História O Noivo Imaginário - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Tags Cartas, Hinata, Hyuga, Naruhina, Naruto, Novela, Revelaçoes, Romance, Uzumaki
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Palavras 1.753
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, o Narutinho recebeu a carta bem no dia do níver dele, e agora qual será sua reação?
Não poderia deixar de agradecer a querida DaniShippuuden, pela ajudinha na correção do capitulo. Muito Obrigada.
Agradeço também as pessoas que comentaram e estão me incentivando a continuar.
Vamos ao capítulo. Boa leitura.

Capítulo 2 - Capitulo I


   Naruto, filho de Minato Namikaze, Duque de Lennox, no Pariato da Escócia. Ele era o filho do meio. O pai sucumbiu à varíola dois anos atrás. A mãe tinha falecido há muito tempo, não suportou o parto da caçula Karin Uzumaki Namikaze. Agora, quem se apossava do título de Duque era o irmão Menma Uzumaki Namikaze.
           Naruto, como o filho do meio, não tinha obrigações referentes ao título, nem queria. O irmão com certeza executava melhor essa função. Naruto gostava mesmo é de estar em batalhas. Foi patenteado Capitão depois da morte do pai, mas deu ao pai o gosto de ver o filho ser honrado com a patente de Capitão, pois a maldita doença o venceu. Era um desejo do pai presenciar tal acontecimento.
           Naruto era uma pessoa solitária, assim, diziam os rumores. Era um homem muito fechado e ninguém sabia o que levou a tal mudança, pois quando ainda era uma criança, ele era o menino mais doce e gentil que podia se ver. Irradiava felicidade.
           Atualmente Naruto estava convencido da sua felicidade, sua vida era cômoda e fazia o que gostava. Servindo ao exército na Escócia e ainda estava perto de sua família, alguns quilômetros de distância apenas. O que ele não queria era distração em sua vida.
           Não cogitava a ideia de se casar. Graças ao céus que ele não era o irmão e que tinha essa obrigação, mesmo que ainda não houvesse feito tal coisa. O irmão também fugia do casamento, mas o dever o chamava.
           E Naruto...  Ah, ele podia aproveitar a sua vida. Claro que gostava de mulheres e quem disse que ele não as tinha? Por Deus, como gostava de uma bela mulher para esquentar sua cama. Com diziam por aí, um notório libertino. O que poderia fazer se gostava e tinha prazer em satisfazer as queridas mulheres que o procurava, e como o fazia bem, era o que elas diziam. E Naruto? Ah, ele ficava lisonjeado.

10 de outubro de 1813.
           — Capitão. Chegaram suas correspondências.
           — Obrigada Shino.
           Naruto pegou as correspondências, uma era de sua casa, como era o costume e a outra não soube dizer. Estava em seu nome, mas não era sua Patente que estava ali referenciada, mas o titulo de duque. Não pode compreender o que seu remetente queria com aquilo. Naruto franziu cenho, intrigado com a informação. Alguém com certeza estava brincando com a sua cara. Como ele poderia cogitar a ideia de assumir o título da família? Que o Senhor o livrasse, realmente foi uma brincadeira de muito mau gosto.
           Observou que as letras no envelope eram delicadas, assim como o papel. Mesmo com a curiosidade aguçada ele preferiu ler a carta de sua família primeiro. Tinha ouvido rumores de que o seu irmão não andava muito bem de saúde e esperava ter uma notícia que lhe acalmasse os ânimos.


30 de setembro de 1813.
           Querido irmão,
           Estou te escrevendo para que saiba que você está intimado a comparecer no baile que iremos oferecer na próxima semana. Eu sei que você não gosta de comemorações, mas eu como sua irmã querida estou te ordenando.
           Venha, por favor, para nossa casa, estou sentindo sua falta. O nosso irmão não está bem. Você precisa vir.
           Enfim, já antecipo os parabéns maninho, pois sei que provavelmente a carta irá chegar, no dia ou depois do seu aniversário. Eu te amo!
           Menma também está te mandando felicitações. Homens preguiçosos! Ficam aproveitando a carta alheia.
           De sua querida irmã, Kaka.
           Obs.: Se você não vir, eu vou espalhar para todos os vizinhos que você urinou nas calças até oito anos. É uma promessa.

Podia imaginar a irmã revirando os olhos para Menma quando fez o pedido de incluir suas felicitações na carta da irmã.
           Karin era uma demônia e com os seus 17 anos estava ficando cada vez pior. Coitado do homem que a tomasse como esposa. Vivia o relembrando desse acidente que aconteceu com ele há muitos anos atrás. Quanto Naruto tinha oito anos estava brincando com o pai, juntamente com a irmã, e riram tanto que Naruto quase urinou nas calças. Foi quase, apenas um pouquinho, nem foi o estardalhaço todo que ela comentava. Mesmo assim, ela o ameaçava sempre quando queria algo. E quem era ele para duvidar de sua irmã? Muito provável que ela realmente espalhasse os boatos e era bem possível que o segredo chegasse aos ouvidos de seus homens. Como teria autoridade para falar-lhes sério depois.
           Inferno, teria que se deslocar para casa. Na verdade, não era a ameaça de Karin que aterrorizava, mas sim a saúde do irmão que andava muito debilitada. Os médicos não compreendiam a doença de Menma. Ele tinha fortes dores de cabeça, que na maioria das vezes o estava deixando acamado
           Como ele queria que o irmão fosse curado, não só para se ver livre do ducado, mas porque ele era seu irmão. Será que Naruto nunca teria a sorte de pertencer a uma família de homens vivos? Isso o enfurecia, a impotência de não poder fazer nada por aqueles que amava. Primeiro sua mãe, depois seu pai, o velho Jiraya e agora o irmão.
           Naruto afastou  a  nuvem  negra  de pensamentos  melancólicos  e  pôs-se a abrir a outra carta.

21 de Setembro de 1813.
           
Caro Lorde Naruto Uzumaki.
           Estou te escrevendo, pois menti para a minha família que tenho um pretendente. Claro que me inspirei no meu querido Darcy, o meu Duque, aquele que Jane Austen colocou todas as melhores qualidades e o transformou no meu sonho. Por isso, sei que é impossível que tal sonho se realize. Contei um emaranhado de mentiras, mais complexas possíveis, para que não desconfiem e me deixem em paz.

Naruto estava encabulado com a audácia da mulher, mas ao mesmo tempo enfurecido. Como uma pessoa que ele nem mesmo conhecia o usava de tal maneira? Como poderia estar compromissado, ou melhor, ser o “noivo de mentirinha” de alguém que não conhece. Ah, mais ele não tomaria providências, diante de, tal farsa. Mas sorte dela que agora suas prioridades eram com o irmão.
           A sua indignação era tremenda. Nunca tinha lido tanta bobagem. Era uma “princesinha” mimada que tinha a coragem de enganar os pais. Naruto que diversas vezes sentia falta do pai ou da mãe, para “pegar no seu pé” sobre casamento, que fosse qualquer outra coisa, estava perplexo de como essa criatura menosprezava a preocupação e a confiança do próprio pai.
           Darcy, quem era esse? Jane Austen? Quanta insolência dessa menina o comparar com quem ele nem ao menos conhecia.
           A cada palavra que lia as coisas pioravam.

Disse a eles que nos conhecemos na propriedade de minha querida amiga Tenten e sua mãe, Lady Tsunade, viúva de Sir. Jiraya, em Brighton. Fui visitá-la o ano passado. Eu vi você quando andava a cavalo, sozinha. Você me ajudou quando o cavalo estava “descontrolado”. Claro que eu não poderia envolver minha amiga nessa mentirada. Nós, eu e você, conversamos várias vezes, mas eu sempre saía em segredo. E só agora você resolveu me confidenciar seu grande amor, através de uma carta. Que eu acidentalmente perdi. Oh, que pena, estava tão envolvente...

A menina inventou que o conheceu na propriedade de seu padrinho. Porém o que o mais lhe indignava é que ele não ousava pisar os pés lá desde quando seu querido padrinho veio a falecer, mesmo contrariando as vontades de Tsunade, ele ainda não estava pronto. Guardava muitas lembranças boas de Jiraya  e não queria ficar revivendo-as. Quando recebeu a notícia da sua morte rumou foi desesperado para a propriedade deles, achando que algo ainda poderia ser feito por Jiraya, mas ele estava morto. E ele mais uma vez fracassou em salvar alguém querido. A pessoa que mais o apoiou quando o pai morreu. Aquele a quem aprendeu a amar.
           Ah, mas essa menina estava mexendo com fogo. E quem mexe com fogo, sabemos que pode sair queimado. Claro que existiria a possibilidade dela se livrar do fogo, se ele não existisse. Mas estava ali, muito bem vivo de carne e osso e lendo sua carta.
           Observou que ao menos ela teve a decência de acrescentar que ele foi um herói a salvando. Naruto não queria admitir, mas até que gostou dessa parte.

Adivinha qual foi a primeira coisa que minha irmã Hanabi, perguntou: “Vocês se beijaram? Como foi?”. O que eu poderia dizer? Claro que eu disse que sim, pois afinal nossa aventura de verão foi muita significativa para que tal proeza acontecesse. Como foi? Foi inesquecível, arrebatador e quente. Claro que não falei “quente” para minha irmã, afinal, essa é a sua primeira temporada e não quero que ela saia por aí tentando descobrir na prática o que poderia significar um “beijo quente”, não que eu saiba. Ah, como sou uma tola!

Hum, então o primeiro beijo deles foi quente e arrebatador. Nessa altura, Naruto já estava se divertindo com a carta da moça. Queria muito poder estar lá quando ela inventou toda essa história. Queria olhar no rosto dela e perguntar como se tornaram tão íntimos, já que ele tomou a liberdade de pedi-la em compromisso e em segredo.
           

   Ah, talvez eu receba uma carta nas próximas semanas afirmando que meu Duque morreu. E eu ficarei de luto e não poderei me casar, pois eu te amo de todo coração. Não poderia te substituir.
           Claro que já estou pensando em como desfazer essa situação, pois essa mentira irá acabar comigo, na verdade ela já está me consumindo. Como pude pensar em tal coisa e não saber que me sentiria totalmente culpada? Quero sentar no chão e espernear como uma criança que faz birra. Contar a verdade para eles e dizer que não me julguem. Eu só quero ser uma solteirona em paz. Já tenho muitos homens na minha vida e não preciso de mais um. Como faço para eles entenderem?

Quando Naruto estava se empolgando, ela escreve que o mataria. Ah, mais não faria mesmo. Queria ver se ela conseguiria se livrar dele agora que o envolveu em tal papel.
           — Aguarde-me querida. Você irá realmente querer mesmo, se “sentar no chão e espernear como uma criança que faz birra.”
           Naruto levantou os olhos para o teto, falando com Deus.
           — Deus, está vendo isso aqui? No dia do meu aniversário. Essa é o meu carma?
           — Pelos céus! (Naruto bufou indignado).
           — O que eu fiz para merecer tais notícias?
           No mesmo dia Naruto organizou suas atividades e deixou seu posto, por tempo indeterminado, nomeando Shino como seu substituto.


Notas Finais


Até o próximo
Espero que tenham gostado.
Bjokas no coração.


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