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História O Namorado da Bartender (ITADEI) - Capítulo 2


Escrita por: Mayumi_zita

Notas do Autor


Oioi, como estão?
Estou trazendo aqui o primeiro capítulo, espero que gostem!
Boa leitura <3

Capítulo 2 - A realidade de um sonho


 Emaranhado em tantas conversas altas e o som que o deixava descontraído pelas letras do pop internacional, preparava mais um dos drinks pedidos com habilidade, já que fazia esse trabalho há alguns meses.

Deidara mostrava sua breve performance com os copos e as bebidas alcoólicas, trabalhando singularmente depois que sua colega pediu demissão na semana anterior. Não que fosse difícil, apenas odiava o fato de que sua melhor amiga não apareceria naquela noite , e, logo, Hidan se cansaria de ficar sentado conversando de modo costumeiro e iria se embrenhar nas pessoas agitadas e dançantes da casa noturna, provavelmente a procura de um novo rabo de saia e depois, não teria nenhuma alma para trocar algumas palavras.

Rolou os olhos, concentrado em decorar o copo de margarita que um cliente aguardava, apenas ouvindo as palavras sem nexo e animadas demais vindas do platinado. Assim que conectou o limão fatiado na borda, arrastou a delicada taça para o moço que esperava, que sem hesitar, se virou e voltou a conversar com uma mulher que o paquerava.

– ...É por isso que eu acho que devemos comemorar lá! – Hidan falava extrovertidamente, um pouco alterados pelo álcool que bebera.

Com tais palavras, o loiro estalou os olhos e se virou para o amigo, um tanto confuso sobre o que mesmo estava falando para si há alguns minutos, soltando um suspiro longo por não se lembrar exatamente do que precisava saber para responder o platinado.

– Não te escutei. – Disse sincero, arrumando o colete preto que rodeava sua cintura esguia, passando a arrumar e repor algumas garrafas de bebidas de sua prateleira.

– Ah, fala sério! – O outro exclamou, descartando seu copo de rum com um empurrão, o que o fez ser arrastado para o lado da extensa bancada. – Eu ‘tava dizendo que a gente devia comemorar sua mudança para aquele apartamento num puteiro! Até hoje não comemoramos e você está lá há seis meses!

O de orbes azuis soltou uma risada debochada, sendo levado pelas piadas com humor duvidoso vindas de Hidan. O estagiário de engenharia era realmente peculiar.

– Aquele apartamento era o antigo da minha tia, vou ficar nele apenas pelo tempo que eu encontre um melhor. – Limpou rigidamente um copo de coquetel, deixando-o brilhando com uma flanela. – Por isso eu não pretendo comemorar minha chegada lá, muitos menos em um puteiro. – Disse obviamente, guardando a taça e se voltando para o amigo.

Hidan não era o tipo de pessoa que levava as ações e sentimentos ao pouco, sempre era intenso demais e isso o fazia um dos caras mais festeiros e exagerados que Deidara já conheceu.

– Você não presta – O estudante de engenharia resmungou. – Não custava nada ser menos mal-humorado e curtir mais umas pessoas! – Escorou a face na palma da mão, soprando alguns fios que caiam em frente aos seus olhos.

– Não tente me arrastar do meu trabalho para dançar no pole dance da balada. – O Tsukuri adivinhou rapidamente, pronto para rir da cara de surpresa que Hidan sempre fazia por ser tão previsível.

– Você ‘tá na merda de uma balada famosa, cheia de gente bonita e bebida boa, e não vai nem furar uns vinte minutos desse serviço de bartender? – Questionou novamente, como se fosse a coisa mais normal possível.

– Não é tão difícil entender que estou aqui para trabalhar, deixa de ser idiota! – Levou um copo de whisky aos lábios rosados, dando um curto gole e o colocando mais uma vez embaixo do balcão.

Hidan jogou o cabelo para trás, passando os olhos pela prateleira de bebidas e bufando irritado pela – em sua cabeça – falta de curtição do loiro.

– Aceita algum? – Deidara perguntou ao perceber o olhar fixo do platinado em todas as suas bebidas. – Você não me engana.

– Me vê um Negroni – Falou em bom tom ao pedir o drink. – Só mais esse, já vou indo para a pista. – Recebeu um assentir em concordância do bartender, que já preparava a bebida com costume.

Deidara não via problemas em não entrar na multidão de pessoas se esfregando e loucas por uma noite de muita dança, e se manter longe disso era algo que considerava algo de bom senso em seu ponto de vista. Talvez estivesse um pouco cansado de se embebedar em dias de sexta para sábado e sofrer uma grande ressaca com o tanto de matérias da Universidade que deveria estar dando atenção.

– Aqui, “garanhão”. – O estudante de Nutrição brincou, rindo da cara de ignorância que já esperava de seu amigo.

– Valeu, “santinha”. – Devolveu, se levantando e saindo do pub, direto para a pista de dança. Logo, Hidan ia sumindo ao meio de tantas pessoas e deixando Deidara sem menor entretenimento, apenas com alguns drinks para preparar e observar as pessoas se deliciando com eles.

Homens e mulheres se aproximavam do estabelecimento, prontos para adquirirem coquetéis de sabores únicos antes de também irem se divertir com a música contagiosa do ambiente. Deidara fazia bebidas de vários tipos, com seu rosto sereno e calmo, apenas esperando que mais uma noite monótona terminasse e logo pudesse ir para casa sem nenhum outro planejamento.

O loiro balançava sua coqueteleira enquanto realizava sua performance, terminado o último pedido que recebera naqueles instantes. Finalizou o Aperol na taça, arrastando-o para a mulher vestida com uma roupa vinho colada, que catou a bebida e deixou o pub como muitos faziam.

Ao ver que o movimento ia diminuindo por ali – pelas pessoas já estarem ao pico de seus níveis alcoólicos –, o bartender começou a arrumar sua vestimenta, desde a gravata até às calças coladas, limpando alguns respingos de alguma bebida com um guardanapo, que se tornou imperceptível depois.

Acidentalmente, deixou que o pequeno papel escorregasse de suas mãos, deixando-o cair por cima do sapato social que utilizava. Assim que viu, se abaixou para catá-lo, abaixando sem pudores até o chão por baixo da bancada. Apenas se assustou ao ouvir os passos se aproximando do pub, tratando de se levantar com agilidade, colocando a franja para trás da orelha e acabando por deixar o guardanapo jogado ali no chão.

Fez um breve contato visual com as orbes do homem alto que chegara. Olhos negros como um universo sem estrelas, em um total contraste com sua derme pálida e pouco avermelhada em algumas regiões. Eram belos olhos, de fato, orbes que amansava aquela eletricidade correndo pelo corpo do loiro, e, ainda, eram olhos que jurava ter visto antes.

O moço moreno se sentou na cadeira mais próxima, passando os olhos pelo balcão e a tamanha quantidade de bebidas. Bufou costumeiro, como se fosse algo que fizesse demais nos últimos tempos. Sem demora, o Tsukuri via estampado na face madura do homem que suspirava pesadamente como o loiro fazia em seus tempos ruins, um péssimo momento. Parecia melancólico, mesmo que sua aparência não entregasse verdadeiramente isso.

– Noite ruim? – Deidara puxou, não vendo barreira alguma que o impedisse de conversar com um cliente, afinal, algumas vezes realmente gostava de fazer isso.

O – quase – desconhecido levantou os olhos totalmente pretos em direção à faceta do bartender, o encarando por alguns segundos. Era como se conhecesse aquele cara, mas não sabia de onde.

– Acertou. – O moreno respondeu, rindo ladino, praticamente escondendo aquilo que o loiro percebia tão de cara.

Deidara se deixou observar um pouco mais alto, passando as orbes azuis pela camiseta larga acompanhada por uma jaqueta preta, até a barra das calças jeans. Os longos cabelos escuros e presos frouxamente, apenas com uma franja nas laterais do rosto o lembrava alguém, mas momentaneamente não sabia quem seria.

– Quem sabe uma bebida não te ajude com isso. O que acha? – Perguntou sugestivo, mexendo em uma das suas mechas loiras que ainda se mostravam muito compridas mesmo quando usava um rabo de cavalo como penteado.

O moço o fitou mais uma vez, observando como aquele atendente parecia ser uma pessoa interessante. Olhou aos redores vendo os últimos clientes ali presentes saírem pata curtir a barulheira fora do pub, deixando ambos homens sozinhos.

– O que me recomenda? – Sorriu fracamente, quase nada, o típico sorriso disfarçado.

– Ahn... – O loiro se virou de costas para o moreno, dando passos leves até a prateleira de bebidas alcoólicas e passando o dedo indicador pelas vidraças. Parou a ponta do dígito em uma garrafa de gim. – Recomendo um martini. – Sorriu como o bom atendente que era com a clientela após se virar.

O outro pareceu pensativo, dando uma olhada no cardápio de bebidas e identificando o coquetel feito com gim e vermute seco. Tinha uma imagem boa, o que o chamou a atenção e se sentiu atraído pela boa bebida para esquecer os últimos dias infelizes que permanecia vivendo.

– Aceito, por favor. – Pediu educadamente, recebendo um aceno feito com a cabeça do bartender, que se pôs para entreter o moreno com uma boa performance.

O loiro balançava elegantemente a coqueteleira com a mistura de seis para um de duas bebidas alcoólicas e um cubo de gelo, como se fizesse um tipo de oito, segurando firmemente sua base e ponta. Chacoalhou vigorosamente por um tempo, logo passando pela peneira do próprio copo e despejando o novo coquetel numa taça, e, por último, enfeitando com a azeitona.

Colocou a taça delicada sobre o balcão, a empurrando até a mão do maior, que segurou a base fina prontamente. Sentiu o aroma do líquido, não hesitando em tomar um gole depressa, sentindo o gosto amargo se espalhar por toda sua boca e descer sua garganta. Admirou a bebida assim que descolou o recipiente da boca, saboreando o sabor parecido com vinho o equilíbrio perfeito entre álcool e ervas.

Ambos permaneceram calados, sem se olharem e somente escutando a música alta que, impressionantemente, ainda era um pouco abafada pelas paredes do estabelecimento. Estava tudo meio calmo, também um pouco desconfortável pela clara indisposição do mais alto, que realmente não parecia muito bem do dia.

Mas a calmaria da bolha que estavam vivendo foi furada por um platinado claramente bêbado e gritante pelos bancos. Hidan se encontrava risonho e com marcas de batons de diferentes cores pela boca e pescoço.

– Fala aí Dei! – O terceiro sujeito recém chegado grita para o loiro, rindo à toa e jogando um copo de cerveja esvaziado – um daqueles que possivelmente pegou com algum garçom no meio da festança – pelo balcão.

O estudante de engenharia, encostou o cotovelo em qualquer lugar plano, passando os dedos pelos lábios levemente inchados e repletos de colorações.

– Hidan, para casa de qual mulher você vai hoje? – O Tsukuri perguntou zombeteiro, com aquele sorriso facilmente considerado irritante que sempre usava em suas conversas entre farpas com o amigo.

– Não... exagera! – O outro dizia um com pausas, consequência das bebidas que havia ingerido. – Tem como me ver um shot de vodka? – Apontou o dedo para o loiro, que riu mais ainda com a cena de Hidan se esforçando para não oscilar os passos.

Deidara nada disse, sabendo que mesmo se tentasse falar qualquer coisa relacionada à quantidade de bebidas ingerida pelo platinado, não chegaria a lugar algum. Apenas pegou um copo de shot e despejou o forte líquido ali.

Enquanto isso, Hidan se deparou com o moço sentado tomando um drink, e mesmo que estivesse alterado, ergueu as sobrancelhas, como se estivesse se recordando de alguma peça importante.

– Ēh...? – Ele resmungou, entortando a cabeça e fazendo movimentos exagerados ao avaliar o rosto do outro cliente. – Você não é da faculdade?

O bartender apertou o copo de shot em uma mão ao escutar tal frase, se sentindo curioso com aquela informação dada pelo estudante de engenharia.

– Existem várias, especifique. – O moreno terminava seu coquetel, e parou para encarar aquele homem embriagado ao seu lado.

– Da mesma que eu, oras! – Falou rindo e um pouco indignado, sussurrando algumas palavras sem sentido. – Isso, você é o amiguinho da Konan!

Assim que o platinado expirou, Deidara bateu o pequeno recipiente de vodka na bancada, chamando atenção do outro, que sem atrasos deixou todo o assunto de lado e virou a bebida na boca. Como ato seguinte, Hidan acenou um “tchau" com a destra e saiu saltitando, de volta para a pista de dança.

Por minutos, o estudante de Nutrição olhou atentamente a face do moreno ao terminar sua taça, começando a se lembrar de onde tinha visto aquele homem.

– Com licença... – Pediu, recebendo atenção das orbes negras. – Você conhece a Konan? Da Universidade de Kohoha’kure? – Assim que ditou, os mesmos olhos cansados pareciam mais surpresos do que quando Hidan o dissera aquilo.

– Ah, sim – Concordou. – A de psicologia? – Interrogou apenas por via das dúvidas, logo após arqueando as sobrancelhas quando o loiro em sua frente assentiu.

Os olhos de Deidara de arregalarem e ganharam um brilho espontâneo, era possível que estava vendo o cara que sua melhor amiga sempre falava e havia lhe mostrado uma foto do mesmo, da qual apenas tinha algumas lembranças. Mas como nunca tinha pedido, Konan nem havia citado em apresentar os dois.

– Ela me falou sobre você, eu acho... – O loiro soltou meio envergonhado. – Seu nome?

– Itachi – Proferiu afobado, não podia negar. – Uchiha Itachi. Eu sou do curso de Direito da Konoha'kure. E... – Continuou. – Acho que a Konan também falou de você para mim.

Ambos se entreolharam, e um riso foi ouvido pela parte de Deidara, que imediatamente se repreendeu por isso.

– Eu sou do curso de Nutrição, Dei-...– Foi interrompido pelo mais alto.

– Deidara, né? – Itachi presumiu, se sentindo um pouco mais confortável quando o loiro puxou um banco para se sentar em frente ao Uchiha, por dentro do balcão. – Konan comentou sobre você quando te vimos pelo corredor de um dos cursos, me lembro.

O bartender se sentiu lisonjeado pelo moreno se lembrar tanto assim dele, tendo apenas algumas informações dadas por outra pessoa.

– Então acho que já sabemos bastante sobre nós dois. – O de orbes azuladas falou risonho, totalmente entregue ao diálogo curto criado.

Com a música rodando pelos seus ouvidos, as luzes piscando freneticamente em tons coloridos e o cheiro forte de coquetéis pelo local, os dois conhecidos conversavam como colegas, e isso tinha tudo para evoluir.

Itachi, porém, nunca comentou o porquê da sua semana e sexta-feira terríveis, e isso se estendeu pelos próximos nove meses, como um tabu bem selado.





– Ele não é uma graça? – A bartender ao lado do loiro disse animada como um ponto essencial em sua conversa com a cozinheira dos petiscos da balada.

– Você levou a sorte grande, o Itachi é adorável! – A segunda mulher falou em concordância.

Era um péssimo assunto que Deidara pudesse escutar: a história perfeita de como Izumi recebeu rosas brancas no dia anterior como presente de cinco meses de namoro, algo que ela insistiu em comemorar com o namorado.

Talvez fosse um pouco de inveja, não por não estar namorando ou receber um buquê qualquer, mas realmente invejava a sorte de sua colega de trabalho, Izumi, namorar com sua paixão unilateral. Isso mesmo, a moça namorava o cara que Deidara desejava há nove meses.

Em seu ponto de vista, Uchiha Itachi era a pessoa perfeita. Depois que se conheceram, se tornaram amigos maravilhosos, e o loiro arriscava apresentar o moreno como seu melhor amigo – mesmo que tivesse muito para dizer sobre como ainda não superou sua paixão pelo Uchiha. O homem era extremamente gentil consigo, era atencioso e conseguia convencer o Tsukuri de qualquer coisa, sendo bom até demais em anestesiar aquela personalidade complicada do bartender.

A relação dos dois podia ser considerada perfeita, se não fosse pelo namoro de Itachi. Era um relacionamento amoroso sem defeitos, ambos combinavam e pareciam muito felizes com aquilo. Exatamente, o homem-perfeitamente-perfeito que o loiro era apaixonado, namorava. Era o namorado da bartender.

Izumi parou a conversa para olhar para seu colega, que mantinha a face séria enquanto limpava o balcão, ignorando completamente a existência de qualquer um, inclusive, a de sua melhor amiga sentada tomando um drink feito pelo de orbes azuis.

– E você, Dei? – Izumi se aproximou, tentando retirar aquele clima ruim que exalava do loiro. – Como está indo sua conversa com aquele cara de semana passada?

Deidara parou o que fazia para olhar nas orbes acastanhadas da mulher. “Ela é perfeita” pensava sem pausas, entortando a boca como consequências de suas inseguranças.

– Parei de papo com ele – Disse simplista, voltando com o que fazia antes de ser interrompido, trocando alguns olhares com Konan. – Ele não fazia meu tipo.

A vida amorosa do loiro era um belo desastre. As vezes se pegava pensando se o cupido que escreveu sua história não era analfabeto. Sorte no amor era um ingrediente que poucas vezes mostrou ter. E, inclusive, o homem que conhecera na casa noturna uma semana atrás, também não tinha dado certo. Sasori era um bom cara, mas acabou sendo só mais umas das tentativas falhas do Tsukuri de tentar esquecer Itachi, e achava isso injusto.

– Ah... – A outra expirou sem graça. – Qual seu tipo, então? – Questionou tentando puxar algum assunto.

Agora, era novamente uma situação que Deidara não saberia responder para sua colega. Revezou olhares entre a bancada que limpava e os olhos âmbares de Konan, que claramente sabia que o melhor amigo se perguntava internamente como diria a Izumi que seu tipo era literalmente o namorado dela.

– Só... – O loiro começou, sem saber direito o que responder. – Alguém que me agrade. – Disse por final, escutando o bufar engraçado de Izumi.

– Isso não é nem um pouco específico. – A mulher riu, se virando para atender um cliente.

A azulada olhou de relance para Izumi, certificando que ela não pudesse escutar o que falaria com o loiro. Logo, aproximou seu acento para mais perto, ficando de frente com o melhor amigo. Deidara relutou em olhar a estudante de psicologia, mas não conseguia ignorar os olhares duvidosos da mesma.

– Você devia tentar superar. – A azulada falou, dando mais um gole em sua bebida.

– Eu já perdi as contas de quantas vezes você disse isso – Deidara revirou as orbes. – Se fosse fácil como falar eu já tinha feito há cinco meses atrás.

Malditas vezes que preferiu não falar nada a respeito dos seus sentimentos para o moreno antes dele começar a namorar com Izumi, talvez tivesse uma chance mesmo que o Uchiha conhecesse a mulher a mais tempo que o loiro, ou quem sabe hoje em dia o Tsukuri já estivesse superando a paixão.

– Você também guardou isso apenas para si mesmo, talvez se tivesse falado antes estaria melhor agora. – A mulher disse com facilidade até demais, tratando de tomar mais alguns goles da sua bebida.

– Me jura? – O loiro fez aquela face de quem está falsamente surpreso, bufando em seguida, já irritado com as decisões que tomou. – Eu só não consegui superar ainda.

– Você já tentou tudo que eu te recomendei? – A azulada perguntou, rodando sua tacinha decorosamente, recebendo um aceno com a cabeça e um olhar nem um pouco simpático do melhor amigo. – Entendi, não precisa me olhar assim. Me vê um saquê de abacaxi.

Deidara escutou o pedido, indo de imediato preparar o drink tão famoso pelo local. As vezes o que Konan dizia já não fazia mais tão sentido em sua cabeça, tinha tentado tudo que a mulher o recomendou e Itachi ainda rodeava sua cabeça como alguém que entrava e não saía nunca. Nunquinha mesmo.

Pensava em como o moreno ficava bem nas roupas que vestia, com os óculos que usava, os penteados e também como até seu modo de falar palpitava o coração dramático do loiro. Tinha vontade a beça de poder ficar ao seu lado em qualquer instante, e com certeza era por isso que invejasse um pouco Izumi.

E, se pensar no Uchiha sem pausas já era considerado algo não muito bom, não conseguir superá-lo era dez, cem, mil vezes pior!

Já adicionada as finalizações no coquetel que Konan havia pedido, respirando fundo enquanto escutava sua colega de trabalho – vulgo mulherdesortepura – falar animadamente com alguns amigos que tinham aparecido no pub ao mesmo tempo que também preparava algumas bebidas. A azulada, então, quis puxar mais um assunto.

– Itachi me contou que você foi o melhor em anatomia do seu curso.

E, claro, o maldito moreno também era um galanteador de merda, mesmo que não percebesse.

– Engraçado que minhas notas sempre estão na boca de vocês. – Reclamou, pensando o porquê dos dois amigos não comentarem das próprias conquistas.

– Por que você é o mais novo, só estou orgulhosa! – A de olhos âmbares se justificou, cruzando os braços expostos pela roupa curta que utilizava.

– Me poupa, Konan! Eu tenho vinte e um anos, Itachi é literalmente um ano mais velho e você dois, não é uma diferença exorbitante! – Contra argumentou, dando ênfase nos números e batendo o copo de bebida no balcão.

– Continuamos sendo seus veteranos, devia respeitar. – A outra fez um pequeno bico, catando o copo para um gole.

– Não venha com essa de senpai de universidade, não funciona comigo quando são meus melhores amigos. – Resmungou, se escorando na parede enquanto não havia mais nenhum pedido.

O movimento era grande pela pista, muitas pessoas também se embebedavam das bebidas do pub ou as cervejas que garçons distribuíam. As pessoas se divertiam, dançavam ao som da música alta que corria os ouvidos de todos, além das cores que as cobriam por completo. Ver isto todo dia deixava Deidara com uma nostalgia de quando ainda morava com os pais, onde apenas estudava e ainda não trabalhava, há mais ou menos um ano e meio. O problema mesmo era que a universidade ficava muito longe da sua antiga moradia, e, logo teve que se mudar para um apartamento novo que a tia tinha deixado.

Sem demora, escutou o batuque do salto pequeno em sua direção, logo revelando a imagem de Izumi em sua frente.

– Nē, Konan – A morena chamou. – Itachi costuma vir com você, sabe por que ele não veio hoje? – Questionou, tendo um olhar da azulada, algo que dizia internamente “você é a namorada dele, por que está perguntando isso para mim?”. – Quero dizer, ele não me disse sobre nada.

– Depois da faculdade ele me contou que o irmão mais novo pegou aquela chuva de hoje à tarde, e como o Sasuke sempre foi muito sensível com isso, Itachi preferiu ficar em casa para cuidar do menino. – A mais velha explicou, virando o resto do coquetel na boca.

– Ah, sim. Itachi é tão preocupado, mesmo que Suke-chan já tenha dezesseis anos. – Izumi riu do que disse, aproveitando a situação para ligar o celular e mandar algumas mensagens para Itachi, esperando melhoras para o cunhado.

A morena ia se afastando mais uma vez, deixando o Tsukuri um pouco mais confortável. Deu uma espiada no relógio de ponteiro na parede, deixando um suspiro passar a fio de seus lábios, justamente por seu turno estar acabando. Logo poderia ir para casa, já que os dois funcionários do segundo turno chegariam.

Ia retirando o avental escuro da cintura, sendo acompanhado pelos olhos puxados de Konan, que conferiu o horário no celular, sabendo que curtiria o resto da noite sozinha se não chamasse alguém.

– Está sem moto, né? – Ela perguntou, tendo a atenção do loiro em si.

– Sim, ela sai do concerto amanhã – Explicou. – Mas não se preocupe, eu ainda vou passar em um mercado aqui perto e depois peço um carro pelo aplicativo. – Terminou despreocupado, por mais que andar até o mercado não fosse uma ideia muito atrativa para si.

Quando finalmente pôde observar os outros dois funcionários se identificando na entrada da casa noturna e indo até a porta dos fundos para entrar, agradeceu mentalmente por não ter surtado em mais um dia de trabalho, passando os olhos em Izumi, que também retirava seu avental.

– Te passo uma mensagem quando eu chegar em casa – Falou para a estudante de psicologia, que apenas levantou a mão em um aceno de despedida, acompanhado de um sorriso sincero.

Então, desceu as escadas para o vestiário de funcionários, entrando em sua própria cabine e vendo suas roupas dobradas e empilhadas como tinha deixado quando chegou mais cedo. Começou a se trocar, colocando a calça jeans larga e o moletom branco grande, calçando os tênis com pressa e passando a bolsa de mão na vertical pelos ombros.

Dobrou o uniforme e o deixou no lugar de onde estavam suas roupas casuais, assim, saindo da cabine e catando um elástico de cabelo em um repartimento qualquer da bolsa. Prendeu os fios loiros em um rabo de cavalo baixo, e, como esperado, retirou-se do vestiário.

Deu de cara com Izumi, que somente o ofereceu um sorriso simpático e acenou, recebendo um aceno do loiro como resposta. Passou pelos corredores até a porta dos fundos, por onde sempre saía. Abriu a porta de ferro, saindo da balada e escutando o som natural da noite ao invés da música estourada. Sentia também o cheiro gostoso pós chuva que a terra emanava, era aquele cheirinho fresco que passava pelas suas narinas como um dos melhores aromas que o estudante podia sentir.

Seu apartamento era mais perto da Universidade, por tanto, era um pouco longe de onde se encontrava agora, ainda mais sem a moto que quebrava uma árvore inteira de seus problemas. Mas, como morava sozinho, não podia deixar de passar em algum mercado para comprar algumas coisas que faltavam em casa, então, decidiu já aproveitar a ocasião.

O estabelecimento mais próximo que conhecia era um 24h depois de alguns quarteirões, e seria bem ali que iria para fazer umas compras básicas às quase 23h. Começou a andar pelas ruas incrivelmente ainda cheias, o que era estranho pois havia se acostumado a andar por elas um tanto vazias.

Eram pessoas indo para bares ou baladas, algumas voltando do trabalho e outras apenas curtindo um tempo com alguém especial, todas elas formavam um movimento diferente pelas calçadas iluminadas. O loiro continuava a caminhar com uma mão no bolso da calça e outra sobre a bolsa que levava, andava com os olhos pesados de quem não tinha tido uma boa noite de sono e que ainda teve que estudar logo de manhã.

Permaneceu andando reto pelos quarteirões, vendo diversas casas adoráveis na vizinhança, uma daquelas que sonhava em ter. E talvez você tenha pensado isso, e se pensou que Deidara queria um casa fofa, vivendo com Itachi e um gato, você acertou em cheio.





Via alguns carros estacionados em frente ao mercado que considerava grande, onde havia acabado de chegar depois de uma caminhada. Secou os pés no tapete disponibilizado pelo local, entrando e se enfiando pelas prateleiras com uma cestinha em mãos.

Olhando preços, marcas e tabelas nutricionais, Deidara andava entre as prateleiras espaçosas de produtos, vez ou outra pegando algo que o faria bem ou faltava em casa. Passou para o corredor de massas, procurando algo que fosse fácil de preparar e que estancasse sua fome quando estivesse com preguiça de cozinhar algo que o nutrisse demais.

Catou alguns macarrões instantâneos, colocando-os na cestinha e mentalmente se desculpando com todos os professores de seu curso por estar indo consumir algo que sempre dizem ser um veneno.

– Isso é um exagero, de vez em quando não faz mal. – Sussurrou apenas para si mesmo.

Continuou observando os alimentos alinhados, não olhando para o piso. Dava passos lentos, pegando algumas poucas coisas que precisava na cozinha de casa, já pensando que estava com fome e tinha que chegar logo em seu apartamento.

Tão distraído que não viu um cliente acidentalmente esbarrando em si pelo corredor. Sua cesta for ao chão, espalhando todos os produtos que planejava levar ao caixa. Felizmente, ele mesmo não chegou a se desequilibrar, mas o impacto da cesta em seu pé não era nada agradável.

– Ai... – Resmungou com o pé dolorido. – Aish! – Apontou meio nervoso, logo olhando para quem havia derrubado sua cestinha de compras.

Ao ver, era apenas uma aparente colegial um pouco assustada, usando óculos escuros e uma bengala branca. A moça parecia confusa, não sabendo se explicava algo ou se ficava calada.

– E-Eu... esbarrei em alguém? – Ela perguntou aflita, movendo sua bengala até que encostasse na perna do loiro, o que a fez dar um passo para trás.

Deidara se sentiu um pouco culpado por ter ficado irritado antes de ver a realidade, a jovem que havia derrubado suas compras era claramente deficiente visual.

– Sim... – O Tsukuri respondeu meio relutante, mas logo voltou a falar. – Mas foi um incidente, eu não estava prestando atenção.

– Me desculpe, é que eu não enxergo e estou com um pouco de pressa... – A desconhecida se desculpou afobado, abanando a mão livre. – Escutei algo caindo, precisa de ajuda?

O de orbes azuis fitou os produtos espalhados pelo chão, mas não exigiria que a garota o ajudasse com aquilo, achava realmente que a culpa era se si mesmo por não estar prestando atenção em algo que não fossem as prateleiras.

– Não, obrigado. – Agradeceu gentilmente. – Desculpe por isso.

A jovem abaixou a cabeça, logo fazendo uma reverência educada como a maioria fazia, logo voltando ao seu rumo pelo corredor a fora.

Já Deidara, o loiro se encontrava abaixado catando tudo que havia caído, desde as caixinhas de leite e suco aos vegetais. Colocava incansavelmente para trás a franja que caía pelos olhos, se aborrecendo facilmente com ela enquanto terminava de pegar os itens que rolaram mais para frente.

De repente, aquela mão que tanto conhecia apareceu diante de seus olhos, catando exatamente os macarrões instantâneos que rolaram para longe na queda da cesta. Mãos pálidas e com algumas pulseirinhas, e claro, a aliança de namoro.

Ao olhar para o alto, Deidara pôde ver a imagem dos cabelos negros soltos como cascata pelos ombros do dono, os olhos negros que se assemelhavam com o céu daquela noite. “Ah, como estava bem vestido naquela camiseta” o loiro pensou, não deixando de desgrudar os olhos azulados do porte do outro.

– Deidara, você aqui? – A voz rouca se sobressaiu por todos os outros sons do mercado, encantando os ouvidos do Tsukuri.

Quando percebeu ainda estar ajoelhado no chão com algumas pessoas olhando, o loiro tratou de levantar sem conseguir evitar o rosar que aparecia pelas suas bochechas, e estranhamente não sabia se isso era culpa da aparição repentina de Itachi ou os clientes que o observavam catar as coisas que deixara cair. Não podia esconder que estava surpreso e até nervoso pela aparição repentina do melhor amigo, justamente a essa hora da noite.

– É... – Ele respondeu sem sentido, com um sorriso beirando ao bobo. – Eu saí do trabalho agorinha e decidi passar aqui para comprar umas coisas. – Terminou, vendo Itachi depositar na cesta do amigo o produto que pegou do chão.

– Veio andando? Não vi sua moto. – Comentou, olhando de lado os temperos na prateleira.

– Está no concerto, amanhã pego ela – Também se virou para a prateleira ao lado, pregando um pacote de pimenta do reino e outro de páprica. – E você, não tinha que cuidar do Sasuke?

O Uchiha, após pegar uns temperos, se virou para o menor, mostrou aquele sorriso aberto que fazia borboletas brotarem no estômago do outro, e, em seguida, coçou a nuca coberta pelos fios.

– Ele do nada disse que queria sopa de tomates, mas eu não tinha o principal em casa – Arrancou uma risada nasalada do loiro, que também sorriu sem barreiras. – Não ri, se Sasuke não tivesse pegado aquela chuva de hoje cedo eu não precisaria estar aqui nesse frio comprando tomates. – Fez o outro rir mais, dessa vez de modo mais escandaloso.

Os dois tomaram rumo até o caixa, rindo de algumas piadas idiotas como normalmente faziam, aproveitando o encontro repentino no mercado. Ambos passaram as compras, estranhamente esperando um ao outro com o pagamento e sacolas.

O único problema que aparecia aos poucos na verdade, era o barulho dos pingos de chuva entrando em contato com o chão fora do estabelecimento.

Agora, parados perante a saída do local, os amigos assistiam a chuva rigorosa que caía, vindo de brinde um vento que os faziam sentir calafrios.

– Uou, é um pé d'água... – Deidara comentou baixo.

– Você veio a pé, né? – O moreno perguntou, com a clara preocupação no tom rouco da voz.

– Ēh? – O de olhos claros ficou meio confuso com a pergunta, sem saber ao certo o que ele queria com aquilo, mas logo a resposta se mostrava fresca em sua cabeça. Abanou as mãos fortemente, como quem tentava espantar algum assunto. – Não se preocupa, eu posso pedir um carro, relaxa. – Ia retirando o celular da bolsa, com um pouco de dificuldade pelas sacolas.

Itachi o fitou estranho quando escutou aquela frase, de vez em quando achava que Deidara tinha um parafuso a menos. Para que pedir um carro, se o moreno podia o dar uma carona?

– Está chovendo muito, um motorista vai acabar saindo caro – O Uchiha comentou. – Eu te levo.

O menor não pareceu ligar muito para a frase do outro, já que costumava ser bem teimoso e naquela situação não queria dar trabalho ao amigo, que tinha um irmão para cuidar e ainda queria se dar ao trabalho de o levar para casa. Continuou mexendo no aparelho eletrônico, pronto para chamar um táxi.

– Tem como parar de ser teimoso? – O mais velho questionou, sem demora segurando o pulso do loiro. – Estou dizendo que posso te levar.

Quantas pessoas já não tinham segurado Deidara daquela maneira tão íntima, mas nenhuma delas o fazia sentir o coração palpitar um pouco mais forte. Pensou em ignorar mais uma vez e só chamar um motorista, mas tão de repente aquela oferta de ir para casa acompanhada do moreno era atrativa demais, sua teimosia estava derretendo aos poucos e deixando apenas aquele lado mole meio apaixonado do mais novo.

– Tá bom – O Tsukuri se soltou do aperto confortável do homem ao seu lado, com o rubor fraco subindo as orelhas. – Obrigado.

Itachi sorriu divertido da carranca do outro, mas não citou nada sobre, apenas tomando rumo ao seu carro, com a companhia de Deidara. Os dois passaram pela parte coberta para evitar se molharem, e, logo viam o corrola envelopado em preto fosco estacionado em uma das vagas. O moreno retirou a chave do bolso, destrancando as portas com sensores e chamando o menor para o carro, rapidamente para que não se molhassem tanto.

Ao entrarem, o estudante de Direito se sentiu incomumente incomodado com os respingos da chuva em seus braços descobertos. O mesmo, incontinentemente, ligou o ar quente do veículo, logo após ligar o motor pelo painel.

– Me fala se ficar muito quente, é que estou com frio. – Se explicou, começando a manobrar o carro para tirá-lo da vaga.

– Claro que ‘tá com frio, usando só essa camiseta ‘pra pegar chuva! – Deidara disse obviamente, sem estranhar como pareceria uma mãe falando esse tipo de frase.

– Entendi, vai me recomendar alguma dieta para melhorar do meu possível resfriado, agora? – Zombou, tendo de volta só mais alguns daqueles resmungos. – Se quiser colocar alguma música, o trânsito ‘tá meio apertado e acho que vai demorar um pouco para chegar em casa.

O bartender apertou o celular que ainda se encontrava na sua canhota, se perguntando se nesses últimos cinco meses os gostos musicais de Itachi não tinham mudado por estar namorando com uma mulher que era diferente nesses quesitos, ou se na verdade ele ainda gostava de The Ink Spots e Elvis Presley. Hesitou brevemente em colocar o Bluetooth no painel do veículo – que já corria pelas ruas enquanto o temporal caía lá fora –, mesmo que ainda quisesse escutar alguma música com o amado desde a última vez que fizeram isso tão próximos.

– Ei – Chamou, escutando apenas um “hm" do que estava no volante. – Ainda gosta de The Platters? – Foi o que perguntou.

– Como não? – Disse meio que indignado. – Eu escutava com você quase sempre no fone, é uma das minhas preferidas. – Expirou olhando os olhos do loiro pelo retrovisor. – Coloca aí alguma música deles.

O loiro suspirou, disfarçando aquele sorriso por se lembrar de que sempre escutavam algumas músicas enquanto esperavam o metrô, quando Itachi ainda não tinha o carro e Deidara decidia acompanhá-lo na estação. Isso era pouco antes dele começar os encontros sérios com Izumi e acabar em um namoro com ela.

A música que começou a tocar pelos seus ouvidos era “Only You" da banda The Platters, uma que os dois apreciavam por sua letra tocante e o ritmo calmo.

Itachi cantarolava o som, de vez em quando até imitando as vozes dramáticas dos cantores da banda antiga, o que tirava alguns risinhos divertidos do loiro, este que prestava muita atenção na letra. Sem muita surpresa para si mesmo, as imagens que passavam na mente de Deidara o lembravam o amigo, aquela canção o lembrava dele, e talvez fosse por isso que era uma das suas favoritas em sua playlist.


When you hold my hand, i understand

The magic that you do

You're my dream come true


O loiro cantou junto com o amigo aquelas frases, olhando diretamente para ele, se identificando com a letra romântica da música. Era estranho escutá-la depois de tanto tempo com a pessoa que parecia ser a base de todo aquele romance que se passava na melodia, ao menos para si.

 Mas nunca seria assim para o moreno, pois Deidara não era ela, não era Izumi, a mulher por quem era apaixonado. O sonho de Itachi já era realidade, mas o loiro não chegava aos pés dele, ele não podia ser sua colega de trabalho.




Notas Finais


Foi isso o primeiro capítulo, quero deixar bem claro o quanto Deidara ama o Itachi ao decorrer dos capítulos.
Querem q eu continue?


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