História O mundo dá voltas, babaca! - Capítulo 39


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Categorias Originais
Tags Drama, Mudanças, Romance
Visualizações 145
Palavras 538
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 39 - Mudança radical


O jantar ocorreu tranquilo. Algumas conversas aleatórias e mais algumas perguntas sobre o SPA, mas nada de saber o motivo de eu ir parar lá. Ainda bem.

Voltei ao meu quarto, onde fui ao banheiro. Fiz minha higiene, tomei uma ducha rápida e vesti a única roupa que eu não havia me desfeito, porque ela não era tão horrenda assim. Organizei as coisas que precisaria para amanhã, como meus documentos, minhas lentes de contato e algumas besteiras dentro de uma bolsa e deixei-a em cima da escrivaninha. Depois disso, ajustei o ar-condicionado e a coberta da minha cama. Programei meu despertador para sete horas, para não me atrasar. Desliguei todas as luzes, inclusive do abajur, retirei meus óculos e deitei, colocando um edredom sobre meu corpo.

 

***


Meu despertador parecia um desesperado, apitava constantemente, sem parar um minuto sequer. Tateei a superfície daquele objeto até achar o bendito botão. Juro que vou trocar esse despertador assim que voltar das férias. Desliguei-o antes mesmo de alarmar toda a casa, e levantei. Cambaleante, fui ao banheiro, onde lavei meu rosto com água gelada e escovei meus dentes. Prendi meu cabelo em um coque, estilo bailarina, e coloquei minhas lentes de contato. Por fim passei o primeiro perfume que vi, peguei minha bolsa e saí do quarto. Desci as escadas e passei na cozinha para pegar uma maçã. Cumprimentei as empregadas que já estavam acordadas preparando o café da manhã. Não demorei muito ali, pois eu tinha marcado com Malu oito horas. Andei até a garagem, retirei a capa do meu carro e as chaves que estavam penduradas. Entrei no meu bebê e dei partida nele. Saí da garagem e segui rumo à casa de Maria Luíza. Como estava cedo, não havia muito trânsito, ou seja, cheguei bem rapidinho. Buzinei três vezes e eu acho que ela reconheceu, porque em instantes apareceu no portão. Desci para ajudá-la a por suas bagagens no porta-malas.

– Você vai passar um mês ou um ano? – arqueei a sobrancelha.

– Sou muito indecisa. – sorriu amarelo.

Após ter colocado tudo, fechei o porta-malas e nos abraçamos.

– Bom dia amiga. – falou.

– Bom dia.

Soltamo-nos e entramos no carro. Colocamos nossos cintos e eu liguei o carro, dando partida nele. Comecei a dirigir quando sou pega de surpresa.

– Você está me devendo muita coisa não é mesmo?

– É. Eu sei.

– Então. Pode ir falando. Tô curiosa desde ontem.

– Imaginei.
Respirei fundo. Relembrar toda aquela cena me fazia embrulhar o estômago. Mas eu precisava contar a alguém. Criei coragem e relatei tudo o que havia acontecido. Desde o esbarrão até os ovos.

– Eu percebi que pra mim já não dava mais. Eu simplesmente cansei. Cansei mesmo.

– Pensei que fosse demorar. – Malu disse. – No seu lugar, teria desistido no primeiro ano. Admiro você por ter conseguido aguentar por tanto tempo.

– É. Nós sabíamos que mais dia menos dia isso aconteceria. E bom, aconteceu. – virei para ela sorrindo.

– E vamos fazer o que agora? – perguntou.

– Uma mudança radical? – voltei a minha atenção ao trânsito, mas o sorriso ainda permanecia em meus lábios.

– Sim. Claro. Com certeza. Todas as afirmações. – percebi sua empolgação. – Lá no SPA vai dar para fazer quase tudo. É praticamente uma minicidade. Tu vai se encantar.

– Falando assim, quem não?



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