1. Spirit Fanfics >
  2. O Nerd da Escola I >
  3. Três

História O Nerd da Escola I - Capítulo 3


Escrita por:


Capítulo 3 - Três


Fanfic / Fanfiction O Nerd da Escola I - Capítulo 3 - Três

Já nos corredores principais, Sakura pisava duro enquanto ia em direção a seu armário. Quem aquela sem estilo pensava que era para fazer aquilo com ela? Desafiá-la na maior cara de pau, assim do nada.

A, mas ela iria pagar.

Sakura nem sabia o motivo de tanto ódio naquele momento, ela não queria falar com ele, quer dizer, queria sim, mas para falar poucas e boas para Sasuke, então porque ela estava querendo disputar a atenção do Uchiha assim do nada? Aliás, Yuno estava muito perto dele para falar a verdade, logo Sakura parou de súbito, lembrando que já a tinha visto beijar Sasuke naqueles corredores.

No momento em que lembrou, seu coração disparou, algo em seu peito queria sair, morreu de inveja naquele instante, Yuno tinha tocado naqueles lábios que ela queria ter tocado na noite passada. Não? Aquilo só poderia ser brincadeira.

— Amiga? — Sakura piscou algumas vezes, e enxergou Ino a sua frente. — Você está bem?

— Claro. — Sakura sorriu de orelha a orelha. — Porque não estaria?

Tornou a caminhar chegando ao seu armário, se deparando com Naruto e Hinata aos beijos, ela sorriu abrindo seu armário.

— Qual é gente, aqui não é lugar para isso. — Ino puxou Hinata para seu lado. — Vejo que vocês passaram a noite juntos, não foi? Hinata corou mais depois encarou Naruto que lhe sorriu, arrancando-a dos braços de Ino e lhe beijou antes de ir embora.

Ela caiu na gargalhada junto à loira, depois que Naruto se foi. Ino logo avisou que havia passado a noite com Gaara também. Sakura dissipou seus pensamentos e prestou atenção na conversa das amigas falando de suas noites incríveis.

Sakura sentiu inveja daquela felicidade, ambas tinham namorados que passam mais tempos com elas, do que os próprios familiares. Ouvir Ino dizer que Gaara era um romântico que lhe trouxe flores um dia desses era doloroso. E Hinata falar o quanto Naruto é observador e a elogia todos os dias, ele é companheiro e um noivo maravilhoso, fazia o coração de Sakura doer.

— Ei — Sakura se assustou quando sentiu um hálito quente em seu pescoço, virou-se na mesma hora vendo Sasori parado atrás de si. — Quero falar com você.

Ele disse logo em seguida pegando-a pelo braço, Sakura não teve tempo de falar nada, ou muito menos fazer alguma coisa, fora arrastada para fora do corredor, deixando as amigas confusas. Certo que queria Sasori perto de si, mas não daquele jeito.

Queria ele carinhoso, que chegasse e lhe desse um abraço, ou um simples beijo no rosto. Que elogiasse o vestido novo dela, ou o corte de cabelo, seus olhos sem maquiagem, qualquer coisa, qualquer coisa já seria melhor.

.

.

Sasori a levou para uma sala escura, chegando lá fechou a porta atrás de si, e puxou-a de encontro ao seu corpo, e a beijou com vontade. Sakura não estava entendo as atitudes daquele homem, mas não questionou. Agarrou-se a ele como se sua vida dependesse daquilo e se colocou no lugar certo para beijar a boca de seu namorado. Sasori puxou seus cabelos fazendo-há abaixar um pouco a cabeça, ele devorou seus lábios com certa fúria.

Sakura mal acompanhava aquele ato, o ruivo sempre a beijara assim; com vontade, com ferocidade, quase engolindo os lábios dela. As mãos dele desceram de sua cintura para sua bunda e a puxou de encontro ao seu colo. Sakura se assustou de imediato e tentou se soltar, ele a puxou para mais perto, impedido-a de parar o beijo.

— Sasori...? — Resmungou entre um espaço pequeno do beijo, e voltou a beijá-lo, passou as mãos pelo pescoço do homem em questão e sentiu sua língua ser sugada por ele, Sakura gemeu em seu colo. E se arrependeu.

Sasori e colocou em cima da mesa da sala, passou as mãos por debaixo do vestido florido que ela usava alcançando a calcinha de renda, Sakura se assustou ainda mais e bateu em sua mão empurrando-o.

— Sasori... — Ela lhe olhava ofegante e ele dá mesma forma — Eu não posso.

— Por quê? Você não é a minha namorada? Tem que me satisfazer como eu quiser. — Brigou se aproximando dela, ela curvou as pernas subindo na mesa, e se afastou saindo pelo outro lado. — O que você está fazendo?

— Eu não posso fazer isso agora?

— Por quê? Não tem ninguém aqui. — Se aproximou ela se afastou mais.

— Não quero perde minha virgindade dentro de uma sala escura.

— Então você quer que seja romântico? — Ele sorriu de canto, e Sakura balançou a cabeça confirmando. — Pensei que você me amasse do jeito que eu sou.

— Eu amo voc...

— Então deveria saber que eu não sou romântico, e quero transar agora. Você é minha namorada, só posso esperar isso de você, Sakura.

— Transar... — Sakura não esperava aquelas palavras... — Eu não posso fazer isso com você.

— A, então com outro pode? Tudo bem, fica com seu outro. — Ele virou as costas.

— Não Sasori você entendeu errado, eu não posso transar contigo. — Ela o seguiu. — Eu queria... fazer amor com você quando estivesse pronta. Entendeu?

— Aff! — Ele sorriu. — Fazer amor... — Ele riu mais. — Que patético, não seja criança Sakura, eu vou te esperar...

— Obrigada...

— Até o final do mês. — Completou. Sakura o olhou assustada. — Ou transar comigo, ou a gente acaba tudo. — Sakura botou as mãos na boca. — Se me ama tanto assim, me prova.

Terminou seu discurso e sorriu com a expressão da menina, virou as costas batendo a porta em seguida, olhou para as pessoas paradas ali, e gargalharam.

— Virgindade é uma coisa séria para sua garota. — Um dos amigos disse simplesmente. — Acho que ela vai amar ter um vídeo para a vida toda. — Sasori começou a rir junto ao outro. E foram embora.

.

.

Sakura voltou para sala sentindo-se destruída, o que estava acontecendo? Sasori seu namorado que sempre fora normal, estava louco. Ele prometeu esperá-la quando iniciaram o namoro, e agora, tudo estava indo por água abaixo.

Ela não podia mesmo fazer aquilo com Sasori, queria segurança, queria amor, e acima de tudo, queria ser amada, por quem ela amava, e Sasori não era essa pessoa. Quando sentou em sua cadeira, ela pensou nas palavras deles, em tudo o que tinha absorvido, ele tinha falado palavras que odiou, mas ainda assim, ela gostava dele. Quando ele apareceu na sala com seus amigos, Sakura corou, desviou o olhar logo sem seguida, não queria encará-lo, e muito menos falar com ele no momento. Seu coração estava a mil.

Arriscando uma olhada para a porta, ela viu Yuno entrar com Sasuke, seu coração que antes estava angustiado, agora se preencheu de raiva, o olhar do moreno cruzou com o seu, ela não viu o mesmo brilho da noite passada, porque ele usava os malditos óculos. Mas ainda assim, sua beleza era bem visível naquele dia por ela.

Mas sua beleza diminuiu assim que viu Yuno novamente pendurada em seu braço, ela corou de raiva. Yuno estava a desafiando, e como se não bastasse, o olhar da morena encontrou o da rosada, ambas se comeram vivas naquele momento.

.

.

Na nova aula daquele dia, Sasuke estava meio inseguro, as palavras da noite passada que dissera a Sakura ainda estavam em sua cabeça, e sabia que ela estava furiosa, com certeza ela iria matá-lo com o primeiro com o olhar.

— Você está nervoso? — Yuno perguntou, estava sentada à sua frente, e Sasuke confirmou com a cabeça. — A qual é?  O máximo que ela pode fazer e dizer que não quer mais ter aulas com você. – Yuno disse calma, mas querendo que aquelas palavras se tornassem realidade.

— Aí eu vou perder a melhor chance de me aproximar dela. — Sasuke passou as mãos pelos cabelos. — Eu gosto de estar com ela aqui, mesmo ela não me enxergando, eu me sinto feliz, também queria fazê-la feliz, só não sei como.

— E-elogia ela. — Yuno virou a cara. — As meninas gostam sabe. — Yuno disse olhando-o nos olhos, disse aquelas palavras para ele falar para si, mas sabia que isso nunca iria acontecer.

Já Sasuke admirou o rosto da menina por um momento e depois tudo o que pode ver até a mesa cobrir, ele sorriu de canto. Yuno era uma garota linda, e vestia sempre azul. Cor do quarto daquele traste que vivia em sua casa de vez enquanto que ele conhecia como irmão.

— Yuno. Sua cor preferida é azul, né? — Ela parou o rosto se olhando. — Você sempre usa azul, é uma cor bonita, e combina com você. — Ele sorriu meio corado, e limpou a garganta.

— Obrigada — Yuno tocou em sua mão em cima mesa, ambos sorriram de canto.

De longe, Sakura anulou aquela situação, sua raiva era tanta que ela queria sair dali e grita para todos ouvir, não entendia o porquê dessa raiva toda de Sasuke, e daquela garota, e a raiva cresceu ainda mais quando Yuno tocou na mão dele.

Porque Sasuke estava deixando ela o tocar? A Haruno cruzou os braços, mas logo inspirou o ar do ambiente, não tinha motivos para ficar com raiva dele, e muito menos dela, afinal, eles não tinham nada, e ela não gostava de Sasuke, e nem de Yuno.

Assim que esse pensamento pousou em sua cabeça, ela sentiu a eletricidade que percorreu seu corpo ao tocar na mão dele para sair do carro, tinha sido algo fora do normal, e o brilho no olhar dele...? Perguntou-se se agora, enquanto aquela sem jeito pegava na mão dele, sentia a mesma coisa que ele passou para ela na noite anterior.

Por Kami-Sama, porque agora tudo Parecia Diferente?

Olhar para Sasuke com Yuno, passou a ser um incômodo, desde o momento, em que Sakura enxergou além do que Sasuke mostrava em seus olhos negros naquela noite.

De repente, viu Yuno se levantar, e antes de ir, dá um beijo no rosto do Uchiha, beirando seus lábios, Sasuke não fez nada para impedir e, Sakura se perguntou por que ele não se afastou dela? E agora? Yuno estava vindo em sua direção, Sakura se recompôs e botou seu olhar de superioridade no rosto, ambas se encontraram Yuno deu um sorrisinho “Amigável” ajeitando os óculos no rosto, e seguiu seu caminho.

Sakura bufou vendo-a sair da biblioteca, olhou para frente, e seguiu a diante. Parando em frente à mesa em que Sasuke estava sentado, ela jogou a bolsa em cima de seus cadernos e sentou, chamando sua atenção.

Apoiou seu rosto nas costas das mãos apoiadas pelos cotovelos e encarou o Uchiha. Sasuke a olhou sem entender o motivo dela atrapalha sua leitura, mas não se importou muito, Sakura estava sentada à sua frente, sorrindo, lhe olhando com raiva.

Estava curiosa para saber sobre Yuno, mesmo não querendo admitir, Sasuke e a morena estavam tão juntos que isso estava a irritando. Sem motivos. Ela mordeu os lábios reprimindo a vontade de lhe perguntar.

— Oi — Ele sussurrou Sakura estreitou os olhos — Que foi?

— O que você a Yuno tem? Estão namorando? — Ela perguntou sem antes pensar.

Logo ela se tocou das perguntas, e virou o rosto em seguida, corando. Sasuke quase geme ao vê-la corar daquela forma, tão linda, nem se lembrou das perguntas. Enquanto Sakura estava esperando as respostas. Certo que ela não queria fazer, mas já que tinha feito, queria as respostas.

— Você me ouviu? — Ela perguntou impaciente, e Sasuke pareceu despertar. — Você e a Yuno namoram?

— Hã? — Ele acordou com a palavra “namoram”. E pensou em o que dizer, quer dizer... — Não, não namoramos. — Ele abaixou o olhar.

Sakura suspirou, parecia que tinha tirando um peso de suas costas agora que sabia aquela resposta. Algo lá dentro de seu peito, tinha se aliviado, mas ainda sentia incomodar. Ela pegou sua bolsa e tirou de lá seus cadernos, ainda olhando para Sasuke notou que ele olhava para baixo, rabiscando um papel meio tímido e triste, Sakura revirou os olhos, e por algum motivo notou que ele escondia algo, e ela temia ser um amor secreto por Yuno...

— O que? — Sussurrou em voz alta, aqueles pensamentos não poderiam passar em sua cabeça, ela não tinha nada a ver com ele.

Né?

.

.

Olhando Sasuke bem de perto, Sakura se sentia uma pessoa segura, não que ele dissesse algo para ela, que a levasse a pensar assim, mas algo nele não batia certo dentro dela. Sasuke tinha um timbre de voz máscula sedutora, e ela tinha percebido isso somente agora. Seu olhar era sedutor, apesar dele nem saber disso, as írises negras transmitiam paz, segurança, carinho, tudo o que Sakura desconhecia.

O olhar dele por debaixo dos óculos era muito bonito, mas, o olhar dele com aqueles óculos também o deixava tão lindo que Sakura arfava. Ela sentiu uma fina camada de suor em sua pele, sim, ela estava nervosa diante de Sasuke, e tudo isso somente porque ele tinha segurando-a, porque ele tinha olhando-a de perto, porque ele tinha mostrado a ela, seu lado diferente do nerd da escola, e isso estava a incomodando por dentro.

— Não que seja da minha conta, mas você está ouvindo o que eu estou dizendo? — Sakura despertou com o som da voz dele um pouco mais grossa que o normal, ela lhe olhou confusa e depois para o caderno a sua frente. – Está ouvindo? — Perguntou calmo.

— Nadinha. — Respondeu, Sasuke sorriu de canto, Sakura riu também.

Imaginou que naquele momento, ele explodiria e falaria umas coisinhas nada agradáveis para ela, mas ele simplesmente sorriu abaixando o olhar, e começando a batucar o lápis na mesa, logo ele ergueu o rosto lhe fitando.

— O que te incomoda? — Ele perguntou gentil, Sakura parou o riso que tinha no rosto encarando o olhar sobre si. — Porque se tiver algum problema, e eu... — Ele suspirou temendo as palavras. — Eu posso ajudá-la.

Sakura ficou por olhar Sasuke naquele momento, sua mente estava em branco, não sabia o que dizer, ou o que fazer, as palavras dele eram tão reconfortantes quanto seu abraço do dia em que viu Sasori com outra. Lembrando-se daquele dia, ela se visualiza nos braços dele na noite anterior. Sakura abaixou a vista olhando sua conta que não sabia como fazer!

Já Sasuke havia deixando seu medo de lado quando perguntou se ela precisava de ajuda, temendo ela gritar com ele, porque quando ele cogitou que a ajudaria, ela quase o engoliu. Então naquele momento estava entre a vida e a morte. Mas quando falou, ela não disse nada, apenas abaixou a cabeça e começou a tentar fazer à conta que ele impôs para ela, sem sucesso, Sasuke a via fazer tudo errado, mas porque a questionaria? Ela estava toda fofa.

Ele suspirou, mesmo ela estando tão fofa e errando tudo, ele era um professor dedicado e queria que Sakura tirasse uma nota boa, porque assim talvez ela a recompensa pelo menos com um abraço caloroso.

— Sakura — Ele a chamou e se curvou na mesa, tocou em sua mão tirando da frente do papel, Sasuke sentiu seu corpo todo tremer, a mesma sensação da noite anterior após expulsá-la de seu carro, uma sensação de... Preenchimento — Está... errado!

— Errado! — Ela quase gritou e o olhou feio. — Meu Kami-Sama Sasuke, eu não aguento mais essa porcaria, eu preciso passar nessa maldita prova, mas eu não consigo fazer isso que droga. E eu não estou com a cabeça muito bem hoje — Ela encostou-se na cadeira e fechou os olhos suspirando. — Posso ir embora?

— Você quer conversar? — Ele perguntou sem olhá-la, mas ela lhe olhou. — Eu sei que não sou a pessoa certa, mas se você quiser falar...

Sakura sorriu de canto, ele voltou a sentar em sua cadeira e olhá-lo também. Ambos se encararam com expressões diferentes, ou talvez não. Sasuke a olhava cheio de amor queria acalentá-la em seus braços, balançá-la e cuidar de seu corpo, e sua alma, mas não podia. Infelizmente.

Já ela. O olhava cheia de admiração, que espécie de homem Sasuke era? Que tipo de homem se coloca para escutar uma mulher falar, e falar sobre sua vida pessoal, amorosa, ou até empresarial? Como Sasuke poderia existir? Ser tão gentil, bonito, inteligente, e tão humano...?

— Acho que você não ia querer ouvir sobre minhas bobagens, afinal, eu tenho que começar a controlar meus chiliques irritantes, não?

— É verdade — Ele concordou na hora deixando Sakura irritar-se lentamente. — Mas, quando alguém precisa falar, ela talvez precise de alguém para escutar.

— Eu tenho várias amigas, sabia? — Ele concordou com a cabeça desviando o olhar. — E você ainda fica se perguntando por que eu achei que você fosse gay, não é? — Sasuke a olhou. — Sasuke, homens como você só existem em livros. — Completou sua conclusão arrumando suas coisas. — Admito que você seja uma pessoa diferente. Desculpa achar que você fosse gay, mas eu não... consigo pensar em outra coisa. — Sakura levantou-se da mesa deixando um Uchiha confuso, mas antes de dá um passo ela voltou-se para ele. — Pode me encontrar amanhã uma hora mais cedo, eu quero passar mais tempo estudando... eu preciso. — Sussurrou e virou as costas indo embora.

Sasuke vislumbrou o desfile de Sakura até a saída da biblioteca, seu coração batia a mil por hora, Sakura conseguiria fazê-lo um dia ter um ataque cardíaco, sem nem saber...

— Droga — Ele sussurrou para si mesmo, realmente precisava tomar coragem para dizer o que queria, antes que fosse tarde demais.

.

.

Lá fora quando Sakura saiu, ela parou um pouco encostada na parede, ela tinha que tomar uma decisão quanto a Sasuke, mas aquilo ficaria para depois, pois o que ela queria mesmo saber era como se livraria de Sasori sem ter que dormir com ele... ela poderia sim dormir com seu namorado, isso era normal, muito normal, mas ela não tinha segurança com ele, então? Como?

Passou a caminhar em direção ao ginásio mesmo não querendo ver Sasori naquele momento, mas precisava ir, precisava que todos a vissem ali, e pensasse que estava tudo bem entre ela e Sasori. Passando pelos corredores, era avistou Yuno, a morena estava escorada na janela via alguma coisa lá em baixo. Parecia triste, não se importou.

Quando chegou ao ginásio, os gritos de Sasori com seus jogadores eram ouvidos, avistou ele correndo para pega a bola e assim que alcançou foi aplaudido de pé por todos. A Sasori, como não amar aquele ruivo gostoso todo? Ela sorriu.

Desceu as escadas encontrando Ino sentada ali, passava sua maquiagem e assim que terminou guardo-a. Deu um sorriso quando Gaara passou correndo e lhe jogou um beijo, Sakura sorriu de canto meio triste, tinha inveja daquilo, ela queria ser amada daquela forma também. Se aproximando, teve a visão de Ino lhe sorrindo e levantou-se para cumprimentá-la.

— Sakura, que bom que chegou, vamos indo, Gaara me deixou ir sem ele, apenas porque é com você. Então vamos que eu quero comprar uma coisa para ele. — Disse puxando a rosada, Hinata estava sentada do outro lado das arquibancadas ao lado de uma loira que todas conhecem como irmã do Naruto: Naruko.

.

.

Quando ambas se sentaram à mesa do shopping, Ino inspirou o ar que corria ali e sorriu amarelo para Sakura que se mantinha tão tímida que chegava a espantar.

— Está sentindo esse cheirinho no ar, Sakura? — Ino sorriu abrindo os braços. — Eu vim ao shopping sem Gaara pela primeira vez em séculos. — Ela sorriu boba e depois olhou a amiga. — Não que eu não goste de vim com ele, mas eu estou feliz. — Sakura confirmou com a cabeça, bebendo um pouco de seu suco. — Então, o que queria falar comigo, amiga? Pode bota tudo para fora.

— Ino — Sakura deixou o copo em cima da mesa e depois suspirou. — Eu estou meio confusa, sabia? — Ino pegou seu copo de suco e bebeu uma golada grande, primeiro porque Sakura ia mesmo desabafa para ela, e segundo, Sakura ia mesmo desabafa para ela. — Eu e o Sasori brigamos.

— Por quê? — Perguntou curiosa. Se Sakura estava mesmo se abrindo, ela ia querer nos mínimos detalhes.

— Ino, ele quer que a gente... Bom que a gente... — Gaguejou meio tímida. Como falar desse assunto em um ambiente público? — Ele...

— Ele quer transar com você? — Ino pareceu incrédula. — Vocês namoram a mais de dois anos Sakura, você é virgem menina? — Praticamente gritou, Sakura corou, Ino percebeu a burrada que tinha feito, se ajeitou na cadeira e bebeu mais um gole antes de falar: — Eu não estou acreditando nisso.

— Mas é verdade, eu nunca me sentir à vontade para... você sabe, e ele nunca me deu segurança para esse ato. Quando iniciamos nosso namoro, ele disse que ia me esperar, só que de uns dias para cá, ele tem se comportado diferente, e hoje ele queria fazer isso na escola, e eu disse não, então ele me disse que me daria um mês para que eu decidisse transar com ele, se não a gente terminava.

— Falar devagar. — Ino pediu analisando cada palavra. — Sakura você não pode dormir com Sasori se tu se sentes insegura, e ele não pode fazer isso. Isso só demonstra amiga, que Sasori não é para você.

— Não começar com isso de novo. — Sakura lagrimou. — Eu amo o.... — Hesitou em fala Ino arregalou os olhos. — Eu amo o Sasori. — Completou, a loira revirou os olhos. — Não quero que a gente termine, mas também não quero... você sabe.

— Sakura, Sasori não ama você amiga, ele nunca amou, escuta-me, pelo amor de Deus.

— Me escuta você...

— Não. Você que tem que escutar. — Gritou um pouco mais alto, Sakura a olhou assustada, Ino nunca levantava a voz. — Ele não é homem para você Sakura, eu já o vi mil vezes traído te traindo. Avisei, mas parece que você está hipnotizada por ele.

— Estou apaixonada.

— Estar apaixonada Sakura, não quer dizer aceitar uma traição, droga. Cadê o seu amor próprio? — Ino perdeu a paciência mais logo se recompôs. — Sakura, estar apaixonada e se sentir segura apenas com o olhar que a pessoa lhe lança. Você se sentir bem quando está com ele, se senti como se tivesse nas nuvens. E o melhor, você sentir uma eletricidade atordoante quando ele te tocar, sentir seu coração ferver de tanta palpitação.

Sakura analisou aquelas palavras proferida da amiga, nunca tinha se sentido segura ao lado de Sasori, e nas nuvens, não, nem o beijo de Sasori deixava Sakura assim, ela se sentia feliz. Sentia-se como se seu coração batesse mais rápido, mas não tinha sentindo essa eletricidade passar por seu corpo, se bem que...

— Não... — Sakura lembrou-se de Sasuke naquele momento, a tensão que subiu quando ele a tocou para tirá-la do carro, e raiva se apoderou em seu coração quando ele a tratou mal de propósito. Ele tinha perdido seu encanto. Ou quase.

— Eu... nunca gostei do Sasori, Sakura. Ele para mim, não é e nunca foi homem para você, mas... se você o ama, deve fazer o que ele quer, afinal, se você passou três anos com ele, deve ter o motivo, e por um lado ele tem razão.

— Tem razão? Razão de que?

— Vocês já deviam ter avançado. — Avisou e depois abaixou a cabeça mesmo odiando Sasori, ele tinha razão. — Agora, vamos às compras.

— Você ficaria bem sozinha? — Ino cuspiu o suco em cima da mesa, Sakura estava se recusando a comprar? — Quero ir para casa.

Sakura nem esperou resposta, pegou sua bolsa e deslizou da cadeira indo embora, não queria ficar ali de jeito de nenhum, queria ir para casa, e tomar um banho frio, tentar dormir um pouco e pensar muito no que fazer.

Ino havia dito somente verdades, nunca gostou de Sasori e dizia com todas as letras e com mil provas nas mãos que Sasori a traia. Mas como sempre, Sakura acreditava somente no que via. E nem vendo, ela aceitava que aquilo fosse verdade. Suspirou cansada novamente.

Ela somente queria ser amada. Ter conforto nos braços de um homem, ter um sorriso gentil, alguém para conversar. Para lhe ajudar a subir na vida, e não alguém que a maltratasse todas as vezes que via. E a proposta de Sasori? Como iria se livrar daquilo? Daria um jeito pensaria em qualquer coisa, mas jamais se deitaria com alguém sem ter certeza. E se tudo que ela pensar, não desse certo, Sakura terminaria com Sasori, mesmo o amando do fundo do seu coração.

Sasuke saiu da escola, sozinho naquele dia, agradeceu a Deus por isso, não que não gostasse da Yuno, ela era uma pessoa legal, mas ele queria muito ficar sozinho. Queria pode pensar melhor, e na verdade queria muito pensar numa maneira boa de chegar a Sakura e falar o que sentia, ele não podia ser mais covarde.

No caminho para sua casa, teve uma surpresa que ele não sabia se chamava de boa, ou de ruim. Seu irmão tinha voltado, e ele sabia antes mesmo de sair do carro, os fotógrafos e a multidão de fã estavam na portaria do condomínio em que moravam. Isso o irritou de imediato. Quando chegou a casa, Itachi estava ali, jogado no sofá, com a boca cheia de pipoca, Sasuke sorriu de canto.

— Chegou! Que eu saiba você sai mais ou menos 15hs da tarde, e quase 17hr, por onde andou hein...? Safadinho arranjou uma pepeca. — Itachi levantou zoando o irmão. — Eu sabia! Você tem o mesmo sangue que eu.

— “Minha Vida Não Seria Tão Perfeita Se Você Não Existisse” Bisbilhoteiro, quando foi que eu te dei permissão para mexer nas minhas coisas? — Sasuke empurrou o irmão, e foi em busca da pipoca.

— A qual é? Seus diários estavam jogados na cama, passei os olhos, vi a frase e bum, botei essa em uma música. — Explicou se aproximando do irmão. — Não fica triste, sei que você queria exclusividade para a gata que você escreveu, mas devo dizer que meninas hoje em dia, não vão querer ler um caderno cheio de poemas, parece que é gay.

— Legal! — Sasuke encheu a boca lembrando-se de Sakura perguntando isso a ele, que idiotice. Sasuke parecia realmente uma mulher, mas aquele era o jeito dele, e não iria mudar. — Sou tão gay que você me copiou, dá próxima vez diz: Ei Sasuke vou pegar aqui esse seu verso, para fazer uma música de sucesso ok, é quase nada.

— Vai cry?

— Qual é? Você pegou algo que era meu... — Ele resmungou. — Mas tudo bem. Gostei da música, afinal eu quero 30% do que você ganhar por ela. Acho justo.

— Palhaço. Você odeia minhas músicas.

— Mas essa eu ajudei a fazer, então eu tenho que curte. — Ele levantou. — Quase não entro em casa, suas fãs são loucas.

— Que isso. Eu te dou umas, você precisa de fãs.

— Não preciso não. — Sasuke falou subindo as escadas. — Eu só quero de uma. Apenas uma. E ela não parece sua fã.

— Só uma apenas uma... Cara você podia ser um poeta. — Gritou pegando uma caneta e papel. — E é claro que ela é minha fã. Quem em sã consciência, não seria fã da minha pessoa?

— Idiota. — Resmungou entrando no quarto.

.

.

Na casa de Sakura a mesma olhava a internet, procurava alguma coisa para se distrair, estava nervosa com tudo que acontecia. Sasori e sua proposta indecente fazia a Haruno ter arrepios somente em imaginar a tocando. Não tinha nojo, nem algo que levasse a pensar nisso. Só não queria.

Sua virgindade era algo importante para si. Podia não ser para outras meninas e meninas que se agarravam por aí com qualquer um, mas para Sakura, era algo divino que queria perde somente com a pessoa que amava, e que amasse da mesma força.

No começo, achou que Sasori era essa pessoa maravilhosa, e hoje, ela via que ele não chegava nem perto de ser um cavalheiro igual à Sasuke... Sakura olhou para frente. A menção do nome do nerd a abalou novamente. O brilho no olhar dele naquela noite nunca saia dos seus pensamentos. A beleza que ele mostrou somente para ela era completamente, divina.

Seus pensamentos só foram cortados com uma batida na porta do seu quarto, ela fechou o notebook em cima da cama e sentou na mesma, ajeitou os cabelos e levantou para abrir. Era sua mãe com um sorriso nos lábios.

— Oi, que foi? — Perguntou suspirando e com um sorriso no rosto.

— Vim te pergunta se pode convidar seu namorado para jantar conosco amanhã? — Ela perguntou sorrindo. Sakura fingiu um sorriso.

— Claro.

— Ótimo, é que seu pai e ele não trocam muitas palavras, sem falar que Sasori é filho de um antigo amigo do seu pai. Vocês combinam.

— É, combinamos. — Sussurrou meio tristonha, e sua mãe percebeu, mas não comentou nada.

.

.

Sasuke naquela noite passou por momentos difíceis, pois escreveu mais algumas coisas, e desenhou o rosto de Sakura para a capa do caderno de poemas que ele guardava. Poderiam até chamá-lo de Gay, mas ele se sentia simplesmente apaixonado. Um covarde apaixonado.

Sorriu com o resultado, pois ficará lindo, afinal, o rosto de Sakura ficava lindo em qualquer lugar. Sasuke queria muito manter aquele sorriso tímido no rosto dela, logo se lembrou da aula que teve com a rosada. Sakura estava desanimada, algo no seu coração a atormentava.

Até tentou saber o que era, pois estava curioso, ver Sakura sem seu sorriso iluminador era algo que ele não estava acostumado. E vê-la daquele jeito o deixou triste. Triste até demais para ficar calado, por isso perguntou se ela precisava de alguma coisa, mesmo temendo a morte, ele tinha que perguntar. Por que ver a pessoa que você mais ama no mundo triste, é o mesmo que se sentir perdido.

Sasuke queria ser o porto seguro da Haruno, queria dizer a ela, que qualquer problema que a mesma tivesse ela poderia contar com ele, pois ele era tudo que ela necessitava, ele a ajudaria com tudo, tornaria seus dias felizes, manteria o sorriso carinhoso que ela tinha nos lábios, mantê-la-ia sempre feliz.

— Olha só! Até que fim o rosto da menina para quem você tanto escreve apareceu. — Itachi interrompeu seus minutos de sossego. — Se você desenhou de acordo como realmente é. Ela é linda, devia chegar junto.

— Não é fácil. — Ele levantou folheando o caderno. — Tem alguns problemas pelo caminho, mas acho que todos podem ser resolvidos se o problema maior e, pior, for dilacerado.

— E qual é o maior problema? — Itachi se deitou na cama.

— O namorado. — Sasuke suspirou. — Ela tem um namorado babaca, que a trata tão... Mal. — Sasuke olhou pela janela vendo algumas mulheres montarem barracas com o nome de Itachi em cima. — Ele é um completo babaca.

— Sempre o outro é o babaca, mas escuta o que eu digo. — Itachi foi até o irmão visualizando o esquema lá fora. — Homem nenhum é melhor do que você, se você ama essa menina mesmo, vai em frente seu fresco, ou quer perder a pepeca?

— Itachi sai do meu quarto, pelo amor de Deus. — Sasuke passou as mãos pelo rosto, Itachi sorriu tocando seus dois dedos na testa do irmão que riu em seguida. — Apesar de você dá conselhos idiotas, eu amo você.

— Tá! E eu vou dormir lá fora com aquelas meninas. — Falou sarcástico.

Itachi saiu logo em seguida, “eu te amo mesmo seu babaca” — Pensou o Uchiha mais novo, Itachi poderia ser o mais irmão mais babaca no mundo, mas ele o amava, e ouvi-lo naquele tom de...

— Mas que porra é essa? — Lá estava Itachi caminhando pela rua, chegou perto das meninas que montavam as barracas e se jogou dentro de uma. — Babaca, seu babaca.

Sasuke sorriu de canto, nem o próprio irmão duvidava de seu amor por ele, então Sakura não devia duvidar de seu amor por ela. Sasuke tinha que dá um jeito de se declarar para Sakura! Urgentemente.

.

.

Na manhã seguinte, Sasuke se olhava no espelho, ele tinha que falar a Sakura tudo que sentia, seu peito estava doendo por dentro. Sakura estava triste com alguma coisa, e ele queria ajudar, queria que ela soubesse que podia contar com ele, e para que tudo isso acontecesse ele precisava virar homem o suficiente para dizer o que queria.

Ele se olhava no espelho, estava vestindo com uma blusa de mangas compridas, branca. Com uma calça preta e seu tênis não muito popular. Estava lindo de morrer, mas não era com isso que o Uchiha estava preocupado. Ele precisava treinar para falar com Sakura, se passasse mais um dia sem ela, talvez ele mesmo não aguentasse mais.

Ele respirou profundamente, olhou-se no espelho novamente, sorriu sendo sedutor, e depois desanimou. Pensou em se aproximar de Sakura e dizer o que sentia, na frente de todos? É né, o pior que poderia acontecer e ela te chamar de gay, e dizer que não se importa.

— Aí! — Sasuke resmungou, acho que isso o machucaria não? Talvez falasse quando ela fosse para a aula, bom seria legal, falaria o que tinha para falar, nada poderia o impedir.

De repente a porta do banheiro é aberta, e lá estava Itachi Uchiha em pessoa, ele olhou o irmão mais novo dos pés à cabeça e depois balançou a cabeça negando algo.

— Para onde você vai? — Perguntou.

— Que pergunta idiota. — Sasuke saiu do banheiro passando por ele. — Estou indo para a escola.

— Fala sério Uchiha Sasuke, como você vai para a escola com essa roupa de mocinha, esse tênis de gay, as pessoas lá devem achar que você é gay né? No mínimo. — Sasuke parou no momento, deixou sua bolsa de lado e virou para o irmão. — Não falei.

— O que tem de errado com minha roupa? Porra, eu não vou andar igual a um... sei lá o que, eu não sou vocês.

— Claro que não, nós somos homens. — Replicou. Sasuke suspirou. — Não é todo dia que eu estou aqui, então hoje, você não vai como se fosse gay. Hoje você vai como homem.

— Me poupe. — Sasuke nem terminou de falar, Itachi o pegou pelo pescoço saindo porta afora — Itachi seu merda...

— Para de reclamar, deve ser por isso que a menina nunca olha para você, parece um nerd, se dúvida, você é gay, e o nerd da escola, só pode. — Itachi ia bufando. — Como meu irmão, o irmão de Itachi Uchiha, um cantor famoso, anda que nem um veado por e? Eu não estou acreditando que nós temos o mesmo sangue, você devia pegar uma mulher diferente todo santo dia. — Itachi entrou em seu quarto altamente organizado e soltou o irmão para ir em direção ao guarda-roupa. — Você tem sangue Uchiha, você não pode ser tolo.

— Para de me ofender. — Sasuke ajeitou a camisa. — Eu não quero sair por aí pegando ninguém, sou apaixonado por uma garota apenas, e só quero se for ela.

— E você a quer dessa forma? Essa menina que você gosta deve ser popular, e esse jeito de gay nunca irá conquistá-la. — Sasuke se calou, mesmo querendo muito bater no irmão, Itachi estava certo. — Vamos ver. Pega essa blusa aí. — Jogou em uma blusa negra em cima de Sasuke, era ela meio aberta na frente deixando um pouco do peito mostrar, Sasuke fez uma careta.

— Não vou usar isso. — Falou jogando a blusa para longe.

— Por quê?

— É indecente. Fala sério, me deixar em paz. — Itachi estreitou os olhos, e se aproximou do moreno mais novo, puxou a camisa branca para cima bagunçando os cabelos recém-arrumados e jogou a camisa longe. — Itachi?

— Para de ser gay, vesti logo. — Mandou. Sasuke a vestiu com raiva, mas vestiu. O que ficou perfeita no poeta, Itachi sorriu com orgulho, até limpou uma lágrima que fingiu cair. — Você ficou tão bonito, o meu Deus, eles crescem tão rápido.

— Vai se danar. — Sasuke saiu do quarto bufando, ele já estava atrasado, não trocaria de blusa, mas vestiria o sobretudo dentro do carro e o fecharia até o pescoço.

.

.

Na escola, Sakura chegou sendo acompanhada pelos olhares de todos, sempre fora assim, hoje Sakura estava deslumbrante, tinha acordado feliz naquela quinta-feira, e nada, mas nadinha mesmo poderia mudar aquele status.

Quando entrou na escola avistou Yuno logo de primeira, ela estava conversando com uma amiga, e quando seu olhar cruzou com o da rosada, sai até faísca. E o pior de encarar e sentir ódio de uma pessoa sem saber o motivo, era ter raiva de uma pessoa por que tinha um motivo que tinha nome e sobrenome, e um olhar maravilhoso, braços firmes e também uma inteligência acima de todas e também...

— Sakura — A rosada deu um pulo saindo de seus pensamentos ela virou-se encontrando Sasori, logo se sentiu pequena diante dele, as palavras do ruivo rodearam sua mente, ela arfou.

— Sasori, por favor...

— Calma tudo bem. — Ele falou tão gentil que Sakura firmou-se no outro pé sem saber o que falar. — Quero te fazer um convite.

O timbre de voz de Sasori era tão calmo e sedutor que Sakura nem sabia se aquele mesmo homem a sua frente tentou agarrá-la no outro dia, e havia ameaçado a mesma.

— Um convite? — Perguntou desconfiada e cruzou os braços.

— Sim um convite. — Sasori aproximou-se de Sakura agarrando-a pela cintura e beijou seu nariz, arrancando uma risada da rosada. — Vamos ao cinema nesta sexta?

— Cinema?

— Sim, você me disse que tinha um filme essa semana, um filme para casais, pensei que poderíamos assistir.

Sakura sentiu seu coração explodir de felicidade, de repente toda a tensão que estava do outro dia sumiu, seu Sasori tinha voltado, o encantador, galanteador, e o amor de sua vida, tinha voltado, ela o agarrou enchendo-o de beijos, e ele sorriu junto a ela.

— Cinema! — Ela se afastou. — Mas, você ser só nós dois?

— Claro, do jeito que você gosta, gata. — Disse, e por fim, capturou os lábios rosados dela, beijando-a com carinho, Sakura se derreteu ainda mais, teve saudade daquele beijo.

Quando se separaram ficaram algum tempo grudados, as testas estavam coladas, as respirações ofegantes, Sakura sorriu feliz, estava nos braços do namorado que amava, logo deu um selinho no ruivo, e mais um sorriso largo.

— Eu te amo. — Sussurrou para o ruivo.

Talvez se ela tivesse dando apenas mais um beijo no ruivo, teria doído muito menos que um “eu te amo” no coração de Sasuke, que visualizava aquela cena bem a sua frente. Nem tinha entrado na escola, e já tinha se desanimado.

Ver Sakura beijando outro homem já era difícil, ouvir com todas as letras que ela amava o dito cujo, era de matar o coração, Sasuke estava pronto aquele dia, estava disposto a jogar tudo pelos ares e, dizer o quanto a amava, e naquele momento, ele perdeu a vontade até de viver, ela amava outro homem... isso não iria mudar.

Ele virou-se para entrar decentemente na escola virou a esquerda querendo muito se afastar daquela cena, daquela cena que ele nunca esquecerá, seu coração estava batendo forte, estava latejando por dentro, seus olhos pareciam pesar, e seu rosto estava quase molhado.

Sasuke bufou! Só o que lhe faltava era chorar pela Haruno, não poderia fazer isso, ele era homem, e homens não choram, não é? Qualquer outro afirmaria isso, mas Uchiha Sasuke não. Ele estava magoado, magoado até demais. Seu peito doía, ele queria correr dali, queria sumir do mundo. Queria simplesmente morrer.

— Sasuke? — Ele parou de caminhar, quando a voz da sua amiga chegou aos seus ouvidos, ele se virou para a morena, ela lhe sorriu meiga e parou a sua frente. — Eu sinto muito.

— O que? — Ele não entendeu. Então, ela disfarçadamente deu uma olhada pelo corredor, ele fez o mesmo, ainda vento Sasori e Sakura aos beijos naquele mesmo corredor, Sasuke virou o rosto imediatamente.

— Eu sei o quanto isso dói.

Falou calma. Sasuke a olhou dos pés à cabeça, Yuno sabia como estava se sentindo, afinal, ela gostava dele, e ele a rejeitou quando disse que amava outra. Sasuke fechou os olhos suspirando, mesmo sem saber, ele fazia o mesmo com a mulher a sua frente. Pois se ele fazia o mesmo com ela, Yuno sabia o quanto doía vez a pessoa que você amava, dizer que amava outra na sua frente.

Sasuke doeu-se todo, já tinha perdido as contas de quantas vezes havia comentado o tamanho de seu amor pela Sakura na frente da amiga que o amava... Ele abriu os olhos vendo o corpo da menina parado lhe encarando, ela sorriu, ele também.

— Não precisa ficar assim, tá bom? — Ela o animou. — Ela é que sai perdendo, pois não sabe o quanto você é especial. — Sasuke sorriu e tocou no rosto da morena que logo parou o riso, assustada. — Sasuke?

— Quer ir ao cinema comigo, sexta à noite? — Perguntou. Yuno arregalou os olhos quase não se contendo. Sasuke não queria encontrar nenhum, mas se sentiu culpado, por magoar uma garota, mesmo não sendo proposital. — A um filme muito legal que vai estrear, eu já li o livro, e é muito interessante.

— Eu adoraria. — Yuno sorriu e aproximou-se tanto de Sasuke que foi capaz de sentir sua respiração, ele olhou para os olhos dela, o brilho não era igual ao de Sakura, os lábios não eram como os dela. Yuno avançou para lhe dá um beijo, o Uchiha virou o rosto calmamente, e seu sangue agitou-se.

Era melhor ter beijado a menina na sua frente, do que ter que encarar os olhos verdes da garota que ele gostava, Sakura estava ali, parada com alguma coisa que ele não quis saber na mão, ela olhava para ambos, Yuno logo fez uma careta, mas se conteve, esse era o Sasuke que ela conhecia, e amava.

Sakura não sabia o porquê, mas naquele momento sentia muita vontade de bater em Yuno, ela perto do Sasuke daquele jeito, tão perto a ponto de beijá-lo, não que Sakura quisesse beijar aquela boca — ela queria — mas somente porque estava perto de Sasuke. E de repente, ter a atenção de Sasuke para si era algo que ela queria, e se fosse para disputa, ela disputaria. Nem que fosse somente para dá o recado a certa morena que, ela era Sakura Haruno, não perdia para ninguém.

Mas alguma coisa na sua mente, dizia que aquele incomodo todo, era algo muito além de uma simples competição. Era... Ciúme?

— Vamos Sasuke? — Yuno perguntou perto demais dos ouvidos dele. Sasuke virou o rosto, todo vermelho, corado respirou duas vezes antes de virar as costas ir embora.

Sakura se sentiu mal, pois ele estava se afastando, aquele mesmo desconforto da noite em que eles se encontraram passou por seu corpo, ele estava se afastando e por algum motivo, ela não queria que se afastasse. Não ele, não Sasuke.

Sakura sem pensar duas vezes, deu dois passos alcançando o “Casal” que ia embora, ela tocou no braço de Sasuke, que na mesma hora virou-se para tomar um susto ao vê-la, Yuno sorriu de canto, e segurou o outro braço de Sasuke, ambas se encararam.

— Algum problema? — Yuno perguntou. Sasuke quase não pensava direito, o toque da Haruno não pareceu somente tocar em seu braço, e sim em seu corpo todo, pois o mesmo tremeu de ansiedade, felicidade.

— Ele é meu explicador. — Sakura falava sem pensar. — Eu preciso que ele me dê umas dicas para á prova de hoje, agora.

Quase gritou encarando Yuno que lhe fitava de volta. Já Sasuke pouco prestava atenção na briga que estava tendo ali, seu olhar não saia de Sakura, ela tinha o tocado, tinha o impedido de ir, tinha dito que sairia com outro, ela tinha dito... que amava outra pessoa. Sasuke desanimou de novo.

— Porque não pede para seu namorado, que você ama tanto? — Yuno sorriu. Sasuke mordeu os lábios e desviou o olhar. — Sasuke está ocupado.

— Não estou não - Ele sussurrou e olhou para Yuno, Sasuke teve uma ideia absurda, mas iria usar, hora. — Eu vou com ela, ela realmente precisa de ajuda, sabe... muita mesmo. — Ele sorriu maroto encarando a beleza da Haruno raivosa. — Não se esquece do nosso Encontro. — Sasuke pareceu gritar aquela palavra, Sakura arregalou os olhos. — Te ENCONTRO, na hora do almoço.

Beijou o rosto da menina e caminhou em direção à biblioteca, Sakura estava puta da vida, sua expressão mostrava isso perfeitamente, olhava para Yuno como se quisesse matá-la.

Porque Sasuke teria um encontro com ela? Porque ele tinha que dizer que ela realmente precisava de ajuda? Porque ele tinha beijado o rosto dela? Porque ele tinha um encontro com ela, se no dia anterior Sasuke tinha dito que não tinham nada? Por quê? Mais só porque Yuno estava ao lado dele? Porque Yuno existia?

Sakura saiu pisando duro em direção à biblioteca, e quando chegou à mesma notou que não tinha uma única alma naquele momento, bateu a porta ainda pisando duro em direção ao Uchiha tranquilamente sentado. Sakura jogou sua bolsa em cima dele, chamando atenção do menino assim que ele tirou aquela peça caro da cara.

— Mas o que...?

— Você disse que não namorava a Yuno. — Gritou de repente, Sasuke sorriu de canto, mas não deixou de encará-la.

— Não namoro. Ainda. — Disse e olhou o livro, Sakura bateu na mesa mais raivosa.

— Você disse que não tinham nada, e nem ia ter.

— Eu não disse que não íamos ter. — Afirmou lembrando-se vagamente da conversa. Sakura se irritou mais.

— Vocês vão ter um encontro? — Ela fechou a cara. Seu rosto estava vermelho de raiva, Sasuke quis rir. — Porque vocês vão ter um encontro?

— E o que você tem a ver com minha vida amorosa? — Perguntou divertido. Ela se irritou.

— Hora, eu... — Sakura se calou, e rapidamente pensou no que estava fazendo, porque ela estava com tanta raiva assim? Não tinha motivos, não é? — Eu...

— Você o que? — Ele a encorajou falar, mas vendo a expressão que ela fazia, sabia que não tinha resposta. — Se você quer umas dicas antes desse teste, é melhor sentar, eu vou te explicar umas coisas. Esse teste é só uma simulação, o verdadeiro é semana que vem, e você precisa estar pronta. Dizia cada palavra seguro de si, ela precisava de um incentivo na vida.

Mas Sakura não queria saber de dicas e muito menos de teste, ela só queria saber, porque Sasuke tinha um encontro com aquela garota?

— Para onde vão? — Perguntou.

— O que?

— Não se faça de idiota. — Ela praticamente gritou. — Para onde vocês vão?

— Tão curiosa — Sasuke sorriu. — Vamos ao cinema, somente isso. Ver um filme, como um casal de apaixonados. — Disse quase rodando na cadeira, Sakura se irritou tanto que avançou nele pensou em bater naquele garoto que estava a sua frente.

Mas errou o soco passando direito e ela caiu à frente do Uchiha. Mais uma vez os olhos estavam próximos. Os lábios estavam próximos. As respirações ofegantes. Ninguém a sua volta. O brilho no olhar dele tinha voltado, pois naquele momento, ele estava sem óculos. Sakura entreabriu os seus lábios, e inconsequentemente, aproximou-os do de Sasuke... E o moreno sem esperar mais, colou seus lábios no dela.

.

.

Quando Sasuke percebeu Sakura segurando seu braço o impedindo de parti com Yuno, ele sorriu por dentro, uma súbita esperança se apoderou de seu corpo talvez Sakura gostasse dele, por isso tinha ido atrás do moreno, mas logo a visão do sorriso dela dizendo a Sasori que o amava veio em seu campo de visão, era doloroso visualizar aquele ato na rosada.

Olhou-a de cima a baixo, e percebeu seu olhar sobre sua amiga agarrada a seu braço, Sakura estava com ciúme ou era impressão dele? Sasuke sorriu de canto pensando numa possibilidade dessas? Sakura gostando dele? Analisou as palavras de Yuno, e depois as dela, ela precisava dele naquele momento, seu coração explodiu.

Ele não podia brigar com Yuno, pois sabia que aquela morena, era completamente apaixonada por si, e mesmo ela dizendo que o ajudaria com Sakura, ela nunca iria desistir desse amor por ele, sabe por que ele sabia disso?

Porque ele também não desistiria do seu amor.

Então, ele precisava saber se sua hipótese estava correta, Sakura gostando dele só podia ser um sonho, mas o olhar dela sobre Yuno demonstrava isso. Então ele precisava confirmar. E iria usar Yuno para isso. Ele pensou uma, duas, três vezes, o que ele iria fazer era baixo, usar uma pessoa para esse tipo de ato era sujo, mas ele arriscaria...

Quando ele comentou que a rosada precisava de ajuda, sabia que ela iria explodir, Sakura não gostava de admitir que precisava de ajuda, e ter que admitir isso na frente da inimiga a deixava furiosa não? Quando ele beijou a morena no rosto, o Uchiha sentiu toda a tensão que passou no corpo da rosada ao seu lado, ela estava com raiva, brava, e qualquer momento voaria no pescoço dele, ou da sua amiga.

Todas as suas dúvidas foram confirmadas quando ela chegou perguntando de Yuno, ela estava com ciúme, Sasuke se derreteu todo, decidiu levar aquilo além, afirmando que teria um encontro como um casal de namorados, o que ele não contava, era que Sakura partiria realmente para a violência.

Quando a viu vir em sua direção, ele se esquivou, e ela caiu em seu colo, aquilo fora demais para seu corpo, foi demais para si, para sua alma, senti-la em seus braços pela segunda vez naquela semana era pedir demais para Deus.

Ele não poderia negar que tentou ignorar aquele fato, mas notou a expressão no rosto dela, ela queria aquele beijo tanto quanto ele. Arrependeu-se de não está em um local mais bonito para dar o primeiro beijo na Haruno, mas não hesitou em encostar seus lábios nos dela.

Vinha sendo trouxa há muito tempo, ele não poderia ser mais o Sasuke de sempre, estava apaixonado, e agora tinha uma leve esperança dela gosta dele também, pois como dizia o poético Meg de Bonde Da Stronda: Se tenho ciúmes? É porque eu gosto.

Ambos se renderam aquele beijo, era o primeiro, talvez o último para Sakura, mas não para o Uchiha. Ele levantou-se da cadeira, levando a Haruno para cima da mesa, agarrou a cintura da mesma com força e se concentrou em preencher aquela boca. Boca aquela que estava o deixando louco. Sasuke já tinha beijado Yuno, e aquele beijo chegava longe do que tinha sentido.

Sakura se sentia tão plena que nem hesitou em afastá-lo, foi ao contrário, o puxou mais contra si, os lábios de Sasuke eram algo fora do comum, nunca tinha experimentado tal coisa. Era doce e amargo, bom e ruim ao mesmo tempo. A sensação de estar nas nuvens, foi sentida em seu corpo, o beijo dele era bom, muito bom.

Arrependeu-se no momento, por não ter beijado antes, e se irritou por Yuno já ter tocando antes dela, mas não quis saber. Agarrou os cabelos do Uchiha ainda mais os bagunçando e trazendo para si, nunca tinha beijado daquele jeito, nunca fora beijada daquela forma... com amor, carinho, paixão, ternura... E muito mais amor?

Mas, para o azar dos dois, o ar lhes faltou, e lá estava ele, se afastando, Sakura se desesperou, o puxou mais uma vez para um selinho demorado, e o deixou ir... Sasuke estava pasmo, ele tinha beijado pela primeira vez, quer dizer, o primeiro beijo de verdade, e tinha sido com quem ele mais desejava.

Ela ainda estava em seus braços, suas testas estavam grudadas, e ele não queria sair daquele contato que tanto sonhou. Sakura ao deixar os lábios de Sasuke se sentiu tão abandonada que seu coração doeu, ele tinha se afastado dela novamente, e isso mexia com sua estrutura sensível. Com um piscar de olhos, Sakura voltou a sua realidade.

Ela visualizou o cômodo, lembrou-se de estar na biblioteca, e de ter beijado Sasuke, ela fechou os olhos, aquilo não poderia ter acontecido, suspirou pesadamente e foi envolvida pelo aroma que Sasuke transmitia. Fechou os olhos para se render a aquela fragrância dele, delicioso, completamente delicioso. Ainda assim ela não poderia fazer aquilo.

Não agora que Sasori a tinha chamando para sair, não agora que ele parecia ter voltado a ser o Sasori de antes, não poderia nem agora, nem nunca, pois ela amava seu namorado, e não o trocaria, por nenhum outro.

Bem lentamente, Sakura empurrou Sasuke, ele sabia que àquela hora chegaria cedo ou mais tarde, mas ele preferia que tivesse sido tarde. Não queria largar aquele corpo pequeno, pois queria aquecê-lo com seu, cuidar dele como se fosse à coisa mais valiosa do mundo, o que no caso, era mesmo.

— Isso não podia ter acontecido. — Ela sussurrou, Sasuke se afastou sentando-se novamente na cadeira, e suspirou desviando olhar, ele não conseguiria olhar para ela sem poder fazer alguma coisa, não depois daquele beijo.

— Hm — Murmurou sem olhá-la. Sakura torceu os lábios, porque ele não a olhava? Queria pelo menos ver novamente o brilho no olhar dele, o que sabia que agora deveria estar igual a uma estrela no céu.

— Você só vai dizer “Hm”? — Perguntou ansiosa, queria que Sasuke falasse com ela para ele poder olhá-la, para ela ver seus olhos, seu rosto, seus lábios.

— E você quer que eu diga o que? — Sasuke se levantou assim que terminou a frase, ainda sem olhá-la pegou sua bolsa e foi em direção à porta, ele queria se afastar dela antes que fizesse alguma bobagem, queria agarrá-la agora mais do que nunca. O sabor dos lábios rosados e doces, tinham mexido com ele.

— Pelo menos que gostou. — Sussurrou quando ouviu a porta bater, ele tinha ido embora, tinha se afastado, suspirou, qual era o garoto que ficaria depois de um beijo daqueles, e logo em seguida a frase de que nunca aquele ato deveria ter acontecido?

Ela passou as mãos pelos cabelos. Que idiota que ela era. Mas por outro lado, estava aliviada, agora que ela tinha se reconciliado com Sasori não queria brigas, e beijar outro homem com certeza traria briga para seu namoro. E ela não queria isso. Olhou para todos os lados daquele cômodo, estava sozinha, mais uma vez. Suspiro lembrando-se do beijo agora pouco, tinha sido o melhor da sua vida. Tocou em seus lábios rapidamente. Sasuke deixou uma marca em tanto, no seu coração.

.

.

Sasuke saiu da sala de cabeça baixa, caminhou sem parar nem por um momento até o banheiro e se trancou em um, sentou no sanitário fechado, e passou as mãos pelo rosto para enxugar o rosto. Chorar! Sasuke nunca pensou que depois de dá o beijo que ele tanto queria dá em Sakura ele sentiria vontade de chorar.

Ele estava feliz, claro, tinha beijando aquela menina que ele amava há muito tempo, sempre sonhou com aquele momento, sonhou em tocá-la no rosto, dizer o quanto era ela linda, olhar em seus olhos verdes e, dizer o quanto gostava dela, dizer o quanto a queria, falar o quanto esperou por aquele momento, ia tomá-la em seus braços, e bem lentamente encostou seus lábios nos dela, ia se preocupar em transmitir tudo o que estava sentindo naquele contato, ia mostrar o quanto amava aquela menina somente quando a beijasse, e assim que ele o beijo acabasse, ele olharia para aquela garota linda em seus braços, a veria sorrir, e ele finalmente diria que a amava. E por fim, passariam a noite juntos, em qualquer lugar, abraçados, juntos, sentindo a presença um do outro, somente os dois.

E infelizmente não fora bem assim.

Aquela simples frase, quase estraçalhou o coração do Uchiha. Porque não deveria ter acontecido? Seu sonho tinha se realizado, é claro que tinha que ter acontecido, e o pior “Isso” Isso? Como assim “Isso”? Aquilo não sido uma coisa normal para Sasuke, tinha sido seu primeiro beijo, não devia ser levado como “Isso”, pois aquele ato, não fora apenas um ato qualquer.

Sasuke limpou mais uma lágrima, e se sentiu um lixo, que homem chora? Se Itachi o visse naquele momento, iria bater nele, dizer; homem que é homem não chorar, muito menos um Uchiha. E lá estava ele, dentro de um cubículo, sentado, e chorando, por uma mulher que nem o amar, o amava.

— Que idiota que eu sou! — Sussurrou antes de cobrir o rosto voltando a chorar.

.

.

Naquele dia, Sakura voltou à biblioteca para sua aula, mas sabia que depois daquele beijo, ele não estaria lá. Quando chegou a mesma, viu Yuno ela, sim estava sentada na mesa em que Sasuke dividia com consigo. Sakura se sentiu raivosa novamente, porque ela não gostava de Yuno?

Bom, ela sabia por quê.

Aproximou-se da mesa a passos rápidos, assim que chegou sentou na cadeira que já estava acostumada, Yuno levantou sua vista para ela, e logo em seguida ajeitou os óculos, Sakura a olhava com raiva, ambas fizeram careta.

— O que você está fazendo aqui? — Yuno perguntou levemente amigável.

— Vim para minha aula com Sasuke. — Respondeu em mesmo tom.

— Ele não está aqui, e nem virá. Então. Se você puder sair, seria melhor.

— Como assim ele não virá, ele tem um... Compromisso comigo, ele não pode falta. Porque ele faltaria?

— Responde isso você mesma sua cretina. — Respondeu raivosa e levantou-se apoiando os braços da mesa, Sakura fez a mesma coisa. — Como você pode em? Você o beija, e depois o magoa. Que tipo de mulher é você?

— Cala essa boca. E como você sabe disso? — Sakura logo ficou irritada e pensativa, mas quando Yuno o defendeu ela perdeu a razão.

— Eu vi. Você o beijou. Você é uma cretina traidora, tinha acabado de se esfregar com o seu namoradinho, e dito que o amava, e logo após vem beijar o garoto que eu amo. — Soltou quase chorando. — Você não é mulher para ele, você é uma traidora infiel, você não devia ter beijado o Sasuke, você o magoou, você é má, muito má. — Yuno terminou chorando.

Sabia que não devia ter espionado quando eles saíram mais sua curiosidade foi maior. Mas dor mesmo ela sentiu quando viu Sasuke saiu chorando daquela sala, ela nunca sonhou em ver Sasuke chorando, e aquela cena, a fez chorar também, pois seu amado estava magoado, não podia admitir tamanha crueldade com o coração do garoto. Não devia também agredir as pessoas com palavras, mas por amor, a gente faz tudo, e naquele momento, ela estava fora da razão.

— Não foi minha intenção beijá-lo. – Sakura murmurou tirando-a de seus pensamentos — Eu não queria.

— Não queria? — Yuno sorriu em deboche. — Você quase se jogou nos braços dele, até eu sentir que aquele beijo foi mais do que somente um beijo, E NEM ERA EU QUE ESTAVA BEIJANDO. — Gritou chamando atenção de todos. — VOCÊ É A PIOR MENINA DESSE MUNDO. — Yuno ajeitou suas coisas chorando rios. — Nem sei por que ele te ama tanto. — Sussurrou somente para si, mas Sakura escutou alguma coisa, o que lhe deixou ainda mais abalada.

Yuno terminou de ajeitar suas coisas e deixou a Haruno sozinha, a mesma sentou na cadeira novamente, tentando absorver tudo o que tinha escutado de mau gosto, não queria ter magoado o Uchiha, e nem sabia que ele se magoaria tanto. Mas devia já ter percebido, pois nem na sala de aula estava.

— Sakura Haruno! — A Haruno virou na cadeira dando de cara com a pior pessoa do mundo.

— Matsuri Saturo — Sakura levantou-se ficando cara a cara com ela, sua arque inimiga/original estava diante de si, precisa bota a máscara da superioridade.

— Como vai? Achei que a biblioteca fosse o último lugar do mundo em que veria você. — Debochou com um livro na mão. — O que faz aqui sozinha, pois estudando eu sei que não está.

— Você não sabe de nada, é claro que estou aqui para estudar, pois pretendo derrotar você na competição deste ano, assim como nos anteriores.

— Você? Estudando? Derrotar-me? — A morena sorriu passando pela rosada, parou ao seu lado, sussurrando em seu ouvido. — Você nunca me derrotaria com as notas baixas que você tira. Você tem sorte de ser bonita, pois melhor será para você nas esquinas.

— Me respeita sua égua. — Sakura virou-se para ela — Eu não sou nenhuma prostituta, você que devia se preocupar com as esquinas, pois é numa que você vai estar quando eu passar com minha coroa de rainha da escola. — Sakura pegou sua bolsa, vendo a estrutura da menina ceder. — Espero que meu brilho não te deixe cega, pois ainda quero que você me visualize na primeira fila, eu receber a coroa.

Sorriu de canto virando as costas, com o sorriso vitorioso nos lábios. Quando saiu da biblioteca, voltou a sua expressão de pensativa, precisava fazer alguma coisa em relação aos estudos, ela precisava de... Sasuke. De um jeito ou de outro.

Passou pelos corredores quase correndo, ela precisava encontrar o Uchiha, foi ao corredor que já estava se acostumada a vê-lo. Ele não estava lá. Já tinha vindo da biblioteca, e lá ele não estava. Logo a sua frente surgiu um menino, de cabelos meio azulados, que ela já tinha avistado com Sasuke, poderia ser amigo dele, ou não.

— Ei — A Haruno se aproximou com cautela e, o garoto olhou atrás de si, e depois apontou para si próprio. — Claro que é você idiota. — Foi grossa — Você viu o Sasuke? — Foi curta. Ele balançou a cabeça negando.

— Acho que ele já fora para casa. Vi ele na diretoria, não parecia bem.

Respondeu e deu as costas a menina. As palavras de Yuno cravaram em sua mente, ele estava magoado. Magoado demais, ela suspirou e foi até o menino novamente, tinha que ver Sasuke nem que fosse por um momento. Seu peito pedia por isso.

— Você sabe onde posso encontrá-lo?

— Bom, eu não tenho o número do celular dele, mas sei seu endereço.

Sakura o olhou, incrédula. Incapaz de ir a sua casa, porque ela iria atrás dele na sua casa? Seria demais aquilo, inspirou, e o viu pegar um papel, escreveu o tal endereço no mesmo, e entregou à rosada, e sem falar uma palavra deixou a Haruno sozinha novamente.

E lá estava ela, com o endereço dele não mão, a súbita vontade de ir atrás dele gritava em sua mente, mas a outra dizia para ficar ali, pois seu namorado que tanto amava lhe esperava no gramado, já a tinha convidado para assistir seu treino, e não podia se negar a ruivo.

Mas a hipótese de ter Sasuke magoado por causa dela, doía no peito. Ela se escorou na parede, sentindo suas pernas bambas, lembrar-se daquele beijo, mexia com seu corpo, cada segundo que passou beijando Sasuke, fazia sua mente para de pensar. Sakura fechou os olhos respirando mais pesadamente, o gosto dos lábios dele ainda era sentindo na boca dela, de certo modo, aquele beijo tinha sido o mais marcante da sua vida.

Quando abriu os olhos, deu de cara com um cartaz, neste dizia o dia da competição para a rainha do colégio, Sakura não podia perder, e para isso, ela não poderia deixar que suas notas fossem menos importantes que assistir um jogo de Sasori.

Com essa desculpa, ela segurou o papel que tinha nas mãos, com força, sim ela iria atrás de Sasuke, nem que fosse a casa dele, pois tinha que ESTUDAR e PRECISAVA dele para isso.

.

.

— Será que ela vai atrás dele? — A primeira perguntou.

— Mas é claro, depois daquele beijo, eu nem tinha o deixado sair da sala.

— Que isso, você tem namorado, se comporta.

— Você também — Ambas sorriram. — Eles se combinam sabia, espero que ela vá mesmo, essa tola.

— Vamos, ela já está saindo.

— Seguir a Haruno por acaso virou nossa rotina? — Perguntou começando a caminhar.

— Não, mas parece ser interessante, vamos logo, piranha.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...