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História O Nerd Gay e o Homofóbico - Capítulo 99


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Notas do Autor


No capítulo anterior:

E um misto de tristeza e raiva, faz com que eu saia ali dos braços dele. Corro aos prantos, sem olhar para trás.
Não posso perder meu voo. O que eu tinha para viver aqui no Brasil acabou.
P.O.V Davi OFF

Fique agora com as emoções do ÚLTIMO CAPÍTULO.

Capítulo 99 - Último Capítulo


Fanfic / Fanfiction O Nerd Gay e o Homofóbico - Capítulo 99 - Último Capítulo

_Quebra de tempo_ 1 Mês depois

 

P.O.V Estevam

Estou aqui no tribunal, na sessão do júri popular de Beto.

— Todos de pé. — Diz o meirinho quando o juiz entra.

Está na hora de ouvirmos a decisão do júri.

O juiz se põe em seu lugar: — Podem se sentar. O júri já tomou uma decisão.

O meirinho entrega o papel com resultado. O juiz abre e começa a ler.

Depois de quase um minuto o juiz se levanta: — O tribunal do júri decidiu por unanimidade a condenação de Beto de Albuquerque pelos crimes de homicídio triplamente qualificado.

Vibro internamente. Graças a Deus. A justiça está sendo feita.

O juiz então continua dando a sentença: — Com base nessa decisão determino a pena de 20 anos de prisão em regime fechado a ser cumprida desde já.

O juiz bate o seu martelo: — Essa sessão está encerrada.

Os policiais levantam Beto que está algemado. Uma aglomeração começa a se formar em torno dele. Lá fora há muitos repórteres da imprensa.

Acompanho a multidão e olho de relance para Beto. Ele está bem magro e como uma barba a fazer.

O encaro com toda raiva possível. Como pude ser tão inocente e ter caído no que ele dizia? Pelo menos agora fico aliviado que ele apodrecerá na cadeia. 30 anos pelos crimes de homicídio e mais 10 por tráficos de drogas, caixa 2 e lavagem de dinheiro. 40 anos na prisão. Ele vai morrer lá.

Meus pensamentos são interrompidos por uma cena icônica. Caroline, a mulher de Beto, cospe no rosto dele e mostra o dedo do meio enquanto ele é levado pelos policiais.

Eu acabo rindo. Ele merece muito mais.

 

P.O.V Caroline

Está uma verdadeira multidão na porta do tribunal. Tive que sair por trás para não ser parada pelos repórteres.

Sou surpreendida por Estevam no estacionamento: — Estevam!

— Olá Carol, você está bem? — Ele me pergunta.

— Ah, estou na medida do possível. Minha família acabou, mas ver Beto ser condenado me deixou bem feliz. — Respondo. — Ele tem que pagar por todo mal que nos fez.

— Olha tenho que confessar que ri a pouco quando você cuspiu nele. — Estevam diz e eu rio. — Ele mereceu.

— Aquilo foi pouco, queria ter dado uma boa surra na cara dele. — Digo. — Bom, mas é isso. Brincadeiras a parte eu lamento muito por tudo. O seu filho morto, o golpe na empresa. Peço perdão.

Estevam me abraça: — Que isso Carol, não precisa pedir perdão. Você foi tão vítima quanto nós.

— Obrigado, você e Débora são seres de luzes. Esperam que estejam bem e meu neto também. — Falo sincera.

— Estamos bem sim, da uma passada lá amanhã em casa para vê-lo, domingo depois do casamento de Damiana embarcamos para os EUA. — Ele responde e eu fico surpresa.

— Nossa... É, vocês precisam recomeçar mesmo a vida. — É o que desejo a eles, de coração.

— E você também minha amiga. — Ele diz enquanto olha seu relógio. Bom, preciso ir. Tenho que ir à empresa, hoje vou fechar a venda do cursinho para o grupo americano.

— Ah ta bom, vai lá. — O abraço. — Depois nos falamos.

Ele sai e eu sigo em direção ao carro. Estou morando na casa da minha tia Ivete, que faz parte da parte pobre da família a que restou.

— Ei, dona Caroline? — Sou abordada por um jovem rapaz de terno.

— Olha, se for da impren... — Tento falar, mas ele interrompe.

— Prazer, Thomas. Sou advogado. Vim assistir o julgamento do seu marido. — O rapaz se apresenta.

— Ah sim, se me der licença estou atrasada para... — Novamente sou interrompida.

— Lamento por tudo que aconteceu, esse Beto deve ser um idiota mesmo, não valorizou a família e essa linda mulher que possuía.

Fico encabulada com o elogio dele, fazia tempo que não escutava um: — Muito obrigado, é... Thomas, é muito gentil da sua parte.

— Seria mais gentil se pudéssemos sair algum dia, que tal? — Fico ainda mais surpresa com o jeito direto dele. Esses jovens de hoje em dia.

— Ai meu jovem me desculpe, eu tenho idade para ser sua mãe... — Antes que eu termine de falar ele se põe atrás de mim.

— Eu adoro mulheres maduras, ainda mais lindas como a senhora. — Diz sussurrando em meu ouvido e eu me arrepio toda. — Toma aqui meu número, me liga.

Ele me entrega um pedaço de papel com o número dele e ao sair dá uma piscadinha.

Eu fico olhando tudo sem entender e rio. Bom quem sabe eu não dê uma chance para o rapaz? Morta não estou. Preciso recomeçar...

 

_Quebra de tempo_ Dias depois...

 

P.O.V Guilherme

— Ai amor, ela está demorando. — Digo impaciente andando de um lado para o outro.

Lucas segura minha mão e me dá um selinho: — Calma Gui, parece que você que vai se casar.

Eu olho para ele e rio: — Espero que você não demore assim no dia do nosso casamento tentando colocar o vestido de noiva.

Recebo uns tapas dele enquanto rio de sua cara: — Ah é assim... Quer dizer que eu sou a mulherzinha?

Somos interrompidos pela minha mãe chegando.

— Ual mãe. Você está linda. — Me aproximo e a olho com o seu lindo vestido branco.

Eu a abraço. E Lucas faz o mesmo: — O Gui tem razão Damiana. Você está lindo e o vestido mais ainda.

— Deu um trabalho para me arrumar. — Ela diz olhando para Estevam. — Não é seu Estevam?

Ele ri e Lucas comenta: — O Guilherme estava mais aflito que o Carlos que é o noivo.

Eu me aproximo dela e pego em suas mãos: — Claro que eu fiquei. Hoje é um dia importante e um dos mais felizes para você. Quero que seja perfeito.

Ela me abraça já emocionada: — Esse com certeza é um dia feliz, mas nada supera o dia que você nasceu e eu te peguei nos braços pela primeira vez.

Agora quem está emocionado sou eu porra: — Mãe, você sabe como eu te amo mano. Eu fui fruto de um estu....

— Não diga isso. — Ela pede colocando o dedo em meus lábios. — Isso é passado. Você é meu filho e ponto.

Eu a abraço novamente. Damiana é a melhor mãe do mundo.

— Minha amiga você precisa se casar e eu e Gui temos que ir lá para dentro ficar nos nossos lugares. — Diz Lucas alertando-nos.

— Lucas tem razão. — Minha mãe fala retocando a maquiagem enquanto se olha no espelho. — Já estou mais que atrasada.

Dou um beijo nela e sigo com Lucas pelos fundos até o salão onde aconteceria a cerimônia.

— Você é um chorão mesmo Gui. — Lucas diz tirando sarro enquanto caminhamos até lá. — Depois falava que não chorava por nada.

— Cala boca Lucas. — Digo sem dar importância.

Ele para na minha frente e diz com um sorriso safado: — Vem calar então.

Já entendi o recado. Dou-lhe um beijo bem quente e demorado.

Nos separamos sem ar ouvindo a música tocar.

— Temos que ir. — Ele fala mordendo os lábios.

— A noite nós teremos a mansão só para nós. — O olho safado. Ele já tinha entendido o recado.

 

P.O.V Damiana

— Obrigado por ter aceitado entrar comigo. — Digo sorridente para Estevam. Eu sou muito grato a ele e Débora. Quase 15 anos trabalhando lá com ele, me ajudaram muito.

— Não há de que minha amiga. — Ele responde. — Agora está na hora.

Olho para frente. A porta do salão se abre. Lá no fim, perto do altar está Carlos todo sorridente. Ele está tão lindo. Eu realmente o amo. O local também é lindo. Aluguei essa linda chácara para a cerimônia. Foi bem caro, mais valeu a pena.

Caminho com Estevam até o altar. Eu e meu noivo ficamos frente ao oficial que está realizando a cerimônia. Por eu já ter me casado na igreja com Henrique não pude me casar novamente, então só será no civil mesmo, mas não importa. Deus abençoa do mesmo jeito.

O oficial começa a realizar todos os trâmites. Estou muito ansiosa e não paro de olhar para Carlos.

É chegado o momento dos votos.

O juiz olha para mim: — Damiana Xavier da Cunha, aceita Carlos Felgueiras Lima como seu legítimo esposo, prometendo ser fiel, amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias das suas vida até que a morte os separe?”

— Sim! — Digo bem forte e sorridente enquanto olho.

O juiz da paz profere a mesma pergunta para Carlos e logo vem a resposta, com o mesmo sorriso: — Sim!

E então nós dois já emocionados trocamos a aliança.

Em seguida assinamos o livro de registro e nossas testemunhas Estevam e Jurema fazem o mesmo.

— Pela lei dos homens e em nome do Estado de São Paulo eu os declaro casados. — O juiz profere as palavras finais. — Podem se beijar.

E sem perder tempo nós damos um beijão. Agora finalmente somos casados. Depois de mais de um ano e meio juntos.

E agora é hora da festa. Vamos nos divertir muito.

 

_Quebra de tempo_

 

A festa está maravilhosa. Os convidados estão adorando. É chegada a hora deu falar algumas palavras.

Subo até o palco montado onde estava o DJ e o som: — Pessoal, um minuto da atenção de vocês.

Todos então me olham e o DJ para a música.

— Quero agradecer imensamente a presença de todos nesse dia tão especial para mim e para o Carlos. — Começo a falar, e confesso que estou bem nervosa. — Eu queria dizer algumas coisinhas para o agora meu marido Carlos. Vem aqui amor por favor.

Carlos então sobe até o palco e dou a mão para ele: — Amor, eu queria que você soubesse o quanto eu te amo e sou grata por Deus ter te colocado na minha vida. Muitos aqui sabem o quanto tive uma vida difícil e um relacionamento anterior muito abusivo e tumultuado. Eu não desejo isso para ninguém.

Começo a ficar emocionada, mas prossigo: — Eu pensei que ficaria nessa vida até o dia da minha morte ou que não encontraria ninguém. Afinal eu me sentia feia, sem vida. Mas você apareceu e mudou completamente isso. Minha vida é mais colorida agora e com sua ajuda eu aprendi a me amar também, antes de compartilharmos esse amor que sentimos um pelo outro. E agora estamos aqui casados e formando nossa família... Eu, você, o Gui e parece que vem mais gente por aí.

Carlos me olha surpreso e vejo murmurinhos entre os convidados.

E então surpreendo a todos dando uma sacola para Carlos: — Abre meu amor, é um presente para nós.

Ele então apressado pega o que tem dentro da sacola. Um par de sapatinhos de bebê.

— Eu estou grávida meu amor. — Revelo emocionada. — Descobri esses dias. Nosso bebê já tem um mês.

Carlos também já está emocionado e me abraça: — Amor que notícia maravilhosa. Eu sou o homem mais feliz do mundo.

Damos um beijão e somos aplaudidos por todo o convidado.

— Eu sei que você perdeu seu filho e sua esposa há 5 anos trás, mas agora a vida está te dando novamente isso. — Falo já aos prantos de felicidade.

— Eu vou ser irmão? — Gui vem me abraçar feliz da vida juntamente com Lucas, Jurema seu Estevam e Débora.

— O médico disse que a gravidez é de risco já que tenho 46 anos, então vou ter que pegar leve e repousar bem. — Digo a eles.

— Não se preocupe amor, se depender de mim você não vai fazer na da de esforço viu. — Carlos fala passando a mão na minha barriga. — Eu e Gui ficaremos de olho em você.

Débora e depois Estevam vem me abraçar. Ela emocionada diz: — Parabéns minha amiga. Você não faz ideia o quanto estou feliz por vocês.

— Faço das palavras dela. Que sejam muito felizes. — Completa Estevam. — Bom minha amiga, nós precisamos ir ne. Daqui algumas horas é o nosso voo para os Estados Unidos.

— Ah meu Deus eu tinha esquecido. — Falo. — Vou sentir tanta falta de vocês. Obrigado por tudo. Por teres sido excelentes patrões todos esses anos e mais ainda, amigos do coração. Minha casa está de portas abertas.

Fico emocionada junto com eles, decido pegar Felipe no colo: — E você coisinha linda da vovó, vou sentir muitas saudades.

Eu sei que Felipe não era meu neto de verdade, mas vou sempre o considerar assim. Convivi um ano com ele. Jamais me esquecerei. Eu amo esse menininho. Tenho pena por ele ser filho de pessoas que foram tão ruins. Mas sei que agora terá muito amor sendo cuidado pelos seus avós de verdade, Estevam e Débora.

 

P.O.V Guilherme

— Será que eu poderia pegá-lo um pouco? — Peço a seu Estevam.

Ele assente então minha mãe o passa para meu colo.

Fico ali segurando ele e pensando o quanto gostei dele. Foi um baque ter tido a notícia de que eu seria pai com 17 anos, mas fui acostumando e gostando cada vez mais dele. Pena que tudo foi uma mentira.

Lucas se aproxima de mim e brinca um pouco com ele: — Felipe é tão lindo, não é?

Eu assinto: — Sim, mesmo ele não sendo meu filho de verdade sempre vai ficar essa situação e aprendi muito com essa experiência. Sinto-me mais do que preparado quando tivermos nossos filhos.

Lucas me olha surpreso e eu sorrio.

Dou um beijo na testa de Felipe: — Vai com Deus, meu filho.

Entrego ele para Estevam e de repente o abraço forte, em seguida faço o mesmo com dona Débora.

— Vocês merecem ser muito felizes com o Felipe. Finalmente estão realizando o sonho de vocês. — Sinto que preciso dizer essas coisas. — Eu sei que muitos enganaram vocês e se aproveitaram de sua bondade ou dinheiro, eu mesmo fiz isso. Mas aquele é um Guilherme do passado. Graças a Deus eu mudei, mas jamais esquecerei o que fiz. Mas enfim, nunca mudem. Continuem sendo esse Estevam e dona Débora que nós conhecemos. Ter pessoas como vocês vale a pena. E curtam a oportunidade de ter um filho. Eu sei o quanto vocês queriam isso.

Os dois já bem emocionados me abraçam e depois se beijam.

— Sentiremos saudade de todos. — Débora fala aos prantos. — Não vamos perder o contato hein. Nossa casa lá nos EUA também estará de portas abertas.

E mais uma vez todos se abraçam.

— Eu levo vocês até a saída. — Diz Carlos.

E então eles se vão.

Algumas lagrimas escorrem do meu rosto.

— Chorão. — Diz Lucas se aproximando e abraçando.

— Que nada, amor. — Digo fingindo e limpando. — Entrou um cisco no meu olho.

 

_Quebra de tempo_

 

P.O.V Lucas

Estou no quarto do Gui mexendo no celular. Ele foi tomar banho. Decidi escrever uma mensagem para Davi. Desde aquele dia que ele partiu para Portugal nunca mais nos falamos. Sinto que preciso fazer uma despedida a altura. Davi é uma pessoa maravilhosa, iluminada e bondosa.

Digito a seguinte mensagem no whats app: Davi, tudo bem? Sei que faz muito tempo que não nos falamos. Espero que esteja tudo bem aí na faculdade. Semana que vem já será minha colação de grau. Vai ser naquele mesmo salão onde foi a sua no ano passado. Confesso que estou ansioso. Bom... Fiquei pensando muito no que te escrever e naquelas palavras que você disse antes de ir. Lembro-me que falou que existe um limite para a felicidade e que a nossa já tinha o atingido. Mas sabe... Eu discordo, porque enquanto continuarmos desejando o melhor um para o outro, teremos a felicidade eterna. Então... seja feliz!

Clico em enviar.

 

P.O.V Davi

Estou aqui num pub no centro de Lisboa. Até que estou me adaptando bem a cidade. E o curso de história da faculdade é muito bom. Vou ser um excelente profissional. Apesar de estar estudando muito decidir relaxar um pouco e aproveitar a noite.

Enquanto tomo um drink olho as notificações do celular. Uma mensagem de Lucas. Fico surpreso. Já faz um mês que parti. Eu preferi não mandar mais mensagem e nem nada do tipo, para não sofrer ainda mais.

Bom, depois eu leio. Decido sair do bar e dançar um pouco.

Acabo esbarrando num homem: — Putz foi mal.

Quando me viro vejo um belo rapaz negro, alto aparentando ter a mesma idade que eu. Nossos olhos se encaram.

— Não foi nada, ora pois. — Responde com o sotaque carregado do português de Portugal. — Acaso tu vens aqui sempre?

Balanço a cabeça: — Não. É a primeira vez. Eu me mudei a pouco tempo.

— Ah legal. Tu és da onde? — Ele pergunta interessado.

— Brasil. — Respondo e ele arregala os olhos.

— Eu adoro o Brasil, de verdade. — Ele fala animado. — Ah e antes de qualquer coisa, não me apresentei. Sou Otavio, muito prazer,

Nos cumprimentamos: — E eu sou Davi. O prazer é meu.

— Adoraria ouvir sobre suas histórias e vida no Brasil. Parece ser um gajo bem vivido, além da bela aparência. — Percebo que ele está me paquerando.

Fico um pouco tímido, mas por que não aproveitar? Parece ser um cara legal, além de ser bem gato.

— Claro, podemos pedir um drink, que tal? — Digo sorrindo e seguimos para o bar.

 

P.O.V Lucas

Gui aparece no quarto só de toalha. Eu deixo meu celular no criado mudo.

— Finalmente saiu do banho. — Digo. — Achei que a água do mundo ia acabar.

Ele ri enquanto penteia o cabelo: — Eu estava ficando cheirosinho para você.

— Você sempre está cheiroso. — Falo rindo e ele pula na cama.

— Mas hoje é por uma ocasião especial. — Ele me olha com um sorriso safado e me beija. — Minha mãe e Carlos estão na lua de mel em Cancun, temos a mansão só para nós todos esses dias.

Eu já tinha entendido o recado. Desde que voltamos a ficar juntos não tínhamos transado ainda. Foi uma correria danada. Provas finais na escola e ainda ele estava se recuperando da cirurgia.

Eu também lanço um olhar safado para ele e avanço com um beijo bem quente.

Nossos órgãos começam a ganhar vida em meio aquela pegação gostosa. O dele acaba se revelando bem duro quando a toalha se desamarra do corpo.

Guilherme era bonito e gostoso em todos os sentidos.

Sem pedir permissão toco com meus lábios seu pênis rígido. Me delicio com cada pedaço dele em minha boca. Os gemidos do Gui só aumentam.

— Ah! — Isso é muito bom porra. — Que saudades.

Vou acelerando os movimentos e passando a língua por toda expansão. Depois aproveito e lambo um pouco das suas bolas.

Sinto que ele vai gozar: — Agora não.

Nos beijamos mais um pouco e ele tira toda minha roupa depois disso.

Vejo seus olhos brilhando ao me fitar completamente: — Você é uma delícia.

Ele vai dando vários beijos por meu corpo desde o pescoço até a barriga.

Sinto suas mãos tocarem no meu pau que também está bem dura. Ele faz uma delicada masturbação. Está muito bom. E em seguida sinto sua boca.

Realmente está muito bom. Nossas mãos se entrelaçam enquanto ele chupa por completo.

— Fica de quatro amor. — Ele pede depois de uns minutos que estávamos assim.

Eu logo obedeço e recebo um belo tapa na bunda, a dor se mistura com o tesão que paira no ar, junto com o calor de nossos corpos.

— Safado! — Digo gemendo ainda mais quando sinto sua língua na minha entrada.

Essa sensação é muito boa. Um geladinho e sensação de cócegas junto com a excitação.

Gui deixa o local bem molhadinho.

Já não aguento mais. Me viro e dou-lhe um beijo nele: — Eu preciso sentir você dentro de mim agora. Me come Gui, por favor.

Ele dá outro beijo e depois pega o preservativo e lubrificantes na gaveta.

Em instantes sinto ele entrando devagar. E começa o movimento de vai e vem.

— Ah! — É muito bom sentir isso.

Ele vai aumentando a velocidade enquanto me come de quatro. Depois trocamos a posição para mamãe e papai.

Damos muitos beijos e trocamos carícias durante a penetração. O prazer que sinto é indescritível.

O som dos nossos gemidos se mistura pelo quarto.

— Ah! Ah! Eu te amo Lucas. — Ele fala ofegante. — Ah! Isso é muito bom, caralho.

As estocadas continuam por vários minutos. Eu começo a me masturbar freneticamente.

E então nós dois gozamos juntos enquanto nos beijamos.

Gui sai de dentro de mim e tira a camisinha. Caímos exaustos um do lado do outro.

— Eu tava tanto precisando disso. — Ele fala me dando selinhos. — Mais de um ano fingindo sentir prazer com aquela desgraçada. E agora eu tenho aqui novamente o que eu gosto.

— E vai ter muito mais. — Digo o olhando maliciosamente. — Sou todinho seu.

Voltamos a nos beijar intensamente e trocar carícias. Ficamos assim por vários minutos, sem ver o tempo passar.

 

P.O.V Guilherme

Está tão bom esse momento só nosso. Enquanto o beijo/ me vem à cabeça um pedido que quero fazer. Esse é o momento.

— Amor? — Digo quando paramos de beijar.

Ele me olha.

— Eu tava pensando... Será que você.... É... — Não consigo dizer, porra.

— Fala logo, Gui. — Ele pede rindo.

— Eu queria que você me comesse. — Digo rápido e corado de vergonha.

Lucas me olha espantado: — Meu Deus. Sério isso? Jamais imaginaria que fosse pedir isso.

— Ah sei lá Lucas, queria experimentar e ver como é... — Respondo meio desapontado. — E queria que fosse com você. Mas sei que nunca fez e deve se sentir desconfortável.

— Não Gui que isso. Só fiquei surpreso. — Ele responde rindo. — E outra eu já fiz sim, algumas vezes com o Davi. Foi bom até, embora eu prefira ser passivo mesmo.

— Então você faria em mim? — Pergunto.

Ele assente. Dou um beijo nele. E o clima volta a esquentar.

Seguimos então para as preliminares. Repetimos tudo de novo. Estávamos mais do que prontos para um segundo round.

Depois de fazer mais um boquete em mim Lucas pede para me virar e ele faz um delicioso cunete. É muito bom sentir a língua dele.

— Eu vou pegar a camisinha ok? — Ele me olha.

Embora estou um pouco nervoso e ansioso Lucas me passa tranquilidade. Começo a ficar mais calmo.

Ele põe a camisinha e depois passa um pouco de lubrificante sobre ela e na minha entrada.

— Relaxa viu. — Ele pede compreensivo. — Vou bem devagar para você se acostumar.

Mudamos de posição. Ficamos de ladinho. Começo a sentir ele entrando. Confesso que está doendo um pouco. Uma sensação um pouco estranha.

Ele entra totalmente e enquanto isso vai dando beijo em mim e no meu pescoço. Devagar começa um vai e vem. Ainda está doando um pouco, mas lá no fundo sinto um prazer, que aos poucos vai se intensificando.

A sorte que o pau do Lucas é médio e não tão grosso. E temos o lubrificante. Vou aos poucos relaxando mais e ele vai aumentando a velocidade.

Conforme vou relaxando mais sinto um prazer maior: — Isso! Ah!

Mudamos a posição. Isso é realmente bom: — Aii. Vai Lucas.

Ele estoca num ponto certo. Acabo gozando sem tocar no pau. Isso é incrível. Ele também tinha tido seu orgasmo novamente.

Caímos um do lado do outro exaustos.

— O que achou? — Ele pergunta ofegante.

Respondo com um beijo bem quente: — Foi incrível amor. Até que não é ruim. Foi bem gostoso. É claro que ser ativo é muito mais. Mas sei que agora podemos dar uma variada e tal.

Ele ri e entrelaça nossas mãos: — Obrigado por confiar em mim. Eu te amo tanto Gui.

— E eu te amo mais, meu gostoso. — O beijo. — Que tal tomarmos um banho de banheira para tirar o suor e a porra e depois irmos na hidromassagem?

Lucas assente e então seguimos para a banheira.

Ainda transamos lá novamente e depois dentro da hidromassagem. Acho que realmente estávamos com saudades um do outro.

 

_Quebra de tempo_ 1 semana depois.

 

P.O.V Sabrina

Acabo de botar o vestido da formatura. Hoje é o grande dia.

Minha mãe entra no quarto. Ela arregala os olhos.

— Minha filha, você está linda. — Vejo ela dizer emocionada enquanto a abraça. — O vestido ficou divino em você.

Fico extremamente surpresa, pois minha mãe nunca tinha me elogiado todos esses anos. Sempre me chamando de gorda e tal...

— Está tudo bem mãe? — Pergunto. — Não vai me chamar de feia, gorda, que não caibo no vestido.

— Não! Não. — Ela me puxa e sentamos na cama. — Me perdoa minha filha. Eu fui tão horrível com você. Eu estava preocupada com aparência e com que os outros iriam falar e não me dei conta que só te fazia mal. Seu namorado veio conversar comigo e minha ficha caiu. Você é linda de todo jeito. Belas curvas e esse cabelo rosa maravilhoso que até combina com o vestido. Sabe... Eu te amo minha filha e peço perdão. Você e seus irmãos são a razão da minha vida. Tenho orgulho de vocês.

Já estou bem emocionada. Junto com ela. Nos abraçamos forte.

— Claro que eu te perdoo mãe. Eu te amo. — Falo sincera. É bom poder saber que tínhamos resolvido as coisas. — Eu gosto do meu corpo assim e sinto-me bem assim. Eu sou linda, gostosa e tudo de bom.

— Isso ai. — Ela fala se levantando e rindo. — E tem um namorado maravilhoso que sabe valorizar tudo isso. Aliás falando nele...

Rafa aparece no meu quarto e fica com a boca aberta.

— Vou deixar vocês a sós. Mas não demorem. Seu pai vai reclamar. Sabe que ele odeia chegar tarde nos lugares. — Minha mãe fala e me abraça antes de sair.

Rafa se aproxima e fica me encarando.

— O que foi? — Pergunto rindo.

— Mano, eu to na frente da mina mais gata do mundo. — Ele diz sorrindo e me beija. — Você será a mais bonita dessa formatura, pode ter certeza.

Novamente fico emocionada.

— Ohh, que foi amor? — Ele pergunta preocupado.

Eu acabo rindo enquanto choro: — Amor eu te amo tanto. Amo por você ser tão incrível, ter falado com a minha mãe e ter me tratado tão bem. Me levantado a auto estima, ter me defendido dos gordofóbicos na rua e na escola e acima de tudo por ser tão companheiro, carinhoso. As vezes eu acho que não tem mereço...

Rafa põe seu dedo indicador nos meus lábios impedindo-me de terminar.

— Jamais diga isso. — Ele entrelaça nossas mãos. — Claro que merece. Você é divertida, espontânea, adora ajudar os outros. Você foi a única que pessoa em cinco anos que fez amizade com o Lucas, sabia? E porra, você me fez mudar muito, caso contrário eu continuaria sendo um dos babacas do fundão da sala. Então... nós nos merecemos amor. Nós fazemos bem um ao outro e foda-se o resto.

E então sem falar mais nada damos um beijo bem intenso e quente, misturado com as lágrimas.

— Eu te amo até o fim. — Falo com toda certeza. — Quero que seja maravilhosa nossa última noite de ensino médio.

— Pode ter certeza que vai. — Rafa me encara. — Mas não se esqueça que vai ter que me aguentar muito ainda nessa vida.

E eu rio. Sabe... Rafa sem dúvidas é mais que perfeito para mim. Universo, muito obrigado por ter me dado ele.

— SABRINA! — Meu pai grita lá de baixo. — Vamos logo minha filha. Vamos perder os melhores lugares.

Eu rio: — Melhor ir ou meu pai vai ter um filho daqui a pouco.

Ele me dá as mãos e descemos. Estamos prontos para a formatura.

 

P.O.V Lucas

— Você está tão lindo meu filho. — Minha mãe chora ao me ver com a smoking. — Que orgulho meu Luquinhas se formando no ensino médio.

— E logo se Deus quiser vem a faculdade. — Meu pai fala enquanto arruma minha gravata.

Ando de um lado para o outro impaciente.

— Ainda está nervoso? — Pergunta dona Martha.

— Claro mãe e se o Gui não conseguir vir para minha formatura? — A questiono nervosa.

A formatura do Gui lá do colégio dele está sendo hoje também. Ele me garantiu que assim que pegasse o diploma já viria para nossa.

— Tenho certeza que ele conseguirá meu filho. — Diz meu pai todo calmo. — Acalma o coração. Acho melhor já irmos ne?

É chagada a hora.

 

_Quebra de tempo_

 

P.O.V Daniela

Já estamos indo para o final da cerimônia. Está tudo muito lindo. Ver os alunos se formando é sempre especial para nós professores.

— Vamos chamar agora a paraninfa dos terceiros anos. A professora Daniela Azevedo de Língua Portuguesa e Literatura. — Diz o mestre da cerimônia e eu me levanto.

Sou aplaudida até ir para o palco.

Confesso que estou um pouco nervoso. Olha toda aquela multidão no teatro. Pais e alunos. Não sou muito boa com discursos.

Olho para Anderson lá em uma das cadeiras. Ele veio comigo e trouxe nosso filho. Ao vê-los sinto uma paz interior. Eles eram meu porto seguro. Sinto-me muito mais forte com eles.

Respiro fundo e vou até o púlpito com o microfone: — Boa noite pais e formandos 2020 da Escola Estadual Eduardo Chaves. Primeiramente quero agradecer por ter sido escolhida como paraninfa de todas as turmas. Dou aula para muitos desde 2014 no 6º ano. Lembro como se fosse hoje vocês bem pequenos ainda, escrevendo meio mal, lendo com dificuldade. Quem diria que se tornariam esses belos rapazes e moças. Tenho muito orgulho de ter sido professora de vocês. Alguns estão aqui há 7 anos, outros entraram somente no 1º ano, mesmo assim, é um bom tempo. Vivemos muitas coisas nesse tempo e com certeza saímos totalmente diferentes de quando entramos. E ainda bem, não é? A vida é mudança. Cometemos acertos e erros a todo momento, mas o mais importante é sabermos tirar as lições de cada coisa que vivemos. A escola é muito mais do que apenas conteúdo. É claro que é importante escrevermos a crase corretamente, (todos riem) as características do modernismo... Mas a escola, acima de tudo, é um lugar para formar nossa identidade, nossas opiniões, nossas relações sociais. É sem dúvidas, um dos momentos mais especiais de nossas vidas. A vida não para, é claro. Muitos aqui têm novos desafios pela frente. E sei que conseguirão, basta acreditarem em si e irem atrás. Mas independente do que forem fazer, só digo uma coisa, sejam bons e acima de tudo felizes. Amem e valorizem aqueles que te fazem bem e estão do seu lado. Pois não somos nada sem outras pessoas. É essa mensagem que eu gostaria de dizer essa noite. Meu muito obrigado. Sentirei saudades de cada um.

E assim que termino sou ovacionada pelo público.

Fico emocionada. Anderson e meu filho se levantam para aplaudir. Embora esse texto tenha sido para os formandos eu me identifiquei e coloquei muito do que vivi nele. Quase perdi minha família por não os valorizar. Esse erro não cometo mais. Estou felzi com eles e isso que é importa.

 

P.O.V Lucas

Me emocionei muito com o discurso da professora Daniela. Agora é hora da entrega dos canudos. Nada ainda do Gui. Minha turma é o 3º A. Já vão começar a chamar.

Uns 10 minutos depois me chamam no microfone: — Lucas Toledo da Silva.

Eu me levanto e sou aplaudido. Pego o canudo das mãos da professora Daniela. Abraço ela, outros professores, o coordenador e a diretora em exercício. Quando pouso para foto vejo Gui, Damiana e Carlos acenando para mim. Dou um baita sorriso.

Já com o canudo em mãos me sento novamente em meu lugar. Minutos depois chamam o Rafa, mais alguns e depois Sabrina.

— Uhul! Vai sua linda! — Grito ovacionando-a.

Eu rio muito ao ver Sabrina quase que desfilando ao pegar seu canudo. Em seguida dela vai a Sophia e depois de dois o chato e insuportável do Thales.

E assim nossa sala havia terminado. Ainda tinha o 3º B, C e D.

 

_Quebra de tempo_

 

A entrega de canudos tinha terminado, bem como a cerimônia. Está uma muvuca por todo o espaço do salão. Estou tentando achar meus pais no meio da multidão.

— Bu! — Levo um susto ao receber um abraço de trás.

Quando me viro era Gui.

Pulo em cima dele e dou um beijo: — Ai que bom que você veio. Achei que não conseguiria.

— Você acha que ia perder sua formatura e no lugar que estudei por quase 6 anos? Era para eu estar me formando com vocês também? — Ele responde.

— E como foi lá na sua formatura? — Pergunto interessado.

— Ah foi normal, eu não tinha tanta amizade assim. — Gui responde sem dar muito importância. — Mas o que importa é aqui.

Voltamos a nos beijar. Até que somos interrompidos.

— Ora ora, dois viadinho aqui na festa. — Diz Thales junta com seus amigos idiota. — É melhor vocês pararem com essa viadagem ou vou ter que partir para agressão.

Fico apreensivo.

Guilherme se põe na minha frente: — Não tenho medo de você não Thales, se quiser partir para briga eu to aqui.

Thales ri: — Quem diria né Guilherme. Você viado. Pagava todo de machão. Você não tem vergonha não?

Gui pega na minha mão: — Eu tenho orgulho isso sim. Amo o Lucas e não me importo com a opinião de pessoas preconceituosas como você. Tenho pena de você.

— Ah mas... — Ele tenta falar, mas Gui me puxa para um beijaço. E mostra o dedo do meio para Thales.

O pessoal que está ao redor começa a bater palma. Thales sai dali furioso.

Fico emocionado e feliz pela reação de Guilherme. Agora eu sabia que ele tinha mudado: — Obrigado Gui. Você foi bem corajoso.

Ele sorri: — Eu disse que mudei. Isso é por você e por mim.

Nisso aparecem meus pais e Damiana e Carlos.

Todos nós nos abraçamos.

— Luquinhas meu querido tenho um presente de formatura para você. — Diz Damiana.

Fico surpreso, meus pais também. — Que isso dona Damiana, não precisa não. — Meu pai diz em toda sua simplicidade, nem nós demos nada a ele. As coisas tão apertadas. Tive que me afastar do emprego.

— Quero que aceite, é importante. — Ela me entrega um papel

— O que é isso? — Pergunto curioso.

— É um contrato com o melhor cursinho preparatório de medicina do país. — Ela revelam me deixando chocado. — Paguei os 12 meses de mensalidade para você. Então é só você frequentar as aulas e se dedicar durante todo o ano que vem. Sei que nesse final de ano por conta de tudo que aconteceu e desde que começou a trabalhar não teve muito tempo de se dedicar ao vestibular. Então é essa é a oportunidade.

Começo a chorar e a abraço: — Muito obrigado minha amiga. Serei eternamente grato. Você é uma pessoa tão maravilhosa. Obrigado por fazer parte da minha vida.

— Eu que agradeço por você ter aparecido na nossa vida. — Ela fala sorrindo. — Você mudou o Guilherme e eu serei também eternamente grata.

Minha mãe e meu pai também agradecem a ela. Nisso aparecem Rafa, Sabrina, e até Tabata e Estela.

— Bora comemorar meu povo. — Diz Sabrina animada. — Que tal bebermos um pouco? Hoje é o último dia do nosso sexteto, ano que vem muita coisa vai mudar.

Olhamos um para o outro. Pior que ela tinha razão.

Depois de nossos pais deixarem nós vamos para a pracinha do bairro e ficamos ali conversando e bebendo.

— Já sabem o que vão fazer ano que vem? — Pergunta Tabata.

— Eu vou fazer moda — Responde Sabrina.

— Eu quero fazer design de games ou engenharia elétrica. — Dessa vez responde o Rafael. — Se tudo der certo quero estudar na mesma faculdade que meu amor.

Rafa e Sabrina se beijam. Eles são tão fofos. Formam um lindo casal.

Eu respondo que quero fazer medicina e conto sobre a novidade do cursinho.

— Eu ainda estou em dúvida, mas acho que vou fazer administração. — Gui fala.

— Boa mano. — Rafa faz um toque nele. — Sempre disse que você levava jeito para essas paradas.

— E você Estela? — Pergunto curioso. — Qual seus planos para o ano que vem?

— Eu e a Tabata vamos fazer um mochilão pelo mundo. — Ela responde e nos deixa de boca aberta.

Nisso somos interrompidos por Sophia.

— Boa noite pessoal. Lucas, será que eu poderia falar com você um minuto.? — Espanto o pedido dela, mas assinto.

Vou com ela para uma parte mais afastada da pracinha.

Ela me dá um abraço bem apertado: — Me perdoa Lucas. Me perdoa por ter ajudado a Mariana com aquele plano de te separar do Guilherme. O ensino médio acabou hoje e eu nunca mais te verei, então precisava fazer isso.

Eu sorrio: — Claro que te perdoo. Você é uma boa pessoa Sophia, acordou enquanto era tempo. Nunca mais deixe seu brilho ser apagado ou ofuscado por outra pessoa.

Nos abraçamos novamente e ela pega nas minhas mãos: — Obrigado por tudo. Espero que seja muito feliz com o Gui e acima de tudo um excelente médico.

— E que você seja uma excelente...

— Advogada! — Ela completa. — Quero fazer direito.

— Então boa sorte para você. — Falo de coração. — Seja feliz.

Ela então se despede e logo Gui parece onde estamos.

— Está tudo bem amor? — Ele pergunta.

Eu assinto: — Relaxa Gui. Está sim.

— Que tal se fossemos em outro lugar, preciso te mostrar uma coisa.  — Gui fala e me deixa desconfiado.

— Que outro lugar? — Pergunto curioso.

— Relaxa, logo você saberá. — Ele responde rindo e me puxa. Seguimos até o tal lugar.

 

_Quebra de tempo_

 

— A escola Gui? — Pergunto ao ver ele abrindo o portão da minha escola. — Como você conseguiu a chave?

— O Luciano me emprestou. — Ele ri.

Entramos. Está tudo apagado. Dá um certo medo até.

Vamos até a quadra, mais especificamente no cantinho que costumávamos ficar.

— Nosso cantinho? — Pergunto sorrindo. Não acredito que ele fez isso.

Gui me abraça por trás: — Sim, queria que ficássemos uma última vez aqui.

Eu o beijo feliz por esse lindo gesto. Ficamos observando a linda lua cheia dessa noite quente de dezembro. Daqui alguns dias já seria natal.

Gui respira fundo e se solta de mim. Ele fica na minha frente: — Sabe Lucas, hoje mais cedo lá na formatura aquele ato de coragem só fez eu ver o quanto sou completamente apaixonado por você.

— Eu sei disso Gui. — Digo com toda a certeza que tenho. — E eu sinto o mesmo por você. Até mais. Tenho muito orgulho do que sou e do amor que sinto por você.

— Obrigado por ter aparecido na minha vida. — Vejo ele um pouco emocionado. — Obrigado por ter me tornado uma pessoa melhor. Eu devo muita coisa a você.

Agora sou eu que fico emocionado com as palavras.

Ele prossegue: — Sabe... Ainda bem que Deus nos juntou. Porque senão nós continuaríamos sendo apenas o nerd gay e o homofóbico.

Ele então tira do bolso uma caixinha e revela duas lindas alianças de prata: — Eu quero muito mais com você. Uma vida ao seu lado. Não sei o futuro. Mas essa é a única certeza que tenho. Vamos recomeçar?

Já estou em prantos de tanta felicidade. Não consigo nem falar apenas assinto.

— Lucas, aceita ser meu namorado novamente? — Ele pergunta emocionado e com um belo sorrido em seu rosto lindo.

— Claro que sim. — O beijo com todas as forças.

Ele coloca a aliança em mim e eu faço o mesmo com ele.

— Eu te amo meu amor. — Ele entrelaça nossos dedos. — Para sempre.

Eu olho novamente para aquele lindo rapaz, o meu namorado: — Eu também te amo. Para sempre.

E assim ficamos abraçados sentindo o calor um do outro e vendo o lindo céu estrelado iluminado pela bela lua cheia.

Obrigado meu Deus por tudo que me deu. Tenho tanta coisa para viver, mas eu sei que boa parte do que me fará feliz já está aqui comigo.

Minha família, meus amigos e é claro, o meu Guilherme.

Pode ter certeza que vou aproveitar.

FIM


Notas Finais


E é isso gente. Depois de 98 capítulos nossa história chega ao fim. Só tenho a agradecer cada um. Sem vocês não teríamos chegado até aqui, com mais de 600 favoritos e mais de 1600 comentários. Obrigado pelas sugestões, elogios e críticas. O Nerd Gay e o Homofóbico foi muito especial para mim enquanto escritor e tenho certeza que foi para vocês leitores, nesse 1 ano e 1 mês que a história aconteceu.
Que todos possam se amar e se valorizarem para assim conseguirem amar e serem amados sem medo de julgamentos. Todos nós merecemos ser felizes. Nunca desistam dos seus sonhos e jamais mudem o caráter pelos outros. Façam aquilo que acreditam sempre respeitando o outro e dando valor em quem está sempre com a gente. Saibam ouvir nãos e aprender com o erros e tombos da vida. Um pouquinho de cada uma dessas coisas é a receita para a felicidade.
Embora seja uma história fictícia muita coisa tem a ver com a realidade. E foi essa mensagem que quis passar com ela.
Mais uma vez meus sinceros obrigados. Não sou escritor profissional, sou um simples humano que gosta de escrever histórias. Todo meu incentivo a quem quer fazer isso. Dá gosto ler boas coisas.

E até o final da semana tem um EPÍLOGO. Isso mesmo? Como estará Lucas e Guilherme daqui alguns anos? Para quem ainda quer matar a saudade, é uma ótima pedida.

Então até lá pessoal #AcabouONerdGayeoHomofóbico #Luerme #Lucas #Guilherme


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