História O mundo dá voltas, babaca! - Capítulo 36


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Mudanças, Romance
Visualizações 156
Palavras 670
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 36 - Chega!


***

 

A-C-A-B-O-U.

Definitivamente agora são férias!

Os alunos vibravam e dava para ouvir a gritaria no corredor. Sim. Todos estavam eufóricos, assim como eu.

Terminei de copiar o que estava no quadro e ajeitei minhas coisas dentro da bolsa. Saí em direção do meu armário, onde peguei alguns livros que usarei nas férias. Fechei a porta de metal do armário, e entrei no em um dos corredores que dava para a saída.

Maria Luíza havia ido embora mais cedo, pois seu irmão teria que voltar para o SPA e ela teria que cuidar da sobrinha. Então, não tinha mais carona. Eu iria de ônibus. Andei até sair do corredor da escola. Passo pelo pátio, não coberto, quando sinto um esbarrão muito forte em meu ombro. Um choque percorreu por todo o meu corpo, o que fez os meus livros, que estavam apoiados em meu braço, caírem no chão, e meus óculos voarem para longe. Abaixei-me e tateei o piso cimentado a procura das minhas coisas. Eis que um par de botas para diante de mim. Só tem uma pessoa, naquele lugar, que achava aquele calçado a sensação do momento.

– Que bom! Finalmente a sem graça achou seu lugar na sociedade.
Ao ouvir aquela voz, todas as minhas dúvidas acabara. Priscilla havia passado de todos os limites! Uma onda de raiva, apenas de raiva, tomou conta de mim. Eu queria levantar e estapear a cara dela. Mas eu decidi que eu não iria descer o meu nível ao dela. Por isso, continuei procurando meus óculos. Até que o som de lentes sendo estraçalhadas ecoa pelo meu ouvido. Respiro fundo e tentei conter as lágrimas de ódio.

Aquilo já era demais. Priscilla havia ultrapassado tudo o que se pode imaginar. Tinta na formatura, trancar no vestiário, apelidos constantes, lanche sendo roubado. Isso não era suficiente? O que ela queria comigo? Ela não podia simplesmente me esquecer? Sei lá. Fingir que não existo.  

Ergui um pouco meu corpo, mas algo estourou nas minhas costas, fazendo com que eu me curvasse novamente. Pude sentir um líquido escorrendo sob o tecido da minha blusa. Balões com água? Levantei o olhar e vi vários deles vindo em minha direção. Ao chocar e estourar na minha roupa, os balões deixavam marcas, o que me fez deduzir que estavam cheios de corantes. Não parando por aí, ovos foram arremessados. Alguns não chegavam até mim, outros caíam em minha cabeça, outras batiam em minhas costas.
– Presentinho para as férias. – Priscilla debochou. Percebi que ela se aproximou mais de mim, porém, seu nojo a fez ficar a poucos centímetros distantes do meu ouvido. – E como brinde, eu não vou deixar que tirem fotos ou filmem a cena.

Nossa. Grande brinde, não é mesmo Priscilla? 
Ouvi altas risadas. E a cena do que havia acontecido comigo naquele baile vieram à tona. Então, não pude evitar. As lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Queria ter o poder de ficar invisível, para que ninguém me olhasse assim. Mais uma vez fui humilhada em público.

Levantei meio cambaleante, o que fez eles rirem ainda mais, e saí correndo.  Eu não sabia para onde ir, até me lembrar de que guardo algumas roupas nos armários do ginásio. Dobro a esquerda, passo correndo pelo meio da quadra de basquete, e entro no vestiário. Os olhos embaçados, tanto pelas lágrimas como pela falta dos óculos, dificultaram um pouco a localização do meu armário. Depois de muito esforço, achei. Abri-o e retirei as coisas que eu havia guardado lá. Joguei em cima do banco e fui atrás de papel para retirar as cascas dos ovos presos no meu cabelo.
Parei diante da pia, onde um enorme espelho quadrangular refletia o meu estado. Analisei cada marca, cada mancha de corante, cada ovo quebrado e por ultimo analisei a mim mesma. O meu reflexo já não me agradava mais. 

– CHEGA!

Gritei e bati, com toda força, minhas mãos fechadas sobre o mármore.

A partir de hoje tudo irá mudar. Eu não vou mais aceitar essas coisas comigo. Nunca mais!

 



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