História O Nascer do Preconceito - Capítulo 4


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Categorias Harry Potter
Tags Draco Malfoy, Drama, Dramione, Harry Potter, Hermione Granger, Jk Rowling, Tragedia
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Palavras 2.693
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ola pessoal, tudo bem por ai?
Quem esta afim de mais um capitulo? kkkk
Espero que gostem e boa leitura a todos!!

Capítulo 4 - Capitulo 03: Viver em paz


Fanfic / Fanfiction O Nascer do Preconceito - Capítulo 4 - Capitulo 03: Viver em paz

  As palavras de Hermione ficaram gritando em sua mente durante um bom tempo. Nunca poderia imaginar que sua amiga poderia se sentir incomodada por conta do seu avô. Ele sabia muito bem, que o mesmo não era uma pessoa fácil de lidar, mas nunca tinha percebido aquela situação, relacionado a ela e seus pais, e ele nem ao menos entendia do porque o seu avô poderia estar a tratando de maneira ruim.

- Mione, vou entra e já volto – Disse logo em seguida quando ela voltou a olhar para o céu estrelado.

- Tudo bem... Espero que não tenha ficado magoado com o que eu disse.

- Não fiquei, apenas não tinha percebido que se sentia assim. Mas eu acho que não tem nada com o que se preocupar. – sorriu.

Hermione não disse nada, apenas sorriu de volta. Viu Draco levantar e em ir em direção a sua casa.

Draco passou pela porta da sala já ouvindo as vozes de sua mãe e de Jane vindas da cozinha. Como não sabia onde o seu pai poderia estar, resolveu ir perguntar para a sua mãe. Assim que as viu sentadas na pequena mesa da cozinha as virão rindo sobre algo que ele não sabia o que era, mas no momento nem se preocupou em saber, pois tia algo mais importante para fazer.

- Mamãe? – Chamou a atenção delas.

- Oi. Querido! Esta tudo bem?

- Esta sim! Desculpe se interrompi, mas você sabe onde esta o papai?

- Deve estar no escritório com o Roberto, Filho. Ele disse que iria para lá.

- Tudo bem. Obrigado! – Virou as costas e saiu.

Em comparação a sua casa, a casa de Hermione nem precisava dar muitos passos para chegar em algum outro cômodo. Quando saiu da cozinha bastou apenas virar a direita e entrar num pequeno corredor, que na primeira porta era o escritório. Logo já próximo da porta, já era possível de se ouvir o seu pai conversando com Roberto, mas como a porta estava entreaberta, apenas a abriu devagar para não se inconveniente. Sua mãe sempre havia lhe advertido que ele deveria tomar cuidado quando fosse interromper as pessoas, pois era falta de educação se intrometer no espaço alheio sem ser convidado. Lentamente abriu a porta, mas não pode deixar de nota que assim que Roberto percebeu a sua presença, logo tratou de esconder algo na gaveta da mesa. Ele parecia assustado. De certo ele não esperava por Draco naquele momento. A expressão do homem fez Draco se intrigar.

- Draco? Esta faz tempo ai? – Perguntou Roberto lhe dando um leve sorriso.

- Não, acabei de chegar. Não sabia se podia entrar.

- O que foi, filho? – Perguntou Lucius de forma gentil. – Pensei que já tivesse ido dormir. Aconteceu alguma coisa?

- Não... Está tudo bem! É que eu queria falar com você!

- Vou deixa-los a sós – Roberto levantou de sua cadeira. Assim que Roberto saiu, Lucius puxou a cadeira que estava do outro lado da mesa para que Draco se sentasse ao seu lado.

- Sobre o que quer falar?

- Sobre a Mione!

- O que tem ela?

- Estávamos conversando e ela me disse que acha que o vovô não gosta dela, da tia Jane e nem do tio Roberto. Eu achei estranho ela dizer isso do nada, então perguntei a ela, o porque ela achava que o vovô não gostava deles. Ela me disse que não era de hoje que ela notava que ele a olhava de maneira diferente.

Lucius franziu o cenho.

- De que maneira?

- Ela não disse exatamente. Só disse que desde a festa que a gente se conheceu, ela notou que ele parece não gostar dela.

- Ela te contou mais alguma coisa?

- Não... Eu falei para ela que o vovó às vezes é estranho até comigo. E que ele sempre foi uma pessoa fechada como você mesmo disse, pai.

- Olha, filho! Como ela não disse exatamente o que aconteceu para ela se sentir assim, eu não sei exatamente como agir. Porem eu posso tentar conversar com o meu pai para entender. Se isso esta te incomodando, vou conversar com ele, tudo bem? Mas acredito que seja apenas um mal entendido – sorriu para tranquilizar o filho.

- Pode falar com a Mione para ela me contar mais coisas...

- Não, não precisa. Pode ser que ela esteja envergonhada por ser sua amiga.

- Pode ser... Obrigado papai! – Draco saiu de cadeira e pulou nos braços do pai a sua frente.

- Imagina, filho! Vai ficar tudo bem... Eu prometo! – Sorriu e o abraçou apertado. Ele não precisava ser nenhum mestre na arte da adivinhação para entender perfeitamente o que estava acontecendo. Seu pai Abraxas nunca havia aceitado a sua amizade com os Granger desde que soube que eram trouxas. Diferente de Lucius e Narcisa, a guerra não o afetou de forma tão intensa como os dois. Foi difícil tudo o que teve que ouvir de seu próprio pai por querer fazer escolhas diferentes. Por querer preservar a vida e o futuro de seu próprio filho. Ele não queria que Draco vivesse da mesma forma que ele viveu. Acreditando na pureza de sangue e que pessoas como os Granger deveriam ser exterminadas do mundo, por não serem como eles. A verdade é que durante a guerra, Lucius e Narcisa foram obrigados a presenciar coisas terríveis, que os fizeram questionar se tudo aquilo realmente valia a pena, já que diante da morte não existia status, influencia, dinheiro, poder, família que pudesse ser capaz de salvar quem fosse de uma maldição de tortura e de morte. Seu pai não podia concordar com as escolhas que o filho e a esposa fizeram, mas para Lucius, ele não tinha o direito de descriminar uma criança. Não uma criança, e nem os seus amigos. Não eles. As pessoas que mais os ajudaram quando tudo parecia ira desmoronar de vez. – Agora volte para o seu acampamento – brincou – Mione deve estar preocupada. – sorriu.

- Está bem! – Sorriu Draco saindo dos braços do pai – Boa noite, papai!

- Boa noite, filho!

Assim que viu o filho deixar o escritório, Lucius fechou os olhos e suspirou cansado. Apesar de não querer voltar atrás em seus antigos conceitos, não era fácil lidar com o seu pai. Não era fácil tentar apaziguar a situação entre o seu pai e seus amigos. Nunca haveria acordo de paz entre eles. Não por Roberto e Jane, mas sim, por Abraxas. Ninguém imaginava o quanto era complicado encarar os olhares de seu pai em sua direção quando a pequena Hermione ia para a sua casa, mas ele não podia impedi-los. Diante do que seu filho tinha lhe contado, mais uma conversa tinha que ser feita. Seu pai podia ter as crenças dele, mas não era certo demostrar para uma criança. Ninguém daquela família podia descobrir quem eles haviam sido um dia, pois sabia que eles não entenderiam.

Sentiu um toque delicado em seus ombros que o fez abrir os olhos e um sorriso singelo não pode ser evitado. Ele tinha certeza que Narcisa iria esperar Draco sair para saber o que estava acontecendo.

- Sabia que Draco não te procuraria se não algo importante. E pelo jeito, mais uma vez acertei. Ele parecia aflito.

Lucius trancou a porta e lançou um abbafiato no cômodo para que ninguém pudesse ouvir.

- Meu pai, mais uma vez, consegue ser inconveniente. – disse massageando as têmporas.

Narcisa se sentou na mesma cadeira em que Draco estava.

– O que foi que Draco veio conversar? 

- Hermione desabafou com ele a respeito do meu pai. Ela disse a ele que achava que meu pai a tratava diferente. Não só ela como Roberto e Jane também. Nós sabemos muito bem o quanto o meu pai pode ser cruel, mesmo que não diga uma palavra.

Narcisa assentiu.

- Vai conversar com ele?

- Vou... Assim que voltarmos para casa. Não posso admitir um comportamento desses  vindo do meu pai. Ele pode odiá-los se quiser, mas tem que respeita-los. Ele não pode ser tão covarde ao ponto de descontar em uma criança que não tem culpa de nada.

- Ela contou o que aconteceu para se sentir assim em relação ao seu pai?

Lucius negou com a cabeça.

- Pedi para Draco não perguntar. Não podemos ir muito fundo nesse assunto.

- Concordo! Só espero que ele não fique com mais raiva e se vire contra nós, Lucius. Ninguém nunca poderá saber o que eu fui capaz de fazer para proteger o nosso filho. Estávamos em guerra, não dava para ser diferente. – Disse Narcisa com a voz falha devido a angustia e o nervosismo.

- Querida, querida! – Segurou o rosto dela entre as mãos. - Não precisa justificar nada, ninguém irá saber. Já acabou.

- Como vamos ter paz, se nem o seu pai é capaz de nos dar essa paz?

- Deixa que com o meu pai, eu resolvo. Apenas se concentre na festa que está chegando. Pense nesse momento que estamos vivendo agora com os nossos amigos e principalmente, pensei em Draco que está feliz lá fora com a Hermione. Vamos continuar agindo como se nada tivesse acontecendo. 

Narcisa assentiu enquanto Lucius beijava delicadamente a sua testa. Ela sabia que tinha que se manter firme e forte independente de qualquer coisa. Apesar de ter mudado seus conceitos devido à guerra, ela nunca se esqueceu dos ensinamentos de sua família quando se tratava de se manter forte e nunca deixar a sua mascara cair. Mesmo que seu coração implorasse por um pouco de alivio.

Saíram de seus momentos de vulnerabilidade, ao escutarem uma batida na porta. Lucius desfez o feitiço e destrancou a porta.

- Desculpe interrompe-los. – Jane sorriu sem graça. – Mas vim me despedir de vocês e avisar que o quarto já esta arrumado para vocês.  

- Muito obrigada, querida! – Narcisa sorriu gentilmente. – Nos também já vamos nos recolher, já esta ficando tarde.

- Realmente – riu – mas fiquem a vontade. A casa é de vocês! Boa noite! – Sorriu para o casal.

- Boa noite, Jane! – Narcisa retribuiu o sorriso junto com Lucius.

Jane assentiu e saiu do escritório. Os Malfoy foram logo em seguida, pois estavam cansados e preocupados. Então nada que uma boa noite de sono, não resolvesse, nem por algumas horas toda aquela tensão que seria voltar para casa.

~*~

Como todas as vezes, a primeira a acordar foi Hermione. Demorou alguns segundo para recobrar a realidade totalmente. Coçou os olhos e se sentou para se espreguiçar. Tinha acordado com algumas dores nas costas por ter dormido de mal jeito, já que Draco não perdia a mania que tomar a maior parte do espeço, a fazendo dormir toda exprimida num canto. Bufou ao vê-lo dormindo ao seu lado, mas claro, como se só ele estivesse dormido ali. As primeiras horas da manhã nunca eram as suas favoritas, Então já sabia que já ia se estressar.

- Acorda, Draco! – O chamou. Draco nem se mexeu. O chamou mais uma vez, mas o chacoalhando com mais força. – Anda, acorda!

- Me deixa, Mione! – reclamou afastando o braço dela sem ao menos abrir os olhos.

- Toda vez é isso... Não basta ser espaçoso, tem que ser preguiçoso também?

- Eu não sou espaçoso! – se defendeu levantado a cabeço, com o rosto enxado de sono.

-  A não? Jura? – Apontou para ele indicando como ele estava deitado e todo o espaço que ele ocupava.

Draco observou a situação e bufou.

- Anda vamos logo, daqui a pouco a minha mãe chama a gente para o café! E vê se para de ser espaçoso se não durmo mas com você. – fez bico.

- E você tem que parar de ser mandona! – Draco se defendeu. Hermione apenas revirou os olhos e entrou em casa na frente dele. Ao cruzar a porta se deparou com Jane e Narcisa sentadas na mesa terminando de preparar o café.

- Bom dia, crianças! – Desejou Narcisa dando uma leve risada ao reparar na cara de mal humor dos pequenos, mas nem se preocupou, pois sabia que toda aquela tensão iria passar logo. Eles sempre brigavam pela manhã, mas depois faziam as pazes.

- Bom dia, tia Cissa! Bom dia, mamãe! – Desejou Hermione para as duas.

- Bom dia, filha! – sorriu Jane para a filha. – Já ia chamar vocês para tomarem café, pois temos duas noticias para vocês, uma boa e uma ruim.

Draco e Hermione se olharam antes de se sentarem em seus lugares. Hermione ao lado de Jane e Draco no lado de Narcisa.

- Como assim, tia Jane? – perguntou Draco preocupado. – Que noticia ruim?

- Vamos precisar voltar para a casa depois do almoço meu amor!

- Por quê? – Draco e Hermione perguntaram em uníssono.

- porque o seu avô mandou uma carta ao seu pai ontem a noite dizendo que estará em casa hoje a tarde e ele nos quer lá para conversar.

Draco engoliu seco. Não sabia se o motivo era Hermione, já que tinha conversado com o seu pai na noite anterior, ou algo aleatório que ele não fazia ideia do que poderia ser.

- Mas eu não quero ir! – Disse de forma manhosa.

- Deixa ele aqui, tia Cissa! – pediu Hermione. Ela também não queria que Draco fosse. Podiam brigar, ficar mal humorada com ele algumas vezes, mas no final, era inseparáveis.

- Infelizmente não tem como querida. E também não acho certo abusar da hospitalidade de vocês.

- Imagina, Cissa. Nós nos conhecemos a tanto tempo nem deveria pensar nisso. – Disse Jane. Pode deixar Draco aqui sem problemas...

- Posso ficar mamãe? – seu olhar era cheio de expectativa.

- Pode sim, filho! – sorriu fazendo carinho nas bochechas rosadas do menino.

- EBAAAA – gritou levantando os braços, fazendo todos rirem.

- Qual é a boa noticia? – perguntou Hermione curiosa.

- A boa é que na terça-feira, a senhora irá ficar na casa do Draco, pois eu e Narcisa vamos terminar os preparativos da festa. – respondeu Jane.

- Vamos pode jogar Quadribol, Mione! Como conversamos ontem – Draco abriu um enorme sorriso.

- Que? De jeito nenhum! – advertiu Narcisa. – Você nem sabe voar direito Draco e a Mione pode se machucar.

-Eu sei voa sim, mamãe e muito bem! – se defendeu. – E a Mione não vai se machucar.

- Como é esse jogo? – perguntou Jane curiosa e ao mesmo tempo preocupada ao saber que Hermione poderia se machucar. – Desde que descobriu que Hermione era uma bruxa e a viu manifestar pela primeira vez todo o poder que havia nascido com ela, Jane procurava o máximo que conseguia entender sobre o mundo o qual sua filha viveria um dia. Estava grata por ter os Malfoy por perto, pois eles a ajudavam muito, tanto para entender sobre aquele mundo, quanto para entender a sua própria garotinha. Bem devagar, Narcisa e Draco iam contando como o jogo funcionava, colocou a mão a boca por diversas vezes, ao perceber o quanto o jogo parecia perigoso.

- Você não tem medo, Cissa?

- Para falar a verdade eu fico preocupada sim, mas já estou acostumada. Lucius sempre o incentivou e eu sabia que existia uma grande porcentagem de Draco se interessar pelo esporte, mesmo eu nunca ter gostado – riu – Draco tem muito do pai.

- Eu acho que não vou gostar também. – comentou Hermione. – Não gosto de esportes.

- Assim espero, filha! – Jane suspirou aliviada. – Só de pensar já fico toda arrepiada.- passou a mão pelo braço para indicar o arrepio.

Todos mais uma vez riram.

- Bom... Então está combinado, Draco fica aqui até amanha de manhã e a Mione vi para a minha casa na terça. – Disse Narcisa. – Trate de se comporta em mocinho? – olhou para o filho.

- Pode deixar, mamãe! Eu sempre me comporto....

- Só precisa parar de ser espaçoso. – Hermione o interrompeu.

- Vai mesmo começar com isso?

- Vou, porque é verdade. – mostrou a língua.

- Então não vai se importar se eu disser umas verdades também... Uma pessoa mandona e sabe-tudo como você não existe. – Jogou um pedaço de guardanapo nela.

- Hey! – ficou surpresa. – É assim? Então toma. – Jogou outro em direção a ele. Começando assim, uma guerra de guardanapos logo no café da manha. 


Notas Finais


E ai o que acharam? A historia pode estar mais devagar, mas a partir do proximo as coisas vão começar a esquentar kkkk espero que continuem acompanhando (=
O que falar desse fofos que brigam, mas se amam? kkkk muita fofura!!!
Então é isso, até a proxima...
Beijão a todos


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