História O Nosso Amor É Uma Canção - Áurea e Marisa - Temporada I - Capítulo 14


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Categorias Amor Electro, The Voice
Tags Ama, Amorelectro, Áurea, Marisa, Marisaliz, Portugal, Thevoice, Thevoiceportugal
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Palavras 1.795
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, LGBT, Lírica, Literatura Feminina, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Capítulo 14



Áurea's POV 
Após chegar em casa , tranco tudo e vou direto para minha adega em busca de alguma bebida forte , como o uísque que antes havia tomado no pub, para ver se isso me tirava um pouco a dor que estava sentindo, dentro de meu peito.
Coloco o líquido um tanto escuro num copo raso , enquanto seco algumas lágrimas que caíam de meus olhos e me sento no sofá.
Bebo cerca de três copos que descem queimando minha garganta , e quando minhas lágrimas param de cair , e a dor que havitava coração diminui, paro e beber, guardando a garrafa. A bebida já fazia um pouco de efeito em mim, quando decido tomar um banho. 
Não parei de pensar em Marisa durante nenhum segundo. Sua reação me deixava chateada e em dúvida. 
Não sabia se ela tinha algum preconceito, mas provavelmente sim, pelo menos foi o que ela demonstrou hoje. Tinha certeza que parte de sua expressão de decepção foi por algo ser insinuado comigo. 
Talvez eu estivesse realmente certa em me afastar, talvez fosse melhor, depois dela ter ido embora sem se despedir, sem ao menos me olhar nos olhos. Meus sentimentos por ela, continuavam presentes, porém agora eram acompanhados por tristeza e arrependimento.
Tristeza e arrependimento por saber que eu estava sim sentindo algo por uma pessoa que tinha aparentemente nojo até mesmo de uma suposição em ter algo comigo, uma pessoa que tinha algum tipo de preconceito e acima de tudo uma pessoa a qual eu nunca teria nenhum tipo de chance. 
O pior é que amanhã começariam as gravações do primeiro episódio e eu não sabia como isso ficaria. 
Saio do banho e me seco, colocando um pijama qualquer e me deitando, para dormir após colocar um alarme, para um pouco mais tarde do que eu estava acostumada pego no sono rapidamente, pelo efeito da bebida.
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Acordo com uma forte dor de cabeça, mas com total consciência, ambos pela quantidade de bebida que ingeri ontem. Vejo o horário e me deparo com o relógio marcando meio dia. Me sento na cama desesperada , por lembrar que tinha colocado alarme para as 11 e que provavelmente não havia acordado , por causa do uísque. Minha cabeça doía pela bebida e por saber que eu tinha que levantar, por ter gravação às 2.
Me levanto e vou direto para o benheiro , após fazer tudo o que tinha que fazer, que incluía tomar um banho um tanto mais rápido da cabeça aos pés, seco meus cabelos e os deixo lisos, secando meu corpo e procurando uma roupa qualquer que pudesse colocar, já que lá no camarim, eu teria de escolher outra roupa para gravar. Coloco uma calça social preta e uma camisa solta de mesma cor, com um salto preto que combinava tudo. 
Resolvo comer algo , com a intenção de não ir com o estômago vazio para a gravação. Pego uma fruta que amava, Pitaia rosa, e uma garrafa de água na geladeira e já saio de casa , entrando no carro, pelo fato de que até o estúdio, era um caminho um tanto longo. 
Enquanto dirijo, como a fruta e tomo minha água, desejando mais do que nunca ter um café a minha disposição. 
Chego no estúdio com alguns minutos faltando para as duas horas e entro sem enrolação, indo direto para meu camarim.
Logo após ser arrumada por uma equipe de maquiadores e pessoas que faziam meu cabelo, vou em busca de uma roupa com Martin, um homem que era encarregado de me vestir. Ele me mostrou algumas opções de vestidos  que antes já tinham sido separados em combinação com a maquiagem e o cabelo que me fizeram, porém juntos e com um interesse maior de minha parte, entramos em um consenso de que a melhor roupa era um conjunto de calça e blazer brancos. Eu me vesti para ver se precisava de algum ajuste e a calça serviu perfeitamente em meu corpo, ela era de cintura alta e justa ao corpo, era um estilo mais social , ia até um pouquinho acima do tornozelo e logo Martin me trouxe um par de saltos prateados e finos, que casaram perfeitamente. O blazer feminino foi feito para que fosse usado sem nada por baixo e fechado em um botão que ficaria um pouco abaixo de meus seios, porém como era o primeiro episódio do programa, ainda estávamos nas provas cegas achei que era um pouco ousado demais para aparecer numa primeira vez, então falei com o figurinista que achou uma blusa sem mangas também branca que deixava meus músculos a mostra e casava perfeitamente com a roupa toda. Fiquei muito feliz com o resultado e resolvermos que era aquela mesma que eu usaria, já fiquei com a roupa e me sentei novamente na mesa de maquiagem, para uns retoques finais, antes de me chamarem para a gravação. Minha maquiagem era composta por uma pele leve, minha boca era nua e meus olhos eram feitos em preto esfumado, que eu gostava muito por contratarem com meu cabelo que se fazia bem claro. Meus cabelos eram quase todos soltos, a não ser por uma parte do meu lado esquerdo, que se prendia um pouco atrás da minha cabeça, coberto pelo restante do meu cabelo e deixando minha orelha a mostra, eu gostava daquilo , mostrava meu pequeno piercing, que era algo que eu gostava muito em meu corpo, além de meu piercing no nariz, que já se fazia presente a todo momento. 
- Áurea - vamos começar, agora - uma moça com um microfone e papéis na mão, que não me lembrava o nome, bateu á porta e entrou pronunciando 
- tudo bem - eu digo me levantando - obrigada gente - agradeci as mulheres que fizerem minha maquiagem e cabelo e a Martin, que me responderam sorrindo , deu um último gole em uma garrafa de água que eu havia começado a beber a um tempo e que estava em cima de minha mesa e sai de camarim, seguindo a mulher, que me levava até a entrada do estúdio onde acontecia as provas cegas. 
Quando chego na porta em que entrava no palco, me aproximo, contra minha vontade e com o melhor sorriso que conseguia dar, de Mickael , Anselmo e Marisa que também esperavam para serem chamados para se sentarem nas cadeiras
- Oi - Anselmo diz baixo para mim e eu respondo tentando sorrir
- Oi - eu respondo parando do lado de Anselmo e agradecendo por Marisa estar na outra ponta, do lado de Mickael. Teria de sentar ao lado dela nas provas cegas porém, fingiria que está tudo bem, não podia demonstrar nada em frente às câmeras e sabia que Marisa iria fazer o mesmo. 
Logo chamam Anselmo que entra, fazendo "oi" com as mãos e recebendo palmas, depois me chamam como "estreiante" e eu entro tentando parecer simpática e feliz , me sentando em minha cadeira, logo Marisa entra e eu tento demonstrar que tudo estava bem, com total normalidade, e com Mickael também.
Marisa's POV
Logo que Áurea se aproxima de nós, lanço meu olhar sobre ela e não recebo nenhum olhar de volta, não entendo o que acontece , mas ela não me olha, fala apenas com Anselmo e logo nós somos chamados para entrar. Eu entro, sendo recebida por aplausos e tentando não demonstrar nada , sorrindo e fingindo que tudo estava completamente bem.
A primeira apresentação começou e ouço ser a música Creep. Um homem estava cantando , quando viro me deparo com um homem careca e de maquiagem , com uma roupa extravagante e sorrio com a cena, pensando que provavelmente seria uma Drag Queen.
Depois que todos viramos o homem se apresenta e se apresenta como sua personagem, e logo começamos a fazer nossos comentários Anselmo fala e logo Áurea se põe a falar
- Senti o que você estava dizendo - a loira começa a dizer - você cantou muito bem e eu entendi sua mensagem , é muito importante , porque o que realmente importa é que sejamos quem somos - Áurea fala - que nos façamos o que queremos - ela diz e eu sinto uma pontada no coração , sem parar de olhar para ela - que amemos, o que importa é o amor...e que nos sejamos quem somos, quem estamos confortáveis em ser - ela diz e todos aplaudem, incluindo Victor, ou Natasha, como se chamava sua personagem. Áurea temrina de falar e me lança um olhar rapido porém sério e intenso. Não sei direto o porquê, mas provavelmente foi pelo que aconteceu ontem , sinto que seu discurso foi para mim. Ela aproveitou da situação para me dar um recado e eu havia entendido.
- Oi - eu falo logo que Áurea acaba de falar , em minha vez , e Victor me responde com "Oi Marisa" sorrindo e logo eu continuo , sorrindo - você cantou muito bem - eu digo e logo continuo , em busca de responder a loira - senti que você falou, você estava falando pra mim, dando sua mensagem - eu digo como se falasse da apresentação , o que realmente também aconteceu na música - era um tapa á luva branca e eu entendi - eu digo mais para Áurea do que para ele, porém sempre olhando nos olhos do candidato -  adoraria trabalhar com você, de verdade - digo agora inteiramente para Victor, ou Natasha e ele sorri.
Logo Mickael diz o que tinha que dizer com seu papo de sempre, falando de diferenças e outras coisas e ele passa a palavra para Victor, que faria sua escolha. Eu sentia que ele me escolheria, e ficaria realmente feliz , pois a voz dele era realmente boa.
- eu vou ficar com a pessoa que eu mais , me identifico, com personalidade e tudo mais - ele começa a dizer - e é a Marisa - ele diz e eu sorrio ainda mais , levantando de minha cadeira , tentando tirar meu pensamento da loira 
- eu sabia - comento me aproximando dele no palco
- da próxima vez quero essa roupa - ele diz e logo me abraça e eu rio
Depois de me abraçar, Victor se aproxima de Anselmo para cumprimentá-lo e eu me encaminho de volta para minha cadeira. Quando lanço um breve olhar, sem nenhuma expressão para Áurea, recebo um olhar igual de volta, e logo a loira tira seus olhos do meu e se levanta sorrindo para cumprimentar Victor. Eu me sento em minha cadeira, troco umas palavras brincando e tentando aliviar o clima com Anselmo e logo que as luzes se apagam para a próxima apresentação, minha mente se volta totalmente para o que Áurea tinha falado.
 



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