História O nadador e o assistente - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Tags Boyxboy, Comedia, Cross-dresser, Otokonoko, Romance, Shounen Ai
Visualizações 28
Palavras 1.014
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Ecchi, Esporte, Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Capítulo 9


— Puta que pariu! Como um filme pode ser tão ruim? — reclamou Nelson após saírem do cinema. — Não acredito que fui forçado a assistir outro desses filmes estúpidos de lobisomens e vampiros. Por que caralhos a única coisa boa no filme foi uma porra de visão? De quem foi essa ideia genial?

— Não dá pra discordar. Pensei o mesmo quando a mulher mostrou que era só uma visão. — Cris balançou a cabeça. Então arregalou os olhos e mal parecia conter seu sorriso. — Espera. Você disse que assistiu os outros? Então é um fã que está tentando esconder seu amor pela franquia?

— Eh… como eu explico? Posso dizer, com confiança, que meu acidente não foi tão doloroso quanto assistir todos os quatro filmes. — Nelson pressionou as duas mãos no rosto, esfregando os olhos. — Ei, agora que penso nisso, tenho a pior sorte com aquela franquia e assistentes.

— Hein? — Cris inclinou a cabeça, sem entender.

— Minha primeira assistente me fez assistir o primeiro filme — disse ele com uma voz arrastada, como se lembrasse de algo ruim. — Minha última alugou o segundo e me fez assistir para que pudesse me arrastar pro cinema e ver o terceiro. E agora você me fez ver o último…

Cris tentou manter uma cara séria, mas só durou um segundo enquanto ele ria.

— Não é incrível? Agora o ciclo está completo — disse, fazendo círculos no ar com os dedos.

Nelson olhou para ele, descrente, sem partilhar a risada.

— Dá pra perceber por que as mulheres e os gays gostam dessa franquia, mas por que meus assistentes parecem ter uma necessidade de me forçar a ver? Não sou masoquista, mas parece que atraio sadistas.

Cris mordeu o lábio para conter o sorriso. Não foi o bastante para esconder sua alegria, então ele cobriu a boca com uma mão.

— O quão surpreso você ficará quando eu disser que nunca gostei desses filmes também e nem assisti nada além do primeiro?

Nelson arregalou os olhos e respirou fundo. Então abriu e fechou a boca várias vezes, lutando com as palavras. Então soltou um suspiro frustrado.

— Então, se não for pedir muito, pode explicar porque me forçou a ver? — perguntou em voz baixa que não escondia sua raiva. — O quão sádico você é? Só assisti porque você ganhou no pedra, papel e tesoura. Não, pera. Acho que foi erro meu. Foi culpa minha por contar a um sádico que odiava o filme. No instante que você ouviu isso, seu rosto se iluminou como uma criança ganhando um prêmio.

Cris escutou Nelson enquanto fazia seu melhor para conter o riso. Quando o nadador terminou sua reclamação, o assistente lambeu os lábios.

— Tem um bom motivo para eu ter escolhido aquele filme. Um que não tem nada a ver com ser um sádico como pensa que sou — Cris adicionou rapidamente quando viu Nelson com vontade de interromper. — Mas antes de relevar isso, preciso contar algo muito importante a você. Só porque eu gosto e fico duro com caras sem camisa, não quer dizer que você pode jogar eles na minha cara e isso vai me satisfazer. Digo, não vou reclamar nem nada, mas isso não quer dizer que vou pagar só pra ver isso.

— E você ainda me obrigou a assistir… E fui eu quem pagou… — grunhiu Nelson.

— Gosto que meu entretenimento seja de qualidade — continuou Cris, como se não tivesse sido interrompido, embora houvesse um sorriso nos lábios. — Além disso, eu consigo minha cota de caras sem camisa gostosos todo dia.

Cris não disse nada mais. O assistente apenas ficou parado, sorrindo enquanto o nadador esperava.

— Tá. Você precisa de mais do que caras gostosos. Então por que me fez sofrer com aquilo?

— Ah… — O rosto de Cris se iluminou como se, de repente, se lembrasse, embora Nelson soubesse que ele só fingia. — Quase esqueci. Bem, o motivo que o fiz assistir foi porque um filme bosta é melhor do que um bom para o meu propósito.

— E qual seria esse propósito? Me irritar? Pois fique claro que conseguiu.

— Não, não, não. Nunca considerei isso — disse Cris, fingindo ser inocente, embora o sorriso malicioso não ajudasse. Embora ele tenha transformado em um sorriso alegre. — Eu só queria animá-lo!

Nelson nada fez, só observou o rosto que realmente acreditava no que dizia. O nadador tentou, mas era difícil ficar bravo com aquele sorriso.

— Um filme bom não teria sido melhor? — perguntou, resignado.

— Nem tanto. Pense. Prefere o quê? Falar de algo que gosta ou reclamar de algo que odeia?

Nelson pensou por um momento. Então suspirou e riu.

— É. Admito que você tem razão.

— Sei muito bem — disse Cris, convencido. — Portanto, vamos reclamar até cansar.

Nelson ficou em silêncio por um tempo, lembrando das coisas que odiava sobre o filme.

— Aquela cena na tenda. Como o cara pode ficar feliz com outro homem abraçando a esposa dele, vei? Que porra. E como alguém pensaria que um bebê feio daqueles era uma boa ideia? Aquela boneca podia tentar o papel de noiva do Chuck. Ah, merda. Agora que penso nisso, vou ter pesadelos por semanas.

— Isso, isso, isso — disse Cris, rindo. — Deixe o ódio fluir através de você.

Eles ficaram quase uma hora reclamando do filme.

— Sabe de uma coisa? —Nelson se inclinou de volta no banco e alongou os braços. — Estou melhor.

— Disponha. — O sorriso de Cris era mais de felicidade genuína do que autoelogio até o ponto que Nelson podia distinguir.

Nelson tirou o celular para conferir a hora.

— O que mais tem planejado para nós?

— Hum… Ainda tem tempo antes do jantar — disse Cris, puxando a mão de Nelson para conferir o celular também. Ele fechou os olhos e cruzou os braços. Então abriu os olhos e virou-se para o nadador com um sorriso alegre. — Já sei. Que tal o game station?

Enquanto as palavras chegavam a ele, os olhos de Nelson brilharam com interesse.

— Ah, vei. Faz anos desde da última vez que fui. Eu costumava ir todo ano durante o aniversário de um primo. Era massa — disse, as memórias o invadindo, o sorriso crescendo.

— Então vamos! — Cris se levantou e puxou Nelson pela mão.



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