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História O monstro - Namjin - Oneshot - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Foi assim que aconteceu


Fanfic / Fanfiction O monstro - Namjin - Oneshot - Capítulo 1 - Foi assim que aconteceu

Há muito tempo atrás ouvi um barulho baixo de um choro. Subi em minha cama para conseguir alcançar a única janela que possuía em um cômodo escuro em que chamava de quarto.

Passei meu olhar pela grama baixa até ver um garotinho chorando perto de uma das várias árvores da grande floresta, ele parecia ter mais ou menos minha idade, então queria ajuda-lo.

Seokjin: Hey, garoto. – ele deu um pulinho de susto e olhou para todos os lados, me procurando.

??: Q-Quem é você? E onde você está?

Estiquei minha mão para fora da janela.

Seokjin: Estou aqui.

??: Você foi enterrado?

Seokjin: Não, meu quarto é nesse nível mesmo. – tirei minha mão dali e vi ele se aproximando.

??: Olá. – disse após se abaixar para me ver melhor.

Seokjin: Oi. – sorrio – Meu nome é Seokjin.

??: O meu é Namjoon.

Seokjin: Porque estava chorando, Namjoon? – falei calmamente, logo vi ele chorando.

Namjoon: Eu n-não estava chorando. Já tenho 10 anos! – ri por causa daquele rostinho fofo – Mas é que... eu me perdi e não sei como voltar.

Seokjin: Meu pai me deu algumas folhas dizendo como ir para a cidade caso algo assim acontece-se, a casa é muito longe da cidade. Vou pegar uma para te dar. – sai da cama e peguei uma das folhas.

Voltei para a janela e entreguei o “mapa”.

Namjoon: Obrigado, moço. – sorriu – Mas antes de ir, quero te perguntar algo.

Seokjin: Pode perguntar.

Namjoon: Porque está aí em baixo?

Seokjin: Bem... eu não sou um humano. As freiras me chamam de monstro.

Namjoon: O que você tem de diferente para ser um monstro?

Abaixei um pouco minha cabeça para ele ver que minhas orelhas são de raposa.

Seokjin: Eu nasci com orelhas e rabo de raposa, mas meus pais são humanos.

Corei ao sentir uma caricia em um dos meus ouvidos.

Namjoon: Elas são lindas e macias. Como não pude reparar nelas antes?

Seokjin: Eu disfarço minhas orelhas no cabelo e escondo minha cauda em minhas roupas, para parecer o mais humano possível.

Namjoon: Esses detalhes de raposa te fazem ser único, te fazem mais lindo do que já é. – Fiquei quieto e corando, ouvindo tudo, inclusive seu suspiro – Acho que já está na hora de eu voltar para casa, meus pais devem estar preocupados. Amanhã eu volto, Jin!

E ele se foi, mas voltou em todos os seguintes, mas voltou em todos os dias seguintes, mesmo em dias de chuva, ou no inverno, ele sempre aparecia com seu lindo sorriso que fazia eu esconder coisas ruins que eu passava.

Porém um dia meu pai contou o motivo de eu ter algumas características de raposa. Foi um motivo tão absurdo que fez eu brigar com ele, mas como ele é mais forte que eu, ele acabou me espancando, deixando marcas em meu rosto que não conseguia esconder de Namjoon.

Depois de um tempo, vi aquelas lindas covinhas em minha pequena janela.

Namjoon: Jin-hyung, cheguei.

Logo fui para janela para vê-lo de perto, sentia tanta saudade de seu doce olhar que acabei esquecendo de esconder o machucado em meu rosto.

Seokjin: Oi, Joonnie. – sorri fraco.

Namjoon: O que aconteceu com seu rosto?

Seokjin: Ah, é que eu cai. – menti.

Ele colocou sua mão meu rosto e fez uma caricia ali.

Namjoon: Eu conheço quando o machucado é por queda. O que, realmente, aconteceu? – disse fazendo um leve carinho em meu rosto.

Eu não aguentei e comecei a chorar como uma criança.

Seokjin: Papai revelou o porquê de eu ser um monstro e depois me bateu. – começo a soluçar – C-como, ao contrário ele, é meu a-aniversário de 18 anos, ele c-confessou que foi culpa dele eu ter n-nascido assim. Ele disse que mamãe g-gostava muito de raposas, e-então fez o gene dele com o dele e i-injetou nela, que m-me teve. Eu r-reclamei com ele, pois se não f-fosse por ele, eu seria l-livre, mas ele se i-irritando e me batendo.

Namjoon: Calma, querido. Está tudo bem. Já passou e eu estou aqui agora. – fez carinho em minha bochecha – Quer desabafar mais algo? Tem mais algo que escondeu de mim?

Seokjin: B-bem... – seco minhas lágrimas – Eu nunca conheci minha mãe por ela ter morrido quando nasci, por isso meu pai me odeia, e as freiras que as vezes cito tentam me exorcizar e me matar, elas me chicoteiam e me limpam com água benta.

Namjoon: Eu queria que tivéssemos nascido trocados, uma pessoa tão linda internamente e externamente não merece sofrer tanto. Mas eu prometo que eu vou te tirar daí, vou te fazer livre, Jin.

Seokjin: O-obrigado, Joonnie. Você não sabe o quanto que quero te abraçar agora.

Namjoon: Você vai me abraçar futuramente, vai poder me abraçar o quanto quiser.

E como dito, se foi feito. Ele sumiu por volta de uma semana, me trazendo preocupação e tristeza. Mas quando voltou, foi com uma pá na calada da noite, quando estava dormindo.

Acordei sentindo uma brisa fria que aumentava com o tempo, me sentei na minha cama, olhei ao redor para ver o que era e me surpreendi ao ver o Namjoon abrindo a parede com uma marreta. Ele tinha simplesmente cavado a área da janela para poder abrir a parede.

Namjoon: Vamos, raposinha. Vim te trazer algo que deveria ter tido desde sempre. – disse baixo, mas sorridente.

Não aguentei, soltei lágrimas e o abracei forte.

Seokjin: Muito obrigado, Joonnie.

Namjoon: Não é hora de agradecer, é hora de sair daqui o quanto antes.

Ele segurou minha mão e saiu correndo, foi a primeira vez que senti o vento. Ele me levou a um aeroporto e explicou que os dias que não o vi, foram os dias que ele planejava tudo para começar uma nova vida aqui. Também explicou que ele ainda ia todo dia, mas quando eu estava dormindo.

 

Seokjin: Eu finalmente comecei a ser tratado como uma pessoa normal, alguns me olhavam torto, mas nunca me impediu de ser feliz com seu pai. Mas a melhor coisa que ele me deu foi vocês. E como me pediram tanto para que eu contasse essa história, eu esperei o momento certo para que vocês conseguissem entender tudo. Saibam que eu amo vocês, Nabi e Hyeon.

Namjoon: Eu também amo muito vocês. Mas o papai Jin mentiu, eu não chorei!

Seokjin: É verdade, estava caindo o mar nos olhos dele. – ri com as crianças.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado


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