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História O Nerd da Escola I - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Um


Fanfic / Fanfiction O Nerd da Escola I - Capítulo 1 - Um

         A escola Premium High School, era o melhor centro de educação de Tóquio, um lugar onde apenas os melhores, de famílias extraordinárias, entravam.  Com exceção dos bolsistas, que eram poucos, contudo, demasiadamente estudiosos.

No colégio, eram passadas tarefas curriculares e entre elas o grande concurso para a Garota Premium: A menina mais bonita da escola. Todas se inscreviam, porém quase nenhuma chegava ao final. Para ser a Garota Premium, precisaria ser a primeira em todas as matérias, e era aí que certa garota... não se encaixava.

Sakura Haruno, a garota mais popular da escola, filha do homem mais rico de Tóquio. Uma bela moça que sorria para todos, dona de belos orbes verdes quase tão exóticos quanto suas madeixas cor-de-rosa, inacreditavelmente, naturais.  A rosada, namorava um dos jogadores mais populares do time de Futebol Americano da escola, Sasori Akasuna; um ruivo de belos e chamativos orbes vermelhos.

Após receber uma prova a qual havia levado zero novamente, Sakura se viu desesperada pelo fato de sua nota estar baixa. Frequentar todas as aulas não bastava para alcançar boas notas? Assim que a professora se despediu da classe, Sakura a seguiu como uma cachorrinha de estimação.

— Professora, você precisa me ajudar! – Pediu seguindo a professora de cabelos negros.

— Srtª. Haruno, eu não posso fazer nada por você, suas notas estão abaixando cada vez mais – Respondeu sem dar importância à garota que tropeçava em seus próprios pés, no intuito de alcançá-la – Você devia estudar mais.

— Mas eu não tenho tempo. – Balbuciou tristonha – Preciso sair com minhas amigas e tenho um namorado maravilhoso que precisa de mim, preciso ir sempre ao shopping para estar sempre na moda. Eu não posso deixar tudo isso de lado e começar a estudar – A professora parou em meio ao corredor e virou-se para encará-la – Estudar não está na minha lista de prioridades. Eu preciso cuidar de mim! Não quero parecer com a senhora quando estiver velha.

A professora abriu a boca para comentar algo, mas achou melhor ignorar. Sentiu-se tão pequena diante daquela nanica aos seus pés que, quase se desequilibrou do salto alto.

— Pois você devia estar. – Disse com um sorriso incrédulo – Será reprovada se não estudar. Caso seja reprovada, será impedida de participar de todos os concursos de beleza desse colégio.

— O quê? – Sakura pigarreou antes de tornar a seguir a professora – Srtª. Kurenai, isso é totalmente injusto! Eu participo desses concursos desde que entrei nessa escola e sou premiada todos os anos! Esse ano não vai ser diferente! – Disse determinada – Eu vou ganhar, a senhora vai ver! Não há outra menina nessa escola que seja mais bonita do que eu. – Gabou-se.

Uma ira subiu à cabeça de Kurenai. A mulher odiava aquelas pessoas ricas e orgulhosas que se preocupavam mais com a beleza do que com a inteligência, cria que precisavam de educação e disciplina, e parecia que a Srtª. Haruno não entendia o que era aquilo.  A Haruno, achava que só por ser bonita podia ganhar e ter tudo aos seus pés. Mal sabia que estava muito enganada quanto a isso. De fato, Sakura precisava aprender que beleza não era tudo na vida.

— Você sabia que para ser a mais bonita desse colégio, precisa ter notas altas? – Indagou irônica – Se você não sabe Srtª. Haruno, estou lhe dizendo agora. O concurso não envolve somente beleza física, envolve inteligência. E parece que nesse ponto você não se encaixa. – Completou certeira, antes de girar os calcanhares para ir embora.

Sakura, entortou os lábios. Não entendeu muito bem o que professora quis dizer, mas certamente, não a estava chamando de inteligente.

— Mas para o....

— E mais uma coisa, não lhe darei nota alguma, e creio que nenhum professor faça isso também. Srtª. Haruno comece a estudar.

— E como eu vou fazer isso sozinha? – Perguntou.

— Suas amigas Sakura, elas podem ajudá-la – Sakura revirou os olhos.

— Claro que não! Minhas amigas sempre me viram como um exemplo, eu não posso pedir ajuda para elas, tampouco preciso da ajuda delas.

Kurenai, indignou-se novamente. Como Sakura Haruno podia ser tão egocêntrica a esse ponto?

— Tudo bem, eu tenho alguém que pode te ajudar – A morena abriu uma das pastas que carregava entre os braços, e procurou um papel amarelo. O entregou a Sakura, que pegou com relutância. – Acho que essa pessoa pode ajudar você.

Sakura encarou o papel, lendo- devagar. Ótimo, se tratava do menino que havia ganhado mais uma vez, o título do melhor aluno da escola - Isso é, por quatro anos seguidos- estreitando os olhos, mirou a professora.

— Mas quem é, Sasuke Uchiha? – Perguntou fuzilando a educadora, que sorriu de canto.

— Sua salvação Senhorita, Haruno.

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    Aquele não era exatamente um dia feliz para, Uchiha Sasuke.

Sentado na arquibancada do ginásio, quieto com sua vida privada e por vezes, demasiadamente esquecida, lia um livro que parecia ser bem mais interessante do qualquer outro ser daquele local. Afinal, quem nunca leu o Diário de Anne Frank e repetiu a leitura por gostar do contexto? Ou, por um trabalho do ensino médio? Entrementes, estando ali na arquibancada, deitado sobre o chão da praça, ou dançando no pátio da escola, ninguém o notava, comumente, o notam, isso é, quando ocorrem as premiações escolares.

O título de melhor aluno do colégio, lhe fora dado por três anos seguidos. Certamente, Sasuke tinha orgulho de tal mérito, visto que, em sua concepção complexa de que em sua vida, não ganharia nada mais do que tal título, isso o fazia satisfeito. O Uchiha, era o filho mais novo de um dos empresários riquíssimos, Fugaku Uchiha. O mais novo vivia às sombras de seu irmão mais velho, Uchiha Itachi. Se alguém perguntasse quem era Uchiha Sasuke, possivelmente, reconheceram o sobrenome renomado, contudo, desconhecerem o sujeito. Por Itachi ser famoso, seu pai, Fugaku, entregava toda a atenção para o mais velho, esquecendo-se então, dele. Sasuke, poderia não ser como Itachi, entretanto, se esforçava para conseguir os bons olhos do pai em meio a sociedade - O que supostamente, era um tanto difícil.

Logo o sinal tornou a bater. Sasuke, pegou sua bolsa colocando-a sobre o ombro, fechou seu tão querido livro e levantou-se da arquibancada, saindo logo em seguida.

Sasuke, não era o tipo de garoto que encarava alguém, as pessoas o tratavam como um estranho e qualquer nerd. Todavia, Sasuke era um adolescente muito bonito; seu cabelo negro comprido cobria um pouco seu rosto e roçava sobre o colarinho da camisa branca, que vestia por baixo do casaco escuro. Seus olhos eram da cor Ônix, brilhantes e encantadores, que infelizmente eram escondidos debaixo de uma armação escura e cara dos óculos. Obviamente, sua beleza era hereditária. Contudo, as pessoas enxergam o que lhes é conveniente.

Enquanto passava pelo corredor principal, instantaneamente pode ver sua adorável, bela e amada, Sakura Haruno. A Rosada por sua vez, trajava calças coladas e camisetas com alguma estampa feminina. Ao vê-la, sorriu de canto. Conversando com uma de suas amigas, a Haruno receberá um abraço. Ela parecia triste, entretanto, após a demonstração de “afeto”, sorriu.

Sakura sempre fora admirada por Sasuke. O moreno nunca a vira chorar, demonstrar qualquer gotícula de tristeza. Até mesmo o desânimo, parecia nunca fazer parte dela. Maior parte das pessoas, inveja os sorrisos que a mesma distribuía. Um sorriso singelo, cativante, fazia que todos cressem que sua vida era perfeita. Contudo, Sasuke enxergava além de seu bonito sorriso. Ele podia ver que Sakura, mesmo sorrindo tanto, era infeliz. Apesar de, nunca e jamais demonstrar isso a qualquer pessoa. Isso, supostamente, contribuía para que Sasuke a amasse ainda mais. Tornou a sorrir de canto e quando voltou a caminhar, deu de cara com outro homem que o empurrou, derrubando seus livros acadêmicos. O Uchiha, imediatamente se abaixou, pegando-o.

— Olha por onde anda novato – Resmungou uma voz maliciosa. Sasuke estreitou os olhos antes de se levantar e notar a criatura de cabelos ruivos.

— Novato? – Indagou incrédulo. Poderia dizer para aquele cretino que estudava na mesma sala que ele, desde o ensino fundamental, e que há dois anos o observava enfiar a língua na boca da garota que ele gostava, mas... – Desculpe. – Acalmou-se o nerd, pegando seu livro e ajeitando a bolsa em seus ombros.

— Cai fora antes que eu dê as boas-vindas a você.

Sasuke, deu a volta, ajeitando os óculos em seu belo rosto, para finalmente sair fora daquele corredor. Era difícil ser invisível para exatamente, todo mundo. Contudo, mesmo sendo invisível para todos, era angustiante ver a garota que você gosta beijando outro homem, do qual não merecia.

Mas fazer o quê?

É vida.

Saindo da escola de cabeça baixa, caminhou pelo estacionamento aberto, passando pelas dançarinas, o clube de teatro, os fumantes, os Bad boys, os jogadores, os CDF’s – onde ele se encaixava perfeitamente, – Os músicos, os Cosplays, os religiosos, para finalmente chega ao seu carro. Ele abriu a porta, e brevemente olhou para a entrada da escola, o que o fez se arrepender amargamente.

Nessa hora, viu Sasori – mais uma vez – beijar a bela boca de Sakura, enquanto saem abraçados. Aquilo o deixava maluco, louco de inveja, louco da vida. Ele revirou os olhos, suas expressões não eram das melhores, mas ele não poderia fazer nada. Sakura parecia gostar tanto daquele ruivo que, o deixava enjoado. Por que ela não poderia gostar de dele? Perguntou a si mesmo. Ele podia não ser um atleta, ou ter coragem para enfrentar o namorado da garota amada. Mas ele era um garoto cheio de amor para dar.

Enquanto os olhava abraçados e se beijando, Sasuke se diminuía ainda mais. Ele suspirou. Ela era perfeita, deveria ser tratada com uma rainha e não como uma qualquer. Merecia atenção e respeito, merece carinho e amor. Ela não merecia alguém que a tratasse como objeto, e sim alguém que a tratasse como uma dama, que a venerasse e que cuidasse dela como se ela fosse um anjo que por descuido, estava na terra.

Do outro lado do estacionamento, Sakura sorria enquanto era abraçada por Sasori, que conversava alegremente com seus amigos sobre os jogos que estavam para acontecer. Sakura, mexia no celular respondendo algumas mensagens quando se lembrou do filme que ela queria muito assistir no final de semana. Ela adorava aquele filme, era romântico e parecia um programa perfeito para casais. Talvez Sasori, fosse com ela. Eles não saiam juntos fazia meses. A Haruno sorriu encantada e parou no meio do caminho, fazendo Sasori tirar seus braços de sua cintura, e lançar-lhe um olhar intrigado.

— O que houve, gata? – Indagou.

— Podemos ir ao cinema esse final de semana? Tem um filme legal passando. – Disse esperançosa.

— Vá com a Ino – Respondeu-lhe dando de ombros e voltou a caminhar com seus amigos Sakura, pigarreou e o seguiu, puxando-o para sua frente. Sasori, revirou os olhos e a olhou – O que foi agora?

— É um filme para casais, por favor, vamos juntos? – Implorou ela. Sasori, torceu os lábios e soltou seu braço das mãos femininas. – Sasori, a gente nunca sai juntos!

— Foi mal, mas eu tenho treino e não quero assistir um filme de garotinha – Contrapôs dando, mais uma vez, de ombros, arrancando risos de seus amigos – Até depois – Despediu-se dando um selinho em seus lábios, deixando Sakura sozinha. De novo.

Sakura, o observou se afastar como se não tivesse acabado de ser rejeitada. Bufou de raiva, cruzou os braços e virou as costas, caminhando em direção ao seu carro. E antes de chegar ao mesmo, deixou que uma lágrima solitária, escapasse. Ela odiava ser jogada para escanteio, detestava ser ignorada. Ela amava Sasori – pelo menos era nisso que ela acreditava.

Seu sonho era ser amada por alguém que ela amava. Mas, perto de Sasori, esse sonho nunca iria se realizar.

Por quê?

.

.

Sasuke, novamente, de longe a admirava. Amaldiçoou-se por não ter um pingo de coragem de chegar a Sasori, e dar-lhe uma boa surra, para mostrar-lhe como se trata adequadamente, uma mulher. Ele sofria calado, quando a assistia sofrer. Bateu com força na porta do carro, e então, encostou sua cabeça no batente. Respirou fundo, para então levantar-se. Seu desejo era ser útil para fazer que sua dama parasse de chorar.

Torceu os lábios. Antes mesmo que alguém abrisse a porta de seu carro, uma professora lhe chamou pelo nome. No momento, não soube quem fitar, exatamente, ora fitava Sakura, ora fitava a professora que parou a sua frente. Abriu a janela quando, decidiu encará-la.

— Sr. Uchiha? – Ela ajeitou os cabelos e sorriu – Preciso que você faça um grande favor para uma colega sua.

— Hum... – Sasuke deu um meio sorriso. Ele não tinha muitos colegas, tampouco grandes colegas. A professora estendeu-lhe um papel amarelo, que de pronto, foi capturado.

— O nome dela está aí. Espero que você consiga ajudá-la. Ela precisa bastante.

Ela sorriu tocando no rosto do aluno, virou-se caminhando devagar em direção à entrada da escola. Sasuke, suspirou. Novamente, olhou em direção ao carro de Sakura, mas esse não estava mais lá. Fechou a janela e acomodou-se no banco. Fechou os olhos para que pudesse esquecer a cena de Sakura chorando, aquilo partia seu coração de uma forma quase, e praticamente, inexplicável.

Quando abriu olhos ônix, olhou o pedaço de papel em sua mão. Hesitante e quase ânimo algum, o abriu. E para seu grande espanto o nome de sua amada estava ali, escrito. Arregalou os olhos e pegou os óculos que estavam em cima de sua bolsa, colocando-os sobre a face. Talvez, ele esteja enganado de ver o nome dela naquele pedaço de papel. Poderia ser realmente o fruto de um delírio? Após concluir que aquele nome tão lindo, naquele pedaço de papel amarelo era o dela, um sorriso bobo brotou em seus lábios. Apoiou o cotovelo direito sobre a janela e cobriu metade do rosto com o braço, deixando à mostra, seu grande sorriso.

— Sakura Haruno.

Sussurrou para si mesmo.

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Naquele dia, Sasuke acordou tão feliz que seu sorriso já rodava rosto todo. Estava nervoso, mas ao mesmo tempo maravilhado, empolgado. Afinal, ele iria sentar ao lado de sua amada, ou talvez na frente... não importava, o importante era que ele iria falar com ela. Estudar com ela.

Ia pode admirar seu sorriso de perto. Ia poder vê-la sorrir de alguma besteira que ele tinha certeza que iria falar. Ia pode ajudá-la com alguma coisa útil, e não só a estaquear de longe.  O sorriso do moreno era algo fora do normal, um riso cheio de carinho e ternura ao mesmo tempo denunciando nervosismo e ansiedade. Ele levantou os olhos para olha-se no espelho do seu banheiro e respirou fundo.

Estava trêmulo, mas cheio de coragem. Talvez um pouco menos do que ele queria. Mas ainda assim, cheio de coragem.

— Você consegue fazer isso... é muito fácil, você não é tão covarde assim, né? – Sasuke se perguntou dando um sorriso de canto, e depois fechou a cara. – O que adianta tudo isso?

Sasuke suspirou profundamente antes de se olhar novamente no espelho, ajeitou os cabelos, tirando os fios que caiam sobre seu rosto e, deu um sorriso sedutor. O Uchiha conseguia fazer caras e bocas na frente de um espelho, mas não levantava o rosto para encarar alguém.

Ele virou as costas e entrou no quarto, todo decorado de azul e preto, com alguns detalhes vermelho, várias prateleiras de livros pelas paredes, uma cama bem grande em um dos cantos do quarto perto da janela de vidro com cortinas escondendo-as. Ao lado um computador com mais uma montanha de livros. E era assim que ele passava seu tempo: Estudando.

Sasuke sentou sobre o colchão macio de sua cama e buscou o sapato calçando-o em seguida, e antes de poder calçar os dois pés, a porta de seu quarto foi aberta, Sasuke revirou os olhos e colocou seu pé no chão, para levantar-se e encarar seu irmão.

— Irmãozinho... como vai na escola? – Perguntou e depois riu. – Não preciso que responda, eu sei que vai bem. – Ele caminhou pelo quarto segurando uma bola de basquete.

Sasuke apenas balançou a cabeça e tratou de buscar sua bolsa e as chaves do seu carro. Não odiava seu irmão, mas ele bem que podia ser mais legal com o irmão mais novo, não? Ou simplesmente sumir.

— Sasuke, eu estou saindo em turnê de novo. Quando eu voltar, espero que você já tenha arranjado uma namorada, Ok? – Sasuke pestanejou e virou o rosto – Não seja tolo – Itachi aproximou-se dele e levantou dois dedos para tocar na testa do irmão mais novo, que fechou os olhos – Até mais... Tolo.

Itachi deu meia volta e caminhou em direção à porta, ao passar pela mesma, Itachi lançou a bola de basquete a Sasuke, que nem teve tempo de pensar. A bola atingiu sua testa fazendo o moreno cair para trás, Itachi o olhou e depois sorriu.

— Sasuke, procure malhar rapaz.

— Idiota – Gritou massageando o lugar que futuramente se transformaria em um galo enorme em sua testa – Hum... Droga.

Balbuciou ele deitando-se no chão novamente.

.

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Um pouco mais tarde, Sakura chegava à escola, seus cabelos, amarrado em um rabo-de-cavalo, bem feito. Com um vestido da cor de seus olhos, e uma sapatilha negra, estava belíssima. Ela passou pelo corredor, jogando seus cabelos para um lado, depois para o outro, arrancando suspiros de muitos marmanjos, enquanto desmaiavam pelo local.

Ela chegou ao seu armário, e logo foi rodeada pelas amigas que lhe começaram a contar os fatos dos dias. Sakura ouvia atentamente. Mas seus pensamentos não estavam ali. Sakura sabia que depois das aulas, ficariam mais algumas horas na escola, para a aula de reforço com um garoto. E aquilo, ela não queria que ninguém descobrisse. E ela tinha seus motivos:

Primeiro: Sakura era um exemplo para as meninas, até alguns anos atrás, a Haruno era uma das melhores alunas. Mantinha suas notas e sua beleza exótica, em alta. Mas depois de começou a namorar Sasori, não tinha tempo para si, ou para estudar. Queria esta com ele, atendendo seus pedidos e tentando ser a garota perfeita, e mais bonita, para que ele reparasse somente nela.

Segundo: O que suas amigas iriam pensar se a vissem estudando? Sakura Haruno estudando? Isso era de fato uma piada.

— Sakura Haruno. – Uma voz melosa derivando para víbora invadiu os devaneios dela. Ela deu uma respirada longa e olhou para o lado. – Como vai...?

— Estava muito bem a um segundo, o que você quer? – Perguntou já irritada, não existia uma mulher que Sakura odiasse mais que está que estava a sua frente.

— Eu soube que iria participar do concurso de beleza do baile da escola. – A garota jogou os cabelos para o lado, e estendeu a mão para Sakura, com um papel no final. – Diz aqui que, para pelo menos você se inscrever, precisa estar em dias com as notas escolares... – A garota fez uma breve careta, enquanto Sakura lia o documento. – Acho que você ficará esse ano. Não?

A garoa ajeitou a bolsa e jogou os cabelos sobre os ombros antes de começar a caminhar para longe dali Sakura franziu a testa e encarou o papel. Ela suspirou de novo, mordeu os lábios e fechou os olhos para poder dirigir a nova notícia nada estranhada para si.

Terceiro: Se Matsuri Saturo, descobrisse sobre as aulas extras, ela estava destruída. Ela não só usaria aquilo algum dia para esfregar na sua cara, como a deixaria com fama de burra, e isso Sakura não era.

— Sakura, eu não queria falar nada...

— Então cala fica calada – A rosada amassou o papel, e fechou o armário com força – Você não vai vencer, projeto de gente – Gritou raivosa para a garota, que somente manuseou a mão no ar, dando tchau a rosada.

— Que vadia – Ino proferiu, com um sorriso no rosto. – Se eu fosse ela, começava a dar um jeito naqueles cabelos.

Sakura e Hinata riram daquele comentário, mas mesmo Sakura rindo a toa, ela estava chorando por dentro. Porque a vida era tão injusta com ela?

— Vou sair com o Gaara hoje à noite, me ajuda a escolher a roupa hoje depois da aula? – Ino perguntou a Sakura que arregalou os olhos e mordeu os lábios, como ela queria poder ajudá-la.

— Eu não posso — Disse com muito esforço.

— Ah já sei, vai sair com o Sasori? – Ino perguntou revirando os olhos. Antigamente ela gostava de Sasori, pois ele parecia uma pessoa boa, hoje, o odiava, por motivos óbvios.

— Isso. É isso – Sakura respondeu dando um sorriso tão falso quanto os cílios que a inimiga usava.

— Aí desculpa então, até depois – Ino se despediu sorrindo, e Hinata foi com ela, Sakura se viu sozinha naquele corredor e, com uma dor enorme no peito.

— O que vai ser de mim sem o shopping?

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Quando Sasuke adentrou o colégio, ele abaixou ainda mais a cabeça, sua testa provavelmente estava com um galo enorme, ele escondeu esse pequeno detalhe dentro de sua toca negra como seus cabelos. Passou pelos corredores dando uma de invisível – o que ele fazia muito bem, sem o menor esforço – chegou ao seu armário para pegar seus livros. Quando foi parcialmente interrompido por alguém.

— Aí Sasuke, ouvir dizer que você vai dar aulas, que maneiro – Sasuke suspirou, olhou para a suposta pessoa e agradeceu a Deus, por não ser um dos garotos do time que o detestavam tanto, e ele nem sabia por quê. – Eu não sabia que você tinha coragem para isso. – Debochou.

— Hm... – Sasuke fechou o armário e olhou o colega. – Mas vale a pena, é uma... – Ele virou o rosto corado, como explicar?

— Oi? – O amigo olhou o moreno e ajeitou os óculos no rosto – E quem é? – Ele perguntou, Sasuke deu um sorriso de canto e começou a caminhar em direção a sala. – Ei?

— Ela. – Sasuke parou na esquina do corredor, onde pode ver Sakura sorrir e entrar na sala, Suigetsu, mais uma vez, ajeitou os óculos, e cruzou os braços ao lado de colega.

— Que sorte – O Azulado sorriu.

Olhando a bela rosada sorrir, como era ela linda; seus olhos sempre brilhosos, e os lábios sempre com um sorriso encantador. Como Sasuke era apaixonado por ela. Tanto que chegava a doer, só de saber que nunca daria um abraço nela, que nunca diria a ela o que sentia, o que escondia no seu coração. O deixava nervoso e triste e feliz ao mesmo tempo, pois assim não levaria um fora que rasgasse seu coração, na frente de todos, ou um simples soco do namorado dela.

— Iaê... Olha se não é o novato? – Sasuke tremeu de susto e depois olhou para o lado, vendo um loiro apontando o dedo em seu rosto.

— Eu acho que não. Eu já o vi em algum lugar – Kiba, um garoto como de cabelos curtos e negros franziu as sobrancelhas encarando Sasuke, cara a cara – Ele... veio ontem, não?

— Quem se importa – Naruto, um loiro de olhos tão azuis quanto o céu, botou a mão da cintura ainda olhando o moreno, ele torceu os lábios e depois desistiu. – Isso, é um novato.

Ele voltou a caminhar ao lado de Kiba e entrou na sala, Sasuke revirou os olhos e ajeitou os óculos. Ele não queria ser conhecido como os populares nem algo do tipo, mas pelo amor de Deus, alguém naquela escola poderia o enxergar como um estudante veterano? Seria pedir demais?

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As aulas haviam terminado, e depois de uma escapada de mestre – assim poderia dizer – Sakura entrou na biblioteca muito hesitante, como ela queria ajudar a Ino a escolher uma bela roupa e, não estuda durante a metade da tarde, suspirou. Ela deu um passo para trás, ainda podia correr dali, e nunca mais volta.

Para seu bem, ela precisava estudar, e não era porque causa de notas, e sim, por querer tanto ganhar todos os concursos de beleza daquele lugar, e aparecer ainda mais para Sasori, ela o amava e não queria ele olhando para outra além dela. Sakura fechou a mão em punho, e respirou profundamente. Sim, ela ia estudar.

Sakura caminhou pela biblioteca, aquele ambiente era um lugar onde Sakura jamais entrou em toda sua vida acadêmica, ela olhava para todos os lados perdida naquele imenso espaço.

Havia muitas mesas, e alunos estudando, todos bem concentrados, e sérios. Ela caminhou distraída até bater em alguém, a pessoa levantou a vista e tomou um susto dando dois passos para trás.

— Posso ajudá-la?

— Quem é você? – Sakura perguntou jogando seus cabelos para um lado.

— Hã? – A garota sorriu, ficando vermelha – Yuno, estudo com você... dês... – Sakura a interrompeu.

— Você conhece algum Sasuke, Sasuke Uchiha?

— Há – A garota olhou para os lados, como se estivesse desesperada, Sakura revirou os olhos, e a garota abaixou a cabeça toda tímida. – E-E-E-le... E-Est-Ta, sent-tando ali.

Finalizou apontando um de seus dedos timidamente, e depois saiu correndo, Sakura a olhou bater a porta e sumir dali ela franziu os olhos, e respirou fundo, ajeitou os cabelos, e caminhou em direção a uma mesa afastada de todas.

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Estava somente ele sentado na mesa, não estava esperando a rosada, mas também não descartava a hipótese de ela aparecer. E foi quando ele tirou o livro de sua frente para anotar um ponto do mesmo, que quase cair para trás.

Ela estava ali, bem ali, na sua frente, sua bela e adorável amada estava na sua frente. Ela estava sorrindo, e aquele sorriso era para ele. Ela mexeu os lábios, mas Sasuke não ouviu nada. Prestava atenção em cada traço dela, o sorriso radiante, o brilho no olhar, a pele dela rosada e, talvez macia, os cabelos volumosos e sedosos caiam sobre seus ombros pequenos, e tão sedutores. Sasuke abriu a boca para dizer algo, mas a única coisa que saiu foi um ruído fino.

Sakura deitou sua cabeça de lado, debruçou-se sobre a mesa um pouco, e estalou os dedos bem a frente do Uchiha, que pareceu acordar para o mundo. Ele levantou-se repentinamente, ajeitou os óculos, Sakura riu.

— Sou Sakura Haruno – Ela disse determinada, Sasuke corou e ajeitando os óculos, sua boca aberta, denunciava a ela, que ele queria proferir algo, mas nada saia – EI?

— Hm... S-Sou Sasuke – Ele disse tímido, mas confiante.

Ela sorriu, Sasuke derreteu. A rosada sentou botando sua bolsa em cima da mesa, Sasuke sentou também, hipnotizado por aquela perfeição a sua frente, seu grande e único amor.

— Bom... – Sakura o fitou, o rosto dele estava vermelho, ele estava nervoso e desconfortável, Sakura notava isso, mas quem si importava? – Preciso que você me der uma mão para os estudos.

— Você quer dizer ajuda? – Ele perguntou deitando seu rosto de um lado para o outro.

— Não, eu não preciso da ajuda de ninguém, só quero uma simples...

— Ajuda. – Ele completou mais sério e endireitou-se na cadeira.

Sakura fechou a cara, e suspirou profundamente de olhinhos fechados, e em seguida os abriu, encarou Sasuke. Quem ele pensava que era? Sakura Haruno, não precisava de ajuda, muito menos, ajuda de um simples nerd sem graça.

— Podemos começar? – Ela perguntou pegando seus livros. Não ia discutir com a única pessoa com atributos para “ajudá-la” com as notas para poder participar do concurso.

— Claro – Respondeu ele. Tomando uma expressão séria no rosto, Sakura franziu os olhos, mas não comentou nada. – Então, que matéria você está péssima? – Ele perguntou sem olhá-la.

Sasuke estava totalmente com medo, nervoso, com medo, tenebroso em olhá-la nos olhos, com medo, e com medo de novo. Ele só não sabia, do porque sentir tanto medo de olhar de perto, aquela que ele amava de tão longe.

— Eu não sou péssima em nenhuma matéria, ok? – Ela berrou em meio à biblioteca silenciosa. Tomando assim os olhares de todos, Sasuke olhou em volta, todos o encarava, ele se viu ainda mais nervoso, abriu um livro tentando se livrar de todos os olhares, enquanto Sakura jogava os cabelos para o lado. – Olha, não volte a repeti isso está bom? Eu sou uma ótima aluna, e se você repetir isso, eu vou embora.

— Não sou eu quem está precisando de ajuda. – Sasuke murmurou da boca para fora, e quando se deu conta do que tinha dito, ele levantou o olhar para encarar a mulher. O olhar dela era diferente do que ele consumava a ver de longe, era de dar medo, muito medo – Não, que você esteja né? – Ele acrescentou e voltou a esconder o rosto no livro.

         — Sasuke-kun... — A voz dela parecia mais um miado, ele corou sorrindo bobo enquanto derretia-se a sua imagem perfeitamente linda. — Como eu ainda não havia reparado em você? — Ela dizia agarrada ao seu braço esquerdo, ele sorriu mais bobo.

Os lábios dela estavam perto dos seus, ele sentia seu cheiro doce, um aroma que ele nunca tinha sentindo antes, com certeza, Sakura era uma incrível mulher, o amor da vida, completamente...

— Você é tão lindo. — Sussurrou no ouvido dele, Sasuke sorriu corado e a encarou beijando seu rosto.

— Você é que é linda... — Murmurou de volta, tocando em seu nariz.

— Você sempre foi gatinho assim? — Perguntava ela manhosa, beijou o pescoço dele, fazendo-o arrepiar-se.

— Sempre fui gatinho assim. — Respondeu tímido e a encarou. — Sempre fui apaixonado por você.

— O meu Deus... — Ela apertou as bochechas dele. — Você é um gatinho romântico.

— Sou um gatinho romântico. — Repetiu sorrindo, fazendo-a puxar seu rosto e beijá-lo.

Sasuke se perdeu naqueles lábios. Era o mais doce que já tinha provado. Bom, é o único também. Os lábios se encontraram em um beijo cheio de amor, ternura e paixão, o beijo que sempre quis receber do amor da sua vida.

— Você fica esquisito quando faz bico. Ô! — Ela avisou reclamando. Sasuke piscou algumas vezes e, voltou à realidade dolorida. — Eu não estou entendo isso aqui, Nerd!

 

— Hã? — Ele a olhou confuso, atordoado, não estava beijando ela agora pouco? — Do que você está falando?

— Como assim do que eu estou falando? — Bradou Sakura raivosa, ele arregalou os olhos. — Estou falando dessas letras aqui. Essa matéria não era matemática?

 

Sasuke olhou para ela, e depois para o caderno cheio de números e letras, mostrando o conteúdo de matemática; progressão. Sasuke suspirou passando as mãos pelos cabelos, inquieto. Claro que tudo aquilo era um sonho, ela não se aproxima para lhe dizer o quanto era bonito e nem o beijar.

Seus sonhos estavam o deixando maluco, tão perto dela, seus desejos mais profundos, os sonhos mais intensos, seu amor por ela, ficavam mais aguçados, era delirante pensar que jamais a teria como sua. Suspirou ajeitando os óculos e ajeitou-se na cadeira.

— A muitas letras na matemática sim. Elas servem para organizar ás regras. Ajudar-te com muitos outros conteúdos, te ajuda, e te auxilia.

— Sério? — Sakura debochou encarando-o. — Eu digo que isso me faz ficar ainda mais confusa. Matemática é uma droga.

— Deixam-te confusa porque você não prestou atenção no que eu expliquei para você? — Disse com calma e a olhou carinhoso. Mas logo sua expressão mudou para tristeza, ela pouco ligava para o que ele estava dizendo.

Sakura cerrava as unhas, que pareciam mais importantes que seus estudos naquele momento. Sasuke abaixou a cabeça. Será que ele conseguia seguir com isso até o fim? Certo que ele topou ajudar ela somente, simplesmente, só porque era ela. E ninguém mais. Se Sakura estava precisando passar na prova principal, ele ajudaria, pois não a queria ver distante das suas amigas, ou muito menos repetido alguma série. Ele a ajudaria sim, mesmo que fosse um pouco rude.

— Olha aqui. — Ele levantou a cabeça e tomou a serra das mãos dela. Sakura o olhou com raiva. — Eu não posso passar todas as tardes aqui tentando te explicar uma coisa, que você precisa saber e que irá gratificar somente a ti, e você fica aí, cortando as unhas, sem prestar atenção.

Disse calmo, sem elevar sua voz, não precisava gritar com sua amada, apenas conversar calmamente. Sasuke odiava brigar, pelo simples fato de não ter força para lutar, e não ter como ganhar nem em diálogos porque tinha vergonha. Então ele, com toda a sua paciência e calmaria, resolvia tudo em simples palavras..., porém...

— Eu não estou obrigando você fica aqui comigo, e me ensinar nada. — Disse ela batendo as duas mãos na mesa e o encarando de perto. Ele corou com aproximação, mas se manteve firme encarando os olhos que amava.

— E não sou eu que preciso de ajuda. Ok? — Ele falou ainda mais calmo, Sakura fechou a cara mais furiosa.

— Isso é golpe baixo. Entretanto, eu não estou nem aí, eu não preciso da sua ajuda. — Reclamou sentando-se novamente depois de ter tomado sua serra de unha de Sasuke.

O moreno suspirou. Aquilo tinha doído. Se ela não precisava de tanto ajuda assim, porque diabos ela estava fazendo ali. Sentiu-se um inútil e um completo idiota. Estava se fazendo de ingênuo, quando pensou que podia tê-la pelo menos como amiga.

— Tudo bem. Eu vou embora.  — Disse ele corado. Levantou e assim que tocou em sua bolsa, sentiu a mão dela lhe impedir de prosseguir.

Ele poderia simplesmente desviar o olhar para encarar aqueles olhos verdes que sonhara todas as noites, mas ele jamais poderia deixar de olhar para a mão dela sobre a sua. Aquele simples toque o deixou desconexo de tudo. Sua pele vibrou onde a mão dela o tocava.

— Tá bem. Desculpa-me. — Ele foi incapaz de encarar seus olhos. Apenas ouviu suas palavras seguintes: — Não precisa ir. Eu preciso que me ensine essas coisas aqui. — Ele ergueu seu olhar por debaixo dos óculos encarando aqueles olhinhos brilhantes e o olhar inocente.

Quem negaria algo á um anjo?

— Tudo bem. — Sentou de uma e sorriu abaixando a cabeça. Viu as mãos dela se juntar em cima da mesa, mas não teve um pingo de coragem de olhá-la nos olhos depois disso.

“Eu sou um covarde” — Pensou.

.

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Fora da escola. No campo da mesma. O time de Futebol Americano Vermelho marcava mais um ponto. Os azuis sorriram batendo palmas, e voltaram a suas posições.

— Atenção. — Gritou o capitão e, brevemente olhou para as arquibancadas. “Ela está atrasada”. — Prepara. — Ordenou agachando-se e encarando o adversário. — Vai.

A linha do jogo foi tomada por empurrões constantes enquanto um dos integrantes do time azul correu com a bola pela lateral, Sasori, o capitão do time vermelho, correu em direção ao colega que corria mais rápido que o Dominic Toretto. Por duas vezes tentou derrubar o adversário o que foi em vão.

Ele riu, mesmo perdendo, ele agradeceu por Naruto correr mais rápido que qualquer outro ali, era completamente o mais veloz daquele meio, bateu em suas mãos e bagunçou seus cabelos. Sasori era o capitão do time, respeitado por todos pela influência de seu pai em toda cidade. Porém, ele não respeitava ninguém nem sua namorada rosada.

Ainda assim, Sasori era um prodígio no Futebol, o melhor dos jogadores existentes naquele colégio, em todas as gerações. Seu sonho; tornar-se o melhor no mundo, e pelo ritmo que seguia, conseguiria em poucos anos.

Voltou a encarar a arquibancada, e finalmente ela vinha descendo as escadas, ele sorriu e correu até lá dando uma pausa no treino. Alguns reclamaram, outros se jogaram na grama verdes sem se importar. Descia devagar deixando expostos seus seios enormes dentro de uma blusa minúscula, uma saia curta deixando que ela mostrasse suas pernas torneadas. “Perfeita”.

Ele se aproximou se encostando à grade que dividia o campo das arquibancadas. Ela fez o mesmo e sorriu aproximando seus lábios do dele sem pensar duas vezes.

— Então. — Ela começou quando o beijo acabou. — Está marcado hoje mesmo? — Perguntou ela. Seu dedo subindo e descendo pelo peito dele. Sasori abriu um sorriso malicioso, encostou os lábios dele na orelha dela e sussurrou lentamente.

— Claro que estar linda. — Ela se arrepiou toda. — Eu não disse a você? — Ele voltou a encarar a menina e, lhe de um beijo nos lábios.

— E sua namorada? — Olhou para trás temendo ela aparecer a qualquer momento. — Aquela estranha de cabelo rosa? — Perguntou sentindo os lábios de Sasori descer até seu decote à mostra.

— Ela não se importa. — Disse e a soltou — Ela é.... uma namorada compreensiva, se é que você me entendeu.

— Não, a única coisa que eu entendo é que ela é uma virgem que não sabe o que está perdendo, não desfrutando desse corpo maravilhoso.

— Isso mesmo... — Disse ele beijando-a de novo, e de novo. — Eu te amo.

A garota se derreteu, há dias que Sasori a cercava. E ouvi-lo dizer que á amava, era tudo o que queria. Ser desejada, beijada e dormi com um dos garotos mais populares, torná-la-ia popular, uma mulher de respeito naquela escola. E como bônus, derrubaria a garota que mais tinha inveja. Tomar-lhe-ia seu namorado, desfilaria com ele por todos os lugares, sendo desejada por todos. Esse era seu sonho, e estava se realizando.

— Até mais tarde — Disse ele, o sorriso era malicioso, mas o que ela via era simplesmente amor. E então ela se foi. Sasori sorriu debochando e virou-se.

Garota cega.

Ingênua.

E idiota.

— Você é terrível — Sussurrou Naruto, assim que Sasori passou por ele. O ruivo parou no meio do caminho e voltou para lhe olhar.

— O que é terrível? — Perguntou sério. Naruto odiava saber que uma amiga da sua namorada era traída daquela forma, apesar de não falar com Sakura, ele sabia que ela amava Sasori, pelo menos dizia isso. E vê-lo fazer isso, era cruel.

— Você namora Sakura Haruno, a menina mais bonita desse colégio, Sasori. Porque você a trai? Porque a trai assim, tão abertamente? Você não sabe o quanto você pode magoá-la?

— Ela não me satisfaz. — Disse simplesmente e virou de costas. — Preciso me satisfazer, e para isso, é só dizer a qualquer idiota: Eu te amo. Elas abrem as pernas e eu meto até o fundo.

— Por que não faz isso com a Sakura? — Perguntou Naruto olhando-o sério. Odiava o que ele fazia, achava ridículo um homem com uma grande carreira pela frente, ser dessa forma. — Ela ama você.

— Porque ela não é assim. — Disse e bagunçou ainda mais seus cabelos vermelhos. — Vamos fazer o seguinte; você cuida da sua vida, eu cuido da minha. Eu durmo com quem eu quiser, e você dorme com sua morena. Ok?

Naruto apenas franziu os olhos, virou as costas para o ruivo indo embora. Sasori tinha razão, ele não precisava se meter na vida dele. Continuaram o treino, pois em breve, os jogos começaram e eles ganharam todas.

— Idiota. — Murmurou já longe.

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Sakura já havia desistido de fazer todas aquelas contas de matemática. Era complicado para sua mente, pelo menos agora. Tentava lembrar-se pelo menos um pouco de quando ela ganhou o prêmio como a garota mais inteligente de sua classe, e agora, não conseguia fazer uma simples conta feita por um Nerd –estranho- como ela achava, sentado na sua frente.

— Matemática é horrível. — Reclamou raivosa.

Sasuke sorriu. Estava olhando para o rosto dela confuso, parecia não conseguir realmente fazer nada. Ele se perguntou para onde tinha ido aquela menina inteligente? Se bem ele lembrava, a primeira vez que reparou nela foi quando ela ergueu o troféu de melhor aluna. Ele se apaixonou rapidamente, e até hoje era louco por ela.

Com um tempo, percebeu ela muda na escola, suas roupas já eram a mesma, e ela só andava com pessoas estranhas. E a primeira vez que a viu com Sasori, o Uchiha passou a noite chorando, e a dia escrevendo palavras que queria dizer a ela.

— Matemática, definitivamente, não é para mim. Eu não vou usar essa planta na minha vida, em momento algum.

— Sakura, — ele riu. — É raiz quadrada. — Ele balançou os cabelos quando se debruçou mais na mesa e apontou o lápis no lugar da conta. — Você precisa aprender isso aqui, é muito fácil. Tenta de novo.

Pediu. Falava com calma para não a irritar, não queria que ela ficasse brava no primeiro dia de aula dele, por que assim, talvez ela voltasse no outro dia. Queria ficar perto da menina que ele era apaixonado, da garota que ele amava. Sasuke brevemente olhou para as contas que fizera para ela, eram fáceis, fáceis até demais. Como ela tinha chegado ao ensino médio mesmo? Ele sorriu de canto e levantou sua vista para analisar seu rosto. Paralisou ali mesmo.

A viu prender a ponta do lápis em seus dentes. As marcas do batom vermelho que usava ficaram ali de recordação. Ele corou desviando o olhar. “Tão linda”. Quando voltou a olhá-la percebeu que agora, ela passava batom nos lábios com um espelho de mão. Ele suspirou cansado. Porque ela não cooperava? Sasuke se perdeu naquela visão, como um ser humano, poderia amar tanto uma pessoa assim? Sakura era uma pessoa onde a gente não via imperfeição, tudo dela era perfeito.

Seu único defeito era o namorado: Sasori. Sasuke lembrou-se de Sasori de repente e, virou o rosto. Como ela podia namorar um homem daquele? Porque ela tinha que namorar aquele homem?

Por quê?

Por quê?

Sasuke sentiu ódio de si, porque ele não era homem o suficiente, para lutar por amor, para lutar pela pessoa amada? Porque ele era tão covarde assim? Sem perceber, ele amassou as bordas da folha que tinha em mãos, ele queria ser forte, ele ansiava por força. Mas... não tinha coragem, ele era um covarde.

— A aula acabou? — Ele foi despertado de seus devaneios pela doce e adorada voz de Sakura, ela o olhava com certo desdém, e isso o deixava ainda mais para baixo.

— A-acabou. — Gaguejou, na mesma hora viu Sakura levantar, e sussurrar um “Adeus”.

Porque será que, ele achou aquele Adeus tão duro da parte dela?

Senhor... O que ele estava fazendo? O que ele estava pensando? Que começa a dar aulas e ajudá-la em alguma coisa, ela o notasse e se apaixonaria. Ele precisava de muito mais para isso. E o moreno não tinha esse muito mais.

— O que eu to fazendo?

Sasuke suspirou e deitou sob a mesa, queria ter força, e coragem para correr até ela, e dizer o quanto a amava, porque não tinha? Por quê? Depois de muito pensar, resolveu levantar-se dali ele não pretendia passar o resto da vida deitado em cima daquela mesa, somente porque não tinha coragem de falar o tinha em mente. Assim que terminou de arrumar suas coisas, ele ajeitou os óculos, e rumou a saída. Seus passos eram lentos. Porém firmes. Encarava seus próprios pés com medo de encarar o olhar de alguém... chegou ao estacionamento da escola onde já não tinha tantos carros assim.

No caminho até seu carro, ele viu uma garota sentada em um banquinho no local, ela lia um livro, estava bastante concentrada. Seus cabelos amarrados em um rabo-de-cavalo bonito estavam caídos sobre seu ombro. Ela estava linda. Seria feio ele interromper sua concentração? Sim seria, mas ela não costumava a ficar tanto tempo assim depois da aula, então o que diabos ela ainda estava fazendo ali? Vencendo a timidez, Sasuke ajeitou a bolsa de lado, e caminhou em sua direção.

Sua concentração ao ler um dos livros que mais gostava era grande, mas quando sentiu a presença dele, não teve como ler mais alguma coisa, ela levantou sua vista encarando aquele ser por quem era tão apaixonada. E ele estava mesmo vindo falar com ela...?

— Yuno? — Ela o ouviu pronunciar seu nome, seu coração bateu forte, ela se levantou na mesma hora e encarou o moreno a sua frente.

Ele a fitou sorridente, apesar de suas bochechas estarem vermelhas, ele levantou uma mão até atrás da cabeça e sorriu amigavelmente. Yuno não era exatamente amiga dele, mas conversam de vez enquanto, então nada de timidez.

— Você ainda está aqui? — Perguntou ele. Ela sorriu brincando com o livro na mão.

— Eu esperava pela minha irmã, mas até agora ela não apareceu — Dizia meio tristonha, mas não conseguia parar de encarar aquele homem, seu herói, seu amor.

— Hm... Quer uma carona? Eu não tenho pressa de chegar em casa, então, eu posso...

— Sério? — Os olhos da garota tímida brilharam com a empolgação. Sasuke sorriu.

Ela pegou sua bolsa, colocou seu livro dentro da mesma, e colou-a no ombro. Estava pronta, pronta para ir para casa com seu amor. Yuno estava sorridente, aquilo nunca aconteceu. Há alguns minutos atrás, ela estava a morrer de ódio da irmã. Mas agora, ela estava agradecendo-a por não ir buscá-la naquele dia.

Dentro do carro de Sasuke, Yuno ia sorridente. O Uchiha não falava nada, não era acostumado a falar com ninguém, principalmente se esse alguém fosse uma garota, e estivessem somente os dois dentro de um ambiente fechado. Mas Yuno era sua amiga, ou quase isso, não falava muito com ela, mas tinha certeza que no dia que precisava, ela estava lá.

— Então! Algum motivo em especial para sua irmã te esquecer? — Perguntou ele ainda prestando atenção na estrada.

— Talvez ela esteja com o namorado. Ou, ela simplesmente me esqueceu — Yuno sorriu franco abaixando a cabeça. — Eu vivo muito sozinha em casa, então não faz diferença eu estar lá. Ou aqui.

Respondeu tristonha, Sasuke parou no sinal e, encarou a colega ao seu lado. Ele sabia exatamente como ela se sentia, afinal, ele vivia isso o tempo inteiro. O moreno olhou para a estrada novamente, e viu uma lanchonete. Teve uma ideia na mesma hora.

— Está com fome? — Perguntou sem olhava, mas não demorou muito para encará-la de frente.

— Porque a pergunta? — A timidez invadiu a morena, ela corou imediatamente.

— Calma, só achei que seria divertido comermos. Eu não estou com pressa para chegar em casa, e você...

— Eu aceito, será um prazer. — Animou-se ela.

Sasuke esperou o sinal abrir e dirigiu até a lanchonete. O lugar era bem aconchegante, com mesas acolchoadas em tons vermelhos. Quando entraram puderam ouvir um pequeno barulho do sino. Avisando a garçonete que chegavam mais clientes.

Sasuke levou a morena até uma mesa perto das janelas, sentou-se em uma das cadeiras, e viu Yuno fazer o mesmo á sua frente. Fizeram seus pedidos, com um sorriso no rosto, e começaram a conversar.

Em meio a algumas gargalhadas de Yuno, o sino novamente soou naquele estabelecimento, e para a surpresa de ambos, Sasori entrou no local. Yuno encarou Sasuke, que abaixou a cabeça levemente. Tinha medo do olhar feroz que Sasori carregava.

Sasori estava com certa mulher em seu enlaço. Sasuke levantou uma sobrancelha não entendo nada. Tinha certeza que aquele cara era namorado da sua amada. E estranhou o fato dele esta com outra e não com ela. No começo, ele até tentou achar que era alguma amiga que Sasori estava acompanhando, assim como ele próprio acompanhava Yuno. Só que ao ver Sasori beijar a boca vermelha daquela mulher. Seu olhar mudou. Mudou bastante.

— Sasuke você está bem? — Yuno perguntou nervosa. Nunca vira Sasuke daquela forma.

E mais uma vez naquela vida, Sasuke se amaldiçoou por não ter coragem de fazer o que achava certo.

— Estou. — Respondeu no mesmo momento em que seus pedidos chegaram. — Vamos comer.

Sasuke ouvia Yuno falar de sua vida, mas sua atenção estava totalmente em Sasori. Porque ele estava fazendo aquilo? Sakura era uma mulher tão bonita, e completamente apaixonada por ele. Porque ele não enxergava a mulher que ele tinha?

— Filho da mãe... — Sussurrou baixo.

.

.

Na casa de Sakura. Ela tentava, desesperadamente, falar com Sasori, andava de um lado para o outro no quarto. Já estava irritada por ele não atender o maldito celular. Achou que ele deveria está no treino ainda, mas quando saiu da sala com Sasuke, o treino já tinha acabado. Desapontada e com raiva, ela olhou para o celular novamente e procurou entre os contatos o número de Naruto, não era particularmente amiga dele, mas o loiro era muito legal, e amigo de Sasori, então podia dizer onde esse homem estava.

— Alô? — Uma voz masculina e um pouco irritada falou do outro lado da linha. Sakura suspirou.

— Oi Naruto, é a Sakura. — O loiro olhou para frente vendo sua namorada escrever alguma coisa em seus cadernos e levantou do chão.

— Oi, como vai? — Perguntou meio cauteloso, porque Sakura estava falando com ele? — Aconteceu alguma coisa?

— Você sabe me dizer onde o Sasori se meteu? Eu não consigo falar com ele. Vocês ainda estão treinando?

Sakura perguntou esperançosa, queria tanto ver seu namorado, ela o amava, não amava? Gostava dele, e naquele momento, queria alguém para conversar.

Do outro lado da linha, Naruto gelou o que ele falaria para Sakura? Claro que não poderia entregar o amigo. Sasori era uma pessoa traiçoeira, sabia se vingar da forma que quisesse, ele não queria correr esse risco. Respirando fundo, Naruto olhou para trás vendo Hinata folhear o livro e virou para sua janela novamente.

— Sakura, ele está no treino extra que o capitão organizou com os melhores jogadores. Eu não quis ir e você sabe como ele é. Não se preocupe. — Terminou mordendo a língua. Odiava mentiras, mas não arriscaria nada.

— Ah — Ele a ouviu suspirar, parecia triste. E não era para tanto. — Então é isso, e eu aqui louca ligando para ele. Suponho que depois ele vá ficar bravo comigo. — Resmungou e deitou-se na cama. — Obrigada.

Naruto desligou o celular rapidamente, respirou fundo e virou-se novamente, agora, encontrando sua namorada de pé, com os braços cruzados e uma cara nada bonita. Ele riu.

— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou ela se aproximando.

— Não. Gaara queria saber se está confirmado nossa reunião nesta semana, queria falar com o Sasori, mas disse que ele estava no treino extra.

— Que treino extra? — Ela deu um passo à frente, ele engoliu a seco.

— O treino que o nosso treinador marcou.

— Porque você não está lá? — Ela chegou próximo ao rosto dele, e Naruto suspirou calmamente.

Segurou o rosto dela com as mãos e deu-lhe um beijo na testa.

— Eu disse que tinha uma coisa importante para fazer essa tarde, e não poderia ir. — Disse simplesmente ela estreitou os olhos.

— O que?

— Estuda com você, hora. — Ela riu e o abraço.

— Te amo. — Falou e corou ao mesmo tempo.

— Eu também.

.

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Sasuke depois de deixar Yuno em casa, ele dirigiu até a sua, estava tão absorvido na idéia de Sakura ser traída que nem seus próprios deveres ele conseguiu fazer. Como Sasori poderia trair uma mulher maravilhosa daquela?

Sakura era uma pessoa linda, divertida, um pouco orgulhosa, e também muito mesquinha. Mas era um amor de pessoa. Ela não merecia aquilo. Talvez nem sabia que estava sendo traída. Sim, ele contaria o que tinha visto para ela. Talvez ganhasse alguns pontos com isso, e um sorriso de agradecimento dela.

Sasuke passou a noite em claro, ele tinha que tomar uma atitude para sua vida, ele precisava acreditar mais nele e começar a fazer o que tinha que ser feito. Na manhã seguinte, o moreno desceu as escadas de sua casa, todo animado, estava alegre, com certeza, ele tinha que contar a Sakura sobre Sasori e quem sabe assim... Chegou à escola naquele dia, um pouco mais animado que os outros dias, ele estava certo de que falaria a rosada sobre o que viu. Ajeitando a bolsa em seu corpo, ele fechou a porta de seu carro, e rumou a escola.

— Sasuke? — Uma voz fina e doce, despertou o moreno de seus pensamentos. Ele olhou para o lado vendo a bela Yuno. Que por sinal estava linda naquela manhã.

Sasuke corou e desviou o olhar para o chão. A confiança em si mesmo que havia construído a noite inteira tinha se dissipado somente com um sorriso meigo de Yuno.

— Que porcaria de homem eu sou? – Sussurrou somente para si.

— Sasuke, estava esperando por você – ela sorriu mais, e na mesma hora, abraçou o Uchiha que corou prendendo o ar.

— E-esta-va me espe-perando? – Gaguejou todo confuso, e ela desfez o abraço.

— Sim. Obrigada por me levar em casa ontem e, como eu disse, minha irmã havia me esquecido. – Disse mais sorridente ainda, Sasuke tentou dizer algo, mas não conseguiu.

Perguntou-se mentalmente, como ele falaria com a garota por quem era apaixonado se nem uma amiga ele sabia conversa. Sem pensar duas vezes, Yuno segurou seu braço, e puxou para dentro da escola. Sasuke corou de imediato, porque tudo aquilo parecia estranho para ele? E o que Yuno estava fazendo? Passando pelos corredores ele pode avistar Sakura.

Parou de imediato, ela estava falando com Sasori, o mesmo apenas sorria, enquanto ela falava, e falava, e falava, até que ele calou sua boca com um beijo. Ela devolveu aquele beijo toda alegre. Sasuke bufou, mas não tirou o olho deles.

Como ela conseguia amar aquele homem mau caráter, que a traía descaradamente? Porque ela o amava? Por quê? Sasuke respirou fundo, vendo-a toda alegre ao lado dele, talvez o amor que ele sentia por ela, nunca iria ser retribuído. Se ela estava feliz com aquele cara, que julgava ser perfeito. Ela poderia ficar. Se aquele cara, trazia a felicidade que Sakura precisava. Ela poderia ficar com ele, e ser feliz com ele. O Uchiha não tinha chance alguma.

Por outro lado, Yuno prestava atenção nas expressões que Sasuke fazia... Claro, era óbvio que assim como todos os meninos daquela escola, Sasuke era louco por Sakura... ela revirou os olhos e soltou calmamente o braço de Sasuke...

— Sasuke? – Ela o chamou, o Uchiha desviou sua atenção da rosada que agora caminhava de mãos dadas com Sasori, para os olhos azuis de Yuno ao seu lado. – Você gosta dela, não é?

Sasuke abaixou a cabeça novamente, Yuno balançou a sua enquanto a via corar. Sasuke era um homem incrível, maravilhoso, e muito fofo, ainda por cima, era tão tímido quanto ela. Era perfeito para si. Mas ele amava outra.

— Porque não diz isso a ela? – Yuno falou no fio de voz, ela não queria dizer aquilo, mas queria ver Sasuke sorrir.

— Acha mesmo que eu tinha chance contra aquela parede? – Perguntou a ela, e ambos sorriram. — Acho que ela está feliz com ele.

— Sasuke, você é um cara incrível, não precisa de músculos para ganhar o coração de uma mulher. — Disse tímida, corada e desviando o olhar. Sasuke encarou a menina a sua frente, e na mesma hora percebeu o que aquelas palavras significavam para Yuno.

Ele suspirou tristonho. Apesar de tudo. Ele fazia o mesmo. Sasuke aproximou-se de Yuno e deu-lhe um abraço, seguido de um beijo em sua cabeça.

— Eu sinto muito. – Sussurrou. Ela sorriu.

— Tudo bem... – Ela desfez o abraço e encarou o Uchiha que sorriu amigavelmente.

— Você precisa dizer isso a ela entendeu? — Disse deixando uma lagrima cair. Aquelas palavras doíam na morena.

— Não preciso não... – Rebateu ele sorriu e, tornou a rodear suas mãos nos ombros da morena e começaram a caminhar. — Ela está feliz com ele, e segundo os livros que leio: Amar e fazer a pessoa que você gosta, feliz. Ela está feliz com ele, porque eu estragaria aquilo?

— Eu digo o mesmo. — Yuno parou no mesmo momento encarando o Uchiha. — Sasuke, acha mesmo que ela está feliz sendo traída por aquele idiota? Claro que não, que mulher gosta de ser traída. Todo mundo sabe disso, todo mundo sabe que aquele metido trai a Sakura, pelo visto menos ela e você. — Sasuke olhava para a mulher assustado. — E tem mais — ela aproximou dele ficando rente ao seu rosto — Você acabou de dizer que quem ama, só quer ver a pessoa amada feliz... eu amo você — Declarou-se — E eu quero ver você feliz.

Sem pensar muito, Yuno encostou seus lábios nos dele. Sasuke gelou, não sabia exatamente o que fazer. Viu-a fechar os olhos, e continua a emprestar seus lábios nos dele. Logo depois, ela desgrudou-os de, e sorriu meiga.

— Vamos conquistar a sua amada? — Disse animada. Sasuke continuava paralisado. Yuno revirou os olhos e o puxando. — Vamos.

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Sakura estava parada ali ainda admirando o casal sair. Pera, casal? Sakura sorriu “então a garota estupida que vira na biblioteca era namorada dele” — Pensou rindo dos dois.

— O acho muito fofo — Ino sussurrou em seu ouvido?

— Quem? Aquele nerd sem jeito? — Sakura perguntou.

— Claro.

Sakura sorriu com desdém.

— Vocês são loucas... muito loucas. — Sussurrou sorrindo, deixando as amigas para seguir seu caminho até a sala de aula.

Claro que suas amigas estavam loucas, aquele garoto, não fazia seu tipo. Nem tão pouco era bonito. Ela tinha certeza disso. No meio do caminho até a sala, encontrou Naruto, e Sasori, ambos pareciam discutir sobre algo. Ela revirou os olhos, e resolveu não parar para falar com eles.

Seja lá o que eles estivessem discutindo, isso seria coisa do jogo, e da última vez que a rosada tentou interromper uma dessas conversas, Sasori não gostou, e fez questão de demonstrar isso em público. Ela não bancaria a namorada ciumenta de novo.

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— Ligou foi, e o que você disse em? — Sasori perguntou com raiva.

— Disse que você estava em um treino extra. — Naruto passou as mãos pelos cabelos — Sasori, pare com isso... Sakura não merece o que você faz com ela — O ruivo apenas riu.

— Quem pediu a sua opinião? Ela está comigo porque quer. Ela deve até imaginar que saiu com outras. — Ele sorriu malicioso — Sakura sabe que não me satisfaz, e eu preciso disso para viver.

— Você é um babaca. — Disse o loiro começando a andar. – Espero que um dia ela canse de você.

— Até parece — Ele seguiu o loiro. — Não é outro menino mais bonito que eu nessa escola, e nem alguém melhor. Porque ela me deixaria por qualquer idiota?

— Porque qualquer idiota é melhor que você. — Rebateu Naruto antes de entrar na sala deixando Sasori raivoso.

O ruivo encarou a porta com raiva, raiva de Naruto, quem ele pensava que era para dizer aquelas coisas? Virou-se bruscamente para ir embora e, de repente, esbarrou em uma garota, que se voltou para trás batendo em outro corpo que a segurou.

— Olha por onde anda. — Falou arrogante e prestou atenção na menina e, logo depois, no menino atrás dela. — Você de novo? — Sasori sorriu cruzando os braços.

— Me perdoe. Foi culpa minha. — Yuno pediu corada.

— Idiota — Disse passando por eles, mas antes de seguir caminho, ele encarou Sasuke que ainda a segurava. Lembrou-se de ter visto aquele mesmo paspalho na lanchonete que foi com sua “Garota” de ontem. Mas ele não ia fazer nada, afinal, ele não era amigo de Sakura, aquelas pessoas sem classe, não eram amigos de sua rosada patricinha.

— Tudo bem? — Sasuke perguntou a Yuno que ajeitou os cabelos, corada.

— Estou — Respondeu sorridente, e seguiu caminhando ao lado do moreno.

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Naquele mesmo dia, Yuno encheu a cabeça de Sasuke de várias coisas que podia falar com ela. Mesmo amando Sasuke, ela o queria vê-lo sorrir. Somente isso. Então se amava outra garota, e a felicidade dele dependia da dela. Então ela o ajudaria com todo o amor no coração.

Na biblioteca, Yuno estava ao seu lado, o ajudando. Sasuke era sempre muito tímido, e logo cuidou daquilo. Contou inúmeras piadas, talvez servisse para deixar ele menos bobo, e parar de corar mais.

Do outro lado do colégio, Sakura almoçava com as amigas, mas enquanto elas sorriam sem parar, algo na cabeça da rosada não se encaixava. Sem ela perceber, estava pensando no casal de mais cedo. E se perguntava como Sasuke, conseguia namorar uma garota daquelas?

Não julgava o jeito dele, e sim o de Yuno. Não dava defeitos para ele, mas sim para Yuno, somente para a Yuno, não sabia por que, mas havia criando certa raiva da morena, uma raiva sem motivos. Certo?

— Sakura, está ouvindo? — Ino perguntou chamando atenção da rosada, ela olhou a amiga e sorriu — Você está tão distraída, menina, o que aconteceu?

— Nada. — Respondeu desviando o olhar.

— Como nada? — A loira continuou — Soube que Sasori andou saindo com outra garota — Sakura a olhou.

— Soube? Como assim soube? — Sakura perguntou alterada, olhando-a com raiva.

— Sakura, eu sempre disse para você que Sasori não prestava. — Dessa vez fora Hinata quem comentou — Não sei por que ainda está com ele.

— Não mintam para mim. — A rosada riu — Liguei ontem para ele, por alguns minutos, ele não me atendeu, então liguei para Naruto. — Hinata franziu as sobrancelhas. — E, ele disse que Sasori estava em um treinamento extra — Avisou sorridente, Ino e Hinata se entreolharam. — Eu sei que vocês querem o Sasori, mas ele é somente meu. — Disse animada pegando suas coisas. — Eu vou indo. Até mais queridas. — Foi embora, deixando as duas meninas confusas.

— Pobre menina — Disse Ino tomando seu gelado suco de morangos.

— Naruto... — Hinata sussurrou seu nome, então a ligação era de Sakura, e ele mentiu para si.

— O que foi? — Ino perguntou vendo as mãos de Hinata apertando o banco em que estavam sentadas.

— Não é nada. — Ela levantou. — Preciso ir, até mais tarde.

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Sakura estava com muitas dúvidas na cabeça. O motivo das amigas não gostarem de Sasori, o fato desse treino não ter sido lembrado pelo treinador quando ela foras perguntar se teria outro naquela tarde. E também, o fato de Sasuke namorar uma garota como aquela não ajudava.

Ela parou no corredor, porque mesmo estava pensando em Sasuke naquele momento? E em Yuno também. Apesar de saber que nada batia ali, aqueles dois não combinavam, de forma alguma. Bom talvez Sasuke não combinasse com nenhuma outra garota. Um estranho Nerd não combinava com ninguém mesmo.

Por falar nele, Sakura lembrou-se das aulas, mesmo não querendo sentar em sua frente e o ouvir explicar uma coisa que ela não conseguia entender, ela tinha que está lá para. E naquela tarde ela lhe obrigaria a tentar entender, pois queria ganhar o concurso do meio do ano, queria ser a rainha da primavera e ia ser. Colocou um olhar determinado e virou no correr, ia em direção à biblioteca.

Quando virou outro. Seu olhar enxergou algo que ela nunca iria acreditar se alguém contasse. Sabia sim, que ele a traía, pois ele procurava uma coisa, que Sakura não podia oferecer a ele, então estava na cara que ele ia atrás de outro. Porém, ela acredita que realmente Sasori não fosse atrás de nenhuma, não queria ver aquilo, para não ter certeza.

Mas diante dos seus olhos, estava Sasori com uma mulher desconhecida por ela.

Talvez ela chegasse entre os dois falando poucas e boas para ambos, mas ela não queria Amava Sasori, e sabia que uma discussão acabaria com o relacionamento de anos deles.  O amava demais para deixar tudo acabar. Mesmo sendo traída, era ela quem Sasori confirmava ser sua namorada, então, para que se preocupar com as outras que ele agarrava? Sakura tentou botar isso na cabeça. Deu meia volta e foi em direção à biblioteca.

Entrou na mesma em busca de algo e, logo avistou Sasuke e queria muito começar a aula. Queria ocupar sua mente com qualquer coisa, nem que fosse com os números que ela não gostava. Iria se ocupar, queria esquecer a cena que vira. Ela tinha que esquecer. De longe, ela viu a mesa em que Sasuke estava sentado, ele lia um livro o qual ela não via a capa, estava com um sobretudo fechado, e uma calça igualmente negra, e estava sem óculos.

Caminhou lentamente até lá e sentou a sua frente, não fazendo nenhum comentário sobre seu penteado fora de moda, ou o sobretudo ultrapassado.

— Oi — Cumprimentou ele tímido, porém confiante. Ela acenou com a cabeça e desviou o olhar. — Está tudo bem com você? — Perguntou.

Ela encarou o moreno, e só naquele momento, ela reparou de perto o rosto maravilhoso do Uchiha, ela levantou uma sobrancelha, pela primeira vez vendo o rosto do garoto sem óculos, deixando sem proteção os olhos negros maravilhosos que ele tinha.

O penteado fora de moda, o deixava totalmente sexy, e o, sobretudo ultrapassado o deixava com ar de misterioso, tão lindo quanto qualquer homem presente naquela escola. Ou... eram seus olhos cheios de lágrimas que estava enxergando tudo errado?

— Sakura... O que houve? — Ele perguntou mais preocupado, as lágrimas delas começaram a rolar pelo rosto lindo, Sasuke se desesperou. Vê-la chorar. Doeu no peito dele. Seu anjo estava chorando. Maldito seja.

Ela limpou as lágrimas que caíram, e respirou profundamente para poder ter forças para falar, saber sobre Sasori era doloroso, ela estava totalmente... machucada.

— Eu estou bem — Mentiu. Ela estava péssima.

Sasuke suspirou deixando de lado o livro. Levantou de sua cadeira, e deu a volta na mesa, estendeu a mão dele para ela, que olhou sem entender nada.

— O que você quer? — Perguntou autoritária. Sasuke suspirou e segurou o braço dela, forçando-a ficar de pé — O que você está fazendo...?

Antes de ela tentar dizer mais alguma coisa, Sasuke a abraçou. Abraçou-a com força. Sakura arregalou os olhos não entendo nada. Mas no mesmo momento seguinte, à vontade chorar fora avassaladora, e ela se deixou levar o abraçando de volta e, deixou que as lágrimas caíssem sem cessar.

— Eu sei o que você viu...

Resmungou, fazendo-a arregalar os olhos, mas ela nada disse, seus braços rodearam as costas do Uchiha, e o abraçou ainda mais forte.



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