História O mundo dá voltas, babaca! - Capítulo 37


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Mudanças, Romance
Visualizações 145
Palavras 746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 37 - Tudo começou a mudar


Retirei as cascas do meu cabelo e não me dei trabalho de tirar da minha roupa, pois o seu estado não tinha reversão, então era melhor jogar logo tudo no lixo.

Entrei em uma das cabines, pendurei a toalha na porta do Box e coloquei os vidros de xampu, condicionador e sabonete líquido sobre a miniprateleira que tinha ali. Liguei o chuveiro e deixei a água lavar meu corpo, meu cabelo e, principalmente, meus pensamentos.

Eu sabia que aquilo havia sido o estopim para mim. Já aguentei tempo demais. Está mais do que na hora de mudar isso. Eu cansei! Cansei de ser ridicularizada e humilhada publicamente. Cansei de todos os apelidos. Cansei de ser excluída. C-A-N-S-E-I. Agora, uma nova Lis toma frente da situação. Uma Lis confiante, segura, sagaz e muito vingativa.

Passei cerca de trinta minutos só tentando tirar o mau cheiro impregnado em cada pedaço do meu corpo. Após isso, reforcei o banho com o resto de sabonete líquido. É. Eu tinha zerado todos os vidros. Puxei a toalha e me enxuguei. Enrolei meu corpo e saí da cabine. Sentei-me no banco e comecei a vestir as roupas reservas. Sequei ao máximo meu cabelo e joguei a toalha fora. Ela não seria mais útil.

Deixei o ginásio, mas ainda continuei na escola. Eu estava sem dinheiro, sem bolsa e o pior: sem celular. Fui à secretaria e pedi para dar um telefonema. Não poderia ligar para alguém da minha família, pois perguntariam o que havia acontecido. Eu só sabia o número deles e de mais ninguém. Pensa Lis. Pensa. Ah! Já sei.

 – É que eu não consegui falar com ninguém. – falei. – Mas tem uma pessoa que eu sei que pode me ajudar, o problema é que não lembro o número. Você poderia dar uma olhada no sistema, por favor. Ela é minha única salvação.

Fiz a cara mais fofa possível. Eu precisava do número da casa de Malu, pois seria ela que iria me salvar nesse momento.

– Não podemos fazer isso, mas como seu caso é urgente, vou abri essa exceção.

ISSO! A moça da secretaria digitou algo no computador e não demorou muito para dizer o número. Digitei e esperei. Um bipe. Dois bipes. Três bipes.

– Alô? – a própria Maria Luíza atendeu a ligação.

– Amiga, pelo amor de Deus, me salva.

– Lis? O que aconteceu?

– Longa história. Depois te conto, antes que me interrogue. – falei logo, pois sabia que ela iria me encher de perguntas. – Então, tem como pedir para um dos teus motoristas virem me pegar? O meu tá em um treinamento desnecessário e eu dispensei a carona do meu irmão porque tava planejado voltar contigo.

– Tudo bem amiga. Vou mandar um agora mesmo. Espera aí na entrada que já chega.

– Certo. Obrigada viu?

– Você sabe que não precisa agradecer.

– Mas eu agradeço. – insisti. – Obrigada e até mais. Beijo.

– Até amiga, beijo.

Coloquei o telefone no gancho.

– Deu certo? – a secretária perguntou.

– Deu. Obrigada.

Saí daquele lugar e caminhei em direção da entrada. Espero que seja o mesmo carro que vem buscar Malu, pois é o único que conheço. Esperei um pouco até um carro preto estacionar. O vidro totalmente escuro abaixou e homem surgiu.

– Senhorita Lis?

– Sim.

– Sou George, motorista da senhorita Maria Luíza.

– Ah. Que rápido.

Ri fraco. Ele desceu do carro, como era costume dos motoristas – eu acho –, abriu a porta e esperou eu entrar, após estar acomodada, fechou-a. Entrou novamente em seu posto e pediu informações sobre onde eu morava. Expliquei o caminho e parece que ele havia entendido direitinho, porque seguiu o trajeto que meu irmão sempre fazia.

Enquanto não chegava a casa, fiquei pensando na minha vida e no que eu faria daqui para frente. Como eu mudaria tudo meu? Como conseguiria? Não posso fazer por conta própria. Essas coisas precisam de especialistas, de gente que entende. Nossa. Nunca pensei que fosse tão complicado assim.

– Senhorita. – George chamou minha atenção. – Chegamos.

Olhei ao redor e nós estávamos parados em frente ao condomínio.

– Pode me deixar aqui. Obrigada.

Desci do carro e fiz o mesmo procedimento. Percebi que o carro só saiu dali quando eu havia entrado. Acho que para a minha segurança. Passeei pelas ruas e cheguei a casa por volta das duas. Aparentemente estava tudo calmo. Ainda bem. Subi discretamente para o meu quarto, entrei, fechei a porta e praticamente corri para minha cama. Enrolei-me nas cobertas e deixei meu sono me levar. A manhã tinha sido caótica e eu estava precisando descansar.
 



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