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História O Nosso Fio Vermelho - Capítulo 50


Escrita por: imakinox

Notas do Autor


oioioioi pessoal! ✨✨✨
como vão? espero que todos bem! 🌷🌷🌷
trouxe um capítulo um pouquinho grande para vocês! 🤲🏻🥺
🎧 a música que o armin e a historia cantaram é livin' on a prayer, está na playlist da fanfic hehe (https://youtube.com/playlist?list=PLv8GR2J2FVhry3SrPmMiKeYZHDzYXbVT6) 🎧

boa leitura ✨✨✨

Capítulo 50 - Imã


"We've got to hold on to what we've got
'Cause it doesn't make a difference if we make it or not
We've got each other and that's a lot
For love, we'll give it a shot"

____

Eren observava os amigos se prepararem para cantarem Livin’ on a Prayer, de Bon Jovi, enquanto bebia uma batida em um copo consideravelmente grande. Armin estava bebendo pela primeira vez e estava se mostrando incrivelmente fraco para álcool, pois só de tomar uma garrafinha longneck de cerveja já estava rindo igual bobo e falando bobeiras. Historia, bem... Nem precisava falar muito sobre a amiga, o rosto angelical enganava, pois era um verdadeiro opala de tanto que bebia. Nanaba e Mike não ficavam atrás também.

Apesar de Eren ter comentado que faria uma entrevista de emprego na empresa TheKrapp, Nanaba não hesitou em ajudá-lo e deu um dia de folga para que o garoto pudesse ir tranqüilo. Sabia que uma hora ou outra os universitários que trabalhavam na cafeteria seguiriam seus rumos nas áreas que estavam estudando. Além de chefe, antes de tudo, já conhecia Eren e eram amigos, então sempre o ajudaria, apoiaria e puxaria sua orelha quando necessário.

Quando ouviram os toques iniciais da música, as pessoas que estavam no karaokê começaram a bater palmas. Bon Jovi sempre seria um clássico. Mike que já estava um pouco alterado pelo álcool e amava as composições da banda, começou a cantar junto com os mais novos, um tanto quanto enrolado, arrancando gargalhadas de Nanaba e Eren que batiam palmas.

─ Está vendo, Eren? – Armin dizia no microfone enquanto Historia cantava a primeira parte, antes de cantarem juntos. – Por amor a gente só se fode – dizendo isso, tomou um pouco da cerveja que estava em sua mão, fazendo todos gargalharem.

Armin estava bêbado e, talvez, ficou um pouco amargurado devido a tudo que aconteceu na sua vida e na do amigo. Os dois começaram a cantar juntos, um pouco enrolados – devido à bebida –, mas cantavam muito bem, claro.

─ Alguém tira a bebida do Armin, pelo amor de Deus – Nanaba comentou rindo.

Eren sorria, batendo palmas e bebendo a batida de morango – com um teor considerável de álcool. Por estar sentado, não percebeu que a bebida estava começando a surtir efeitos e seu rosto estava levemente vermelho.

─ Vai Armin, Historia – Eren gritou, colocando as mãos ao redor da boca pra ecoar mais alto. – Whoaaaa! – gritou o refrão junto com o resto do pessoal do karaokê. Todos conheciam aquela música, afinal, era um clássico.

Erwin e Hange batiam palmas, se divertindo com a animação dos mais novos.

─ Eles cantam bem – Hange disse animada, tomando um copo de chopp.

─ Bota bem nisso – Erwin concordou. – Vá com calma, você sabe bem como você fica bêbada – se referiu ao copo na mão da noiva.

─ Relaxa. Estou aproveitando, afinal, fiquei uns meses sem tomar nada de álcool – a morena deu uma piscadinha marota, fazendo Erwin suspirar derrotado.

─ Não vou carregar ninguém vomitada, já aviso – Levi disse balançando o copo em círculos, segurando-o com a ponta dos dedos, como sempre fazia.

─ E você desde quando bebe vinho? – Hange murmurou, vendo a garrafa em cima da mesa.

─ Eu bebi junto com Erwin, uma das últimas vezes que vocês foram em casa – apontou para o amigo, que fazia sinais de ‘não diga isso, por favor’.

─ O quê?! – a morena virou-se para o noivo, desolada. – Você disse para mim que era suco de uva e que não estava bebendo sem mim – dramatizou. Hange estava grávida e não podia tomar bebidas alcoólicas, óbvio. Então Erwin bebia escondido para não passar vontade na noiva.

─ Você não podia ficar com vontade, estava te ajudando – tentou se justificar, fazendo a morena revirar os olhos.

─ Depois dessa traição, eu vou beber todas – ergueu o braço, chamando o garçom.

Levi apenas deu um risinho abafado ao ver a cara de desespero de Erwin, voltando a dar mais um gole. Olhou para o palco e Armin e Historia faziam uma espécie de solo em uma guitarra imaginária. Vê-los cantar o fez lembrar-se de quando começou a se relacionar com Eren, do dia em que limpavam a sala de aula para o festival da escola e Armin, Jean e Eren começaram a cantar para os amigos. Sem nem ao menos perceber, sorriu com aquela lembrança nostálgica.

Olhou para Eren que tinha os punhos fechados e erguia os braços no ritmo da música, cantando junto. Observou a quantidade de bebidas e garrafas que tinha em cima da mesa dos mais novos e não deixou de se assustar. Aquilo não terminaria bem.

A música estava chegando ao fim e Armin e Historia continuavam cantando.

─ Eren, meu melhor amigo, eu te amo – Armin disse após a música acabar, apontando para o amigo, que ficou mais vermelho.

─ Ei, ele é meu melhor amigo – Historia disse, sentindo Armin passar o braço ao redor de seu ombro. – Eu também te amo, Eren – dizendo isso, fez um coração com as mãos.

─ Calma, não briguem! – Eren sorriu sacana. – Tem Eren para todo mundo – disse sem vergonha alguma, efeito do álcool que já havia subido há algum tempo.

─ Oh – Hange disse, após virar mais um copo de chopp. – Desde quando ele é descarado assim? – apontou com a cabeça, fazendo Levi dar de ombros. Nunca havia visto Eren bêbado, então era uma novidade.

─ Para todo mundo, mas isso não inclui mais aquele tampinha ranzinza que você namorava – Armin dizia ainda no microfone, obviamente se referindo a Levi.

Uma veia imediatamente saltou na testa de Levi, que virou de uma vez todo o vinho que tinha no seu copo, vendo Hange cair na gargalhada com o apelido que o loiro havia chamado o amigo.

─ Ei, tampinha – fez uma bolinha com o guardanapo e jogou em Levi, que mostrou o dedo do meio.

─ Calada.

Armin e Historia saíram do palco, indo se sentar na mesa que estavam anteriormente, não muito longe da mesa onde Levi, Hange e Erwin estavam, mas um pouco quanto isolada das demais, fazendo com que conseguissem ouvir a conversa um pouco alta demais.

─ Qual é? Pelo menos ele é um gostoso. E aquele cara de cavalo que você namorava? – Eren se referiu a Jean, em uma defesa a Levi e ao seu gosto.

─ Ele é lindo também, vai – Armin mostrou a língua, arrancando risadas de todos.

─ Pelo menos ele te acha gostoso, ouviu? – Hange deu uma piscadinha para Levi que revirou os olhos e inevitavelmente sorriu com o comentário de Eren.

─ Vocês não podem beber muito não – Nanaba disse, vendo as conversas dos três amigos. Não sairia nada que prestasse dali.

─ Estamos muito bem – Historia colocou a mão no próprio peito, em legitima defesa. – Sair com Armin e Eren foi uma boa escolha.

─ Só não vão se beijar como fizeram na Blue Space, hein? – Nanaba disse malicioso, fazendo Eren e Historia corarem.

Historia havia pedido conselhos a ele sobre o que fazer, pois estava temerosa de encarar Eren, afinal, ela quem havia beijado o amigo. Nanaba apenas aconselhou a conversar e manterem tudo como sempre foi, uma vez que eram amigos e essas coisas eventualmente aconteciam – principalmente por ambos gostarem de frutas diferentes.

─ Nem dessa fruta eu gosto – Historia disse com uma cara de nojo.

─ Não foi bem isso que eu notei quando sua língua estava dentro da minha boca – Eren disse sacana, fazendo a amiga corar mais ainda. – Mas se te consola, eu não gosto de buceta – deu de ombros, torcendo o rosto em uma expressão de nojo e a amiga mostrou a língua para ele, fazendo todos da mesa gargalharem.

─ O que é isso? – Hange disse animada com a conversa na mesa alheira. – Quem é esse Eren que eu não conheço?

─ Está sem travas na língua. Nem parece aquele menino educado de sempre – Erwin disse tomando um copo de chopp, um tanto quanto impressionado com o teor da conversa.

Levi observava quieto. De fato, nunca havia visto aquele lado de Eren e não podia dizer que não estava gostando. Pelo contrário, estava amando.

─ Eu sei bem do que você gosta, seu safado – Armin disse, passando a mão no ombro de Eren.

─ Se for um pau esfregando na minha bunda, eu amo. Aliás, você também gosta – disse virando um dos shots de vodca que Historia havia pedido e deixando Armin vermelho com o comentário do amigo.

─ O que você se torna quando bebe? – Armin dizia, fazendo um pequeno drama.

─ Nada que você não saiba – Eren deu de ombros. – Aliás, amigos de verdade se beijam na boca. Por isso vocês dois são os meus melhores – Eren que estava no meio dos dois loiros, passou os braços ao redor do pescoço de cada um, deixando os dois vermelhos com o comentário. Havia beijado Armin quando mais novo em um momento de descoberta de sua vida e Historia havia beijado há meses atrás.

─ Você beija todo mundo mesmo – Nanaba comentou. Mike apenas observava a conversa, bêbado o bastante para dizer qualquer coisa inesperada.

─ Certíssimo, ele está solteiro e é gostoso – Armin comentou, dando uma piscadinha.

─ Olha que com esse seu cabelo curtinho eu não resisto – Eren brincou, ousado, fazendo o amigo rir.

─ Eu sou difícil, ok? – Armin brincou, fazendo todos gargalharem.

─ É claro que é – Eren pegou uma das garrafinhas que estavam em cima da mesa e levantou. – Vamos brindar.

─ Vamos – Historia gritou animada, erguendo um copo com uma batida de maracujá.

─ Brindar o quê? – Armin comentou.

─ A melhor fase das nossas vidas – Eren comentou e todos da mesa gritaram, juntando os copos em um brinde.

___

Não muito distante, Hange e Erwin gargalhavam com a ousadia de Eren. Levi estava surpreso, afinal, nunca havia visto aquele lado do garoto. Estava tão mudado. Estava tão maduro. Era como se não conhecesse aquele Eren que estava sentado ali não muito longe.

─ O que uma bebida não faz, hein? – Hange dizia se referindo, ainda rindo, já bêbada.

─ Eu que o diga – Erwin dizia, levemente alterado pelo álcool também, mas preocupado com a noiva.

Ambos estavam levemente avermelhados, devido a toda aquela bebedeira.

─ Eu já volto, um momento – Levi se levantou ao ver um número desconhecido ligar em seu telefone e sinalizou aos amigos que iria atender o celular.

Levi levantou-se, indo para o corredor que levava aos banheiros e algumas salas menores particulares – essas eram pagas, normalmente reservadas por aniversariantes ou grupos de amigos que gostavam de algo mais reservado. Lá não havia tanto barulho, então resolveu atender ali mesmo.

─ Alô?

─ Levi?

─ O que foi, Hannes? – Levi revirou os olhos

─ Vou redirecionar alguns emails para você e peço que veja todos. Principalmente o primeiro.

─ Eu estou ocupado, depois eu- – foi interrompido pois o barulho de várias notificações saíram de seu celular, indicando que vários emails haviam chego.

─ É importante para o seu atual momento. Peço que leia e pense no assunto com calma, isso pode definir muitas coisas a partir de agora.

─ Tem que ser agora? – Levi quase suplicou.

─ Imediatamente! Me mande mensagem assim que ler todos.

Levi suspirou, olhando para o próprio celular, se encostando na parede do corredor. Hannes havia desligado. Aquele velho continuava enxerido. Entrou em sua caixa de emails, olhando um por um.

Havia várias e várias novas propostas, desde empregos em orquestras até uma temporada de apresentações individuais – com um cachê incrivelmente bom, por sinal. Leu um por um. Sequer imaginava que fossem ser tão rápidos a ponto de mandarem diversos convites e propostas poucas horas após se apresentar. Sabia que ganhar aquela competição tinha seus méritos, mas não estava esperando por aquilo.

Porém, um email chamou sua atenção logo pelo assunto: Orquestra Filarmônica de Berlim. Apertou ali, vendo um belo convite, convidando-o para uma turnê que a orquestra faria pela Europa no mês seguinte. Olhou para o valor do cachê e era incrivelmente alto, não era para menos, afinal, era uma das melhores orquestras do mundo atualmente.

O que estava acontecendo? De repente, se via em meio a tantos holofotes e sua vida virou de ponta cabeça. Era tudo novo, apesar de ter passado por toda aquela experiência quando mais novo, ainda era diferente de alguma forma.

Mas, mais do que isso, aquele convite havia despertado uma lembrança infantil há muito tempo adormecida: antes de acontecer toda a tragédia em sua família, Hannes havia dito que aquela mesma filarmônica havia o chamado para participar da orquestra jovem que estavam montando na época. Agora, um pouco diferente de antes, o convite era para entrar na orquestra profissional e oficial e como convidado especial.

Suspirou, mordendo o próprio lábio em seguida. Será que aquela vida aos palcos era realmente para ele? Lembrou-se da sensação de tocar para tantas pessoas, coisa que havia feito há horas atrás e ainda sentia tudo fluir dentro de si.

Sim. Lembrou-se da certeza que invadiu seu coração quando ganhou o primeiro lugar daquela competição: seu lugar era nos palcos.

Caminhou para o banheiro, parando em frente ao enorme espelho que havia lá. Abriu a torneira, enchendo a mão com água e lavando o rosto, como se quisesse ter a certeza absoluta de que não estava sonhando.

Secou o rosto e saiu do banheiro, pegou o celular, tirou um print do email que mais o havia interessado e encaminhou para Hannes, dizendo: Marque uma reunião com esse maestro, estou interessado.

Ainda com os olhos no aparelho, esbarrou em alguém pelo corredor.

─ Me desculpe – disseram os dois juntos.

Levi olhou para ver e viu ninguém mais e ninguém menos que Eren parado, massageando o braço que havia batido há segundos atrás.

─ Levi – o garoto chamou, olhando para o mais velho.

─ Eren – Levi apenas chamou o nome que tanto sentiu falta.

Novamente aquela conexão e atmosfera inconfundível se fizeram presentes naquele corredor quando os olhos estreitos azuis se encontraram com as duas esmeraldas brilhantes.

─ Parabéns pelo novo emprego – Levi puxou um assunto qualquer para desfazer aquele clima, lembrando do que o amigo do garoto havia dito no palco.

─ Ainda não passei – deu de ombros, ainda encarando Levi e o Ackerman viu um brilho dourado e malicioso surgir nos olhos de Eren. – E você, o que faz aqui? Não diga que está me seguindo, hum? – disse ousado e malicioso, totalmente sem vergonha alguma com um sorriso no rosto, provavelmente pelo álcool que havia ingerido.

─ Estou comemorando também, igual você – Levi sussurrou. Tinha a certeza de que aquilo não acabaria bem.

─ Comemorando, é? – Eren se aproximou aos poucos. – Posso saber o que?

─ Eu ganhei uma competição nacional de piano hoje – Levi continuava encarando Eren e viu o garoto arregalar os olhos após sua fala.

─ Oh, sério? – Levi apenas concordou. – Parabéns! Aposto que significa muito para você – inesperadamente, Eren o abraçou.

Levi ficou sem reação no começo, mas apenas envolveu o braço em volta da cintura do garoto, puxando o corpo alto para perto. – Obrigado... – sussurrou em meio ao abraço.

─ Queria ter visto de alguma forma, você toca muito bem... – Eren comentou, desfazendo o abraço e voltando a encará-lo. Apesar de tudo o que aconteceu entre os dois, ainda sentia carinho e consideração muito fortes por tudo o que um dia viveram.

 Por um segundo, Levi pensou que o efeito do álcool havia passado.

─ Obrigado, você- – parou de falar ao ver Eren perto, um perto demais extremamente perigoso, umedecendo os próprios lábios com um sorriso sacana nos lábios.

─ Eu deveria dar um presente por você ter ganhado e se esforçado, não é? – Eren dizia acariciando o rosto de Levi, que abriu os olhos estreitos um pouco mais que o normal. – Você com esse terno, essa gravata frouxa, esse perfume... É um pecado andar por aí assim, sabia? – Eren puxou a gravata de Levi, colando os corpos.

Que Levi exercia um poder sobre o corpo de Eren – e vice-versa –, era notável e ambos sabiam. Como um imã, um corpo puxava o outro e a química entre os dois sempre foi presente, maravilhosa e quente. Muito quente. Quase como uma combustão para ambos os corpos e tentar resistir àquilo era mais complicado do que parecia, pois a sanidade e juízo fugiam aos poucos da consciência, dando lado ao prazer e ao desejo.

Levi suspirou fundo, tentando ter controle de toda aquela situação. Definitivamente, aquele não era o Eren que conhecia. O perfume do garoto invadiu suas narinas e aos poucos foi perdendo a razão ao ver aquele sorriso fodido de lindo bem na sua frente. Desde quando Eren havia se tornado mais atraente ainda aos seus olhos?

─ Eren, você está bêbado... Não brinque com fogo – alertou. Não faria nada com Eren se o mesmo não quisesse ou se visse que o garoto estivesse bêbado demais para responder por si próprio. Nunca, jamais faria isso.

─ Levi, não estou tão bêbado ao ponto de não responder por mim... – cheirou o pescoço alvo do Ackerman, inalando aquele perfume forte que tanto gostava. – Fique tranquilo e aproveite o meu presente. Eu sei o que estou fazendo... – o álcool o deixava sem vergonha alguma e com mais coragem de falar e fazer o que quisesse e usaria aquilo a seu favor, mesmo que sentisse vergonha ou se arrependesse no outro dia

─ Eren, eu- – o Ackerman tentou não transparecer o quanto aquilo estava afetando-o, mas um suspiro alto fez com que Eren sorrisse e desse um beijo rápido ali.

─ Desde quando você fala tanto assim? Me deixe dar um jeito nessa boca gostosa, hum? – dizendo isso, Eren o beijou.

Aquilo foi o estopim para que Levi tacasse o foda-se para tudo. Entregou-se para aquele beijo desesperado, empurrando Eren para a parede do corredor e prensando-o lá. Uma mão ia à cintura do mais novo e a outra nos cabelos castanhos, sentia o gosto do álcool na boca de Eren, mas não se importou. Sentiu a mão do garoto em sua nuca e a outra em suas costas, passando às vezes pelos braços e agarrando o ombro. O corpo todo pulsava em ansiedade, prazer, desejo. Depois de semanas, estava voltando a beijar Eren e céus, como podia ter esquecido que aquilo era tão bom?

As línguas logo se encontraram, sedentas uma pela outra e Eren poderia pensar que aquilo era errado e que não deviam estar se beijando loucamente daquela forma, principalmente após terem colocado um ponto final em tudo.

Mas pensaria em outro momento, não naquele.

O corpo do garoto de olhos esmeralda reagia incrivelmente bem aos toques do mais velho e ousou mais, descendo as mãos e apertando a bunda de Levi por cima da calça social apertada que usava e sorriu sacana ao sentir uma arfada entre os beijos.

Em um movimento rápido, Eren trocou as posições e agora Levi quem estava encurralado na parede. O mais novo ligeiramente olhou para o lado, vendo uma porta fechada logo ali. Parou de beijar Levi e girou a maçaneta, vendo que estava vazia e jogou o corpo pequeno para dentro, fechando-a logo após. Apenas algumas luzes iluminavam a sala menor, provavelmente era uma das salas particulares que somente quem pagasse tinha acesso para ir ali, mas se estava destrancada por erro da gerência, por que não aproveitar?

Voltou a beijar Levi fervorosamente, enquanto puxava o corpo do Ackerman para um dos lounges que havia ali, sentou-se e o puxou para seu colo. Levi passou uma perna em cada lado do corpo de Eren, ajeitando-se ali, sem partir o beijo.

─ Sabe que eu adoro quando você senta no meu colo? – Eren disse sacana após terminar mais um beijo devido à falta de ar, apertando a bunda de Levi com gosto. – Consigo sentir tudo... – sussurrou malicioso e Levi entendeu bem o que o garoto queria dizer.

Pegou com forças os cabelos castanhos, puxando-os e erguendo o rosto para que Eren o encarasse nos olhos. – Desde quando você é um pirralho ousado assim? – sussurrou malicioso e gemeu ao sentir Eren puxar seu corpo para perto e, consequentemente, seu quadril se encaixar perfeitamente em cima da pequena ereção formada no meio das pernas do mais novo. – Nem te beijei direito e já está duro?

─ Eu não sou mais um pirralho, Levi – Eren dizia, passando sua língua por toda a região do pescoço do Ackerman e parando em seu queixo, para, logo após, morder o lábio inferior e iniciar um novo beijo.

Levi sentiu as mãos ágeis retirarem seu paletó e sua camisa social ser tirada de dentro de sua calça. Logo após, essas mesmas mãos adentraram o tecido, tocando o abdômen e as costas, sedentas e necessitadas pelo corpo definido e frio.

Em reflexos inconscientes, Levi dava leves reboladas no colo de Eren em meio aos beijos e carícias que estavam ficando cada vez mais quentes. Por mais que uma parte de sua mente gritasse para parar imediatamente e se afastar do garoto, outra parte gritava mais alto ainda para que continuasse, afinal, era normal ter recaídas, uma vez que a química era inegável e maravilhosa. Maravilhosamente perigosa, pois sabia exatamente onde aquilo levaria.

Eren estava diferente. O álcool fazia com que tivesse coragem de fazer e falar tudo o que quisesse, sem vergonha ou ressentimento – ao menos não no momento. Tocava o corpo de Levi por baixo da camisa branca e algumas vezes elevava seu quadril, roçando o membro duro na bunda de Levi.

Beijos, gemidos e outros barulhos ecoavam o local. Ambos desesperados e saudosos um pelo outro. Olhos nublados em prazer, mentes perdidas em desejo e corpos quentes como fogo.

─ Talvez seja errado tudo isso, mas... – Eren começou, mas Levi beijou sua boca antes que terminasse.

─ Mas é fodidamente bom? – o Ackerman sussurrou malicioso, após puxar o lábio de Eren com o dente, fazendo-o sorrir sacana. Se fosse se arrepender, que fosse em outro momento.

Eren apenas concordou e voltou a beijar Levi, descendo o rosto para o pescoço, beijando aquela região. Os corpos em chamas clamavam por mais. Levi levou a mão no cós da própria calça e em um movimento abriu a cinta, logo após levou a mão até o botão da calça, mas sentiu a mão de Eren sobre a sua.

─ Deixe que eu tiro isso – mordeu os próprios lábios de forma sensual e Levi pegou no rosto de Eren com força e voltou a beijá-lo, sentindo sua calça ser aberta e o zíper abaixado. Talvez fosse loucura transarem ali, mas não estava raciocinando muito bem com Eren lhe beijando daquela forma.

Estava tudo muito bom, até ouvirem um barulho que fez ambos voltarem à realidade. O celular de Levi tocou incansavelmente. O coração de ambos quase saindo pela boca e o Ackerman tateou os bolsos, procurando o aparelho e lembrou-se que colocou o celular no bolso do paletó. Olhou para Eren, agora ambos um pouco envergonhados pela situação que estavam e saiu do colo do mesmo, procurando o aparelho.

Olhou para ver quem era e viu que era Hannes. Além de enxerido, era um empaca foda agora. Ia atender, quando viu que a ligação havia sido perdida. Suspirou, passando a mão nos fios negros em raiva e frustração.

Ajeitou sua roupa, colocando a camisa branca para dentro da calça novamente e fechou o botão e o zíper logo após, fechando a cinta em seguida. Pegou o paletó e encarou Eren, que estava se arrumando, já em pé também.

─ Me desculpe, eu não deveria- – Eren começou, mas Levi o interrompeu.

─ Eu não estou arrependido, você está? – Levi olhou para a mesa que havia ali, mas antes viu Eren negar com a cabeça e sorriu minimamente com isso. Pegou uma caneta que estava em cima de uma comanda e um guardanapo e anotou o novo número de seu telefone no papel e estendeu para Eren. – Esse é meu novo número, mudei há algumas semanas.

─ Por que está me dando isso? – Eren o encarou confuso, o álcool em sua cabeça sumindo um pouco, mas ainda presente. – Achei que fôssemos seguir nossas vidas. Mas eu simplesmente não sei o que acontece... Toda vez que te vejo, toda essa conexão, essa química... – levou as mãos nos cabelos, em frustração. – Eu ainda me sinto atraído por você.

Levi apenas o encarou sôfrego. Observou o punho do garoto e a pulseira vermelha ainda estava lá. – Eren – chamou o garoto, que voltou a encará-lo. – Eu sinceramente não faço ideia do que será da minha vida daqui para frente – Levi disse sincero. Se a proposta da filarmônica de Berlim desse certo, ficaria alguns meses fora e só Deus saberia como seria sua vida após isso. Tudo estava mudando muito rápido. – A única coisa que eu quero ter a certeza é que um dia irei te encontrar.

Eren abriu a boca e fechou algumas vezes, sem conseguir dizer nada novamente.

─ Se tudo isso ainda fizer algum sentido para você, me ligue, me mande uma mensagem... Qualquer coisa. Eu preciso saber que tudo isso que flui dentro de mim também está presente em você – colocou a mão no próprio peito.

─ E se eu não fizer isso? – Eren sussurrou, olhando para o papel.

─ Então eu seguirei a minha vida, certo de que você também fez o mesmo – Levi disse, por fim, fazendo Eren encará-lo. – Seguirei a minha vida e torcerei para algum dia te encontrar novamente.

─ Certo – Eren dobrou o papel, guardando-o no bolso da calça. – Eu... – foi interrompido novamente pelo toque do celular de Levi.

─ Desculpe – olhou e viu que era Hannes e silenciou a ligação. – Nada do que eu sinto mudou. Eu ainda te amo – sussurrou, antes de dar um leve selar nos lábios do garoto e se afastou, indo até a porta. – Eren?

─ Sim? – o garoto o encarou e viu um sorriso nos lábios finos de Levi.

─ Espero que nossas pulseiras consigam cruzar nossas vidas novamente – repetiu a mesma frase que Eren escreveu na carta e abriu a porta. – Vou te esperar todos os dias, mesmo se eu seguir em frente – dizendo isso, saiu sem antes ouvir Eren dizer.

─ Eu ainda te amo também, Levi.

____

Levi encontrou Erwin no corredor, que estava procurando-o. Hange estava dando trabalho, pois havia bebido demais e o loiro não estava em condições de dirigir. Levi revirou os olhos, se dirigindo até o caixa, acompanhado de Erwin, para pagar pelo que beberam e saíram. Depois daria um jeito de ligar para Hannes.

Erwin notou as roupas amassadas e o cabelo bagunçado do amigo, mas sequer tocou no assunto, pois tinha um leve palpite de quem poderia ter feito aquilo com o baixinho e esse palpite tinha nome e sobrenome: Eren Jaeger.

____

Eren retornou para a mesa com os amigos, meio desnorteado com tudo aquilo que havia acontecido há momentos atrás.

─ Estávamos te esperando – Armin comentou ao ver Eren chegar e sentar na mesa.

─ Me esperando para quê? – Eren comentou ao ver que todos o encaravam. – O que foi?

─ Foi dar uns amassos, não é seu safado? – Historia comentou, alterada pelo álcool. – Quem é?

─ Não comecem – Eren disse, dando de ombros e mexendo as mãos, como se dissesse para deixarem aquilo para lá e pegou três shots que estavam em cima da mesa e os virou, em uma tentativa de esquecer o que tinha acabado de acontecer. – Por que estavam me esperando? Aliás, cadê Nanaba e Mike?

─ Foram embora. É melhor irmos logo também, pois está marcando um temporal – Armin disse preocupado. – Avisou sua mãe que ia dormir lá em casa?

─ Sim, avisei – concordou com a cabeça para o amigo. – Chamou um táxi para você, Historia?

─ Eu já chamei, ele deve estar chegando. Dá tempo de pedir a saideira – disse animada, chamando o garçom que trouxe uma garrafa de vodca para os três.

____

─ Vamos pagar a conta – Armin levantou-se, levemente tonto, seguido pelos amigos.

Os três pagaram e saíram conversando animadamente. O álcool dos shots e da saideira que tomou invadiram a cabeça de Eren novamente, fazendo-o esquecer a conversa e o momento que tivera com Levi momentos atrás. Beber demais tinha esse efeito no moreno: esquecia várias coisas no dia seguinte.

Historia entrou no táxi e foi embora, enquanto Eren e Armin foram a pé mesmo, já que a casa do amigo ficava próxima dali.

Os pingos grossos de chuvas começaram a cair do céu e o loiro gargalhava animado. – Eren, corre ou vamos nos molhar inteiros.

─ O que é um peido para quem está cagado? – Eren disse, sem pensar muito no que falava. O álcool subiu novamente em sua cabeça, fazendo ficar descarado e sem vergonha novamente.

─ Vamos dançar na chuva então – Armin pegou o braço de Eren, girando-o, improvisando uma dança qualquer.

Os dois foram até a casa do amigo assim, chegando lá completamente encharcados e gargalhando.

─ Somos doidos... – Eren gargalhou, já de banho tomado e deitado em um colchão no chão com uma coberta, sentindo o corpo gelado se esquentar aos poucos.

─ Nem me fale. Coloquei sua roupa para lavar junto com a minha, creio que amanhã estará seca já – Armin dizia olhando para o amigo. – Eu gostei de hoje.

─ Foi legal... – Eren disse, fechando os olhos.

O sono vindo, junto com a cabeça confusa e levemente dolorida pelo tanto de álcool que ingeriu. Não resistiu, capotou.

___

No dia seguinte, Eren juntava as roupas que Armin havia lavado em sua bolsa para ir embora e em um costume que tinha colocou as mãos nos bolsos da jaqueta jeans e na calça para se certificar que não havia nada lá dentro que eventualmente pudesse perder e viu uns papéis úmidos e rasgados dentro do bolso de sua calça – conseqüência de ter molhado com a chuva que pegaram e pela calça ter sido batida na máquina de lavar.

Não se lembrava o que era aquele papel. Na verdade, não se lembrava de muita coisa do dia anterior. Sabia que havia beijado uma pessoa no corredor, mas não lembrava quem era. Mas não se importou muito com isso, uma vez que era comum beijar desconhecidos enquanto estava bêbado.

Pegou os pedaços de papel e jogou fora. Provavelmente seria a conta da noite anterior, nada de importante.

Afinal, se fosse importante e relevante se lembraria o que estava escrito naquele papel e ele não estaria no bolso de sua calça, correto?

Era isso que Eren pensava e ao chegar nessa conclusão jogou os pedaços de papel no lixo, despreocupado e sem qualquer remorso.


Notas Finais


EREN NAO ME FAÇA IR AI TE DAR UM SOCO SEU PINGUÇO- 🗣🗣🗣
PQ O EREN TINHA QUE ESQUEÇAR DESGRAÇAAAAAAAAA 🗣🗣🗣
ok, parei 👁👄👁✋🏻
tanta coisa vai acontecer agora! oremos aihsiahsauii 👁👄👁✋🏻
armin, historia e eren juntos = tudo pra mim 🛐
espero que tenham gostado! 🥰
a gabi ama vocês 💖💖💖 e até o próximo ✨✨✨


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