História O noivo do duque - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Abo, Alfa, Baekho, Baekhyun Omega, Beta, Chanbaek, Chanyeol Alfa, Chenmin, Hunhan, Kaisoo, Layho, Namjin, Ômega, Sulay, Taeny, Taoris, Xiuchen
Visualizações 87
Palavras 3.303
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Cheia de fics sem atualizar e ainda posta mais... Aiai

Eu amo abo, precisei fazer isso

Capítulo 1 - One


Fanfic / Fanfiction O noivo do duque - Capítulo 1 - One

- Sentidos, maneiras, tons, expressões
Você possui todas essas ações delicadas e
eu reconheço você. A distância entre nós, apenas um palmo nos separa.

                   Mamamoo - You're the Best


                     ⚜⚜⚜

Quando seu pai, o Barão de Ros, não levantou naquela manhã de domingo, Baekhyun soube que não o veria mais com vida. Seu pai acordava às seis em ponto, se banhava, vestia suas roupas e se sentava a mesa para o café. Depois de papear com o filho durante a refeição, ele se levantava e ia administrar suas terras.

Por isso, quando se viu sozinho naquela mesa, soube que estava sozinho para sempre. O corpo do barão já estava esfriando em sua cama e Baekhyun se sentiu melhor ao saber que ele não sofreu ao partir.

Órfã de mãe e também de pai, possuía apenas um primo alfa como parentesco. Primo esse que já havia o empurrado no lago sem dó ou piedade, mesmo sabendo que o pequeno ômega não sabia nadar. Se sua babá não estivesse por perto, certamente morreria afogado e escutando o som agoniante da risada do primo.

Agora, a família Byun possuía apenas um alfa, e Baekhyun sabia que a baronia de seu pai agora pertencia a ele.

– Vou permitir que continue morando aqui, mas não pense que sua vida será como antes. Trate de trabalhar para que eu não te coloque na rua. Não preciso de um inútil debaixo de meu teto. – Foi o que Baekho disse assim que chegaram do funeral, não respeitando ao menos o luto do primo.

O ômega sabia que isso aconteceria. Seu pai não conseguiu ter um filho alfa. Depois que sua mulher morreu, o Barão tentou se casar novamente, mas nenhuma era boa o bastante para cuidar da sua jóia mais preciosa, Baekhyun.

Sua vida seria servir a Baekho, sem mais. Desde que não lhe faltasse o que comer, o ômega não reclamaria, poderia viver tranquilamente sem o luxo costumeiro. Na primeira semana sem o pai, aprendeu a lavar lençóis e estender no varal. Aprendeu a limpar o assoalho e tirar a poeira dos móveis. Sem reclamar nenhuma vez, poderia ser pior, afinal. Seu primo parecia se divertir com a situação do ômega, ninguém nunca entenderia aquele ódio.

Porém, na segunda semana sem o Barão, Baekhyun e Baekho receberam uma visita surpresa de um advogado narigudo e de voz fanha, como taquara rachada. O ômega não entendeu a situação perfeitamente, mas um broto de esperança começou a nascer em seu coração e se alastrar por todo o seu corpo. A esperança de seu pai ter se lembrado de lhe deixar algo, mesmo sem saber que morreria o deixou contente demais.

Baekho não compartilhou da mesma alegria, durante o trajeto até o escritório, não conseguiu parar de resmungar e apertar o maxilar.

– É um prazer conhecer os membros da família Byun. – o advogado disse, com sua voz aguda demais para um homem. Baekhyun quis rir, mas segurou a vontade com todas as forças. – Ouvi dizer que o filho do falecido Barão era dono de uma beleza sem igual, mas não imaginei tamanha formosura.

– Obrigado pelos elogios, mas se não for incômodo, gostaria de saber a finalidade de sua visita a nossa humilde fazenda. – Baekho falou, mais cortante que uma navalha.

– Hum, bem... – pigarreou sem graça. – O falecido Sr. Byun deixou algumas instruções antes de partir e é meu dever repassá-las a vocês.

– Prossiga, por favor. – Baekho pediu, enquanto Baekhyun tomava a sábia decisão de permanecer em silêncio.

– Sim, pois bem... – murmurou abrindo sua bolsa e mechendo num amontoado de papéis. – Está por aqui em algum lugar...

O advogado se atrapalhou todo em meio aos papéis, mas não encontrava o que realmente precisava, deixando Baekho cada vez mais impaciente.

– Eu juro que estava aqui. Será que não o trouxe?

Baekho bufou irritado.

– Deveria ser mais responsável com seu trabalho. Mas o que esperar de alguém que meu tio contratou.

O beta encarou o alfa com os olhos arregalados, visivelmente ofendido.

– Não encontro os documentos, mas os li e sei do que se trata. E como não posso perder tempo, já que o Duque de York já deve ter mandado o meio de transporte para buscar o afilhado,direi o que vim fazer aqui.

– Afilhado? Duque? – Baekhyun sussurrou para si mesmo, mas o advogado ouviu perfeitamente.

– Sim. Creio que já é de sua sabedoria que o duque é seu padrinho.

– E o que o duque tem a ver com a vida de meu primo? Baekhyun está em minha responsabilidade.

– Na verdade não, meu lorde. Baekhyun morará com o padrinho, assim como seu pai desejava. Já entrei em contato com o duque, amanhã a carruagem levará seu primo a Londres.

– Mas Baekhyun é um Byun. Deve ficar aqui, junto a mim, sua única família.

– Sinto muito, meu lorde. O falecido Barão quis assim e o duque prometeu cumprir sua promessa de cuidar do afilhado. Não há nada que eu possa fazer para reverter esta situação.

– Oh! Não vai ser necessário. – Baekhyun disse, com um sorriso quase maior do que o rosto. – Irei morar em Londres de muito bom grado. Meu primo é uma ótima companhia, mas eu jamais iria fazer algo que fosse contrariar meu amado pai. Irei arrumar minhas coisas agora mesmo se me der licença.

– Fique a vontade, meu caro. Fico feliz de ter concordado tão facilmente.

Baekhyun saiu do escritório aos galopes, tão feliz que sentia que poderia explodir. No fundo, sabia que seu pai não o deixaria nas garras do primo, seria covardia.

A verdade era que Baekhyun não fazia ideia que possuía um padrinho, mas poderia fingir muito bem se fosse preciso. O duque deveria ser um bom homem, seu pai não asseguraria sua vida a ele se não fosse.

Ao chegar em seu quarto, rodopiou em volta da cama com os olhos fechados, já se imaginando nos bailes da sociedade Londrina. A dança que tanto ensaiou com seu pai na sala de casa, seria finalmente usada devidamente.

Pobre travesseiro, sendo apertado tão forte junto ao peito do ômega, que poderia se fundir a ele. Baekhyun estava tão radiante, tão feliz por mesmo não estando vivo, seu pai sempre estar o cuidando.

Olhou ao redor do quarto, já fazendo sua lista mental do que levaria embora. Deixaria algumas coisas de presente para as criadas, todas gostavam muito de seus produtos de beleza. Então, sem mais perder tempo, começou a separar tudo, não se importando com o trabalho que teria. O clima em seu quarto se tornou leve e feliz, diferente dos outros dias, em que uma nuvem densa e pesada cobria sua vida. Andava sempre preocupado com a próxima humilhação que seria obrigado a aturar.

A tarde passou voando, mal reparou o quarto se tornando escuro. Percebeu apenas quando sua visão já não conseguia mais discernir os objetos que guardava. Prontamente, se levantou de sua cama para acender uma vela, a luz do sol já não iluminava mais a fazenda.

Assim que acendeu a vela, o som de passos no corredor chegou aos seus ouvidos. O cheiro de seu primo entrou por suas narinas, fazendo um arrepio aterrorizante subir por sua espinha. Baekhyun correu para fechar a porta, mas Baekho entro no cômodo feito um furacão, fazendo o ômega quase cair para trás.

– Baekho... – o menor murmurou. – É falta de educação entrar no quarto de um ômega solteiro assim.

– Cale-se, seu hipócrita! – gritou alto o bastante para fazer os bois da fazenda se assustarem e mugirem. – Ficou contente com a surpreendente notícia de que irá morar com o duque, não é?

– Creio que já sabe a resposta, primo. Não preciso dizê-la em voz alta.

Baekho fechou os punhos com força, cravando as unhas na palma das mãos. Baekhyun jurou que levaria um soco.

– Isso não ficará assim. Não pense que vai se livrar de mim tão fácil. Nós temos muitas pendências a resolver, meu primo.

– Não tenho nada para resolver com você. A partir de amanhã, não terei nada me ligando a você! Tenho vergonha de ser do mesmo sangue que o seu.

O alfa riu em escárnio, andando lentamente em direção ao menor, fazendo o mesmo andar cada vez mais para trás.

– Acha que Londres é o paraíso? – alargou mais seu sorriso ao ver que o outro já estava grudado na parede.

– Comparado a sua companhia, tenho certeza que é!

– Você será massacrado, primo. – disse, segurando o queixo do ômega com força, chegando tão perto, que seu hálito batia quente contra o rosto do outro. – Acha mesmo que sua beleza vai lhe proporcionar regalias como proporcionou aqui? Em Londres sua formosura não vai valer uma migalha de pão. Existem ômegas muito melhores por lá, você não chega aos pés.

– Não me importo, nunca me importei. Minha beleza é apenas um acréscimo, eu sou muito mais do que isso.

Baekho se calou, mas a raiva ainda emanava de seu corpo, a veia saltada na testa não o deixava mentir.

– Espero que encontre alguém que pare essa sua língua estúpida.

Apertou o queixo do menor mais forte e o largou, marchando para fora do quarto em seguida. Baekhyun enxugou as lágrimas que desceram e deu graças a Deus por não precisar aturar aquele tipo de tratamento pelo resto da vida. Começaria uma nova fase em Londres, longe de ordens e submissão.

⚜⚜⚜

Antes mesmo de chegar em Londres, Baekhyun já soube que a riqueza do duque era imensa. A carruagem que o buscou era tão luxuosa, que ficou de boca aberta. Não se deu ao trabalho de se despedir de Baekho, apenas deu adeus aos criados e alguns amigos próximos, não perderia mais tempo ali, a fazenda não era mais o seu lugar. Usou todo o trajeto da viagem para ler seus romances novamente e colocar a cabeça no lugar. Pensou principalmente no duque...

Provavelmente, ele era um velho ranzinza que o obrigaria a debutar de imediato e começar sua caça a um esposo. Não reclamaria, ele já estava sendo bondoso o bastante em acatar o pedido de seu pai. Se ficasse na fazenda, Baekho o obrigaria a se casar com ele e isso seria a última coisa que faria.

Depois de três dias nas estradas esburacadas e desreguladas, Baekhyun viu pela primeira vez os bairros londrinos. Um alívio imenso se instalou em seu coração ao saber que estava longe da presença indesejada do primo, longe de sua perversidade.

– Seja bem-vindo a Londres, Sr. Byun! – o cocheiro disse, fazendo o ômega pular no banco pelo susto.

– Muito obrigado! – disse, descendo da carruagem com a ajuda do mesmo.

Nunca em toda a sua curta vida, Baekhyun tinha visto uma casa tão majestosa como aquela. Ficou embasbacado com a grandeza e graciosidade daquele lugar, se sentiu uma formiguinha em uma montanha.

– Quão rico o duque é? – perguntou ao cocheiro, que vinha trazendo suas coisas.

– Ninguém sabe ao certo, mas com toda certeza deste mundo, a família Park é a mais rica desta sociedade.

E Baekhyun não duvidava nada deste fato. No portão de entrada, dois soldados faziam a guarda do local, tão altos e sérios, que sentiu uma centelha de medo crescendo dentro de si. Só abriram o portão depois que se identificou. O colcheiro lhe entregou sua mala, se despedindo com um manear de cabeça.

Então, Baekhyun se viu sozinho naquela imensidão. Só o jardim era maior que sua casa, que não era pequena. Parecia tão bem cuidado, como se cada árvore plantada fosse matematicamente pensada. Para somar, ainda uma fonte imensa enfeitava o centro, tão linda que o ômega ficou hipnotizado pela água cristalina caindo.

"Tão lindo... tão rico!" – pensou.

Caminhou deslumbrado até a porta da frente -exageradamente grande - , mas antes que batesse na mesma, ela se abriu. Uma beta que parecia estar na casa dos quarenta apareceu, sorrindo simpática para si.

– Sr. Byun. – disse, abaixando levemente a cabeça e o corpo para o ômega. – É um prazer recebê-lo. Sou Chaerin, a governanta da casa.

– O prazer é todo meu Srta. Chaerin.

– Entre, por favor! Quero lhe apresentar a casa antes do almoço. – disse, dando espaço para que ele entrasse.

Em menos de um segundo, uma figura alta e magra pareceu brotar do chão e pegou a mala de suas mãos.

– Sr. Byun. – cumprimentou e Baekhyun soube que ele era o mordomo.

Chaerin o apresentou a casa inteira, tagarelando o tempo inteiro, dizendo o quanto era difícil administrar praticamente sozinha uma casa daquele porte. Gostou dela, parecia estar radiante e feliz o tempo todo, Baekhyun gostava de pessoas assim.

Mas uma coisa não saía de sua cabeça. Mais especificamente, o paradeiro de alguém...

O duque.

– Onde o duque se encontra neste momento? – perguntou, interrompendo a tagarelice da mais velha.

– Oh! O duque deve estar resolvendo problemas ou visitando contratantes. Creio que ele virá para o almoço.

– Ele não possui filhos? Onde está o ômega dele?

– O duque não têm filhos, sequer se casou ainda. – disse, parecendo ter pena por um milésimo de segundo. – Peço que não comente sobre isso perto dele, ele pode não gostar.

– Tudo bem, não o farei. – concordou. – Sou muito grato a ele por me receber em sua casa.

– Seu pai, o barão era muito amigo do pai de Chanyeol.

– Chanyeol?

– É o nome do duque.

– Não sabia deste fato. Me disseram que o duque é o meu padrinho.

– Houve um engano, então. O falecido duque era o seu padrinho, Chanyeol está cumprindo uma promessa feita pelo pai.

– Então, tenho muito para agradecê-lo de qualquer forma. Foi muita bondade dele, sempre quis morar em Londres.

– O duque é um bom homem, apesar de não parecer.

"Apesar de não parecer?"

– Aqui será seu aposento. Se quiser, pode entrar e descansar até o almoço, creio que teve uma longa jornada até aqui. Mando alguém lhe chamar para que não se atrase.

– Obrigado pela hospitalidade, Srta.

Seu quarto ali era imenso, três vezes maior que o da fazenda. A magnitude do quarto o fez pensar mais uma vez no duque, no quanto ele parecia não só rico, mas também muito refinado.

Com um suspiro cansado, se deitou em sua nova cama e dormiu.

⚜⚜⚜

Baekhyun estava a ponto de vomitar, aquele bololô no estômago estava o deixando tonto. Poderia desmaiar a qualquer instante enquanto seguia Chaerin pelos corredores imensos daquela mansão. O duque já havia chegado, e de acordo com a governanta, os irmãos dele também. Seu coração estava desparado, nunca havia conhecido um duque, ainda mais um tão rico. O medo de decepcionar o dono da casa estava o deixando louco, sabia que para ser jogado na sarjeta bastava um estalar de dedos. Alfas velhos, sem ômega e sem filhos, são extremamente rabugentos e hipócritas. Isso, se Chanyeol não fosse um libertino ainda.

"Não há o que temer, Baekhyun. Ele pode ser um velhinho simpático, lhe deu até uma moradia." É o que o ômega pensava, tentando a todo custo se acalmar. Deveria estar a altura daquela família, faria de tudo para permanecer ali e nunca mais ver Baekho.

Quando estava a um passo do cômodo onde serviria a refeição, Chaerin parou de andar e deixou o caminho livre para que ele entrasse.

– Não irá comigo? – perguntou, completamente desesperado.

– Não, Sr.Byun. – riu. – Vocês têm muito o que conversar. Entre, não tenha medo.

O mais novo assentiu, caminhando tenso até a mesa de refeições. Assim que entrou na sala seu corpo retesou por inteiro, era como se tivesse acabado de entrar em uma matilha desconhecida de lobos ferozes, e a presa era ele mesmo.

– Oh! Como é bonito! – um dos quatro alfas disse, se levantando para fazer uma breve reverência.

Os outros três se levantaram, imitando o primeiro e Baekhyun os cumprimentou timidamente.

– É um prazer conhecer a família Park. – disse, com a voz rouca.

– Sente-se, Baekhyun. Sou Sehun, o irmão mais novo do duque.

Sem ao menos pensar, apenas no automático, Baekhyun o obedeceu, se sentando em uma das cadeiras vazias.

– Sentimos muito pela perda do barão. Sabemos o quanto está sofrendo. – um moreno disse. – Sou JongIn.

O ômega levantou o olhar, que estava o tempo todo no chão, jamais imaginou que ficaria tão tímido.

– Muito obrigado, Sr.

Se sentiu um pouco aliviado ao perceber que todos eram jovens e receptivos, e também bonitos por demais.

– Espero que se sinta bem em nossa casa, Sr. Byun. Com certeza você vai embeleza-la mais. – um terceiro alfa comentou, o que fez Baekhyun corar até o último fio de cabelo na cabeça.

– Não o deixe mais envergonhado do que já está, Jongdae. Não ouse faltar com respeito! – Sehun esbravejou.

– Mas eu não disse nada demais.

Envergonhado, o Byun olhava os criados servindo o almoço para disfarçar o embaraço. Os três alfas pareciam não ter papas na língua, conversando todo o tempo, sem parar. Porém, o quarto não dizia uma palavra. Ali parecia ser o último lugar que desejava estar, como se tivesse coisa melhor a fazer. Este deixou Baekhyun tão intimidado, que ele se recusava a olhá-lo.

– Onde o duque se encontra? – Baekhyun perguntou timidamente. – Tenho que agradecê-lo por permitir minha estadia em sua casa.

Sehun disfarçou o riso fingindo limpar a boca com um lenço, enquanto JongIn e Jongdae fingiam uma crise de tosse.

– Não sabe quem é o duque? – o alfa que até então não havia dito uma palavra, murmurou.

– Bem... – pigarreou. – não costumava sair muito na fazenda, se eu conhecer uma dúzia de pessoas é muito.

– Então é um ômega caseiro? – JongIn perguntou.

– Sim. Meu pai me ensinou muito a apreciar minha própria companhia.

– Não acha que devia praticar mais atividades interativas, Sr. Byun? Como pretende se casar assim?

Baekhyun mal conhecia aquele alfa e já o detestava.

– Creio que se não aprendermos a gostar de nós mesmos e fazer o que queremos, jamais teremos um casamento feliz, Sr.?

– Park. – sorriu presunçoso. – Park Chanyeol.

O menor prendeu a respiração no mesmo instante. Park Chanyeol... o duque. Era aquele alfa metido e intimidador a sua frente, o mesmo alfa que estava o olhando com um olhar julgador e zombeteiro ao mesmo.

Se soubesse, teria entrado naquela sala com o pé direito. Aquela era uma péssima maneira de começar sua nova vida em Londres, destratar o duque era o mesmo que um crime.

Vendo que Baekhyun já estava roxo de vergonha, Chanyeol continuou.

– Quantos anos tem, Sr. Byun?

– Vinte. – sussurrou, fitando seu prato.

– Vinte, hum? – repetiu. – Precisa debutar logo. O próximo baile será daqui a sete dias. Acha que consegue?

– Não acha que está muito cedo, Chanyeol?– Sehun perguntou. – Ele acabou de chegar em Londres e perdeu o pai a pouco tempo, ele precisa de tempo para se acostumar.

– Sehun, tem razão. – Jongdae concordou. – Ele ainda está de luto.

– Consegue, Byun? – Chanyeol voltou a repetir, o desafiando.

E Baekhyun sentiu tanta raiva, tanta raiva por aquela afronta. O duque estava duvidando de sua coragem e o ômega teria prazer em mostrar que era melhor que qualquer ômega da alta sociedade de Londres.

– Decerto que sim, milorde. Será um prazer debutar, ainda mais na companhia dos Park. – sorriu de lado.

Chanyeol observou o ômega por cima de sua taça, o achando incrivelmente tolo e sem modos.

– O que acha de chamar Luhan e Minseok para ensinar Baekhyun a se portar em alta sociedade, Sehun? – o maior perguntou, sem tirar os olhos do Byun.

– Acha que não tenho modos, milorde? – perguntou, muito ofendido pela fala do alfa.

– Bem, se ainda estivesse na área rural, seus modos estariam ótimos. – disse, com uma calma que deixou o menor fervendo. – Mas não estamos em uma fazenda.

A respiração do ômega estava rápida e seus punhos fechados debaixo da mesa.

Os irmãos do duque assistiam a toda aquela cena tão embananados que estavam com cara de idiotas. Nunca haviam visto Chanyeol dirigir tantas palavras a um desconhecido, esperavam que o maior ficasse como uma estátua, apenas parado e observando. Mas ele estava ali, trocando farpas com um jovem ômega órfão, como se sua honra dependesse disso.

 – Então, mostrarei que estou a altura de Londres.


Notas Finais


Vcs entendem esse negócio de debutar né? Naquela época ( lá no século 18) as meninas iam para os bailes para arrumar marido, o debut nesse caso, era o primeiro baile delas. Vou tentar ser fiel a época. A reputação das pessoas também eram importantes demais, não podiam cometer nenhum deslize, um beijinho no rosto já causava alvoroço.

Espero que tenham gostado rs
Mais pra frente a chatice do Chanyeol fará sentido, mas ele é um amor e vcs vão ficar apaixonadas. Ele é um personagem totalmente influenciado pelo Mr. Darcy de orgulho e preconceito ❤

Desculpa qualquer erro


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