História O Namorado Literário - Clace (katnic) - Capítulo 22


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Categorias Dominic Sherwood, Katherine McNamara, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Sebastian Verlac (Jonathan Christopher Morgenstern), Simon Lewis, Valentim Morgenstern
Tags Dominic Sherwood, Katherine Mcnamara, Katnic, Romance, Shadowhunters
Visualizações 48
Palavras 2.476
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


📖

Capítulo 22 - Este é oficialmente o FIM da nossa história....


Jace

Normalmente eu evito lugares como West End Tavern. Eles geralmente estão transbordando de pessoas que estão tentando demais se divertir. Um bom momento não deve ser algo que você tem que esforçar-se muito para se ter. Deve vir naturalmente.
Mas esta noite, eu estou ansioso para deixar de pensar em Adele e sua falta de comunicação, então eu sigo com Alec pelas escadas até o terraço da West End Tavern. O barulho e a música estão animados, e está cheio, mas não tão cheio para que lamento a decisão de me aventurar.

Alec vê um par de caras que nós conhecemos da loja, então vamos até o bar.
Depois de pedir algumas cervejas, eu olho para a direita e vejo uma morena familiar no final do bar.
Os olhos da amiga de Adele encontram os meus ao mesmo tempo e
arregalam-se em surpresa.

— Jace? — Izzy diz com um sorriso e acena para
mim.

Dou-lhe um aceno com a cabeça e seguro meu lugar no bar enquanto ela se aproxima de mim. O garçom está me entregando uma garrafa quando ela me alcança.

Ela pressiona ao meu lado e sorri animadamente.

— O que você está fazendo aqui? 

— Eu estou aqui com meu amigo, — eu respondo, apontando para trás para alec

— E você? — Eu pergunto, lutando contra o desejo de fazer uma varredura no local em busca de uma ruiva que eu sinto mais falta do que eu estou pronto para admitir.

Izzy me cutuca no estômago e responde:

— Eu estou aqui com a Clary!

Eu franzo a testa para ela. — Quem é Clary?
Seus olhos se arregalam e seu sorriso some quando ela olha para baixo por um momento. Lentamente, seus olhos levantam para uma área sobre o meu ombro,então eu viro para ver o que a deixa tão assustada.
Naquele momento, eu vejo sangue
Literalmente e figurativamente.
Minha mão aperta minha garrafa de cerveja quando vejo Adele sentada
em uma mesa com um cara. Isso me incomodaria em circunstâncias normais. Mas o fato de eu reconhecer esse idiota da loja de pneus, Sr. Camisa Verde Idiota Fodido,significa que eu não estou apenas irritado. Eu estou chateado pra caramba.
E eles não estão apenas sentados em frente um ao outro como um casal de velhos amigos que se encontraram. Ele está sentado ao lado dela, seu assento deslizou de lado, então suas pernas estão se tocando. E ele está inclinado tão perto que pode cheirar seu brilho labial.
Alec deve ter pego minha mudança de humor, porque ele apanha meu olhar com uma expressão confusa. Eu indico com a cabeça para o que eu estou olhando, e sei que ele instantaneamente reconhece o idiota também.

Alec olha para mim. — Essa é...?

Eu aceno lentamente.

— E ela está falando com...?

Eu aceno lentamente novamente.

— Que porra é essa, mano?
Minha mandíbula está tensa e um músculo está pulsando reflexivamente em minha bochecha como um louco pronto avançar e destruir todo esse bar.
Quando a mão do Camisa Verde Idiota se estica até o rosto de Adele, eu estou atravessando o pátio enorme em passos largos e pesados.

— Jace, não é o que você pensa, — a voz de Izzy soa atrás de mim enquanto eu me esforço para passar por um grupo de pessoas. As mãos de Izzy envolvem meu bíceps enquanto ela tenta me segurar.

Eu viro e pairo sobre ela para responder:

— Isso me parece bem claro,cristalino pra burro.

— Ele não é ninguém, — ela diz, mordendo o lábio inferior nervosamente.

— Então por que você está me segurando? — Eu grito, olhando para a mão dela no meu braço. Ela inteligentemente me deixa ir, e eu murmuro um agradecimento e retomo meu ritmo anterior.

Eu realmente não tomei a decisão consciente de vir até aqui e me aproximar deles. Isso foi uma reação instintiva e automática com a qual eu realmente não podia lutar.
A voz de Camisa Verde chega em meu ouvido quando eu estou perto o
suficiente para ouvir:

— Você pode ser uma verdadeira puta, você sabe disso.
Adele responde algo mal-humorado e balança os dedos na cara dele antes de eu acrescentar:

— De que porra você a chamou? — Eu quase rosno, me aproximando para ficar do outro lado de Adele.
Camisa Verde olha para mim com uma expressão irritada pintada por todo o rosto.

— Como?

— Desculpe-se, — eu respondo e me inclino, espalhando minhas mãos em toda a mesa.

— Jace, — Adele diz, sua voz tensa. Eu posso sentir os olhos dela em mim, mas não posso mover meu foco concentrado do babaca aqui.

— Do que diabos você a chamou? — Eu repito minha pergunta anterior e acrescento: — Não vou perguntar de novo.
Camisa Verde, que está com uma camisa branca hoje, apenas ri.

— Esta conversa não tem nada a ver com você, macaco com graxa . Por que você não vaza? Você está claramente cheirando muita gasolina.

— Pedro! — Adele grita a ele, e o jeito que ela diz o nome parece
íntimo. Como se pudesse ser uma pessoa que ela conhece mais do que eu gostaria de acreditar.

— Você conhece esse estúpido, Adele? — Eu pergunto, deslizando os olhos para ela. Ela está ansiosa e nervosa, lutando para fazer contato visual comigo.

Seu peito está corado com urticária como eu nunca vi.

O cara solta uma risada pomposa e desagradável.

— Adele? — Ele olha para mim com as sobrancelhas levantadas.

— Você acha que o nome dela é Adele?

Minhas sobrancelhas franzem e olho para Adele para confirmação. Ela concorda rapidamente e corre dizendo:

— Eu ia te contar tudo.

— Contar-me o quê? — Eu grito, minhas mãos se transformando em punhos na mesa. — Quem diabos é esse cara?

— Ele não é ninguém!, — Ela afirma inflexivelmente através dos dentes cerrados, os olhos voando por todo o meu rosto quando ela chega a tocar meu braço.

Camisa Verde lança outra risada desagradável e diz:

— Não, eu só vivi com você por dois anos.

— Viveu com você? — Eu pergunto, completamente confuso porque esse filho da puta não me deu uma vibe gay na Loja de Pneus.

— Este é a seu colega de quarto gay que você expulsou?
Camisa Verde se inclina sobre a mesa e murmura:

— Eu não fodi com ela como se eu fosse gay, mano.

Raiva. Raiva não diluída rasga meu corpo, e eu endireito-me, peito arfando.

Adele se levanta para agarrar meu braço e me impede de dar a volta nessa mesa e rasgar a garganta desse maldito idiota.

— Jace, por favor, se você apenas me deixar explicar, — ela solta rápido, sua voz trêmula e alterada.

— Sim... Clary, — acrescenta Camisa Verde, — explique a ele como eu fui seu namorado por dois anos e ainda basicamente moro com você.

— Você não mora comigo, Pedro!, — Ela grita, sua própria mão em punho ao seu lado enquanto ela bate o pé.

Meu rosto torce em confusão quando eu viro meus ombros para encará-la. —Por que ele está chamando você de Clary? — Eu digo com os dentes tão cerrados que sinto que eles poderiam quebrar a qualquer momento. — Seu nome é Adele.

— O nome dela é Clary  Fairchild, seu retardado. Adele é basicamente o nome do meio dela e  de puta que ela inventou para escrever aquelas coisas horríveis que ela chama de livros.

Agora chega.

Chega desse idiota. Ele disse a última coisa idiota com a qual eu
posso lidar.

Eu alcanço do outro lado da mesa e puxo-o de pé pelo colarinho de sua camisa. Dando um passo de lado, eu o puxo até o meu rosto com tanta força que ele tem que ficar em pé na ponta dos pés para apenas alcançar meu queixo.

— Chame-a de nomes fodidos de novo, e você vai se arrepender disso.
O cara é como um saco frouxo de macarrão em meus braços, os olhos meio fechados quando o lábio dele se curva e ele sussurra:

— Você pode ficar com a puta desprezível. Ela não é adequada para uma companhia decente, de qualquer maneira.
Meus olhos se arregalam, e antes que eu perceba, eu recuo meu braço e envio meu punho voando para o nariz pomposo desse filho da puta.

Um estalo satisfatório vibra contra meus dedos, e o sangue espirra por todo o seu rosto.

Ele uiva de dor e cai no chão, a mão cobrindo o nariz.

— Seu maldito macaco! — Ele grita, sua voz embargada no fina.

— Acho que você quebrou meu nariz!

— Bom, — eu rosno entredentes, quando Alec envolve seus braços em volta de mim e me puxa para trás. Meus ombros se levantam e caem rapidamente enquanto eu respiro fortemente e me estico e flexiono meus dedos na mão que fizeram contato.

— Você não vai dizer bom quando eu te processar, porra! — Camisa Verde grita do chão em seus joelhos.

Mas suas palavras nem sequer se registram em minha mente enquanto deslizo meu olhar para a esquerda e vejo Adele parada ali com as mãos sobre a boca aberta. Lágrimas óbvias surgem em seus olhos.

Elas são para este babaca?

Ela olha para mim e deixa cair as mãos, o queixo tremendo
incontrolavelmente, e ela murmura meu nome.

— Jace..

Ela vem para me tocar, e eu me afasto dela e me desfaço do aperto de Alec.

Eu a fixo com um olhar sério.

— Não fale comigo.

— Jace! — Ela exclama com um grito. — Eu preciso explicar.

— Explique isso? — Eu rujo, apontando para o ex idiota chorando em um guardanapo de coquetel. — Explique porque eu dei um soco em um cara por uma garota cujo nome eu nem sei?
Um soluço sobe em sua garganta e eu nem posso mais olhar para ela. Eu me viro, abrindo caminho através da multidão de pessoas que estão todas pressionadas ao nosso redor. Eu passo por Izzy perto do bar, e ela olha para mim como um cachorro chutado, mas felizmente não diz nada.
Quando eu caminho através da porta em direção às escadas, minha mente está em um turbilhão. Você acha que conhece mesmo alguém. Você acha que talvez tenha estado errado o tempo todo, e há pessoas boas por aí que podem ser honestas e boas com você. Reais.
Mas então você descobre que estava errado, tão errado que você tem as juntas ensanguentadas para provar isso.
Eu paro na escada e mando meu punho ensanguentado voando para a parede de concreto. Isso faz dano zero na parede, mas tira a dor do meu peito, e isso é melhor que nada.

— Droga, — eu rosno, apertando minha mão, meus dedos estalando dolorosamente um no outro enquanto eu estico meus dedos.

— Jace, espere, — a voz de Adele ecoa na escadaria escura, iluminada apenas por um candelabro na parede.
Eu estou tentado a ignorá-la e continuar, mas vejo-a tateando as escadas com um par de sandálias de salto alto. Ela parece que poderia cair a qualquer segundo,então paro apenas para fazê-la parar de me perseguir.

— O que, Adele? — Eu rosno, minha mão segurando o corrimão de metal com tanta força que dói. — Ou é Clary?

Ela para dois passos acima de mim, seu peito subindo e descendo rapidamente. Seus olhos verdes estão tristes quando ela murmura:

— É Claey. Eu ia contar a você.

— Quando? — Eu pergunto, minha voz irregular agora que a minha adrenalina diminuiu, e eu estou olhando para a mulher a quem eu desnudei minha alma nestas últimas semanas.

Eu olho diretamente nos olhos dela e acrescento:

— Depois que eu me apaixonasse por você?

Ela inspira, aguda e instavelmente, e responde apressadamente:

— Eu ainda sou a mesma pessoa, Jace. Eu sou tanto Adele quanto eu sou Clary. Adele ainda é meu nome, é usado apenas nos meus livros.

— É o seu pseudônimo? — Eu pergunto, e ela acena com a confirmação. —Então por que mentir sobre isso?

— Eu não sei! — Ela responde com um movimento de suas mãos. — Porque com o meu ex me acostumei a esconder essa parte de mim. Mas com você, eu não tive que fazer isso, nunca. Clary  Fairchild é quem eu sou quando eu não estou dizendo às pessoas sobre o que faço. Uma das nossas primeiras noites juntos, você contou a sua irmã sobre mim. Isso é algo que eu nunca experimentei antes, Jace.

Eu balanço minha cabeça em descrença.

— Se eu sou tão aberto e receptivo,então por que esconder seu nome verdadeiro? Você teve tantas chances de me dizer. Você sabe como eu me sinto idiota por te chamar de Adele todo esse tempo? Toda vez que dormíamos juntos. Eu sinto que fui uma piada pra você!

— Você não é uma piada, eu sou! — Ela desce um passo para que ela esteja no nível dos olhos comigo e estende as mãos para agarrar meu rosto. — Eu gostei muito de você. Todo esse tempo eu gostei de você como mais do que um amigo com amizade colorida. Eu sou a piada porque eu pensei que eu poderia ser Adele legal e casual, sem amarras, mas essa era a maior mentira de todas. Eu sou simplesmente a chata Clary Fray, e eu estou totalmente apaixonada por você,Jace .
Suas palavras fizeram-me puxar meu rosto do seu aperto e afastar-me alguns passos. Eu não me importo se ela está se apaixonando por mim. Quero dizer, olha o que aconteceu esta noite. Ela é pior que Aline. Ela vai remexer-me sobre as brasas, e depois, se eu passar por toda aquela merda pela segunda vez, não sobrará nada de mim.

Eu me viro e olho para longe de seu rosto emocionado e torturado.

— Eu te disse que não quero drama, Clary. Minha ex fez isso para mim mais e mais, e eu estou farto disso. — Eu olho para trás e aponto para a porta no topo da escada. —Eu nunca dei um soco em outro cara na minha vida, e eu simplesmente quebrei o nariz daquele idiota.

— Eu sinto muito!, — Ela exclama, agarrando o corrimão e apertando com tanta força que seu braço começa a tremer. — Mas eu não sou perfeita. Eu vou ter drama na minha vida. E você não pode me dar uma política de tolerância zero para odrama por causa do seu maldito passado!
Eu nego com a cabeça, recusando-me a ouvir mais. Minha mente está cheia de besteiras esta noite, e eu não posso aguentar nenhum outro segundo.

— Eu estou fora, Clary, Adele, quem quer que seja. Você pode manter seu drama e suas mentiras. Continue vivendo sua vida com o seu nome de autora, seu nome verdadeiro, com seu namorado ou ex-namorado. Gay, não gay. Tanto faz.

— Jace, por favor...

— Não, já chega. — Eu aponto para a área do espaço entre nós como se isso representasse tudo o que aconteceu desde o momento em que ela me encontrou no beco da Loja de Pneus. Meu tom é profundo e definitivo quando acrescento:

— Este... é oficialmente o FIM da nossa história.

E então viro as costas e desço as escadas para longe da garota que eu, por maldição, achava que conhecia, mas na verdade estava escrevendo ficção o tempo todo .


Notas Finais


💔😥 estou triste ...


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