História O noivo da Beleza do Mar é um dragão - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Agua, Boysxboys, Dragão, Dragões, Fantasia, Hemipênis, Homossexualidade, Lemon, Merman, Mpreg, M-preg, Original, Romance, Sereia, Sereio, Sirene, Sirenes, Tritão, Yaoi
Visualizações 11
Palavras 1.957
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Faz tempo que não faço uma obra, finalmente consegui coragem para voltar a postar.

Sejam gentis e espero que gostem, leiam com mente aberta (•́ᴗ•̀)♡

Créditos: Amy Brown pelo desenho da capa

Capítulo 1 - Capítulo 1- Beleza do mar


A rica e espaçosa terra estava cercada por enormes estruturas de rochas naturais, a névoa limitava a visão do seu interior, causava temor à quem se aproximava: era o abismo.


Para outros, não se sabia o quão profundo era, mas era o suficiente para que grandes criaturas como dragões morassem, pelo menos uma porcentagem desta rara raça. E um grande dragão de escamas negras voava para encontrar o líder de todos que viviam ali. Apressadamente, carregando uma beleza do mar em sua boca.


O líder era um admirado dragão com escamas de puro ouro, a forma que passava mais tempo era de um homem de boa aparência: pele amarelada como trigo, longas madeixas loiras como ouro e profundos olhos dourados. A sua caverna era a mais bela, enfeitada por preciosas jóias e, principalmente, ouro. E enquanto muitos poderiam imaginar uma caverna simples, esta era digna de ser chamada como lar de um rei. Graças a isso e seus feitos, o líder passou a ser chamado de rei.


Entrando na caverna através de um arco, o dragão negro tirou de sua boca a criatura antes de tomar a forma humana, expondo sua pele negra e longas madeixas ônix, para entrar em uma das várias salas e corredores a procura de seu rei.


"Samash!"


O dragão negro na forma humana chamou pelo ser que estava redoeado por grandes prateleiras preenchidos por livros de diversos tipo. Do seu lado estava sua esposa, Havilar, da linhagem de dragões negros. Ambos, quando olharam para o ser machucado que carregava em seus braços, as expressões sérias foram tomadas por expressão de surpresa.


"C-como a encontrou?" Perguntava Samash, incrédulo.


"As cataratas deve ter a trago aqui." Respondeu o dragão negro.


As estruturas de rochas e terra não estava completamente fechada, o que completava era as enormes cataratas que levava a este abismo. Até então, não havia registros de alguma criatura que foi pega pelas cachoeiras: esta sirene era a primeira.


"É um milagre que esteja vivo..." Pensou o dragão negro.


"Querido, o que vamos fazer com este ser?" Perguntou Havilar, analisando a criatura com calda de peixe da cor ciano.


O rei parecia pensativo e seriamente respondeu:


"Darei ao nosso filho."


"Ahah, querido, olha o peitoral deste ser, acha que é uma fêmea?"


Com certeza sua beleza poderia confundir qualquer um, mas o seu peitoral, embora não seja viril, a entregava.


"Eu não sou tolo, Havilar. Como a água, estes seres são mutáveis, o que incluem o seu sexo."


Samash não conhecia todas as vidas que existia em baixo de tanta água, que mesmo para o maior sábio é um mistério, mas sua paixão pelas famosas sirenes o trouxe bons conhecimentos. Ele sabia que elas eram mutáveis como a água, o que para algumas espécies incluíam seu sexo: o corpo estava preparado para receber filhotes e, se for necessário, mudar completamente seu sexo.


"Balasar, use o feitiço de cura e..do silêncio."


Ordenou Samash enquanto aplicava o feitiço de transformação. Feitiço este que dará pernas para a jóia do mar sem perder características de sua espécie, assim, ele poderia andar como qualquer um. Com o feitiço concluído, a beleza inconsciente perderá sua calda, ganhando um par de pernas translúcidas, pálidas e gélidas, assim como todo seu corpo. Agora era visível a todos presentes o pilar entre as pernas da beleza, revelando seu sexo biológico.


Imaginando que tal cena aconteceria, Havilar rapidamente preparou uma túnica branca com desenhos de ouro feita com magia e se aproximou para tentar vestir o jovem. Quando viu o mesmo abrir os olhos rapidamente, ela se afastou. Os olhos de cor azul tão claro que se aproximava do branco a encarava, inexpressivo. Abriu a boca, mas nenhum som saiu, foi quando sua falta de expressão ganhou sinais de temor.


"Você, criatura, que entrou em nosso território. Lhe daremos duas opção: case com o nosso herdeiro ou morra aqui neste momento."


Usando feitiço de tradução, suas palavras quando chegaram nos ouvidos da sirene foram entendidas, soando grave e dominante, um tipo de voz que o pequeno ser jamais ouvirá antes. A sirene sem sua voz estava completamente vulnerável, assim sentiu que a qualquer momento a morte o abraçaria.


A sirene não sabia o que era "case", mas assentiu com a cabeça. Ele não precisava falar: o medo em seus olhos indicavam que não queria morrer.


"Deixe-me te vestir."


Pediu Havilar, se aproximando de novo da criatura e a vestindo. Logo em seguida, Balasar com cuidando o tomou em seus braços, sem a calda da sirene, seu corpo se tornará tão leve quanto pluma.


"Seja obediente e iremos deixá-lo cantar de novo." Explicou Samash. "Levá-o para um quarto e espere por Lysder."


Balasar obedeceu. Enquanto levava as longas madeixas azul claro da sirene se arrastavam pelo chão, fazendo Havilar e Samash observá-los até que não sejam mais vistos, admirados.


"Meu amor..." Havilar chamou atenção do seu marido. "Não acha que foi longe demais?"


"Havilar, uma vez eu escutei a canção de uma sirene, eu poderia escutar pela eternidade... Mas nunca tive outra chance..."


"Eu sei, eu já perdi as contas de quantas vezes me contou essa história."


"E agora, depois de tantos anos uma sirene cai em nossas mãos. É uma oportunidade rara que eu não deixarei escapar, me entende?"


Os olhos de Samash brilhavam, vendo tais feições de seu marido, Havilar suspirou. A obsessão de seu amado era algo que sempre o acompanhou dês que ouviu a canção e, várias vezes, ele tentou ouvir de novo, mas nunca conseguiu. Dês que a guerra acabou, as sirenes raramente iam para a superfície, preenchendo os reinos e impérios de contos e lendas sobre suas belas vozes que nem o melhor bardo conseguiria ter. Aqueles que ouviam eram considerados sortudos.


"Irei chamar por nosso filho." Disse Havilar, se retirando da sala.


Em uma outra sala era audível sons de metais se batendo, eram espadas que o tal Lysder e seu treinador usavam em uma simulação, onde mais uma vez, o príncipe herdeiro perderá sua espada, a deixando cair longe após um golpe do outro. Este que o encarava com desdém.


"Quantas vezes isso aconteceu?" O tom da sua voz era de zombaria. "Hein, príncipe, até quando continuará sendo uma vergonha?!"


O jovem de pele era escura com algumas escamas de ouro a vista tinha cabelo longo da cor loira que brilhavam cheio de vida, mas seus olhos dourados já não brilhavam com mesma intensidade. Se virando para pegar a espada, era visível sua calda dragonica de escamas de puro ouro, assim como o par de chifres nas laterais de sua cabeça que se projetam tortuosamente.


"Filho?"


Uma voz feminina soou. A mulher de pele negra e longo cabelo ônix ondulado entrou na sala, parecia não ter escutado o que o treinador disserá. Diferente de seu filho, suas características dragonicas não eram tão visíveis.


"Sim, mamãe..."


"Por favor, me acompanhe."


Guardando sua espada, o príncipe herdeiro acompanhou a mãe, nervoso. Dês que deixou de ser um bebê, seus pais não passavam tanto tempo consigo que não seja para conversar, conversas que deixava Lysder nervoso, ciente que não conseguia agradar seus pais.


A mulher levou seu filho para um quarto nunca usado antes, ele pôde ver um pequeno ser sentado na grande cama, usando uma túnica com detalhes de ouro que o deixava mais atraente. Seu porte e orelhas com barbatanas de cor ciano deixava claro que este ser não se tratava de um dragão, na verdade, talvez até seja um dragão nunca visto antes. Sua pele era branca como papel e pálida como um fantasma e seus olhos inexpressivo esbanjava uma cor azul tão claro quanto seu longo cabelo. Perto de dois homens grandes e robustos, este ser dava uma sensação de fragilidade.


"Filho, quero te apresentar seu noivo." Seu pai anunciou.


"....n-noivo?"


"Lhe daremos um tempo para se conhecerem."


Dito isso, Samash se aproximou do pequeno ser, parecendo sussurrar algo para ele, e se retirou do quarto junto da esposa, deixando Balasar e Lysder junto da sirene inexpressiva.


Lysder não sabia o que fazer.


"Caso não tenha percebido, este ser é uma sirene."


Com as palavras de Balasar, Lysder se sentiu mais pressionado, ele não tinha conhecimento sobre, apenas que seu pai tinha uma grande paixão por está raça. O herdeiro sabia que se algo acontecesse com esta sirene, seu pai nunca o perdoaria. Juntando coragem, o jovem dragão se aproximou. Ele não podia ficar parado por muito tempo.


"Hm...m-meu nome é Lysder, o seu?"


A sirene observava o jovem moreno em sua frente. Lysder sabia que estava sendo analisado, se sentindo extremamente tímido, esperou pela resposta do seu...noivo. Mas este não respondeu.


"Ele perguntou seu nome." Repetiu Balasar.


Dragões e sirenes eram raças diferentes que cresceram de formas diferentes, com cultura própria, significando que ambos possuíam idiomas diferentes. O que os permitiam se comunicar até agora era a magia.


Além do grande porte e força, os orgulhosos dragões era a raça que possuía um vasto acesso à magia e feitiços, como algo natural que até o mais estúpido sabia o básico da magia. Todos, menos Lysder, o herdeiro do clã. Graças a isso, ele não podia se comunicar diretamente com a sirene.


"Nereus."


A voz da sirene soou, deixando Lysder e Balasar atordoados, realmente, era algo sobrenatural, doce e serena que mesmo em uma situação complicada, transmitia calma. Balasar o olhou, a todo momento este ser parecia calmo, ele realmente não conseguia o entender.


"Eu prometo que serei o-o melhor....um ótimo...marido para você..."


"O herdeiro disse que será um ótimo marido para você."


Nesse momento, a sirene nomeado de Nereus olhou para ambas as pessoas, seu olhar expressava confusão.


"Tio Balasar...." O jovem dragão olhou para o homem. "Eu....falei...o que não deveria?"


"Nereus, por acaso sabe o que é casamento?"


Ignorando seu sobrinho, Balasar perguntou a sirene, este que balançou a cabeça em negativo, surpreendendo Lysder.


"Sabe o que é pai e mãe?"


Nereus assentiu.


"Você e Lysder serão como pai e mãe, nesse caso, vocês serão dois pais."


Nereus arregalou seus olhos, voltando seu olhar para o jovem dragão em sua frente. Lembrando das memórias de seu pai e da sua mãe, ele finalmente pôde entender a sua função aqui: após um ritual de acasalamento, terá que se reproduzir com este dragão e então poderá voltar ao mar. A sirene abaixou o olhar, refletindo, ele sabia que estava na idade de se reproduzir, mas não sabia que seria de uma forma tão repentina.


Lysder observou as reações de Nereus, se sentindo culpado, seus pais lhe trouxe um noivo que não sabia o que estava sendo submetido. Lysder antes não sabia o que fazer, agora ele se sentiu ainda mais perdido.


"Desculpe..." Murmurou.


Sirenes, embora não muito carinhosas, eram sensíveis aos sentimentos, o que ajudava nas canções. E vendo o Lysder tão triste o incomodava, o dragão não precisa se sentir assim, ele já aceitará a sua situação, o ritual de acasalamento só era mais longo, mas todas as raças tem seus rituais antes de se reproduzirem, e ele respeitará isso.


"Lysder."


Ouvindo sendo chamado, o jovem dragão sentiu seu corpo se arrepiar e olhou para a sirene mas sem conseguir encarar seus olhos, Lysder rapidamente desviou o olhar. Nereus estava dizendo algo, mas Lysder não conseguia entender.


"Ele disse: não fique triste." Traduziu Balasar.


"Então...você aceita ser...meu noivo?"


"Você aceita ser noivo de Lysder?"


Ouvindo a tradução de Balasar, Nereus assentiu com a cabeça. Vendo sua resposta, Lysder sentiu um estranho calor em seu interior. Para si mesmo, ele pensou:


"Eu serei um ótimo marido."



Notas Finais


Me acompanhem no Wattpad: FlorAtingidaPorHC

Obrigado e até a próxima <3


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