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História O Nosso Amor de Ontem - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Uma Nova Tempestade


Santinha e Richard acordaram com um raio de sol batendo em seus olhos. A reação de ambos foi idêntica, ao olharem para a entrada da gruta e perceberem que já não estavam presos lá dentro. Sempre tinham ouvido dizer que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas, como que por milagre, a árvore havia sido atingida por um novo raio e se desfizera em cinzas. Milagre ou não, os dois saíram da gruta, exultando de felicidade, entre abraços, beijos e risadas.

- Nós não vamos mais morrer, Richard, nós não vamos mais morrer!

Eufórico, ele a pegou no colo e rodopiou com ela nos braços, cobrindo-a de beijos. De repente, parou, pousando-a no chão. A expressão dele passou da felicidade ao constrangimento.

- My God... - murmurou. - O que foi que eu fiz?

Santinha o olhou, sem entender.

- Oxente, Richard, o que foi?

Ele a olhou, aflito:

- O que foi que nós fizemos, Santa Maria?

Ela não estava entendendo nada.

- Mas... Richard, que coisa tão horrível foi essa que a gente fez? Do que é que você tá falando?

- Oh, shit, Santa Maria! É claro que eu tou falando do que aconteceu com a gente, lá na gruta. Eu... eu achei que a gente ia morrer... Foi o momento... Me perdoe, Santa Maria, por favor, perdão!

A ficha de Santinha caiu. Ela baixou os olhos, consternada.

- Quer dizer então que você se arrependeu? Você não me ama, é isso?

- Amo! - Richard segurou as mãos dela e as beijou, com os olhos marejados. - Nunca mais duvide disso, por favor. Santa Maria, eu lhe quero mais do que tudo nesse mundo.

Ela o olhou direto no olhar, verde no azul:

- Então? - Sorriu, meio acanhada. - Tá me pedindo perdão porquê? Por ter feito de mim a mulher mais feliz do universo?

- Mulher? - Richard fez um sorriso triste. - Santa Maria... Você é uma menina.

- Não senhor! - ela se abespinhou. - Eu sou uma mulher, sim. Agora, eu sou. Você me fez mulher.

Richard a olhou, absorvendo suas palavras. Acabou por dar de ombros, dizendo:

- Olhe... Vamos ser práticos. Eu queria fazer isso na hora certa mas... Acho que a hora certa é agora.

Santinha o olhou, confusa:

- Ai, Richard, pardon, mas eu não tou entendendo é nada.

- Look... - ele começou. - Nós nos amamos, não é? Somos completamente apaixonados um pelo outro. Eu... eu não consigo mais imaginar minha vida sem você do meu lado. Você é a menina... a mulher que eu quero pra ficar junto de mim pra sempre, ser a mãe dos meus filhos. Você quer casar comigo?

Um sorriso emocionado iluminou o rosto de Santinha que, desconcertada, começou a rir e a chorar ao mesmo tempo, arrebatada pela emoção, pulou no pescoço dele e o abraçou forte.

- Richard, mon amour... Amour de ma vie, je t'aime.

Ele correspondeu ao abraço, dizendo baixinho:

- Eu também lhe amo demais, mas, por favor, pare com esse seu francês arrevesado.

Santinha soltou uma risada sonora e o beijou, com o coração explodindo de felicidade.

**************************************

- Desculpe, Dona Altiva, minhas apologias, mas no British Club não pode entrar mulher. - disse Richard, ao abrir a porta do clube e dar de caras com a futura cunhada.

Altiva esboçou um esgar de desagrado:

- Ora, senhor Richard! Veja como fala! Eu não sou uma mulher qualquer. Eu sou Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque.

Temendo que a megera fizesse um escândalo que pudesse comprometer a boa reputação do clube, Richard suspirou, agastado:

- All right, Dona Altiva, pode entrar.

- Well... - Altiva sorriu, com um ar que combinava perfeitamente com seu nome. - Eu não vou me dar a esse disfrute. Não vou entrar nesse antro de vício, não. Isso não é lugar pra uma senhora.

Richard teve que se segurar para não dar uma resposta torta para a esposa do patrão. Irritado, respirou fundo , manteve a calma o máximo que conseguiu e, com um sorriso amarelo, falou, com os lábios semicerrados:

- A senhora é quem sabe, Dona Altiva. Agora, por favor, please, me diga o que a senhora quer comigo.

Altiva sorriu, malévola:

- Não lhe passa pela cabeça?

Richard a olhou, sério:

- Talvez.

- Eu vim lhe falar de Santa Maria, minha irmã.

- Eu já imaginava.

Altiva olhou Richard dos pés à cabeça e cuspiu as palavras, com ódio:

- Ela me contou o que aconteceu entre vocês dois. Aliás, contou, não. Me jogou na cara, como se fosse uma vitória.

Richard sorriu, cínico:

- Ah foi? Não diga.

A mulher de Pedro Afonso ficou ainda mais enfurecida:

- O senhor não presta mesmo! Não tem vergonha não? O senhor desgraçou minha pobre irmãzinha indefesa!

Richard estava perto de ter um acesso de fúria, que reprimiu, por respeito a Pedro Afonso e Santinha, mas não conseguiu evitar falar com um tom de voz quase ameaçador:

- Escute aqui, Dona Altiva, eu fiz amor com sua irmã sim, e vou fazer de novo, quantas vezes ela me quiser. Mas não se preocupe não. Pra seu governo, nós vamos nos casar.

Altiva sorriu, maliciosa:

- Ah vão, é? E com a permissão de quem, eu posso saber?

- A gente não precisa da sua permissão?

Ela soltou uma gargalhada gélida:

- Como não? Minha irmã é menor de idade, esqueceu?

- Mas eu não sou. E Dr. Pedro Afonso é o tutor legal dela, e ele já autorizou por escrito, portanto...

Altiva parou, como se tivesse levado um tapa na cara:

- Pedro Afonso tá acobertando essa sem-vergonhice? - Recompondo-se, continuou. - Pois olhe, mesmo com a autorização dele, eu não vou deixar que vocês se casem, nem por cima do meu cadáver.

- Se a senhora não deixar, a gente foge.

A malvada voltou a rir, sempre de forma gélida:

- Ah, ah, ah, tinha graça! Minha irmã fugir pra casar com um filho de inglês com curiboca, sem eira nem beira, quase um criado de meu marido.

- Eu sou um Taylor! - quase gritou Richard, tentando, a duras penas, se controlar. - Tenho sangue inglês legítimo... ao contrário de certas pessoas, que só têm é pose. E quanto a ser criado de seu marido: eu sou mestre-de-açúcar com muito orgulho. E tenho dinheiro suficiente pra dar a sua irmã a vida de princesa que ela tanto merece!

- Mas eu não vou admitir! - berrou Altiva. - Eu nunca vou permitir que ela se case com você!

Richard a olhou, chocado. Não queria acreditar no que estava ouvindo. Não conseguia entender.

- Que foi que Santa Maria lhe fez pra lhe deixar com tanto ódio dela?

- Como é que você se atreve a me julgar? - Altiva perguntou, irritada. - Quem foi que lhe disse que eu odeio minha irmãzinha querida? Eu quero é protegê-la de você.

- Protegê-la? Do meu amor?

- Me aguarde. - Altiva deu as costas para Richard, de nariz bem para cima e partiu, em direção a casa, enquanto ele fechou com força a porta do clube, suspirando:

- Vai ser uma guerra.



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