garota (desculpe, mas não sei explicar bem esse sentimento… só parecia… errado…), e ela pegou meu olhar, entendeu, e ligou na hora pro Nicolas (como ela faz isso? Jesus! A menina leu minha mente?).

Depois que ela falou com ele (e recebeu permissão), pediu pra eu ir até o quarto do Nick, ajudá-la a pegar o colchão. Caramba, eu fervi de vergonha. Ela me puxou e falou “Deixa de ser tonto, ele não liga!”. Mas ela não entende a coisa toda… Nem eu entendo por que fiquei tão vermelho (nah, talvez eu entenda, sim).

E lá estava eu, no quarto do Nicolas… Mas sem o Nicolas. E a mesma janela por onde espiei naquela madrugada. Na escrivaninha, o computador onde ele assistia sabe-se lá o quê pra bater uma… e a cadeira onde ele esteve sentado…

Minha mente perversa quis muito ligar o computador e checar o histórico de navegações (mas não fiz isso, não tinha motivo pra ligar o PC dele).

O quarto era bem simples, mas super ajeitado. Além do básico tem também uma estante cheia de livros e caixas de games. Dei uma olhada perto da televisão dele, onde estava o PlayStation4. Aparentemente o Nick está jogando Dark Souls 3.

Ok, então ele curte um RPG estilo “dark fantasy”, hum? Legal.

A Jack percebeu que eu estava checando as coisas do irmão. Essa menina ficava me olhando de um jeito que dá medo… Mas ao mesmo tempo gosto dela. Que dualidade doida.

Eu me toquei que estava xeretando demais e fui em frente (pensei “foco na missão, Isaac! Foco!”). O colchão do Nicolas é bem pesadinho, daqueles bem espessos, e de mola. Foi meio chato sair na rua com aquilo… Eu pegando de um lado e a Jack de outro (a Dona Maionese ficou olhando desconfiada). Quando eu abri o portão da minha casa, a Jaqueline chacoalhou os braços como se tivesse sentido um calafrio. Eu perguntei “o que foi”, claro. E ela disse que o lugar tem energias pesadas.

Eu não entendo nada dessas coisas “zen” ou espirituais. Se pra ela a energia da minha casa é pesada, iria ser esmagada na casa de meus pais, coitada. Mas ela acabou entrando (ainda bem, porque eu não iria conseguir levar aquilo sozinho sem encostar no chão de terra). Ela comentou que nunca tinha estado lá antes, e que era uma espécie de desafio que a molecada da rua tinha quando eram crianças: invadir a casa do Senhor Roberto. Mas ninguém nunca arriscou, por causa dos cães de guarda.

Eu ri disso. Falei que ela e o Nick poderiam investigar à vontade, sempre que quisessem (será que a Miss-Lê-Mentes pegou o meu convite?).

O caminho todo em que levávamos o colchão (uns 30m) ela ficava olhando para os lados como se enxergasse coisas a mais. Pra quebrar aquele silêncio sinistro eu brinquei “Mó floresta aqui, né”, e o que ela respondeu foi “É aqui que você vai receber sua mãe?”. A Jack estava inconformada. Eu dei de ombros (ia fazer o quê?).

Quando chegamos no casarão então, nossa. Ela perguntou onde estavam os móveis, e por que a casa era tão vazia. Eu fiz um super resumo, meio que contando que eu não tinha tido tempo para comprar minhas coisas quando saí de casa às pressas. E ela fez aquele “hummm” de quem entendeu mais do que foi dito.

E, sinceramente, acho que entendeu mesmo. A mina parece mesmo que vive num outro mundo. Muito perceptiva.

E… do nada… ela bateu palmas e decidiu fazer a faxina comigo. Simples assim.

(até agora estou em dúvida se a mina é legal demais, ou se apenas é louca, mesmo… prefiro pensar que ela é super gente fina)

Ela colocou as mãos nos quadris e disse que aquilo estava precisando de um toque feminino. Eu ia discutir, mas quando ela começou a apontar as coisas simples que eu não tinha, fui colocando o rabo entre as pernas.

Ela deve ter perguntado umas sete vezes “Como eu vivi até agora naquele lugar”.

E fizemos um passeio até o mercado. Sim, fomos no Via Colina, onde o Nicolas trabalha (o lugar onde eu nunca mais pisei depois da gafe de não ter respondido o bom dia dele).

Os ítens de minha compra foram coisas que eu não tinha nem sonhado em comprar… Escorredor de louça, copos, pratos (eu usava uma caneca personalizada de game e uma tigela velha nas refeições), talheres decentes, lixinho de cozinha… E por aí vai. A maioria era coisa de cozinha, mesmo, porque a Jack fez o favor de ter fuçado na minha (e não encontrou nada além de umas aranhas debaixo da pia).

É… eu realmente precisava de ajuda. Santa Jack (mas essa compra ficou mais cara do que eu esperava… encurtou muito meu tempo de grana livre).

No meio do caminho encontramos o irmão dela, e nessa hora a Jaqueline mais uma vez grudou os olhos em mim. Eu não tive mais dúvidas: a bendita estava me analisando! Eu tenho certeza de que ela já sacou qual é a minha, porque viu que fiquei sem jeito quando cumprimentei o Nicolas (ele estava com uma prancheta na mão enquanto verificava o corredor de bebidas… ele fica tão gato quando concentrado!).

Ela explicou o que a gente estava fazendo, e ele abriu aquele sorriso. “Então você ligou pra sua mãe? Se falaram?”, me perguntou. Eu só mexi a cabeça, porque, né… A gente estava no meio do mercado, tinha gente passando, e eu não estava exatamente com vontade de conversar sobre o assunto em público.

E foi aí que a Jack fez de novo a loucura dela (das que me deixam de olhos arregalados): “Nick, a casa dele está horrível! Ele não pode receber a mãe com aquele mato… Vai lá comigo amanhã, pra gente dar um jeito naquela selva?”.

Eu já fui falando que não precisa. E ela é de um jeito que não dá pra simplesmente negar… Então falei que iria pagar pelo serviço, mas não adiantou.

Olha, se tem uma coisa que eu não estou acostumado a receber, são favores. É estranho, porque fico mesmo sentindo como se eu não merecesse aquilo. Como se o tempo todo eu ficasse devendo algo (talvez essa sensação seja uma herança das palavras “carinhosas” que eu ouvia em casa).

No fim, ele topou sem pensar duas vezes. Não só isso: parece que ficou realmente feliz em saber que iria desbravar o antigo quintal do Sr. Roberto… O meu quintal.

Eu senti aquela bolha morna crescendo no peito.

Então… Está combinado que amanhã cedinho eles vão vir aqui. Parece que um amigo do Nicolas vai vir junto pra ajudar a ser mais rápido. A Jaqueline não pareceu muito feliz quando o Nick falou do cara, um tal de Marcus. Ela disse que ele tem uma “vibração ruim”. Seja lá o que isso significar, eu não gostei muito também. Mas o Nicolas insistiu que o cara era bom de braço pra pegar numa enxada (e, convenhamos, vai precisar).

Tá certo que eu preferia que viesse só ele, mas eu não poderia esperar que uma “operação reforma de jardim” fosse como um encontro, né.

Na volta, eu perguntei pra ela o que tem esse tal Marcus. De acordo com ela, ele é um babaca. E eu arrisquei “É seu ex-namorado?”. Ela demorou um pouco até responder que era algo assim, mas não exatamente. Já tiveram um casinho rápido, mas ela percebeu a tempo que ele é uma pessoa desprezível. “Meu irmão não tem a mesma sensibilidade que eu, por isso não percebe certas coisas”.

Amiga, nem me pergunte… Eu também não entendi bem isso. Só estou tenso pra conhecer o cara amanhã. Seja ele como for, a propaganda não foi das melhores, definitivamente.

Quando chegamos, a Jack ajudou com a limpeza, mas deixou as aranhas para mim. Ela me ensinou algumas coisas básicas (que eu deveria ter aprendido há anos) e depois ela foi até a casa florida para me emprestar uma batedeira.

É que… Ela insistiu que eu fizesse, sozinho, um bolo para minha mãe. Daqueles de caixinha, mesmo, que só precisa misturar uns três ingredientes extra. Ela jurou que era simples, e me ensinou a ligar o forno (eu achei que estivesse quebrado, mas era só uma trava de segurança… como sou noob pra essas coisas, cruzes!) e ela prometeu mais uma vez que viria amanhã cedo com o Nick.

Então… É isso. Foi um dia cheio de Jack, com conversas amenas (descobri que eles são gêmeos, e têm 24 anos - ela parece que tem uns 17! O_O) e tive muitas aulas sobre como cuidar de uma casa. Eu estou me sentindo bem aqui, porque está realmente limpo, agora. Aquela primeira faxina que eu achava que tinha feito era um nada perto do que fizemos hoje.

E amanhã tem mais. Só que estou com medo daquele jardim florestal. Os únicos lugares pelos quais passei até agora foram o caminho de pedras principal, que leva do meu portão até a varanda do casarão… E o caminho lateral que leva para o portãozinho. Tem centenas de metros quadrados esperando para serem desbravados.

E eu vou fazer isso com o Nick… E aquele colega dele ¬¬

Mas o Nick e a Jack estarão aqui, então tudo bem.

Vai ser um dia bem diferente. E como já vai ser amanhã que minha mãe chega, não sei se terei tempo para mandar e-mails. Não sei o que vamos fazer no final de semana, nem o tempo livre que vou ter…

Então, por enquanto direi “até breve”, amiga!

E que você tenha um dia das mães lindo. Seja você uma mãe, ou uma filha… Que você e sua mãe possam desfrutar de um momento juntas, esteja ela onde estiver, nem que seja em seu coração.

Desejo sorte para você, no que quer que faça!

Me deseje também, para a super faxina botânica de amanhã.

Durma com os anjos, amiga!


Notas Finais


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💕 Agradeço muito pela leitura 💕


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