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História O Nerd da Escola I - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Quatro


Fanfic / Fanfiction O Nerd da Escola I - Capítulo 4 - Quatro

Sasuke chegou em casa tão triste, que parecia com o personagem do mangá, que havia perdido toda sua família em um massacre por um dos integrantes da mesma, estava destruído. Nunca pensou que se sentiria tão mal por beijar a pessoa que gostava.

Quando bateu a porta de casa, viu ouviu algo de vidro se chocando com o chão na cozinha, nem precisava dizer que era Itachi quem estava em casa, pois esse apareceu com uma vassoura na mão, segundos depois.

— Sasuke? — Jogou a vassoura para trás como se fosse nada. — Pensei que fosse um ladrão quer me matar? — Ele perguntou. O Uchiha mais novo, não disse nada, não expressou nada, apenas tirou a mochila das costas e seguiu seu caminho. — Ei Sasuke!

Itachi chamou, mas foi em vão, ele estava subindo as escadas, nem se importando com o irmão mais velho. Itachi franziu toda a cara, pensativo. Como assim Sasuke estava triste? Sabia que ele era calado, calado demais, gostava de expressar seus sentimentos nos papéis e era bom nisso. Mas triste daquela forma, Sasuke nunca ficou. Logo seus pensamentos foram para certo rosto que estava desenhado no caderno que outrora estava em sua mão, sim, a menina do caderno, para Sasuke está daquela forma, só poderia significar que aquele rostinho lindo tinha feito algo.

E como um bom, irmão mais velho, lá estava ele, subindo as escadas, não podia deixar o irmão daquele jeito. Itachi era um cara que gostava de zoar a quem era merecido, mas tinha momentos em que isso não se encaixava, então, Itachi o cara sério, entrava em ação. Quando bateu duas vezes na porta do irmão, ele não atendeu, resolveu abri-la. Talvez tivesse evitado certo desgosto ficando de porta fechada, pois ver Sasuke deitado na cama de barriga para cima cabelos na cara, e o rosto molhado, era um desgosto para si, e uma falta de orgulho do Uchiha Sasuke.

— Que isso moleque? Você está chorando? — Perguntou incrédulo, botando a mão no peito.

— Itachi, hoje não, por favor. — Sussurrou virando a cara.

— Itachi, hoje não, por favor. — Imitou o irmão. — Que isso cara, você é homem. — Itachi o viu somente fazer uma careta e virar todo o corpo abraçando um travesseiro. — Jesus.

Itachi suspirou, tinha que achar um jeito de animar o irmão, não queria vê-lo daquele jeito. Então ele também precisava de ajuda. Anos atrás, Itachi sabia exatamente como animar o caçula, mas agora os tempos eram outros.

Pegando o celular, ele digitou uma mensagem tão rápida que se não fosse tão confiante em si mesmo, diria que tinha errado uma palavra: “cara, preciso de ajuda, meu irmão está parecendo gay, o que eu faço? ”.

A resposta veio que nem o raio: “não faça nada, ele está seguindo seus passos”. Itachi pigarreou, respirou fundo e tornou a escrever: “estou falando sério, acho que o problema é mulher, Sasuke está totalmente, completamente, e veadamente desanimado”.

Ele olhou o irmão que fungou, não, aquele não era um Uchiha tinha certeza. O celular apitou, uma nova mensagem chegou: “Itachi, você é que sabe das palavras bonitas para animar uma pessoa, você é o cara. E se problema for mulher, é só ligar para as amigas, não acredito que vocês estão sem pepeca? ”.

Itachi suspirou, que ridículo que ele era, que tipo de irmão pede ajuda ao delinquente que nem Kisame? Ele suspirou respondendo a mensagem: “você tem razão, eu sou o cara, vou anima meu irmãozinho tolo, e depois comer sushi”. Ele sorriu e o celular tornou a vibrar: “maldito, coma algo que não seja do mar”.

Itachi jogou o celular em algum canto, ajeitou os cabelos, e nossa como estavam macios, opa! Relaxa, concentração. Foco no Uchiha chorão. Ele se aproximou do irmão e sentou na cama, Sasuke estava deitado de costas para ele, e nem demorou muito Itachi ouvir outra fungada.

— Sasuke quer conversar? — Perguntou. Demorou alguns minutos, e então ouviu o moreno falar.

— Eu a beijei. — Itachi levantou-se da cama pulando sem fazer um ruído. — Mas aí ela disse que aquele beijo nunca deveria ter acontecido. — Itachi parou de pular e entendeu o irmão. — Se referido ao meu primeiro beijo como “Isso” “aquilo” como se tivesse sido uma coisa qualquer.

— SEU PRIMEIRO BEIJO? — Itachi gritou espantado o caçula que sentou na cama. — Nascemos do mesmo útero?

— Não estou com palhaçada Itachi. — Sasuke levantou da cama. — Eu precisava vim para casa antes que eu cometesse uma besteira. Para falar verdade, acho que... fui idiota demais em pelo menos cogitar que ela gostava de mim. Quem iria gosta do Nerd Da Escola, o invisível, o quase ninguém. — Ele sorriu sarcástico. — O homem que só existir em livros de romance, o menino que parece Gay, fala sério.

Itachi ouvia calado, tentava entender o irmão mais novo, – o que estava a ser difícil – mas não era impossível. Bom, pelo o que tinha entendido, ele a tinha beijado, e foi rejeitado, por isso estava depressivo. Mas para isso, Itachi tinha uma grande música, olhou para os lados, vendo o seu violão no quarto do irmão.

Tinha dado aquele instrumento a Sasuke, era um presente importante, para uma pessoa importante, pois com aquele violão que Itachi decidiu que se tornaria um cantor. Ele aproximou do objeto, o tirando de seu canto. Voltou-se para Sasuke que estava sentado em sua cama, suspirou.

— Quando seu olhar encontra o meu, eu perco o fôlego.

Fico sem ar, ao ver o brilho do seu olhar.

Sua boca se abre e você sorri.

Eu fico sem chão, pois você é dona do meu coração.

Basta um sorriso seu, o olhar no meu.

Para eu ter mais uma vez, a única certeza que tenho.

Minha Vida Não Seria Tão Perfeita Se Você Não Existisse

Pois quando te vejo, és a única que eu desejo.

Seu sorriso, seu olhar, seu corpo, você!

Encher-me e me preencher com amor.

Amor esse que guardo para te.

Somente para te.

Quando seu olhar encontrar o meu, eu tenho a certeza dos meus sentimentos.

Tenho a certeza que a única pessoa capaz de me magoar seria você.

Tenho a certeza que é, a única pessoa que sou capaz de amar.

Tenho a certeza, que você é a única que pode me amar.

Tenho as certezas, da minha vida, e todas se referem a você!

 

— Cala a boca. — Murmurou Sasuke, Itachi sorriu.

— Eu não terminei... — Ia iniciar novamente, mas Sasuke o interrompeu.

— Já é o suficiente. — Sasuke se virou para ele. — Quer fazer mais músicas como essa? — Itachi ficou sério. Sasuke levantou, e aquele maldito caderno foi lançando na direção do Uchiha mais velho, Itachi o pegou e encarou o irmão sem entender. — Fica para você!

.

.

Dirigir para Sakura, nunca tinha sido tão difícil como naquele momento, suas mãos estavam trêmulas, pernas bambas, a visão embaçada – sim, ela estava chorando. – Só que ela não sabia se estava chorando, por ter deixando Sasori e sua espera, ou se chorava por estar indo se desculpa com um garoto que ela não tinha sentimentos.

Sasuke era um ninguém para ela até algumas semanas atrás, ele entrou em sua vida não tinha uma semana completa, e já tinha a deixando inteiramente, confusa. Com situações e conclusões pendentes em sua mente.

Primeiro: Sasuke quando topou ensiná-la era tímido, ele corava toda vez que a via – isso não tinha mudado, – mas o problema grande não era esse, é que agora, mesmo ele corado, ainda encarava aqueles olhos verdes, e isso mexia com a Haruno, pois depois daquela noite, em que se colocou nos braços dele, e pode ver de perto os olhos dele brilhar, algo em seu subconsciente tinha mudado.

Sim, tinha mudado, naquela noite, Sakura estava sendo ignorada por todo, mas aceitou, e quando foi ignorada por ele, ela pirou. Claro, Sasuke dava sua atenção toda para ela nas tardes em que passaram juntos e, de repente, ele estava virando as costas e indo embora, naquele momento que ela precisava de sua atenção.  Ela não deixou claro isso?

E quando se viu próxima dele, daquele jeito, sua cabeça entrou em parafuso, Sasuke tinha uma beleza que ela não achou nem em Sasori, nem em Christian Grey, nem em Gideon Cross, muito menos em Gabriel Emerson, diferente de Bennet Ryan, Rush Finlay. Era uma beleza que somente Uchiha Sasuke tinha. E era a mais bela na opinião dela.

O brilho do olhar dele mexeu com o coração da Haruno, sua pele branca o deixava lindo, os lábios dele entreabertos foi uma tortura não o tocar, mas o ponto principal naquele precioso momento, foram os olhos dele, sim os olhos, novamente o brilho nos olhos é mencionado, pois foram eles que fez Sakura pensar duas vezes, antes entrar no condomínio em que ele morava.

Segundo: Sasuke era um homem sensível, ela admitia de fato, era gentil, muito cavalheiro, e lhe ajudou quando precisava lhe confortando com um abraço quente; ela se acalmou com ele, quando viu Sasori aquele dia com aquela menina no corredor ela se mordeu toda, Sasori era, e sempre foi seu amor, e naquele momento ele estava sendo de outra.

Não queria briga, pois temia perdê-lo, preferia aguentar calada, a ter que perde aquele que ela amava. Sakura estreitou os olhos. Levemente as frases de suas amigas no passado, se fizerem presentes:

— Sasori não te ama Sakura.

— Ele só está contigo, porque você é mais bonita, a mais popular, claro que para o melhor jogador de futebol americano, ninguém espera mais que uma namorada a seu nível. E você é perfeita para isso.

— Sakura, enquanto você está aqui com a gente, seu namorado deve estar entrando em mil e outras meninas.

— Se Sasori amasse você de verdade, ele não te trairia.

— Aposto que, assim que vocês dormirem juntos, ele termina com você.

Naquele tempo, Sakura riu e as chamou de invejosas. Só que agora tudo fazia sentido. Sasori estava a traindo há muito tempo, só ela não percebia, e quando viu, constatou, concluiu, teve certeza, ela não poderia correr para as amigas e se humilhar dizendo que elas estavam certas, que Sakura era a idiota. Não, isso não. Seu orgulho era tão grande, e poderia dizer qualquer coisa, mas não contaria a verdade, ela sofreria sozinha, mas não falaria nada.

E quando entrou naquela sala abalada, triste, traída, se sentindo um ninguém, com aquela máscara de superioridade, e logo sentiu os braços de Sasuke ao seu redor, dizendo que ficaria tudo bem, ela não se aguentou e, chorou, naquele momento, ela não se sentiu sozinha, sentiu como se pudesse contar com Sasuke pelo resto de sua vida.

Sentiu como se, qualquer pedra que estivesse no caminho, Sasuke estaria lá para chutá-la, ou ajudá-la a passar por cima e seguir sua vida. Ela se sentiu segura, e disposta a encarar Deus e o Mundo em que vivia. Porém, aquele abraço durou pouco, mas as sensações ainda eram vividas.

Terceiro: Sakura não sabia por que, mas ter Sasuke longe si era uma coisa desumana, animalesca, e totalmente fora de cogitação. Pois vê-lo se afastar depois de um abraço que precisava, foi torturante, mas ninguém precisava saber, e ela mesma não admitia nem se sua vida dependesse daquele feito.

O abraço tinha sido tão reconfortante que quando acabou ela se sentiu vazia, abandonada, sozinha. Nunca tinha sentido aquilo antes, era uma sensação tão boa, que fazia o coração da Haruno bater rápido, quase querendo sair de seu peito, mas não admitiria nem se sua vida dependesse daquele feito.

Quando colidiu com o Uchiha e, ele a teve em seus braços, foi algo que ela apreciou e, ter Sasuke se afastando lentamente, foi algo que ela detestou, mas não admitia isso, nem se sua vida dependesse daquele feito, pois ela era Haruno Sakura, a garota perfeita, que não precisava nem de mais, e nem de menos, e muito menos de alguém.

Mas o pior de todos aqueles afastamentos vagarosos foi quando ela viu, – e odiou – ele se afastado dela por outra pessoa, por Yuno. Yuno, sim o ciúme chegou, Yuno era sua nova inimiga, pois vê-la perto dele era algo que a mataria.

Quando olhava para Yuno, lembrava-se de uma cena não muito distante; dela o beijando. Ela beijou o Uchiha, naquele momento mesmo Sakura dizia que ele não era bonito e, que não fazia seu tipo. Hoje, se visse a mesma cena, talvez a impedisse de alguma forma, mas também, não admitia isso, nem se, sua, vida, dependesse, disso.

Beijo era beijo, e ter Sasuke a centímetros dela, beijando outra garota, foi difícil, pois ela sentia que a qualquer momento, as mãos dela chegariam ao pescoço de Yuno, mas não fez nada, felizmente ela não queria papo com Yuno e sim com Sasuke, o seguiu porque ele já estava se afastado dela, e isso ela não queria.

Sasuke sorrindo, era outro nível. Tê-lo admitindo que sairia com outra como um casal de namorados, foi demais para Sakura. Ela agiu sem ter consciência de seu ato. Não gostou de saber e, iria matá-lo. Nunca tinha batido em alguém, mas para tudo tem sua primeira vez.

E nessas primeiras vezes, era sua vez de ter o primeiro beijo com Sasuke, e que beijo, o beijo não foi como qualquer outro que já dera em Sasori, foi tão verdadeiro que ela sentiu o gosto do que ele tentava mostrar em cada toque de sua língua na dela, e talvez retribuísse de certo modo, mas... não admitia isso nem se sua vida dependesse da verdade a ser dita.

Depois daquele beijo marcante, magnífico, mágico e etc. tudo que Sakura queria, era poder ter olhado nos olhos dele, ela ansiava por isso, clamava, pedia, implorava, mas não pode, ele não a olhou, estava triste, e devia ter percebido na mesma hora que ele ficou magoado com suas palavras. E quando ela ouviu a porta bater, e teve a certeza de que ele tinha saido, seu coração chorou, sangrou, gritou, esperneou. E tudo que teve vontade era de ter ido atrás dele, porque ele tinha se afastado, novamente. Mas não admitia isso... nem a pau.

O que ela admitia naquele momento, era que o beijo não deveria ter acontecido, pois naquela manhã, Sasori tinha voltado a ser seu Sasori de antes, e iriam ter um encontro, sozinhos. Tudo que ela pedia a Deus, tinha se realizado há poucos minutos.

Então? Porque ela estava tão triste?

Sakura segurou novamente o volante a sua frente, não fazia sentido algum ela ir atrás dele em sua casa, para somente uma aula, quer dizer. Claro que faria, Sakura precisa estudar, ela precisava das notas que conseguira com os estudos, iria vencer aquela megera que teimava em querer ser mais popular que Sakura, a rosada não admitiria, ela precisava ir.

Só que... se ele não olhou naquela hora, ele a olharia agora? E como seria esse olhar? Teria o mesmo brilho que ela queria ver?

— Droga — Murmurou sozinha, já estava em frente à casa dele, bastaria abrir a porta do carro e tocar a campainha, mas e depois, o que ela falaria?

“Oi, você não estava na aula hoje, então eu vim aqui atrás de você”?

“Oi, eu preciso da sua ajuda”?

“Sasuke me desculpe, mas eu necessito que você me ajude a estudar”?

“Sasuke, por favor, não se afaste de mim”?

Opa! Vamos parar por aí.

.

.

— Que porcaria você está dizendo? — Itachi jogou o violão em cima da cama, e botou as mãos na cintura.

— Eu sei que você não é surdo, eu desisto dessa merda toda, estou cansado. — Reclamou, Itachi se aproximou do mesmo, chegou bem próximo, parou a sua frente, o olhando sério.

— Não seja tolo. — Itachi nunca foi a favor da violência, a menos que serviria para acordar alguém. Não colocou muita força na tapa que deu no rosto do Uchiha menor, mas sabia que tinha doído bastante. — Não seja covarde Sasuke, você, que tipo de homem você é?

— Do tipo covarde, sensível, que não existe nesse mundo, e eu sou gay. — Itachi pôs a mão no coração.

— Ai meu Jesus Cristo. Tudo menos um irmão gay.

— Idiota. — Sasuke suspirou e o olhou. — É isso que ela acha que eu sou. Não que eu seja mesmo.

— Babaca. — Itachi gritou antes de acertar seu rosto mais uma vez. — Você é um Uchiha.

Sasuke estava pasmo, Itachi tinha lhe batido, depois agradeceria por isso, porque naquele momento seus pensamentos pareceram volta. Itachi tinha razão, não podia ser tão covarde, mesmo estando magoado, ele não poderia desistir.

— Sasuke. A vida é cheia de altos e baixos sabia? Você hoje pode estar triste, mas amanhã você pode está radiante, eu não vou dizer que você vai encontrar outra garota pelo caminho depois, porque e sei que você gosta dessa — Ele ergueu aquele caderno e jogou em cima de Sasuke. — Eu já li esse caderno inteiro, confesso que a frase dentro desse maldito que me fez refletir em mil coisas. — Sasuke o olhou furioso. — Porque você não pega essa porcaria e dá para ela, ao invés de dá-lo para mim? Qual é?

— Itachi.

— Nem comece a falar, ou eu vou te bater de novo, você quer conquistá-la? Quer que ela ame você? Se você deu um beijo nela, e ela não te impediu, é porque essa vaca queria te beijar também.

—Itachi? — Reclamou.

— Que é? Acha que eu vou tratar bem uma menina que fez meu irmão de 16 anos abraça o travesseiro chorando que nem uma garotinha que foi rejeitada? Faça o favor, eu não gosto dela, e nunca vou gostar, nem se ela chegasse aqui, e dissesse que precisa da sua ajuda, nem se você casar com ela e ela ficar grávida. Não gosto e pronto.

— Ainda bem, pois quem tem que gosta dela sou eu. — Reclamou. Ambos se olharam e depois sorriram. — Você tem razão desistir por quê?

— Bom. — Itachi virou as costas cruzando os braços. — Já que você ama mesma essa destruidora de corações, eu vou te ajudar a conquistá-la.

— Sério? — Sasuke avançou no irmão que o parou com o dedo depois de se virar para ele.

— Mas, tudo que eu dizer para você fazer, você vai fazer, e também vestir e falar, você vai parar de usar essas roupas de gay. — Itachi encarou o irmão sério. — E também esses óculos, você não é cego que eu sei. — Disse tirando os óculos do rosto do irmão.

— Qual é? Dá-me isso?

— O que eu acabei de falar Sasuke? Sem me questionar ok?

— Ok, eu vou te obedecer.

Assim que apertaram as mãos, ouviram a campainha ser tocada, eles ficaram se olhando, nenhum queria atender a porta, mas para o azar de Sasuke, Itachi era quem estava no comando.

— Vai atender a porta.

— Maldito.

— Sem me questionar. — Sasuke começou a andar para fora do quarto e Itachi foi atrás. — Maninho, anda direito, você parece uma menina andando.

— Eu ando assim.

— Rapaz, homem nenhum anda de perna colada, pode abrir mais. — Reclamava atrás do irmão.

— Pelo amor de Deus Itachi, que isso? — Sasuke reclamou ainda mais descendo as escadas.

— E engrossa essa voz, não tô dizendo mesmo, meu irmão não vai ter voz de veado, eu tenho uma voz linda, e você também tem que ter.

— Ok.

— Mais groso.

— Itachi! — Gritou.

— Agora sim. — Sorriu orgulho, apesar de esta zoando o irmão mais do que devia.

Sasuke estava começando a ficar irritando, e não tinha nem cinco minutos que aceitou fazer aquilo, mas por outro lado ele estava feliz, iria conquistar sua rosada, com ajuda do irritante, mas talvez valesse a pena, se fosse para ter Sakura em seus braços, sendo sua, ele enfrentaria tudo.

Seus pensamentos ficaram totalmente em brancos quando abriu a porta a contragosto.

Sasuke esperaria o papai noel, coelhinho da páscoa, a fada do dente, a Barbie, o Ken, a Cinderela, a branca de neve, Bela com a Fera, Jasmins e o Aladim, a Ariel com um rio passando em frente à sua casa, Rapunzel, Peppa, Bas laitir, Bob Esponja, Minions, Kick Buttowski, Hulk, Thor, Capitão América, Homem de Ferro, a Viúva Negra e o Arqueiro, Homem Formiga, o Super Choque, Flash, Batman, Super-Homem, Homem Aranha, Ben Dez, João e Maria, Elsa e Ana, Pica-Pau, Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão, Moranguinho, Chico Bento, Padrinhos Mágicos, T.O.P, o Taeyang, G-Dragon, Home Made Kazoku, Medusa, Charlie Charlien, Aslan, Goku, Vegeta, Ichigo, Natsu, Gray, Erza, Adão e Eva, Gideon e Eva, Christian e Anastácia, Romeu e Julieta, Shrek e Fiona, Scorpian, Sub Zero, Michael Jackson, Pernalonga, Frajola, Tom e Jerry, As Tartarugas Ninja, Gambou, Patolino, Paul Walker, Wolverine, Tempestade, Vampira, Edward e Bella, Jacob e Renesmee, Lanterna Verde, Mulher Maravilha, O Quarteto Fantástico, Os Incríveis, Malévola, Brad Pitt e Angelina Jolie, Megan Fox, Jack Sparrow, Jamie Dornan e Dakota Johnson, Henry Cavill, Vin Diesel, Dwayne Johnson, Jason Statham, Wil Smith, Lady Gaga, Sylvester Stallone,  Van Damme, Endy, Mulsy, Freddy Krueger, Annabelle, Jason, Harry Potter...

...Menos Sakura Haruno!

Sasuke quase não esperava ninguém, mas ter Sakura parada ali diante de si foi uma surpresa, tanto para ele, quanto para o homem que parou atrás de dele. Itachi visualizou aquela menina, olhou para o irmão que nem uma estátua e depois para ela novamente.

Itachi até imaginou que aquela garota poderia ser a menina que Sasuke gostava, porque ela era bonita, e seus traços eram idênticos ao que estava na capa daquele caderno, onde Itachi inflama chamando de diário do Sasuke. Porém se fosse mesmo a menina que Sasuke gostava, ele tinha exagero muito, nunca em sua vida ele faria aquela rosada se apaixonar por ele, do jeito que ele é no momento.

— Sasuke, você vai volta para os braços da Tatiana? Ou vai ficar aí olhando essa doida de cabelo-cor-rosa.

— Tatiana? — Perguntou Sakura e Sasuke ao mesmo tempo, Sakura se recompôs e Sasuke olhou feio para irmão, que porcaria ele estava fazendo?

— Sasuke eu... — Os irmãos olharam para a menina parada em frente da sua posta, Sakura mordeu os lábios e depois encarou Itachi. OPA! — Meu Deus.

A menina arregalou os olhos e deu um passo para trás, com as mãos no coração, ela arfou quase perdendo o ar. Itachi sorriu de canto, uma Fã, vejam só? Sasuke revirou os olhos e encarou Itachi como se fosse matá-lo. O moreno mais velho não perdeu o charme, balançou os cabelos... deu um sorriso... Afinal, Sakura é linda...

— Itachi — Sasuke deu um passo para trás e sussurrou no ouvido do irmão — É ela...

Itachi quase se engasgou não que ele gostasse dela, mas ele não gostava mesmo. Itachi era uma pessoa maravilhosa, era um cantor que amava seus fãs, dava autógrafos, tirava fotos, transava com algumas, dormia em barracas com outras, mas quando uma fazia sua família sofrer, mais especificamente seu irmãozinho amado, chegar chorando em casa e deitar abraçando um travesseiro como uma menina, era demais para seu coração. Ele cruzou os braços e virou o rosto.

— Tatiana está te chamando, estou ouvindo daqui. — Resmungou, e viu a Haruno sorrir. — Não dou autógrafos, estou de férias!

Ele fechou a porta deixando a Haruno sozinha, Sasuke quase bateu nele mais respirou profundamente, respirou umas vezes para tentar não gritar com o irmão. Itachi queria tanto ajudá-lo, e tinha certeza que batendo a porta na cara dela não ajudaria.

— Você ficou doido Itachi? É a Sakura seu vadio, ela é a garota que eu amo, não a trata assim. — Itachi levantou uma sobrancelha. — E para com essa de Tatiana. — Disse indo em direção à maçaneta.

— Onde você pensar que vai? — Perguntou pensativo, alguma coisa naquela menina, lhe era familiar.

— Falar com ela, O que você acha?

— Fala com ela lá fora. — Sasuke o olhou, incrédulo. — Não quero que ela conheça a Tatiana. — Explicou como se fosse óbvio e virou as costas subindo as escadas. Alguma coisa naquela menina despertava ódio nele.

Sasuke suspirou quase querendo matar aquele babaca que estava rindo de sua cara – ele tinha certeza – Respirou fundo, e olhou-se, Sasuke estava com a maldita blusa que Itachi lhe dera pela manhã e sem o sobretudo. Logo o moreno se desespero pensou em trocar de camisa voando, mas demoraria muito. Então era essa mesma.

Abriu a porta e viu que Sakura estava sentada na calçada, ela olhou para trás e ao ver Sasuke levantou-se de súbito ficando a sua frente. O moreno fechou a porta e botou as mãos no bolso sem olhá-la, realmente Sasuke não queria vê-la, era doloroso.

Pois veria seus olhinhos meigos, e sua boca doce, que agora ele sabia exatamente o gosto, então preferia olhar para qualquer coisa, menos para ela. Já Sakura estava se mordendo toda, primeiro porque essa de Tatiana? Quem diabos era essa, e porque Sasuke iria voltar para os braços dela? E outra, porque ele não olhava?

— O que você está fazendo aqui? — O ouviu dizer, sem olhá-la, Sakura mordeu os lábios reprimindo um gemido de insatisfação. — Quer um autógrafo do Itachi?

— Não. — Respondeu rápido. — Na verdade eu só fiquei assustada porque ele poderia me reconhecer. — Ela ajeitou a bolsa no braço direito. — Fui eu que fundei o grupo: Todos contra a Akatsuki. — Sorriu orgulhosa.

Sasuke pela primeira vez depois daquele beijo levantou o rosto para olhar para ela. Levemente se lembrou de quantas vezes Itachi havia mencionado o nome desse grupo. Itachi odiava Sakura. Sakura odiava o Itachi. E Itachi o odiaria também se lembrasse dela, odiaria saber que Sasuke tinha se apaixonado pela menina que criou o grupo que ia contra sua banda, seus amigos, músicas, fãs sua vida toda.

— Eu devia ter notado... Uchiha Itachi... Uchiha... Sasuke. — Ele ainda a olhava incrédulo, aquilo só podia ser brincadeira. — Mas eu estou aqui por outra coisa.

Sasuke limpou a garganta e olhou em volta, queria conversar com Sakura sim, mas não na frente de sua casa, já era uma surpresa ela está ali, uma surpresa mesmo, depois de tudo que ela falou, depois de conhecer mais um pouco de Haruno Sakura, ele nunca sonharia que ela fosse atrás dele, e ali estava.

Mais uma vez, aquela pequena esperança se acendeu em seu peito, Sakura talvez gostasse dele, talvez o amasse, ou só gostasse um pouquinho, mas gostava. Lembrou-se de Itachi dizendo que se ela não quisesse beijá-lo, ela teria impedido o beijo, mas o que ela fez foi tudo ao contrário e, quando ele tentou se afastar ela o ainda puxou.

Então ela gostava, nem que fosse pouco.

— Vamos caminhar um pouco! — Ele disse, sem tirar as mãos no bolso, passou por ela, descendo os dois degraus ali em baixo, e antes de chegar à pista, ouviu Sakura dizer:

— Por quê? Não quer que eu entre e conheça a Tatiana? — Perguntou agora passando por ele, que parou de imediato, ela começou a caminhar lentamente pela calçada, enquanto murmurava algo que só ela escutava.

Sasuke deu um leve sorriso, não tinha certeza se ela gostava dele, não tinha certeza se ela estava ali para pedir desculpas, ou qualquer coisa, mas sabia que Sakura estava com ciúmes, disso ele tinha certeza.

Deu alguns passos chegando até ela, com as mãos ainda no bolso, ele olhou para seus pés, os tênis de Itachi ainda estavam ali, ele deu um leve sorriso seu irmão era incrível e ia matá-lo assim que descobrisse por qual mulher tinha se apaixonado.

— Então? — Ele olhou para o lado ouvindo Sakura sussurrar. — Eu vim até aqui, porque eu... Preciso da sua ajuda.

— Precisa? — Ele sorriu e recebeu um soco no braço. — Você não sabe pedir as coisas direito.

— Olha aqui, nós tínhamos um compromisso, você tinha que me ajudar a estudar porque eu tenho que passar na prova segunda-feira, e você não estava lá. — Se estressou e Sasuke parou de andar fazendo a menina também parar.

— E porque eu não estava lá? — Ela arregalou os olhos dando um passo para trás, o olhar dele estava sobre si, como ela queria, tinha o brilho nele, um brilho atordoante, Como ela queria, mas não era nada amigável... — Olha aqui você, eu não sei por que você veio, se eu não estava hoje, estaria amanhã. — Resmungou dando as costas, olhar para Sakura não estava o fazendo bem.

— Sasuke, droga! — Ela gritou. Ele parou. — Você sabe que dia é hoje? Só temos hoje e amanhã para eu estudar, eu não posso perder tempo. Eu tenho que fazer essa prova segunda-feira, eu preciso tirar nota boa, se não, não vou poder participar do concurso de beleza da escola.

Sasuke estreitou os olhos e depois se virou para ela, todo esse tempo Sakura só estava preocupada com esse maldito concurso? Para que ela precisava de mais uma coroa? Tinha ganhado todos os anos em que esteve na escola, porque mais uma?

— Concurso de beleza? — Sasuke virou-se completamente para ela. — Você está aqui, se humilhando e implorando por ajuda para estudar, para você passar numa maldita prova somente para ganhar um concurso de beleza, Sakura? — Ele ficou com raiva.

Sério? Uma mulher com a Sakura, devia se preocupar em estudar para ser uma pessoa muito melhor. Beleza, riqueza, isso não bastava para ela, e ele mesmo sabia disso, seu pai era um empresário influente no mundo, seu irmão um cantor famoso, ele era rico, mas isso não lhe dava o direito de ser popular, nem de pisar nas pessoas ao seu redor.

Em algum lugar na Sakura estava seu amor próprio ela não devia lutar tanto para provar para as outras pessoas que ela era bonita. Deveria se importar em fazer algo importante para o universo. Ser Miss Tóquio, não lhe valeria de nada na vida.

Beleza não era tudo!

— É, se você não sabe e..

— Sakura! — Ele abaixou a cabeça destruindo o contado visual. — Beleza não é tudo. — Sakura respirou fundo ficando mais reta que bailarina, na rua. — E parece que é só isso que você tem!

Sakura abriu a boca transformando-a em cosplay de O. Para onde tinha ido o Sasuke gentil, cavalheiro que ela veio pensando enquanto dirigia da escola até a casa dele? Aquelas palavras eram duras e pesadas para Sakura, ela não era burra, nem um pouquinho, ela tinha muito mais que beleza naquele rostinho de boneca.

— O que você quer dizer? — Sussurrou quase caindo do salto.

— Você é ingênua demais. — Ele levantou o olhar dando dois passos para frente, parando rente a menina. — Há dois anos, você ficou em segundo lugar, como a pessoa mais inteligente da escola. O que diabos aconteceu com você depois disso? — Ela se calou, e ele sorriu. — Você conheceu Sasori... Claro. — Ele virou as costas. — Eu acredito que você pode ir para casa agora, sentar em cima da sua cama com a porcaria do livro de matemática, ele vai te explicar o mesmo que eu explico desde terça-feira.

E novamente... Sasuke estava se afastando, Sakura se desesperou, não com as palavras dele e sim porque ele estava indo embora, ela deu um passo, deu dois, e se apressou até alcançá-lo, com.... um simples abraço por trás, Sasuke parou de imediato.

Sakura encostou seu rosto nas costas dele, não queria que ele se afastasse e, muito menos que voltasse para casa e fosse para os braços de Tatiana. Ela inspirou o cheiro agradável que saia do Uchiha, ela sorriu, era um cheio amadeirado, cheiro de homem. De macho, um macho sedutor e dominador, bom... Sasuke não era assim... Mas não se importou.

— Por favor, me ajuda. — Sasuke tirou as mãos de Sakura de sua cintura e virou-se para ela... sem soltá-la — Eu preciso da sua ajuda, esse concurso pode ser uma coisa ridícula para você, mas é algo importante para mim. — Suplicou.

Sasuke ficou tentado a dizer que não, mas não pode, Sakura estava lhe pedindo ajuda, como ele poderia negar qualquer coisa à menina que ele gostava? Sakura tinha o magoado demais, ele admita, mas não poderia simplesmente ignorar aquele pedido proferido daqueles lábios que gentilmente ele se aproximou.

Sakura estava trêmula, o toque dele em seus braços fora subindo, e antes dela perceber eles estavam em seu rosto, o olhar dele estava grudado no seu, as mãos dele estavam coladas em sua pele, ele estava próximo de si, o brilho no olhar dele estava ali, amigável, romântico, e totalmente marcante. Sakura passou uma borracha na sua mente, apagando a parte que ela dissera que Sasuke não era macho, muito menos sedutor e dominador. Pois ela estava totalmente dominada, seduzida, por aquele macho.

Os lábios dele estavam entreabertos e, ela jurava que se ele não tocasse no dela, ela morreria. Desejava tanto que ele a beijasse, que quase avançou nele, mas não poderia cometer o mesmo de horas atrás. Ela tinha o beijado, e o magoado. Talvez se ela fizesse de novo, ela falaria algo estúpido novamente e o magoaria mais uma vez, e a última coisa que ela queria, era tê-lo magoado, e longe de si.

Sasuke se aproximou ainda mais dela, ficaram colados, totalmente. Estavam juntos, sentiam a respiração um do outro, Sakura não conseguia desviar o olhar do dele, não poderia e negaria a isso até o final dos tempos. A respiração dele era pesada parecia que ele tentava controlar alguma coisa. As mãos dele foram de seu rosto para seu cabelo botando-os para trás, e depois voltou.

Ele aproximou seus lábios do dela, Sakura gelou, era isso que ela queria seu coração batia tão forte que tinha certeza que Sasuke estavam escutando, seu peito subiu e desceu implorando por aquele ato, cada vez que Sasuke movia seus dedos pelo rosto dela, ela sentia os cabelos de sua nuca eriçarem, e de repente os lábios dele tocaram...

... sua bochecha. Ela suspirou pesadamente fechando os olhos, sentir os lábios dele em sua pele foi algo que fez seu corpo todo tremer. Ela estava trêmula demais para somente um beijo no rosto, a respiração dele pesada fez os cabelos que estavam em seu pescoço voarem um pouco, ela se arrepiou toda. Suas mãos foram para o peito dele, e subiu para o rosto do mesmo...

Ele só podia estar zoando com ela, porque ele não tinha beijado sua boca, era isso que ela realmente queria, ao invés disso tinha beijado seu rosto, e Sakura não queria aquilo. Queria sua boca, queria sentir o mesmo gosto que sentiu outrora. Sasuke terminou o beijo se afastando ela foi junta, não queria se separar, mas se conteve.

Eles voltaram a se olhar, ambos estavam presos em seus pensamentos. Sasuke estava assustado e temendo ela falar alguma coisa para chateá-lo. Não beijar sua boca, foi torturante, estava tão perto, e ao mesmo tempo tão longe, que quase não se controlou, mas foi preciso.

Preferia beijar seu rosto, a ter mais uma frase ferindo seu coração, pois talvez ele não aguentasse. Mas porque não aguentaria? A resposta é simples.

Sasuke ainda era um covarde, a se tornar homem.

Ele ia dá tudo de si para se transforma no homem que ela merecia, e no cara que ele queria ser, pois sempre sonhou em ser como Itachi, mas sua coragem era tão pequena que quase não existia. Mas agora ele iria mudar.

Sasuke sentiu todo o corpo da Haruno tenso. Sentia tudo o que ela sentia, estava nervosa, ele também, queria beijá-la... Ela também, pois se não quisesse, já o tinha afastado. Estava louco por ela... E... Talvez, ela também!

Mas naquela hora, eles precisavam de um lugar para estudar, Sasuke ia ajudá-la a passar naquela prova, mesmo sendo para algo que ele julgava ser sem propósito, mas se era importante para Sakura, ia ser mais importante ainda para ele.

— Vamos! — Sasuke proferiu se afastando um pouco, Sakura não hesitou em dar um passo ficando tão próxima dele que Sasuke teve que respirar e se controlar para não a agarrar. — Você quer minha ajuda, eu vou te ajudar, vamos para outro lugar. — Ele estendeu a mão em sua direção. — Me dá a chave do seu carro.

Ela atendeu a seu pedido procurando na bolsa, assim que achou deu para ele sem pensar duas vezes, ele se afastou um pouco ficando de lado, com a mão esquerda a incentivou a passar a sua frente, ela o fez sem tirar os olhos dele. Caminharam lentamente até o carro dela, ele abriu a porta novamente para a mesma, ela entrou, e em nenhum momento conseguiu tirar os olhos dele. Quando o mesmo entrou no carro, ela não conseguia nem piscar os olhos.

Ele deu partida e, ficou por não tirar os olhos da estrada, estava evitando olhá-la nos olhos, não queria cometer erros, e esperaria a partir de agora, Itachi e seus conselhos. Já Sakura, essa não parava de olhar Sasuke, não queria desviar o olhar dele, porque sabia que ele iria se afastar ou algo parecido.

Enquanto ele dirigia tão ocasionalmente, Sakura reparava em cada detalhe daquele homem, notou a camisa de cor azul, e a abertura dela, revelando um pouco a pele do peito dele, e realçava os músculos do Uchiha. Sasuke não era um homem que ia à academia, mas adquire um corpo tão sarado quanto dos homens que passar o dia inteiro na academia.

Sakura notou isso, e mordeu os lábios, ela não se sentia normal naquele momento, levou cada uma de suas mãos para o lado do banco e o agarrou, não queria tocá-lo, mas a vontade estava a ser muito grande. Ela fechou os olhos e novamente mordeu os lábios, precisava se segurar. Nunca tinha sentindo a vontade de beijar alguém como estava sentindo naquele momento, pela primeira vez, queria algo, e esse “algo” ela não poderia ter.

— Sakura, abra os olhos. — O som da voz dele chegou ao seu ouvido, ela abriu os olhos lentamente e visualizou onde estava. — Olha, não quero levar você para minha casa, e nem para sua, mas mesmo assim precisamos de um local para estudar. — Ele abriu a porta do carro. — Acho que a lanchonete é um lugar legal, principalmente essa aqui. — Ele saiu do carro e Sakura ainda não conseguia desviar o olhar do dele.

Quando ele abriu a porta do carro para ela, Sakura pulou fora dele, ficando mais uma vez tão perto dele, que ele teve que respirar fundo para se controlar.

— Onde está sua bolsa?  Seus livros...? — Ele perguntou corado pela aproximação e quase sem fôlego.

— No banco de trás. — Respondeu, e se arrependeu, pois ele saiu de sua frente, em busca do que queria, assim que pegou sua bolsa e os livros, e ele fechou a porta e sorriu para ela, pedindo para que ela seguir adiante.

.

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Dentro da lanchonete, Sasuke a guiou pelo corredor até a mesa do canto, afastada de umas e outras, puxou a cadeira para ela sentar e depois se sentou à sua frente, com um sorriso no rosto. Em nenhum momento daqueles Sakura desviou sua atenção, pois estava tão hipnotizada, pelos olhos dele que não conseguia reparar nada ao seu redor.

Sasuke logo quebrou o contato visual abrindo um livro, ele iria ensiná-la sem olhá-la nos olhos, pois não aguentaria.

— Boa tarde, como vão? — A voz da garçonete chamou atenção do Uchiha tão rápido que Sakura já a olhou com ciúmes. — Vão querer algo?

— Uma água. — Respondeu Sasuke sorridente, Sakura estranhou.

— E você querida? Ah, vejo que não é das redondezas, nunca a vi por aqui. — Ela sorriu olhando para Sasuke e depois para a rosada. — É uma menina muito bonita. — Comentou a garçonete e, depois virou-se para Sasuke anotando seu pedido. — Como vai Yuno, nunca mais a trouxe aqui né?

Sasuke sorriu de canto e corou desviando o olhar, Sakura tornou a concentrar seus olhos em Sasuke só que dessa vez vermelha de raiva, como assim Yuno já tinha ido ali naquele lugar com ele? A mais ela iria pagar!

— Eu vou querer um suco de cereja, muito obrigada. — A garçonete anotou seu pedido e prometeu voltar logo.

Ainda olhando para Sasuke, via ele concentrado demais naquele livro, certo que ela queria estudar, mas queria também que ele a olhasse, queria ver seus olhos.

— Sasuke? Olha para mim, por favor, somente um segundo. — Ele olhou –...

Ela não disse nada e ele não fez questão disso, colocou o livro na mesa, e pegou o caderno dela, fazendo umas contas bem fáceis, debruçou sobre a mesa e depois e a encarou.

— Vou explicar umas coisas, espero que você me ouça direito, e não pense em mais nada além dessa conta. Se você quer passar mesmo naquela prova, você precisa se esforçar o bastante. — Sussurrou.

Sakura confirmou com a cabeça, e prestou atenção em cada palavra que Sasuke explicou. Ele explicava com calma, apontando cada número, sinal, e o que ele representava e o que não representava. Ensinou as regras de alguns assuntos, e que forma deveria seguir. As maneiras fáceis e difíceis.

Naquelas horas que passaram juntos, Sakura se esqueceu de tudo que estava sentindo, mas não completamente, se esforçou em concentrar cada gota de sua atenção naquele exercício, o que lhe rendeu muito, pois de quinze questões que ele fez para ela fazer, ela acertou catorze, o que deixou o Uchiha orgulho.

Quando acabou aquela aula completamente, Sakura se sentia um pouco mais inteligente, Sasuke era um maravilhoso professor, suas explicações e observações deixaram a Haruno sem dúvida alguma, e estava orientada, e pronta para fazer aquele teste na segunda.

Quando ela voltou à atenção para o Uchiha, notou que ele olhava para fora, seguiu seu olhar, e percebeu somente naquele momento que já estava de noite, ela se assustou um pouco e pegou seu celular era quase oito horas da noite, o guardou de volta, e aproveitou para guarda suas coisas.

— Sasuke? — Ela o chamou, ele virou o rosto a olhando, ela sorriu. — Você vai me dá uma revisão amanhã também? Não quero ser chata, mas...

— Tudo bem. — Ele sorriu. — É sempre bom à gente estudar mais um pouco, para as pessoas terem um futuro melhor, nós precisamos estudar, não é?

Ele sorriu. Ela ficou séria. Ele estranhou. Ela fechou a cara. Ele engoliu em seco. Ela abriu a boca.

— A gente só falou de estudos. — Comentou sem desviar o olhar do dele.

— A gente não tem outro assunto. — Disse firme, não queria falar de sentimentos, muito menos do beijo que deu nela, pois certamente lembraria-se das palavras, do choro, da mágoa, de tudo.

— A gente... — Hesitou em falar. Sakura o olhou de forma séria, ele suspirou. Quando iria abrir a boca para falar mais alguma coisa, ambos escutaram uma voz pela lanchonete. Sakura abaixou a cabeça tentando reconhecer totalmente.

Sakura conhecia muito bem aquela voz, mas dessa vez estava mais doce, mais melosa, ela estranhou. Sasuke olhou para frente sem mexer seu corpo, viu Sasori falar com uma garota, e depois beijá-la, ele levantou uma sobrancelha, não esboçou uma reação sequer.

A rosada levantou a vista para olhar Sasuke, ele torceu os lábios para ela e desviou o olhar. Lentamente Sakura virou o rosto em direção à voz, e confirmou suas suspeitas, lá estava Sasori com uma ruiva, uma ruiva bonita na opinião dela, ela voltou a se sentar, e Sasuke lhe olhava, ela desviou o olhar deixando uma lagrima cair.

Sasuke queria fazer alguma coisa. Mas a única que teria que tomar uma atitude era ela, né? O Uchiha tirou sua carteira do bolso, e pegou uma nota de 50 reais deixando sob a mesa, até que tentou levantar Sakura o impediu tão subitamente que ele caiu na cadeira de novo.

— O que foi?

— Eu... P-preciso da, da sua ajuda. — Pediu fungando, o coração de Sasuke doeu. — Por favor.

— Eu não sou bom em conselhos amorosos. — Ele olhou para Sasori novamente e dessa vez ele beijava aquela ruiva quase engolindo a mesma. — Boa sorte, a escolha de namorado foi sua. — Tentou se levantar, mas foi impedido.

— Por favor, eu não quero que se afaste. — Sasuke a olhou de imediato. — Não me deixar aqui sozinha para ter que lidar com isso, pelo amor Deus. — Sakura soltou o braço do Uchiha, e deitou sua cabeça na mesa chorando.

Todos os seus sentimentos foram destruídos naquele momento, Sasori estava a traindo novamente, quando pensou que ele tinha mudado pela manhã, achou que ele tinha voltado a ser como era antes, pensou que agora tudo ficaria bem, mas não era assim. Ele estava fingindo se duvidar, estava a agradando para que ela dormisse com ele, sim agora ela entendia...

Sasuke a viu suspirar mais alto um pouco, não gostou nem um pouco, poderia ir lá e quebrar a cara daquele ruivo, mas a coragem lhe faltou. Então o que poderia fazer era acalentar o coração da menina que ele amava, e isso ele iria fazer muito bem. Agora, naquele instante Sakura precisava dele, e então, ela teria ele.

O moreno suspirou profundamente e lentamente andou até o lado da Haruno, dando mais uma breve olhada para onde Sasori estava, era impossível de vê-los ali. Sasuke sentou ao lado de Sakura e a puxou rapidamente para seus braços. A rosada não se assustou e muito menos abriu os olhos para olhá-lo.

Estava com vergonha, e quem não estaria? Ver seu namorado com outra menina em um local público era doloroso demais, ainda mais na companhia do garoto que está tomando seus sentimentos e a tratando tão bem, o que nunca foi diferente desde que o conheceu.

Sakura se arrependeu até a alma de tê-lo magoado, tinha se arrependido de ter dito aquela frase sem vida, pois como não poderia ter acontecido, se ela também queria beijá-lo? Procurou até fundo da sua mente, o motivo por qual ela falou aquilo.

Não achou!

Agarrou-se a camisa de Sasuke com mais força, e deitou sua cabeça no peito dele, seus pés saíram do chão se acomodando no banco macio da lanchonete. Ali, praticamente deitada no colo do Uchiha, Sakura chorou, ela realmente estava enganada sobre seu amor, Sasori não prestava, e mesmo não querendo admitir isso para si própria, ela tinha que acreditar.

E o pior ainda estava por vir, pois, além de admitir isso para sua mente, teria que confirmar com suas amigas. Ela iria se sentir uma idiota dizendo a elas que ela própria estava errada, Sakura nunca estava errada, na cabeça dela, ela sempre estava certa, sempre é certa, e agora teria que admitir que estava totalmente errada, que as amigas tinham razão e certamente ouviria a frase:

Eu te avisei!

Sasuke subiu suas mãos pelo braço da Haruno e parou ali, com a outra mão livre acariciou os cabelos dela, lentamente. Desceu e depois subiu, tirou os fios do rosto alvo da rosada, e fez um carinho de leve. Sakura sorriu. As mãos dele eram macias demais para um homem. Não, Sakura não pensaria em coisas que não deveria pensar.

Sasuke era um homem, muito mais homem que Sasori, o homem dos livros românticos que antigamente lia. O homem que toda mulher queria, até ela. Pois toda mulher quer ter o personagem dos livros romântico-eróticos que ler. E vejam só, Sasuke era exatamente dessa forma.

Não souberam quanto tempo passaram daquele jeito, mas quando confirmaram que Sasori não estava mais naquela lanchonete, Sasuke a levou para casa, nenhuma palavra foi trocada por eles, e ambos agradeceram. A hora da despedida foi cortante para Sakura, ela teria duas coisas que não queria:

Teria que ficar sozinha.

E Sasuke iria embora.

Seu coração gritava para que ele ficasse, mas mesmo se falasse ele não podia, e ela também não podia o ter dentro de sua casa, dentro de seu quarto e em cima de sua cama a abraçando.

— Obrigada por me trazer. — Sasuke saiu do carro, e novamente, abriu a porta para ela.

E mais uma vez, lá estavam eles, frente a frente, sem ter o que dizer, Sasuke entregou as chaves para ela, deu um sorriso de canto, e virou as costas, sorte a dele que a casa da Haruno não era tão distante da sua, e isso o ajudaria pensar bastante.

Sakura o olhou ir embora até sumir de sua vista, como ela queria ter o impedido, mas não pode. Entrou em casa, e como sempre estava sozinha, sua mãe não se encontrava, e muito menos seu pai. Como sua vida era maravilhosa.

Subiu para seu quarto com o coração sangrando, naquela noite, ela tinha concluído dois pensamentos que não queria dissipar de sua mente.

Primeiro: Ela tinha que dá um jeito de se livrar de Sasori, sua vida inteira ela sempre gostou de estar com ele, sempre o amou e se achava por isso. Sasori era popular, bonito, e o melhor jogador, alguém aí o rejeitaria? Ela gostava disso, só que quando viu aquela menina junto a ele, ela se sentiu humilhada, ela não merecia ser traída. Saber disso, e sofria calada, somente para ser denominada a namorada perfeita do homem que ela achava perfeito, era ridícula, e ela tinha amor próprio.

Segundo: Não queria ficar longe de Sasuke.

Sem mais palavras, e isso ela admitia. Por que sua vida já dependia disso.

.

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— Tô oca Amiga.

— Escrevi logo vadia... — Ela se ajeitou do carro... — Esse livro vai ser divo. E amanhã o que teremos?

— Não acredito que eles vão se encontrar na biblioteca para revisar tudo o que estudaram, o que vão sentir depois de hoje? Tipo, aquele beijo no rosto, acha que ele queria na boca?

— Você tem alguma dúvida?

— Não! — Sorriram. — O que iram sentir depois disso?

— A, sei te responder perfeitamente essa pergunta. — Sorriu. — Sentiram Amor. Está na cara que a patricinha gosta dele.

— Deus te ouça. — Disse terminando de escrever o último parágrafo daquele dia.

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Era um dia maravilhoso, os pássaros estavam sobrevoando sobre a terra o sol já estava no céu, e esse brilhava mais que as estrelas como sempre foi. Estaria um dia maravilhosamente bem, se não fosse Itachi acordando certo homem meliante e covarde, ou um covarde meliante a homem. A cara não foi das melhores, até porque, ser acordado por um balde de água gelada, com mil pedrinhas de gelo dentro, é para deixar qualquer um com raiva, e querendo matar qualquer pessoa, deixaria qualquer um mal-humorado, e essa maltrataria todos ao seu redor. Mas estávamos falando é de Sasuke Uchiha.

— Você é o pior irmão do mundo. — Disse manhoso com os braços cruzando quase pulando num pé só. — Que ideia é essa de me acordar assim? — Estava tremendo, com frio, molhado, com frio e, com ódio.

— Primeiro: Não vi a hora que você chegou ontem. Segundo: são seis horas da manhã, homem de verdade acorda cedo. Terceiro: Que homem dorme de pijama? — Itachi colocou as mãos no rosto balançando a cabeça no sinal de negativo. — Onde foi que eu errei?

— Itachi eu tenho sono leve, bastava dá umas tapinhas nas minhas costas. — Reclamou o moreno enxugando seu rosto. — Agora quer dizer que homem de verdade acorda às seis da manhã, Itachi você definitivamente não sabe mentir.

— É isso é verdade, mas eu tenho uma conversa muito importante para falar com você. — Disse sério, deixando o balde de lado, e sentou em uma cadeira do quarto — Senta aí no chão, que eu vou te dizer umas coisinhas. Ordenou.

Sasuke revirou os olhos, mas obedeceu mesmo com raiva. Tinha ódio de pessoas que atrapalham seu sono, mas não passava de dois minutos. Sentou no chão sem questionar como foi o combinado com Itachi. Ele queria mesmo mudar pela Haruno, e isso tinha ficado claro na noite anterior, onde acalmou o coração choroso dela, e da forma que ela pediu para que ele ficasse.

Por mais que qualquer coisa denunciasse ao Uchiha para se afastar e que ela não era mulher para ele. Sasuke ia fazer de tudo para ser o homem que ela merece. Ele faria qualquer coisa pela rosada, e isso incluía ele seguir as ordens de Itachi por mais bizarras que fossem, seria um sacrifício.

Ele sentou no chão e olhou para Itachi, na mesma hora, o moreno mais velho acertou seu rosto com uma tapa certeira, doeu na alma de Sasuke, ele voltou o rosto para o irmão com a mão onde Itachi tinha batido, completamente cheio de raiva.

— Você fumou alguma coisa hoje de manhã? — Perguntou irritado.

— Você tinha que se apaixonar pela menina que fundou o pior grupo do universo, contra minha pessoa? — Itachi estava sério. Sasuke engoliu a seco, ele tinha lembrado. — Cara, sabe quantos problemas eu já tive com essa garota? Quando eu me lembrei da onde eu já tinha visto aquele rosto inocente com alma de demônio, quase eu larguei Tatiana e corri para te salvar. E claro, dar uma tijoladas nela.

Sasuke revirou os olhos.

— Ah — ele sorriu de canto e passou uma das mãos pelos cabelos molhados. — Eu não sabia que você tinha essa briga com ela, está bom? E olha, eu não ligo se você tem ou não uma rixa com a minha garota. E essa de Tatiana? Que porra é essa? Ela nem existe.

— Claro que existe. — Itachi se aproximou do rosto dele quase o beijando. — E você sabe perfeitamente que existe. — Sasuke se calou desviando o olhar e Itachi voltou a sentar na cadeira. — Eu sinceramente, quase desistir de te ajudar. Eu definitivamente não gosto dela, mas como você ama as pessoas que me odeiam, eu vou ajudar. Só dessa vez.

— Obrigado. — Sasuke se animou de novo.

— Mas... — Itachi levantou o dedo indicado encarando o irmão mais novo com um sorriso maroto. — Eu vou me vingar dela através de você.

— O que? — Sasuke se esperneou todo até conseguir levantar do chão. — Sem chances, eu não quero isso Itachi. É para você me ajudar, que droga.

— Eu vou ajudar seu babaca. Volta para o chão. — Mandou. Sasuke sentou. — É o seguinte, eu vou deixá-la ficar com meu irmão. Nada mais justo do que eu me vingar dela. Qual é? Você me viu chorar naquele dia.

— Você estava fingindo. — Sasuke falou como se fosse óbvio.

— Mas a vontade é que conta. — Itachi levantou. — Agora, eu quero que você desça a escada principal, e suba, desça novamente e suba de novo, dez vezes. — Mandou com as mãos na cintura e um sorriso diabólico.

— Sem chances. — Resmungou abraçando as pernas.

— Sem. Me. Questionar. — Lembrou o Sasuke do trato. Bufou e Foi em direção á escada. — Isso é por ter trago ela na minha porta. — Resmungou.

— Ela veio sozinha.

— Quem...

— A Sakura...

—... perguntou? — Sasuke bufou de novo.

.

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Mal tinha amanhecido direito e Sakura já estava acordada há muito tempo, sentada na cama abraçando seu urso enorme. Não tinha conseguido dormir de novo. A lembrança de Sasori beijando outra menina era tão forte em sua mente que apertava seu coração pequeno. Mas pior do que ter Sasori no mesmo lugar que você com outra garota, foi ter visto Sasuke se afastar na noite passada.

Sim.

Ele não saiu dos seus pensamentos nem por um segundo na noite fria e silenciosa que passou. Queria que ele tivesse ali consigo, para torna a sentir o mesmo quando aqueles braços fortes lhe abraçaram por algumas horas, horas aquelas que foram as melhores da sua vida. Antes, é claro, de ele dizer que precisava deixá-la em casa.

Pois nos braços do Uchiha, Sakura se sentia segura. Sentia-se viva, uma nova Haruno, capaz de tudo. Levemente lembrou-se das palavras de Ino. De como é estar apaixonada. Sakura riu balançando a cabeça. Não poderia estar completamente apaixonada por um par de olhos negros brilhantes. Nem por um garoto gentil, inteligente, bonito, cheiroso, nerd, tranquilo, cavalheiro, confiável, lindo, charmoso, de braços fortes, que não sabia se vesti, com óculos horríveis, e uma boca maravilhosa.

Droga. Mas é claro que ela poderia sim.

As palavras de Ino estavam batucando em sua cabeça. Sakura precisava de mais tempo para pensar, principalmente precisaria de mais tempo para lidar com Sasori e Cia. Precisava bolar um plano incrível para se livrar do ruivo. Ela tinha que terminar com ele.

Sakura passou a noite pensando e, uma das coisas que ela concluiu em meio aos seus pensamentos confusos, era que tinha que amar a si próprio acima de tudo. Sempre foi a mais popular, a mais bonita, sempre preocupada com o que as pessoas falariam dela, comentaram, fofocaria e, como a veriam diante de tudo. E então, se todo mundo sabia que Sasori a traia...

O que as pessoas estavam falando, comentando, fofocando e, vendo-a na situação em que ela se encontrava?

Sakura se sentiu a mulher mais idiota do mundo. Ela devia ter feito alguma coisa quando viu Sasori primeiramente com aquela loira na escola, a partir dali, tinha que ter destruído Sasori para que sua reputação não caísse. Todos deveriam está chamando-a de chifruda, corna, idiota, sem amor próprio e, muitas outras coisas que suas amigas nunca comentaram.

Mas fazer o que? Era tudo verdade, como ela podia aceitar ser traída assim tão fácil? Cara, ela era Sakura Haruno, a menina mais popular, a mais bonita, como tinha aceitado isso? Sakura se encheu de ódio, como tinha sido burra. Ela levantou da cama no pulo, Sasori ia pagar por isso.

Mal pensou no nome dele, ouviu seu celular tocar, alertando-a. Ela andou até ele pisando duro, e queria muito que fosse Sasori, diria umas poucas e boas para ele...

— Sakura? É Ino. — A rosada respirou fundo. — Amiga, eu sei que você vai fazer a provar hoje, e também sei que você não manda bem em matemática, então eu pensei que poderíamos estudar mais cedo, para você tirar uma nota boa, sei o quanto você ama matemática — A loira mordeu a língua. — Não é ajudar O.K? É apenas para estudarmos juntas.

Sakura era uma amiga horrível, mas tinha amigas boas.

— Obrigada Ino. — A loira tirou o celular da orelha, era Sakura mesmo com quem ela estava falando? — Mas eu conseguir tudo o que precisava para essa prova, eu não preciso que você e eu estudamos juntas, mas muito obrigada por querer me ajudar. — Ino se engasgou com o pão, e Sakura encerrou a ligação.

Olhou para a janela, e caminhou lentamente até ela, sentiu os raios de sol tocaram em seu rosto, ela fechou os olhos sentindo aquilo, era uma sensação de liberdade, e Sakura estava gostando. Voltou para dentro de quarto, e olhou-se em volta. Precisava se arrumar para a escola, mas aquela vontade toda tinha passado, ela estava com sono. Mas não faltaria naquele dia importante!

.

.

Itachi arrumou Sasuke de acordo com ele mesmo. Sasuke tinha se livrado, oficialmente, de seus óculos, o que já o deixava meio constrangido, pois encarar as pessoas, era de dá medo. O cabelo que já estava grande demais, Itachi se desdobrou em oito para cortá-lo, e tirar da cara do irmão que ficou ainda mais constrangido, agora as pessoas veriam seu rosto por completo. Agora só faltavam as roupas.

— Vamos ver o que você tem aqui. — Itachi abriu o guarda roupa, inspirou o aroma que saia lá de dentro. — Se não fosse roupas de homem, diria que esse guarda-roupa é de uma mulher.

— Você cortou o meu cabelo, Itachi. — Ele ainda estava traumatizado. — Você também quebrou meus óculos e pisou em cima deles. — Sasuke encarou o irmão. — Você é o pior irmão do mundo.

Sem poder se mexe na cadeira, pois para cortar o cabelo do Sasuke, Itachi teve que amarrá-lo, e até agora não tinha soltado. Itachi estava gostando de ajudar o irmão, sempre teve orgulho dele, gostava do estilo de Sasuke, e nunca tinha questionado nada, mas se daquele jeito ele não tinha conquistado a mulher que ele queria, Sasuke iria mudar ou não se chamava Itachi Uchiha.

— Esqueça isso, você ficou muito gato. — Disse de costas e logo voltou-se para ele com uma blusa branca com estampa de super-herói. — Que porra é essa?

— Uma blusa e não faça nada com ela, pois eu a uso para o.... ITACHI SEU FILHO DA MÃE ESCUTOU O QUE EU DISSE?

— Tarde demais. — Ele tirou uma calça. — Mas quem vestiria essa calça de veado? — Ele olhou Sasuke vermelho. — Ah você.

— O que você está fazendo? — Perguntou fazendo bico.

— Ah— Itachi foi até a janela do quarto do moreno e a lançou longe, a calça e a blusa. — Você não vai precisa daquilo. — Apontou confiante, e depois voltou para o guarda-roupa. — E disso também não. Disso aqui Deus me livre. Isso você comprou na loja de gay? Só pode. Que isso aqui? Um vestido? Mas o que diabos?! Meu deus do céu Sasuke nem eu te comeria se fosse gay. Essa blusa rosa aqui? Mano isso aqui é coisa de nerd. Quem tem blusa escrito “A+”? EU DESISTO.

Itachi depois de quase uma hora limpou o guarda-roupa do Sasuke, quando virou para olhar o irmão, ele estava vermelho, só que de raiva, Itachi começou a gargalhar, irrita o irmão, era legal, irritá-lo, enquanto ele está amarrado só de samba-canção era muito melhor.

— Está, parei. Vamos ao que interessa. —Itachi foi para trás de Sasuke o desamarrou. — Vamos para o meu quarto, tudo que um homem precisa estar lá dentro. — Confirmou e saiu andando na frente.

— Tem uma arma, e um buraco para esconder o cadáver também? — Perguntou raivoso.

— Bom isso eu sempre deixo com o Kisame, e sorte a sua, ele não conhecer a Sakura, ok?

Sasuke engoliu a seco. Itachi entrou em seu quarto, totalmente arrumado. Itachi era perfeito de natureza, então, arrumar o quarto era algo que ele apreciava muito. Ele sentou Sasuke na cama e foi atrás de uma roupa “Decente” para o irmão, Itachi estava mega feliz em ajudar Sasuke. Desde que se tornou um cantor famoso, ele nunca mais teve tempo para o irmão caçula, e aquele mês de férias ele queria aproveitar cada segundo ao lado dele.

Itachi arrumou uma roupa – na opinião dele – bonita para Sasuke; uma camisa branca de manga compridas, era aberta na parte do peito como a outra, mas essa tinha algumas cordinhas como se fosse para amarrar, ficou meia apertada no Sasuke destacando seus braços fortes, e seu peito cheio de músculos – apesar de não malha, o carinha nasceu perfeito –, caçou uma calça jeans preta, que não era nem apertada, e nem folgada demais como Sasuke vestia, isso deu valor ao bumbum grande do caçula. O tênis, Itachi lhe calçou um branco para combinar com a blusa.

Itachi se sentiu orgulhoso. De si claro, se Sasuke estava daquele jeito era por ELE tinha ajudado.

Itachi bagunçou tanto os cabeços de Sasuke que quase o caçula fica tonto, mas quando terminou o resultado foi marcante. Sasuke estava pronto, bonito e divino. Itachi cruzou os braços, e piscou os olhos.

— Agora sim eu comia você. — Bagunçou, Sasuke estava parado em frente ao espelho, corado, vermelho, quase não conseguindo respirar. — Eu espero que você esteja passando mal porque está com fome.

— Como é que eu vou sair de casa assim?

— A é isso? — Itachi foi até o irmão. — Você desceu aquelas escadas que você sabe muito bem onde fica, abrir a porta e BUM dá um passo de cada vez, e você vai está saindo.

— Itachi?

— Sasuke, para de ser covarde, lembra-se do que eu te falei enquanto você dizia que estava passando mal enquanto subia as escadas: homem que é homem... — Sasuke franziu os olhos. — Você lembra-se do que eu disse que eu sei. Então vamos para de covardia.

— É que... — Sasuke passou as mãos pelos cabelos. — Não sei se consegui sair desse jeito, olha para mim, eu estou...

— Parecendo outro Sasuke, pois é né? E esse outro Sasuke vai usar tudo o que eu disse, para conquistar aquela vaca sem coração, pedi-la em namoro, daqui uns tempos pedi-la em casamento, vai casar, e ter um filho chamado Itachi. — Sasuke olhou para o irmão.

— Porque eu daria seu nome para meu filho?

— Porque eu sou demais, e tenho certeza que Sakura iria se morder todinha se tivesse um filho chamado Itachi Uchiha... — Sorriu maléfico e Sasuke revirou os olhos. — Tá agora é sério, hora de ir irmão, faça tudo que eu disse para fazer, eu sei que você não gostou mais eu quero me vingar da Sakura você compreende?

— Idiota. — Resmungou descendo as escadas com Itachi atrás de si. — Vamos tomar café primeiro.

— Vamos — Sasuke jogou sua mochila em cima do sofá e seguiu para a cozinha na frente do irmão, antes de chegar até a mesma à campainha tocou. — Eu faço café e você abrir.

— Por quê? — Perguntou Itachi parando imediatamente.

— Porque você pode ser perfeito, mas... Seu café é uma droga.

— Justo — Itachi deu meia volta e foi em direção a porta, passou as mãos pelos cabelos, precisava está maravilhoso. — Não que isso fosse difícil. — Para quem quer que seja atrás da porta.

O moreno abriu a porta se deparando uma garota... Morena, de olhos azuis, seus cabelos negros caiam sobre seu ombro e iam até seu bumbum, um sorriso perfeito no rosto, e os óculos escondendo o verdadeiro encanto de seus olhos. Itachi sentiu algo dentro de seu corpo falha, que menina era aquela?

— Posso a-ajudá-la? — Perguntou limpando a garganta depois de tanto pensar.

— Sasuke está em casa? — Perguntou meio tímida, Itachi confirmou com a cabeça sem dizer uma palavra — Sou Yuno... E você?

— Hã? — Itachi acordou para a vida, estreitou os olhos, COMO ASSIM AQUELA MENINA NÃO SABIA QUEM ERA ITACHI UCHIHA? — Como assim você não sabe quem eu sou?

— Perdão — Ela corou, ele era tão bonito pessoalmente. — Deve ser irmão do Sasuke, né?

— Eu sou um cantor famoso, sabia? — Perguntou como se fosse óbvio e como uma garota linda daquela, com um olhar tímido e bonito não conhecia ele? — Você usa a internet? Assistir televisão? Anda na rua?

— Você é muito chato, sabia? — Ela resmungou. Itachi se estressou — E muito metido.

— E você não sabe quem eu sou, isso é um absurdo.

— Ah tá, como se você fosse importante. — Resmungou virando o rosto. Itachi mordeu o dedo, e visualizou o corpo dela, que era lindo por sinal.

— Tá ok, eu não vou me estressar porque minha pele é mais importante.

— Não sabia que você era gay, nem pareceu. — Botou as mãos no peito espantada, Itachi não aguentou.

— O QUE? — Itachi ficou vermelho de raiva. — NÃO ME CONHECER MESMO EU SENDO UM CANTOR FAMOSO TUDO BEM. AGORA ME CHAMAR DE GAY.

— OLHA AQUI, EU NÃO TO NEM AI.

Itachi fechou a cara, mas quem diabos era essa menina? Não importava, ele tinha gostado.

— Gostei de você. — Disse, ela corou. — Se você soubesse quem eu sou, eu te agarrava aqui mesmo, mas como não me conhecer, você perdeu suas chances. — Ficou emburrado, certamente ele não encontraria outro corpo, nem outros cabelos, nem outros olhos, iguais aos dela em outras meninas.

— Como se eu tivesse interessada. — Itachi sentiu seu ego ir por água abaixo.

— Mas você é muito...

— Itachi quanto tempo você vai ficar aí na porta? — Sasuke abriu a porta mais um pouco e viu Yuno. — Yuno? O que você está fazendo aqui?

A reação dela foi de surpresa, Sasuke estava... Lindo de matar qualquer mulher, mas algo dentro dela não se sentiu tão atraída como antes, por quê?

— Eu liguei para você de noite, e bom, você não atendeu, e como você saiu ontem da escola tão triste, eu vim ver se você estava bem? — Respondeu amigavelmente encarando o Uchiha com uma sinceridade que deixou até ele abalado.

— Entendi, bom eu ia tomar café, mas eu prefiro ir para escola. — Ele entrou de volta pegando sua bolsa e quando voltou notou o olhar de Itachi para a menina, estranhou, mas esse era seu irmão. — Vamos, Itachi estou indo.

Itachi não disse nada, ficou emburrado lá na porta, Sasuke saiu na frente de Yuno, e ela o seguiu atrás, mas logo ela parou e virou para Itachi.

— Adorei seu último CD se bem que você poderia melhorar um pouco mais... Itachi Uchiha — Disse com um sorriso malicioso.

— A sua filha da... — Ele mordeu a língua. Ela deu a sua para ele, e seguiu Sasuke até seu carro! — Que mulher doida. E bonita — Admitiu. — Gostei.... Gostei! Pelo menos você me conhece mesmo. — Ele fechou a porta. — Como não me conhecia, eu sou demais. — Passou pelo espelho arrumando os cabelos. — É lindo demais também, nossa senhora!



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