História O namorado do meu crush - Capítulo 10


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Haechan, Jaehyun, Jaemin, Jeno, Jisung, Jungwoo, Lucas, Mark, RenJun, Winwin
Tags Chensung, Luwoo, Markhyuck, Nomin, Noren, Norenmin, Renjun, Renmin
Visualizações 1.954
Palavras 3.494
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá <3
Hoje vim mais cedo por motivos de que amanhã estarei atarefada.
Eu particularmente não gostei desse capítulo, mas vida que segue.
Talvez eu reescreva ele depois se ficar muito ruim....
Mas enfim, favor ler o glossário das notas finais, ele é muito importante para a compreensão de algumas palavras e curiosidades mencionadas aqui.
Agora sim, boa leitura!
Capítulo narrado inteiramente pelo Renjun.

Capítulo 10 - Triste como o pobre Mezzetin


- Então ele falou que já me conhecia, eu fiquei com vergonha e fugi. – Ouço meu amigo comentar ao meu lado, enquanto termino de desenhar.

Tenho tido um interesse bastante inusitado sobre a arquitetura europeia, por isso aluguei um livro muito ilustrativo sobre, que possui um nome um tanto quanto apelativo; Breve curso de Arquitectura, de Eva Howarth. Nele, há bastante figuras rabiscadas, que me ajudaram a entender de maneira mais simétrica alguns diferentes estilos arquitetônicos que existiram da Grécia Clássica ao Renascimento, tudo isso em apenas 157 páginas. Tenho tido um pouco mais de tempo nessas últimas semanas, mesmo que ainda hajam muitos trabalhos e provas para serem feitos, por isso me dei ao luxo de escolher mais uma obra para devorar até o prazo que tenho para devolver os mesmos, ela faz parte de uma coleção chamada mundo das artes, do escritor German Bazin e foi a que mais me encantou dentre todos os outros livros, por falar especificamente de Barroco e Rococó, dois tempos que me cativam muito.

Dentre eles, o Rococó sem dúvida é o meu período preferido, por tratar a arte de maneira mais sensual e exuberante. Chenle diz que eu sou um dicionário ambulante quando assunto é história da arte, mas não acho que seja para tanto assim. O mesmo prefere livros de assuntos mais biológicos, acredito que já deva ter consumido grande parte dos de botânica que estão empilhados aqui na escola.

 

- Renjun! – Vejo seus dedos estralarem a minha frente. Acho que me distrai um pouco.

- Hã?

- Eu estava falando contigo. – Crispa seus lábios.

Sempre me esqueço que ele odeia não receber atenção. Chenle possui uma mania de querer que a pessoas olhem sempre para si quando está falando, diz que só assim ele sabe que estamos realmente acompanhando o que está dizendo. Isso faz com que ele sempre reclame comigo, mas não tenho culpa se fico distraído quando estou desenhando, pois na maioria das vezes eu acabo ignorando os outros por causa disso.

-  Foi mal. – Largo a nanquim tampada com bastante cuidado, já que sou meio azarado e posso acabar vazando ou borrando o desenho – coisa que já aconteceu mil vezes-, e os empurro para longe na mesa de artes. – Você sabe que eu sempre me perco quando estou concentrado.

-  Mesmo assim, não deveria fazer isso com o seu melhor amigo, que está sempre à disposição para ti. – Reclama, como o verdadeiro dramático que é.

Zhong completa de uma maneira tão maldosa, que me faz revirar os olhos. Ultimamente ele vem tido essas ideias loucas de me insinuar coisas só porque ando estudando com Jaemin. Chenle é tão ciumento as vezes, o que me faz pensar como ainda não consegui me irritar com esses seus atos.

- Quando é que você vai parar com isso? Eu já te falei centenas de vezes que sou apenas colega de Jaemin. – Digo, cansado de toda essa ladainha. Zhong vem me perturbando com isso desde o dia em que estive na casa do Na, o que eu deveria ter desconfiado quando me enviou apenas um emoji de cabeça para baixo ao invés de responder minha pergunta como de costume.

- Você quem diz isso, até ele reaparecer e te roubar de uma vez por todas. – Acusa e eu não posso deixar de rir.

Chenle me olha como se fosse um monstro, o que contribui para que eu solte ainda mais gargalhadas no ambiente. Sorte nossa que a sala de artes está sempre fazia, caso contrário estaria morrendo de vergonha por ter rido em um local tão aberto como esse.

- Ai, ai... como é exagerado esse menino. – Coloco minhas mãos sobre a barriga, tentando me recompor, e o abraço apertado, mesmo que Lele tente sair a todo o custo. – Você sabe que eu te amo, nunca te trocaria por ninguém.

Sorri satisfeito.

- Nem pelo Jeno?

- Nem pelo Jeno. – Ri, acariciando seus cabelos. – Mas mudando de assunto; Quando que você vai me apresentar a esse tal Lee Donghyuck?

Nos solto para analisar o resultado do desenho.

O mesmo não está totalmente completo, pois ainda preciso pinta-lo. Fiz uma pequena miniatura de uma vila paladiana –mesmo que ele seja mais rabiscado, do que com uma forma tão aparente-, meio que tentando contrastar os espaços cheios e vazios que existiam nessas construções e demonstrar os pódios que seguravam elas –que também não ficaram tão aparente-, onde a entrada só seria permitida através de escadarias dispostas em todas as suas extremidades. Sim, me deu uma trabalheira pensar nisso, portanto não posso permitir que algo aconteça com esse desenho, já que mesmo ele sendo pequeno, levou algumas horinhas da minha manhã para ficar pronto, mais especificamente; desde o momento em que acordei -já que estava cedo demais e eu não consegui voltar a dormir pois estava com medo-, até os três últimos períodos.

Inclusive, só não estamos dentro da sala de aula porque hoje é dia do horário de estudos, então esse período acaba sendo vago para o que quisermos fazer, mesmo que grande parte das pessoas utilize ele apenas para se divertir. Agradeço a escola por nos possibilitar escolher isso, pois graças a essa nova ideia da diretora eu posso dedicar esse tempo para desenhar aqui na sala de artes. O bom é que a mesma sempre está vazia quando não se tem alua, porque ninguém aparenta gostar realmente da matéria em si, já que estão sempre reclamando da mesma por ai -com aqueles clichês de ‘eu não vou precisar disso no futuro’ e ‘eu não ou nenhum Picasso’ ou ‘essa professora é uma maconheira pirada’ -, o que acaba fazendo com que todos passem o mais longe possível daqui e se preserve os materiais, sobrando mais para mim.

- Hoje mesmo, ele ficou de levar o Jisung para almoçar com a gente. – Chenle responde depois de absorver a minha pergunta. Suas bochechas coram automaticamente ao se lembrar do crush.

E eu até relevei o fato de não gostar de interagir com estranhos, tudo pela felicidade do meu melhor amigo.

- Que apaixonada a senhora está, dona Marie Émille Boucher*. – Brinco.

Suas atitudes se parecem com as da jovem moça da pintura de Fragonard*, The Love Letter*. Suas maçãs avermelhadas se assemelham com as da jovem, além da sua atitude coquete* e apaixonada. Queria ser tão ingênuo quanto Zhong, porém a realidade é muito mais cruel do que uma vida presa em obras de arte, e insiste em me lembrar que não sou correspondido. Lele e eu estamos amando de maneiras extremamente diferentes, enquanto o mesmo vive como a Marie Émille, todo vaidoso e sonhador, eu estou mais para o pobre Mezzetin* de Watteau*, declarando aos quatro ventos um amor unilateral fadado ao fracasso.

Eu até o explicaria essa comparação, mas Chenle diz que não entende nada sobre quadros e se confunde toda a vez que tento mostrar para ele algo mais complexo e relacionado.

- Quem? – Pergunta confuso.

- Uma jovem moça, que viveu provavelmente no século XVII. – Explico de maneira resumida. Apesar de que a obra é de 1770, então ela deve ter vivido início do século XVIII...

- Continuo não fazendo ideia de quem seja, mas vou levar isso como um elogio. – Diz, voltando a sorrir de maneira boba. Lá vem Pak Jisung novamente. – Será que ele vai falar comigo de novo hoje?

- Se eles vão almoçar com a gente, obviamente. – Reviro os olhos.

- Credo, seu mal humorado!  - Reclama, batendo em meu braço, me fazendo resmungar pelo tapa. Às vezes eu me pergunto porque não utilizo protetores contra os ataques constantes de Chenle. – Está assim só porque está exibido com o seu novo amiguinho.

- Aff, de novo essa história? – Sem querer falo alto, pois tamanha é a minha falta de paciência hoje. – Eu já te avisei que sou apenas colega de Na Jaemin!

- Escutei meu nome?

 

O mesmo pergunta e eu me sobressalto, olhando rapidamente para a porta. Meu coração quase falha uma batida, enquanto o maldito do Zhong começa a rir. Jaemin caminha em nossa direção, não entendendo direito o que se passa, mesmo que continue a sorrir.

Que maravilha.

 

-  Você quase me matou. – Coloco minha mão sobre o peito, tentando me recuperar do susto.

- Desculpa. – Aperta meu corpo em seus braços, o que é hábito comum seu.

Mania essa que já estou passando a me acostumar, já que o mesmo se mostrou indisposto de perde-la comigo. – Estava te procurando.

Segreda, antes de inspirar e cheirar meus cabelos.

Ok, isso é um pouco além do que ele normalmente faz.

Tenho certeza que meu rosto, que se encontra prensado em seu peito, está incrivelmente vermelho, devido aos arrepios que Na provoca quando roça seu nariz levemente em meus fios. Sinto também o pesar do olhar de Chenle sobre nós, mesmo que eu não seja capaz de velo propriamente, mas ele é tão previsível, que provavelmente está nos encarando divertido.

- Como soube que estavamos aqui? – Soou um pouco abafado, devido ao meu rosto grudado em seu ombro esquerdo. Aproveito do carinho, me aquecendo em seu corpo quente, ignorando a parte consciente do meu cérebro que quase grita para desfazer o aperto, por ser a opção mais lógica, levando em consideração que o mesmo possui namorado -que por ironia do destino é meu crush- que pode não gostar nada disso. No entanto, a única coisa que faço é esfregar minhas bochechas nessa região que emana tanto calor.

Não tenho culpa de ser carente e o Na possuir um corpo quentinho que me protege do frio.

- Perguntei para o menino da sala de áudio e vídeo. – Diz e só então me recordo da existência desse lugar. – Que desenho bonito, não sabia que gostava de arquitetura renascentista.

Aponta, me deixando surpreso com o seu acerto em cima da obra. Isso até eu me lembrar que ele é um dos alunos mais inteligentes daqui. Separo nossos corpos, desviando rapidamente o olhar para meu material espalhado, que começo a guardar no mesmo segundo. 

- Ele desenha bem para caramba. – Chenle se gaba, como se fosse minha mãe contando para suas amigas sobre mim. – É lindo não é?

- Sim! – Jaemin exclama, me ajudando a colocar as canetas no estojo. – Um lindo prédio italiano.

Aponta para o desenho em meu sketchbook aberto.

- O-obrigado. – Agradeço envergonhado, enquanto penso desesperadamente em algo que sirva para mudar de assunto. – O que queria comigo, afinal?

Pergunto e Chenle ri do meu desespero.

- Ah! - Exclama, quando se dá de conta do que veio fazer aqui. - Ia pedir pra vocês nos esperarem na cantina, mas não vai ser preciso, pois faltam... – Olha em seu relógio de pulso. – Exatamente dois minutos para bater.

- ‘Ta, você e mais quem? – Chenle pergunta, já se mostrando incomodado. - Sem ofensas, ‘ta? Adoro você e o Jeno, mas não quero estragar meu almoço com a presença desagradável daquelas pessoas.

- Apenas eu, Mark e Jeno. Também não me dou com todos aqueles encostos. – Na assegura, colocando meu estojo dentro da minha mochila e -por ser o último objeto faltando- fecha a mesma, a colocando em seus ombros, sequer me deixando carrega-la.

- Eu posso segurar. – Ergo meus braços, tentando inutilmente alcançar a pasta que está numa altura elevada demais para meus membros curtinhos.

- Olhe o tanto de peso que tem nisso aqui, pode machucar suas costas.  – Jaemin a ergue algumas vezes, para comprovar sua fala. E como eu sou preguiço, apenas dou de ombros seguindo caminho.

Nem vou reclamar, já que ele insiste tanto nisso.  

 

 

 

 

 

 

 

XXX

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- O estilo paladiano é derivado do nome do arquiteto Palladio, um dos maiores do século XVI. Ele é bastante visto hoje na arquitetura moderna. – Explico a Jeno e Jaemin, que me encaram interessados, e estou muito feliz por não ter gaguejado na presença do primeiro citado.

Mark parece alheio a tudo desde que passou a utilizar seu celular e Chenle até então não voltou, de seja lá qual foi o lugar que saiu para buscar o tal Donghyuck, o amigo do mesmo, e seu crush.

Felizmente meu melhor amigo veio a aula hoje, já que Lucas e JungWoo viajaram para a casa da avó do coreano e só retornarão amanhã, pois eu odeio vir para esse lugar sozinho.

- Que interessante. – Jeno aponta para o desenho, que Jaemin me fez mostrar depois de muita insistência. – Nana gosta bastante de arte também, não é?

- Sim, eu tenho uma pilha de DVDS lá em casa. – Afirma, logo parecendo entusiasmado. – Podemos assistir um hoje, o que acham? Pode ser lá na sua casa, Jeno? Eu deixei um sobre história grega lá.

- Hm, não sei... – Digo, pensando se aceito ou não. Jaemin adora criar as coisas de última hora.

- Por mim tudo bem. – Jeno dá de ombros.

- Podemos ir nós três então, o que acha? – Eles me encaram com bastante expectativa, coisa que me deixa levemente encabulado.

- N-não quero atrapalhar a tarde de vocês. – Gaguejo devido ao nervosismo, por ter ambas as atenções voltadas para mim.

- Você não atrapalhará em nada, nós estamos te convidando. – Jeno garante, antes de sorrir. Sem dúvidas um golpe baixo para fazer eu me encantar ainda mais por si. Jaemin também sorri em minha direção, me fazendo delirar com esse seu rostinho bonito.

Droga, estou completamente rendido.

- Ok, eu vou. – Me dou por vencido e os mesmos vibram.

Não acredito que aceitei passar a tarde como castiçal do meu crush e o namorado dele. Das duas uma: Ou eu tenho muito azar, ou eu sou louco demais para aceitar isso.

- Desculpe a demora, mas alguém havia perdido o celular no jardim perto do bebedouro. – Felizmente Chenle reaparece, arrastando um garoto ruivo pelo braço, que suponho ser Lee Donghyuck, enquanto serra seus dentes na direção do mesmo. Atrás dele vem um verdadeiro poste de cabelo preto, e um loirinho meio perdido, que, por estar vestindo a jaqueta do time, deve se tratar de Park Jisung.

- Olá, olá. – O ruivo se pronuncia animado. – Eai, Jeno.

Toca rapidamente na mão do Lee em forma comprimento, que sorri retribuindo o aperto, deixando Jaemin completamente confuso.

- Quem? – Na aponta para o ruivo e pergunta.

- Eu fiquei com eles no dia em que esse cuzão levou minha chaves. – Bate na cabeça de Mark, que resmunga antes de voltar ao mundo real.

- Ah, sim. – Jaemin concorda, parecendo saber do que se tratava.

Tentamos desocupar um pouco do espaço, já que essa mesa não possui cadeiras, mas sim dois bancos unidos, que não vão conseguir comportar todo esse povo. Principalmente porque Chenle chegou se atirando ao meu lado, o que acabou ocupando grande parte do assento em que eu e Mark estamos sentados.

- Ih, não vai caber. – O tal Donghyuck fala o obvio. – Vamos ter que espremer um pouquinho.

Conclui e encara Chenle de uma maneira divertida. Acho que perdi algumas coisas aqui.

- Nem começa. – O mais alto se pronuncia, tirando a atenção do jogo de seu celular por alguns segundos, antes de retornar ao mesmo resmungando alguns palavrões em direção ao ruivo. Ele é meio estranho, mas quem sou eu para dizer alguma coisa?

- Mas é a única solução aqui, meu queridinho. Ao menos que queira servir de arte contemporânea para o refeitório, se bem que até ficaria legal com esse tamanho que você tem....

- Vai se ferrar!

- Gente, eu quero me sentar. ‘To morrendo de dor nas pernas. – Jisung se pronuncia.

- V-vamos arredar um pouquinho.  –Digo o mais alto que minha timidez consegue permitir.

- Ouçam o pequenino. – Donghyuck olha para mim. Se tivéssemos intimidade o mandaria calar a boca pelo apelido proferido. – Beleza, casalzinho. – Aponta para Jaemin e Jeno, que apenas observam o desenrolar da situação. – Favor abrir espaço aí, pro Wooseok e eu podermos nos sentar. Jisung, senta ali do ladinho do Chenle.

- Donghyuck! – Meu amigo exclama totalmente envergonhado.

- Por que ele sentaria ali? – Mark intervém, aparentando estar irritado.

- Porque eu que estou organizando isso aqui. – O ruivo se vira, encarando o canadense como se fosse o chefe. Obviamente isso não o agradou em nada, pois só faltou lançar lazer pelos olhos. Queria entender a que ponto chegamos, onde as pessoas agora brigam por causa banco.

- E quem disse que você poderia fazer isso?

- Ah, gente, sério? Vamos mesmo discutir por causa de assentos? – Jaemin pergunta, tão desacreditado quanto eu.

O que deu nesse povo hoje? Ta todo mundo agindo de maneira estranha.

Jeno apenas ri da situação ao seu lado, enquanto Chenle fica fugindo das encaradas nada discretas de Jisung. Mark e o ruivo crispam seus lábios, antes de virarem na direção oposta um do outro como verdadeiras crianças.

- Vamos acertar isso de uma vez. – Jeno interrompe, seja lá o que essa mesa se tornou. – Renjun vem pra cá, ‘pro Chenle poder sentar no teu lugar. Mark arreda um pouquinho, 'pro Donghyuck poder sentar ai também, Jisung você vai para a ponta onde Chenle está, e o Wooseok vem pra cá também. Pronto, sem briga.

- Mas porque eu tenho que me mudar? – Pergunto confuso.

- Porque aí vai ficar desconfortável pra você. – É impressão minha ou Jeno está piscando pra mim? O mesmo repete isso várias vezes, me fazendo o encarar com dúvida.

- É, Junnie. Sente aqui com a gente. – Jaemin abre um espaço no meio dele e do Lee.

Como ninguém parece contestar nada do que meu crush havia dito, me levanto antes que Donghyuck abra uma cratera na minha cara com esse seu olhar assustador. Realmente, esse povo está muito estranho.

Sento-me sem jeito, sentindo o calor de seus corpos ainda mais forte, devido a Jaemin, que encurtou o espaço para o tal Wooseok de cara amarrada também poder se arrumar. Logo todos se encontram devidamente colocados, e o clima passa a ficar descontraído novamente. Quer dizer quase todos, pois Mark e Donghyuck, que se encontra espremido ao lado do mesmo, quase travam uma batalha com o olhar, e eu tremo de nervoso por estar tão colado ao casal nomin.

- Ei, Lele. – O ruivo começa. Ele parece ser bem hiperativo, já que não parou um segundo sequer de falar. – Diga qual planta que a gente é.

- Vocês? – Meu amigo pergunta, desviando o olhar de Jisung. -  Deixa eu pensar primeiro.

- Jaemin é um girassol, pois ele é cheio de energia positiva, alegre, leal e entusiasmado. – Completa e Na sorri em sua direção, Chenle o responde fazendo um coração com os dedos.

- Jeno é Lótus, já que não nos conhecemos muito bem.

- Espero que isso não seja negativo. – Ri, causando pequenas vibrações em meu corpo por eu estar tão colado em si.

Jaemin segura minha mão, se espantando com o quão gelada a mesma está. Eu não estava brincando mais cedo quando disse que me aqueci em seu corpo pelo frio.

- Sua mão está muito gelada. – A esfrega na sua, antes de arrastar meu braço até o bolso do seu casaco. Coro involuntariamente com o olhar que alguns me lançam, principalmente quando Jeno inventa de fazer o mesmo com a minha outra mão.

-Eu também quero saber qual planta que eu sou. – Donghyuck quebra o silêncio novamente, encarando Chenle com expectativa. O mesmo não parece pensar muito antes de ter uma resposta na ponta de sua língua.  

- Um Narciso, já que você é egoísta e chato. – Diz.

Não pudemos deixar de rir, ainda mais com a careta surpresa do ruivo ao ter sido comparado assim. O mesmo coloca uma mão sobre seu peito, se fazendo de indignado.

- Ei, eu não sou assim! – Exclama, nos fazendo aumentar o riso. - Porque eu tenho que ser essa ai? Tudo mundo ganhou uma legal.

Reclama, mas Zhong apenas dá de ombros. O que não foi suficiente para acalmar Donghyuck, que logo está aprontando novamente, ao tentar pegar o bolinho de Mark, coisa que acaba enfurecendo o mesmo.

- Ei, não toque na minha comida! – Bate em sua mão antes que furtasse o alimento.

- Seu chato, eu só quero um pedaço. – Um biquinho surge em seus lábios.

Era só o que me faltava, vão discutir por bolinhos também.

A fim de evitar qualquer briga, desvencilho o aperto da mão de Jaemin e pego o alimento que está intocado em seu prato.

- Você vai comer? – Pergunto e ele nega, já imaginando o que pretendo fazer. – Coma.

Alcanço para o ruivo antes que o mesmo inicie uma guerra por causa do simples doce. Jaemin retorna a segurar minha mão, a guiando novamente para o seu casaco acolchoado.

- Valeu. – Donghyuck agradece e coloca quase tudo em sua boca.

 

 

Depois disso, os que ainda não haviam terminado de almoçar tiveram que agilizar, já que o alarme soa e o próximo período é dado como iniciado. Eu só torço para que as aulas demorem a acabar, pois já me arrependendo amargamente de ter aceitado ir para a casa de Jeno assistir filme.

 

Continua...


Notas Finais


GLOSSÁRIO:

Marie Émille Boucher*: É a moça da pintura citada a seguir, nasceu em 1740 e se casou em 1773 com o amigo de seu pai, Charles Éteinne Gabriel, que era um arquiteto renomado na época.

Jean-Honoré Fragonard*: Foi um pintor Francês característico do estilo Rococó, também é considerado um dos mais prolíficos artistas do antigo regime, chegando a produzir mais de 550 pinturas. Ele criou várias obras popularmente conhecidas, como 'A jovem leitora', 'O balanço'(Guardem bem esse nome rs se possível pesquisem), 'O beijo roubado' e entre outros.

The Love Letter*: É o retrato de Marie Émille apaixonada. Fico muito soft com essa obra aaaa as bochechinhas vermelhas dela.
Foto: https://collectionapi.metmuseum.org/api/collection/v1/iiif/436322/1661166/main-image

Coquete*: Pessoa que deseja buscar a admiração de outra através da aparência.

Mezzetin*: Era um dos personagens fixos da comédia italiana. Acredita-se que o cara do retrato citado por Renjun foi Angelo Constantini, ele ficou famoso por se caracterizar de Mezzetin. Na pintura é possível notar o palhaço declarando seu amor não correspondido a sua grande paixão.
Foto (Espero q essa da wikipedia esteja em uma boa qualidade): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9c/Jean-Antoine_Watteau_-_Mezzetin.JPG/1200px-Jean-Antoine_Watteau_-_Mezzetin.JPG

Jean-Antoine Watteau*: Foi um pintou francês do movimento rococó (bastante rococó pq eu amo kkkk), nasceu em Valenciennes, no ano de 1684. É tido como um dos maiores mestres da pintura dos séculos XVIII. O interessante é que suas obras nunca retratavam a realeza, o pintor ficou conhecido por fazer obras para aristocratas de menor prestígio.


E aqui se encerra o mini glossário de hoje.
Não expliquei do Paladianismo pq o Renjun já fez isso na fic. Inclusive, tenho o desenho feito aqui em casa pra colocar de capa mas esqueci de tirar foto e to com um pouco de vergonha também kkkkk mas vida que segue, se eu criar coragem eu coloco aqui na fic.
Espero que tenham gostado de aprender coisas novas, eu amo muito todos vocês <3 vou procurar sempre trazer curiosidades legais, não somente sobre arte. Quem pegou a referência do significado das plantas e descobriu sobre as Baleias beluga? kkkkkkk eu tenho pesquisado bastante sobre biologia em geral pra poder escrever o chenle.
Os livros citados também recomendo para quem quiser dar uma olhada.
Não sei se vou reescrever esse capítulo, achei ele meio chato sei lá... mas né, depois a gente vê.
Jaemin todo carinhosinho, o que será que ta acontecendo hein? kkkkkkk
Jeno também indo nas pilhas, capítulo que vem tem bastante visão deles. Sei que muita gente quer saber como vai ficar essa relação do Mark com Chenle, mas tenham paciência pfvr, apesar de que eles já estão meio que se coisando. Mas isso a gente vê depois no globo repórter.
Eu to falante demais kkkk melhor parar por aqui.
Betarei este e os outros dois últimos capítulos logo... quando eu conseguir um tempinho para isso (Já que meu professor me passou um trabalho de 40 páginas pra fazer T~T aaaaa to surtando por dentro) ^^
Até a próxima <3


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