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História O Nerd Gay e o Homofóbico - Capítulo 81


Escrita por:


Notas do Autor


No capítulo anterior:

Todos ficam perplexos e Thales me olha com extrema raiva.
— Eu vou acabar com você. — Sou surpreendido com um soco no rosto, que me faz cair no chão.
Começo a levar vários chutes dos meninos.

Fique agora com o capítulo de hoje.

Capítulo 81 - Afogando as mágoas


P.O.V Lucas

Tento colocar a mão no meu rosto, para protegê-lo dos socos. De relance vejo Guilherme com uma expressão séria e parado sem fazer nada.

Os garotos que me chutam dizem coisas horríveis sobre mim.

Guilherme então se aproxima: — Parem. Já chega!

Os meninos o obedecem.

Ele então me levanta. Finalmente achei que estava me salvando daquilo, mas o que recebo é algo pior: — Vai embora daqui, bichinha.

Ele então me solta, com uma expressão de desprezo. Eu saio correndo dali aos prantos, inclusive esbarro com o treinador, nosso professor de educação física que estava indo ao encontro dos meninos.

 

P.O.V Mariana

Estou no meu quarto mexendo no celular até que recebo uma ligação de Sophia.

— E então traste, deu certo o plano? — Pergunto ansiosa.

Sim amiga, acabei de ver o Lucas saindo chorando de lá do vestiário. — Ela me responde do outro lado da linha. — Deu certíssimo o plano.

— Aii meu Deus, que maravilha. — Vibro com a informação. — Agora eu preciso ir para a segunda parte do plano.

Então se apresse, pois os meninos estão indo comemorar a vitória num bar aqui perto. — Sophia me avisa.

— Pode deixar traste, eu vou me arrumar e irei lá para o bar. — Respondo desligando.

Me levanto e vou até a penteadeira de meu quarto. Ai tudo está dando certo. O favelado do Erick está fazendo a prova do ENCEJA e depois sairá com meu pai. É bom que consigo ir para o bar e assim posso embriagar muito o Guilherme.

 

P.O.V Davi

Vim assistir ao jogo da escola. Estou comemorando que bom que ganhamos. Acabo de ver Lucas passando aqui pela arquibancada aos prantos. Nunca o vi daquele jeito. Faz tempo que não converso com ele, pois fiquei muito chateado que terminamos, mas eu ainda gosto muito dele.

Corro atrás dele e vejo que ele está chorando com a cabeça baixa sentado perto de umas árvores atrás do campo de futebol.

— Lucas? O que houve? — Me aproximo dele que está chorando muito.

Ele me olha com uma expressão de arrasado. Decido me sentar ao seu lado e o abraço forte. O mais forte que eu consigo.

Sinto meu coração em pedaços ao ver ele desse jeito: — Vai ficar tudo bem.

Eu gostaria de saber o que está acontecendo com ele, mas não quis parecer intrometido. Algo me diz que tem a ver com aquele Guilherme.

— Você quer ir para casa? — Pergunto calmo.

Ele me olha e assente.

Dou um leve sorriso: — Vou te levar até sua casa.

— Eu não moro mais na minha casa. — Ele responde enquanto limpa algumas lágrimas.

— O que houve? — Pergunto surpreso.

— Meus pais me expulsaram depois de descobrirem que eu sou gay. — Lucas responde me deixando desolado.

Eu não posso aceitar que fiquei quase dois meses afastado de Lucas e que essas coisas aconteceram e eu não pude apoiá-lo.

— Eu sinto muito. — Falo com pesar. — Onde você está morando agora?

— Na casa do Guilherme. — Ele responde.

— Eu te levarei lá, então. — Digo me levantando.

 

_Quebra de tempo_

 

P.O.V Rafael

— Abre a boquinha, amor. — Sabrina diz enquanto me serve uma sopa.

Estou de repouso em casa após ter luxado o tornozelo, mas para minha namorada e minha mãe parece que eu sofri um acidente de carro.

Minha mãe chega com Caio, meu irmão no quarto.

— Ainda está aqui? — Ela pergunta se voltando para Sabrina. — Achei que já tinha ido embora.

— Estou cuidando do meu namorado. — Ela responde na ironia.

Minha mãe não tinha ido com a cara de Sabrina, e agora minha namorada estava começando a sentir o mesmo.

Dona Helen revira o olho: — Não esqueça que ele é meu filho e você...

— Eu o que? — Sabrina a provoca deixando minha mãe mais irritada ainda.

— Vamos Caio, deixe seu irmão com a... Namorada dele. — Minha mãe se vira irritada e meu irmão mostra a língua para Sabrina.

Os dois saem batendo a porta.

— Puxo ela para perto de mim e beijo sua testa: — Não liga para eles, amor.

 

P.O.V Daniela

— Eu estou muito arrependida do que fiz. — Digo enquanto Lúcia ainda está terminando de comer.

Eu e minha amiga fomos ao shopping Tucuruvi sair um pouco e almoçar nesta linda tarde de sábado.

— Você já conversou com ele? — Ela pergunta.

— Acho que o Anderson me odeia. — Digo triste. — E o pior é que eu pensei tanto nele essa semana, no nosso casamento. Eu me arrependo tanto sabe. Acabei com meu casamento atoa.

— É óbvio que ele não te odeia. — Lúcia afirma. — Ela está com muita raiva e com o coração partido, mas no fundo ainda te ama, ainda mais que tudo foi muito recente.

— Eu ainda amo ele, amiga. — Dico com toda certeza. — Hoje eu sei que com o Erick foi algo carnal e rápido, já que eu não supria essa necessidade em casa. Mas amar, ter carinho, eu só sinto pelo Anderson.

— Procure isso e diga a ele. — Ela sugere. — Quem sabe ele não te perdoe e vocês não voltem.

Fico refletindo no que minha amiga acabara de dizer. Será que é uma boa? Será que Anderson seria capaz de me perdoar?

 

P.O.V Mariana

Chego no bar e vejo os meninos do time bebendo e conversando, rindo bem alto.

— Parabéns meninos. — Digo enquanto os cumprimento. — Vim comemorar a vitória de vocês.

— Chegou a mina mais gata do colégio. — Thales fala meio alterado.

— Cuidado com o Erick mano. — Diz um outro garoto e todos riam.

— Relaxa, não estamos fazendo nada de errado. — Digo me sentando ao algo de Guilherme que estava meio a par de tudo. Tento puxar assunto com ele: — E aí Gui, tudo bem?

Ele me olha meio indiferente: — Oi Mariana. Estou mais ou menos.

— Algum problema? — Pergunto curiosa.

— Todos. — Gui me responde bufando e esfregando as mãos no cabelo.

— Olha Gui, a melhor coisa é beber para esquecer isso. — Sugiro sorrindo. — É bom fugir um pouco da realidade.

— Melhor não, eu exagero quando bebo. — Ela responde.

Eu aproveito e pego uma garrafa e ponho um pouco de uma droga.

— Toma. — Entrego a garrafa para ele. — Você está entre amigos, não tem o que se preocupar. Se divirta.

Ele fica meio pensativo, mas logo toma a garrafa e dá um gole.

Isso, logo ele ficará bem bêbado e dopado.

 

P.O.V Lucas

— É aqui. — Digo quando paramos em frente ao portão da casa de Damiana.

— Está entregue então. — Diz Davi. — O que precisar você pode me ligar o mandar mensagem.

Eu abraço forte ele. Davi é uma pessoa maravilhosa, não mudou nada.

— Muito obrigado. — Falo sorrindo. — Uma outra hora eu conto o que houve. No momento não estou em condições, só preciso ficar um pouco sozinho.

— Sem problemas nego. — Ele me dá um beijo na bochecha. — Fica bem e até mais.

Ela segue seu rumo e eu entro em casa. Damiana está na sala.

— Oi Lucas. — Ela fala animada. — Cheguei agora. Comprei um lanche na rua.

— Obrigado. — Respondo meio desanimado e ele percebe.

— O que houve? — Damiana pergunta. — Aconteceu algo? E o jogo?

— Eu vim embora. — Respondo. — Não estava me sentindo muito bem.

— Você precisa de alguma coisa? — Ela se preocupa. — E o Gui? Cadê.

Dou de ombros e começo a subir as escadas: — Obrigado minha amiga. Vou descansar um pouco. Quanto ao Guilherme ele ficou lá no jogo.

Chego no quarto rapidamente e me jogo na cama. Ao ver as coisas de Guilherme começo a chorar. Não consigo tirar da minha mente a cena dele me vendo ser agredido e não fazer nada, e ainda dizer aquelas palavras horríveis.

Por que as coisas têm que ser assim?

 

_Quebra de tempo_

 

P.O.V Mariana

Meu plano saiu melhor do que eu imaginava. Guilherme está bem bêbado. Estou com ele aqui num gramado de uma praça perto do bar. Já está começando a noite e os meninos já foram embora. Eu me ofereci para ajudar Guilherme e eles aceitaram.

Ele então interrompe o silêncio que estávamos: — Eu briguei com o Lucas.

— O que aconteceu? — Pergunto me fazendo de preocupada.

— Ele respira fundo: — Eu... Eu o deixei ser agredido e disse que ele era bichinha. Não tenho coragem de assumir nosso relacionamento na frente dos outros.

A droga está fazendo efeito, ele está se abrindo.

Guilherme começa a chorar: — Será que eu... Eu sou tão ruim? Tenho medo de ser julgado, agredido. Sou um covarde mesmo

Eu coloco minhas mãos em seu rosto: — Ei não diga isso. Você não é covarde. Jamais nos proteger e pensar em nosso bem estar será algo errado.

Ele me encara: — Será que eu consigo afastar essa coisa da minha vida?

Respiro fundo: — É isso que você quer?

Ele assente: — Não dá mais. Eu não posso ser homossexual. Eu amo o Lucas e tal, mas não sei se consigo carregar esse peso a vida inteira.

— E quem disse que você é homossexual? — O questiono. — A sexualidade humana é ampla Gui. Não se coloque dentro de caixinhas.

— Mas eu... — Ele tenta falar, mas eu coloco meu dedo indicador em seus lábios.

— Esquece isso, eu quero te ajudar. — Falo sorrindo.

— Como? — Ele me pergunta confuso.

Eu me aproximo dele: — Se você quer tirar esses sentimentos de você, é óbvio que precisará de apoio. De uma pessoa que te ama, uma mulher que desperte o amor em você, que construa um relacionamento sério com você. O resto será consequência.

— Mas quem seria essa mulher? — Gui me pergunta.

Eu então aproximo nossos rostos. Consigo sentir a respiração dele quente e com cheiro de bebida: — Ela está mais perto do que você imagina.

E então, depois de nos encararmos por alguns segundos o que eu mais queria acontece. Ele me beija.


Notas Finais


E então. O que acharam?


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