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História O Nosso Amor de Ontem - Capítulo 8


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Capítulo 8 - O Que a Chuva Faz


- Parece que vai começar a chover. - Richard olhou o céu e franziu o cenho, preocupado. - E o pior é que não vai dar tempo da gente voltar pra cidade... e pelo jeito, vai ser um pé d'água de impor respeito.

Santinha deu de ombros:

- Bom, o jeito é a gente procurar um lugar pra se abrigar.

- Yes, mas onde? - Richard começava a ficar realmente nervoso.

- Calma, mon cherie. - A namorada falou com voz doce, acariciou-lhe o rosto, e ele beijou a palma da mão dela. - Vamos manter a calma e pensar um pouco. - Ela continuou. - Nós estamos quase na praia. Vamos procurar abrigo entre as rochas. Tem uma espécie de grutas por lá. Aí, a gente se abraça e fica lá, quentinhos, abraçadinhos, se aquecendo e protegendo um ao outro da tempestade.

Richard riu:

- Você consegue me convencer a fazer qualquer coisa.

- E tem outro jeito, tem? Vamos logo procurar essa gruta?

Pegando na mão dele, o levou até uns rochedos, que se encontravam não muito longe dali. O céu escurecia a olhos vistos e rapidamente se ouviu um trovão, que fez o chão tremer debaixo dos pés deles. Santinha estremeceu, aflita.

- Detesto trovões! - Exclamou, agarrando com força o braço do amado, que riu:

- Agora, é você quem tá nervosa.

De repente, Richard parou.

- Look. - Disse. - Tem uma gruta ali.É bem pequenininha, mas eu acho que dá pra gente ficar lá dentro.

- Era dessa gruta que eu tava falando. Vamos rápido pra lá, que já tá começando a chover.

Depressa se abrigaram dentro da gruta. Foi quando, de repente, um raio atingiu uma árvore, provavelmente centenária, que caiu bem na frente da gruta, bloqueando a saída. Santinha deixou escapar um aterrorizado grito de pânico e se agarrou a Richard, que a abraçou, também ele verdadeiramente assustado.

- Calma, my love. - ele murmurou, com a voz trêmula. Eu tou aqui. Calma. Calma. Eu não vou deixar que nada de mal aconteça com você, Santa Maria, nada.

Mas Santinha chorava compulsivamente, abraçada a ele, à beira da histeria:

- Essa árvore é pesada demais! A gente não vai conseguir sair daqui é nunca. A gente vai morrer aqui, Richard, a gente vai morrer!

- No! Não vamos morrer coisa nenhuma. - Richard engatinhou até a saída da gruta e tentou, com todas as suas forças, empurrar a árvore.

Tentando se controlar, Santinha tentou ajudá-lo. Em vão. A árvore não se mexia nem um milímetro.

- Deixe. - ela suspirou, exausta, com uma lágrima rolando pelo rosto. - Não adianta. A gente vai morrer aqui, sim. Mas, pelo menos, vamos morrer juntos.

Soluçando, Santinha aninhou-se nos braços de Richard, que a abraçou com força. A pouco e pouco, foram deixando que o medo da morte e o carinho um do outro o envolvessem e acabaram se amando ali mesmo, dormindo em seguida.


Notas Finais


O capítulo, originalmente, era bem maior... Mas resolvi terminar com um gancho, para manter o suspense. :D
O resto, virá no próximo capítulo.


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