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História O novato. - Tododeku - Capítulo 2


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Capítulo 2 - II - O início de uma amizade.


Com Todoroki ainda segurando o seu braço, Midoriya sentia que o seu coração poderia  parar  a qualquer momento, não sabia se o motivo era o Kacchan, ou o Todoroki-kun. 

Não adiantava de nada ficar fugindo, ou correndo do colega de quarto, pois mais cedo ou mais tarde, teria que entrar no quarto, seja para dormir, ou para pegar alguma muda de roupa, ou seja, iria dar de conta com ele. 

— E-espera! — o heterocromático parou de correr, e virou-se para ouvir o que o esverdeado queria falar, mas antes o pequeno tentava de alguma forma regular a respiração. — E-eu não entendo o porquê de estarmos fugindo do Kacchan...

— Tá na cara dele que ele iria te matar se tocasse em você. — Shoto disse simples. 

— Ah... Ele nunca vai me matar, mesmo que pareça o contrário. — Midoriya vira o rosto, encarando qualquer coisa que não fosse o bicolor. 

— Então vai para o seu dormitório, se ele vier, eu invento alguma coisa. 

— C-como disse? — estava espantado, não era para menos, já que ambos nem se quer se falavam a minutos atrás, mas mesmo assim, o outro estava determinado a ajudá-lo. "Ele é incrível!" — V-você não precisa mentir por minha causa, Todoroki-kun. 

— Não se preocupe. Só faça o que eu disse, amanhã a gente se ver na sala de aula. — disse sem esboçar alguma expressão, "Quanta frieza para uma pessoa tão bela..."

Deixando isso de lado, Izuku voltou a correr, só que para o lado dos dormitórios. Quando entrou no prédio encontrou quase a classe toda na sala de estar, passou direto, não queria demorar muito para não ter o risco do garoto explosivo passar pela porta. 

Em passos largos ele pegou o elevador, e apertou o botão do andar que o seu quarto ficava. Saiu do elevador, e praticamente correu até o quarto, entrou e fechou a porta. Trocou a roupa que estava por um pijama mais ligeiramente que conseguia. 

Deitou na cama, e se cobriu com o edredom, mas não antes de desligar as luzes. 

Já se passava das onze da noite, quando ouviu o barulho da porta ser aberta, "Kacchan?". Logo pode ver que era mesmo o loiro estressado, percebeu que o mais velho iria se aproximar de si, então não demorou a fechar os olhos. 

Deku se arrepiou por inteiro, mas era de medo, quando sentiu a respiração no seu rosto, e o hálito de menta. 

— Seu bosta desgraçado, nunca mais me deixe te esperando, venha no horário certo, seu nerd! — sussurrava, pensando que outro estava dormindo. — E fique longe daquele cuzão do meio a meio. Ridículo! — soltou uma risada sem humor. 

Ouviu o barulho  do seu colega subido as escadas do beliche, e não escutou nada mais, já que caiu no sono novamente.

*

Já havia passado um mês, e tudo continuava como antes, ainda dormia no mesmo quarto que Bakugou. Criou uma grandiosa amizade  com Iida, Uraraka e Asui. Suas brigas contínuas com o loiro estressado ainda aconteciam. Mas...

Mesmo que aquilo o deixasse "bem", ele estava triste, triste por não conseguir conversar com quem mais o interessava, Shoto Todoroki. Eles sempre trocavam olhares, como se aquilo fosse a conversa deles. 

— Alunos! — Aizawa-sensei cortou o barato do dois, como sempre, nada de novo. — Vocês vão para a quadra de basquete. — todos assentiram, as meninas foram para o vestiário feminino, enquanto os meninos para o masculino. 

Todos se encontraram na quadra, e o professor Aizawa já estava lá. 

— Vamos fazer uma competição saudável, sendo assim, eu dividi os grupos. — disse todos nomes, e Deku ficou no time vermelho, time de Shoto, isso o alegrou. — Agora, antes de começar, vão logo beber água, ou vão no banheiro. 

O sardento foi atrás do bicolor que foi se sentar na arquibancada. 

— Eu posso sentar? — apenas com um aceno positivo, ele teve a permissão de sentar ao lado do meio-ruivo. — Todoroki-kun, você não se sente a vontade quando eu estou por perto? — perguntou, pois o mais alto apertava as mãos em punhos.

— Ahn? Que? Não, eu só estou nervoso por causa do jogo, não se preocupe, Midoriya. Então, o que deseja?

— Eu só queria conversar com você... Queria ser seu amigo... — as últimas foram ditas tão baixo que, Shoto se esforçou para entender. 

— Meu amigo? Por quê?

— Eu gostei de você, Todoroki-kun. — disse encarando as orbes de cores diferentes. 

— Mas foi você que não veio falar comigo depois daquele episódio. 

Oh, é verdade! Lembrou de ter escutado do Kacchan que era para se afastar deste garoto. "Eu o obedeci, de novo... Eu sou um idiota mesmo!"

— Me desculpe, Todoroki-kun, eu só fiquei envergonhado... Eu sou um idiota mesmo... — abaixou a cabeça. 

— Não diga isso, Midoriya. — com gentileza, ele levantou o queixo do esverdeado. — Você não é um idiota, você é fofo. — as palavras saíram com tanta normalidade da boca de Shoto, que Izuku não consegiu não corar. 

— T-Todoroki-kun! — cobriu os rosto com as palmas das mãos. 

— Vem, nós temos um grande jogo de basquete pela frente. 

O jogo finalmente acabou, mas com empate. Deku estava morto de cansaço, ele simplesmente se deitou na arquibancada, se esforçava para recuperar o fôlego.

— Midoriya? — a voz suave e rouca de Todoroki, o fez se levantar rapidamente. — Oh, pode continuar deitado, sei que deve está cansado. 

— Obrigado, Todoroki-kun. — Izuku se deitou, e Shoto pegou as pernas do mesmo e pôs em seu colo. — Todoroki-kun?

— Ah, tá tudo bem, isso não me indomoda. 

— Eu pensei que não gostasse de toques físicos... — Céus, o Midoriya nunca quis tanto bater em sua própria boca, droga, por que tão estúpido?! — D-desculpa!

— Relaxa, eu realmente não gosto de contatos físicos, mas com você é diferente. — o esverdeado levantou a cabeça, mostrando o seu rosto corado, mas Todoroki não sabia se era por causa do que tinha falado, ou do jogo que terminara minutos atrás, pois ainda estava pingando a suor. E poxa, suado, corado, isso faria qualquer um perder a sanidade. Constrangido, Shoto vira o rosto. — E-então, o que achou do jogo? — praguejou mentalmente por ter gaguejado, "que vergonha, Todoroki! Que vergonha!" 

— Uh, foi legal, mas muito cansativo, pela primeira vez havia muita competividade no jogo. E, Todoroki-kun, você joga tão bem quanto o Kacchan, como consegue ser tão bom?

— Hm, eu sou alto, talvez isso me ajuda no jogo. — disse em tom sarcástico.

— Tá explicado, o Kacchan é alto perto de mim, ele joga muito bem.  Já você, Todoroki-kun, é quase o dobro de mim! — resmungou, fazendo o bicolor soltar uma risadinha discreta. 

— Não tem nada haver com altura,  Midoriya, basta você ter vontade de jogar basquete. Mas deixando isso de lado, o que pretende fazer hoje a noite?

— Ah, eu não sei. Eu  geralmente fico com o Iida-kun e Uraraka-kun, ou estudando no meu quarto. 

— Então, permita-me que hoje eu possa mudar a sua rotina. — interessado, Izuku se senta de frente para Todoroki. — Depois que a aula do Aizawa-sensei acabar, vai no meu quarto, vamos assistir a algum filme. — os olhos do pequeno se iluminaram.

 — Só nós dois? — ansiedade era muita para fazer aquela pergunta.

— Se você quiser, pode sim. 

— Sim! Sim! — a empolgação do pequeno fez o mais velho sorrir. — Hm, v-você pode me dar o seu número, senpai?

Woah! Como Shoto amou ser chamado assim pelo dono dos olhos de cor verde como esmeralda. 

— Claro. — Izuku foi correndo até a sua bolsa, e tirou de lá o aparelho digital, dando-o para o garoto bonito. — Pronto, Midoriya. — entregou o aparelho de volta. — Eu te dou o número do meu quarto, assim que tudo estiver pronto, mas pra isso eu também preciso do seu número. — e claro, o sardento entendeu, então logo enviou uma mensagem para o número que havia adicionado recentemente.

— Ok, senpai! Agora, eu vou ir tomar um banho, tchau! — acenou com uma mão, enquanto segurava a bolça com a outra mão. 

— Tchau, Midoriya. Até mais tarde! — acenou de volta. 

Quem não estava gostando nada dessa aproximação era Katsuki Bakugou, que observava tudo dentro do campo, mas com certeza não entendia sobre o que os dois conversavam tão alegremente. 

"Meio a meio maldito!"

— Que cara é essa, Bakubroo? — perguntou Eijirou.

— Não é da sua conta, seu cabelo de merda! — respondeu.

— Tá bem mesmo, Baku? — dessa vez foi Ojiro.

— Tô porra, tá cego? — voltou o seu olhar para arquibancada, mas o meio a meio não estava mais lá. — O que caralho tá acontecendo?!

Saiu batendo os pés, enquanto resmungava de quantas formas iria matar aquele nerd do inferno, e o meio a meio estúpido.

— Esses fodidos não sabem o que esperam... — disse. Estalou todos os dedos, que quem visse, acharia bizarro. 

Primeiro foi no vestiário masculino, encontrou todos, menos os que realmente lhe interessavam, então decidiu ir ao próprio dormitório. 

Abriu a porta brutalmente, e Midoriya, que estava lá dentro, se estremeceu, em passos duros de raiva, Katsuki chegou próximo do mais novo, o encurralando ali.

— Ka-kacchan? 

— O que você vai aprontar com aquele meio a meio filha da puta, Deku? — nada falou, o que irritou ainda mais. — HEIN, DEKU?!

— N-nada, Kacchan! 

— Seu nerd sem valor! — sem se conter, Bakugou deu um tapa estalado no rosto do menor. — Mais é uma vadia mesmo, né? Tá querendo o que?! Dar a bunda pra aquele imbecil?! — nesse momento, as lágrimas salgadas passeavam pela bochecha de sardas. — Já vai chorar? 

— S-saí, Kacchan! — Deku o empurrou com toda a sua força, e logo saiu correndo pelo corredor.  

Droga! Nunca haviam falado as tais palavras para ele, o seu peito doía, doía muito! Mais uma vez o loiro pisou em seus sentimentos, por quê? Ele nunca fez nada de mal para o colega. Nunca!

Midoriya acabou se esbarrando com alguém. 

— M-me desculpe! — soluços perturbadores escapavam de sua garganta. 

"Alguém..."

— Midoriya? Está tudo bem?! — nunca se sentiu tão aliviado, era o Shoto Todoroki! 

Sem olhar para o bicolor, o esverdeado o abraçou bem apertado, Shoto não pode não notar uma marca de mão avermelhada na bochecha esquerda. 

— Todoroki-kun, me leve para o seu quarto, por favor... — pedia entre soluços, Todoroki fez do pedido dele como uma ordem. 

Com o menor abraçado a si, com o rosto no meio de seu peito, encharcando a sua blusa, foi difícil de andar até o elevador. Quando chegaram no quarto dele, que aparentava dormir só, se sentaram na cama de casal. Midoriya ainda chorava doloroso, só que baixo agora. 

— Não chore, Midoriya, por favor. — se sentindo incapaz de ajudá-lo, o gentil Shoto o abraçou, dando um ombro amigo.  — Está tudo bem, eu estou aqui com você. Estou aqui, não se preocupe. 

*

Já fez um tempo que Izuku aproveitava o cafuné que o seu mais novo amigo fazia, parou de chorar há uns minutos, ele realmente estava muito triste.

— Eu sei que não é a hora certa, mas me conte, por que você estava chorando daquele jeito?

Izuku puxou o ar com força, na real, ele não sabia o porque daquele surto do loiro, ele nunca tivera realmente o agredido, mas naquela hora, ele parecia cego de raiva, a marca da mão ainda estava bem desenhada no seu rosto. 

— O Kacchan.. — a voz sôfrega saia lentamente. — Eu não sei por qual motivo das palavras tão duras, e pelo tapa que ele direcionou a mim...

— Então foi aquele idota?! Eu vou matar aquele desgraçado! 

— Não, senpai, não... Ele simplesmente ch-chegou no quarto, e-e...

— Olha, não precisa me contar se ainda não está pronto.

— Não, eu vou, eu consigo! — Deku se sentou na cama, deixando as pernas no estilo borboleta. — Ele me deixou sem saída, ao colocar o braços em cada lado da minha cabeça, foi então que ele perguntou o que nós dois iríamos fazer, mas eu me proibir em respondê-lo, aí ele deu um tapa no meu rosto, e disse coisas horríveis, Todoroki-kun. — Shoto suspirou longamente, para criar coragem de abraçá-lo, abraçá-lo com vontade, querendo passar conforto ao mesmo. 

— Esqueça isso, apesar de não ter nada pronto, vamos assistir o filme. 

— Mas e a aula?

— Podemos faltar, não? — Midoriya sorriu docemente. — Só me espere aqui, eu vou fazer a pipoca e trazer algo para bebermos. 

— Tá bom, senpai! 

Ó... Como Shoto Todoroki queria matar Katsuki Bakugou, bem lentamente... A ideia era tentadora demais, ou nossa, maravilhosa. 


Notas Finais


Nosso penúltimo capítulo... T-T
Eu não revisei, por preguiça mesmo, me desculpem :'c
Espero que tenham gostado! Obrigada pelos fav's.


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