História O novo conto - Interativa - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Drama, Interativa, Naruto, Novageração, Personagensoriginais, Revelaçao
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Palavras 1.713
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Prólogo.


Fanfic / Fanfiction O novo conto - Interativa - Capítulo 1 - Prólogo.

A manhã hoje está agradável, a leve brisa balança as folhas que começam lentamente a perder seu tom verde dando lugar ao amarelado e posteriormente cair ao chão, em poucos dias acabarão por o cobrir totalmente. Algo lindo e característico da estação, que é apreciada até os últimos instantes possíveis; até que por fim é substituída pelo inverno. Muitas pessoas não gostam do frio excessivo, a maioria afirma que ele traz apenas a morte, porém, eu de alguma forma o acho aconchegante. Como se fizesse parte de mim, com certeza o inverno é minha época preferida, pode parecer estranho, mas é o que mais me traz paz, sobretudo quando a neve começa a cobrir os campos. É como se cada pequeno floco representasse uma lembrança de um local estimado para o qual, a cada novo ano, me é permitido voltar. 

Mas, devo admitir que sentirei falta de todo esse verde e das flores. Costumo as admirar muito, porém, nunca tive muito tempo para poder cultiva-las, talvez eu devesse tentar fazer isso agora. Entretanto, provavelmente só terei tempo quando eu me tornar uma idosa… bem , se eu conseguir chegar até uma idade avançada. Não pude controlar o suspiro ao pensar nisso, a vida que sempre levei desde cedo me ofereceu muitos riscos, mesmo antes de os entender já precisava desviar deles. Meu pai nunca se preocupou em me ensinar o que era perigoso, apenas em como agir nessas situações; não consigo me lembrar com muita clareza dele, mas seus ensinamentos ainda estão muito presentes em minha vida, a cada passo se fazem necessários. 

Hoje, olhando a aldeia e toda a calma que parece transparecer da mesma consigo entender o porquê da escolha deste local pra me abrigar. Crescer aqui, com certeza foi uma das melhores coisas que podia ter me acontecido, provavelmente se não fosse por isso eu estaria morta há muito tempo. Sem falar no que aprendi com cada um que cruzou meu caminho; o primeiro deles foi o terceiro Hokage, eu o considerava como um avô, fui deixada sob sua proteção aos 5 anos. Seu cuidado comigo, ia muito além de uma protegida, ele realmente se importava comigo e sua paciência parecia infinita quando se tratava de mim; foi a primeira pessoa com quem consegui formar um laço especial aqui na vila. 

— Ibiki-senpai está tomando café comigo, todo dia… — Apertei sutilmente as flores que se encontravam em minhas mãos tentando buscar um pouco de conforto. Desde que cheguei a vila Hiruzen sensei fazia questão de sempre tomar café comigo, não importava em como o tempo estava ou quantos compromissos ele teria no dia; eu o esperava ansiosa, era o momento em que me sentia mais próxima de ter uma família. Muitas vezes nem comia direito, tamanha era a animação por estar em sua companhia, lembro-me que não conseguia parar de falar nem por um minuto. Devia ser extremamente irritante, porém, ele continuava a me ouvir e rir das situações engraçadas que aconteciam comigo e eu fazia questão de relatar para ele com seus mínimos detalhes. — Ele está cuidando bem de mim, do jeito dele, mas está. 

"— Parece uma barata desnorteada. — Falou o homem adentrando no local com um leve tom de deboche evidente na sua voz, enquanto se aproximava da menina agitada que não parava de falar ao mais velho que a observava sorrindo. Assim que notou a presença do recém chegado parou instantaneamente e direcionou os seus olhos verdes e curiosos a ele, que estava com as mãos no bolso e uma expressão séria a observando, sua presença fez com que ela fechasse o sorriso que anteriormente estava estampado no seu rosto e assumisse uma posição mais defensiva e desconfiada com relação ao desconhecido. 

— Sente-se Ibiki, tome café conosco! — Falou o mais velho alargando o sorriso e estendendo a mão sobre a mesa com uma enorme variedade de alimentos, que variavam entre bolos, doces e principalmente frutas que a deixava mais colorida e dava a refeição um ar mais saboroso. 

— Será um prazer, Hokage-sama. — Agradeceu se sentando a mesa enquanto observava com o canto dos olhos a menina que o encarava com desaprovação e desconfiança se afastando um pouco para o lado, ficando a uma distância segura do desconhecido e perto o suficiente do mais velho. 

— Ele é confiável Hiruzen-sensei? — Falou sem desviar sua atenção de Ibiki que esperava pacientemente o mais velho servir um pouco de chá a xícara em sua frente, o observava como se a qualquer momento ele fosse capaz de ataca-los.  

— Não se preocupe Ume, é uma das pessoas em quem mais confio! — Soltou o recipiente em que se encontrava o líquido servido anteriormente ao recém convidado da mesa e riu se divertindo com toda a desconfiança da menina.  

As palavras do Hokage a tranquilizavam um pouco, porém, sua desconfiança ainda não havia acabado totalmente e demoraria muito para que tal fato se concretizasse. A conversa continuou entre os dois homens, enquanto Ume apenas observava Ibiki de forma analítica, atenta a todos os seus movimentos, por mais mínimos que podiam parecer, se manter alerta na presença de estranhos para ela era uma questão essencial. Já para o "intruso" a situação era divertida, era raro ver uma criança daquela idade que não corria de medo ou se escondia ao ver sua aparência." 

Sorri ao me lembrar da primeira vez que vi Ibiki, foi durante um dos primeiros cafés da manhã que tive na companhia do Hokage. Admito que era uma criança difícil, não me sentia a vontade com outras pessoas, meus níveis de confiança nos shinobi da folha ainda eram muito baixos e qualquer um que se aproximava era visto como ameaça. No caso do Morino, um intruso na agradável refeição a qual eu estava degustando no momento. Quem poderia prever que o "intruso" se tornaria alguém tão significativo para mim, foi a segunda pessoa com quem criei laços, é claro que sua personalidade é totalmente oposta a do Hiruzen-sensei porém, de seu jeito ele se importa e cuida de mim. Mesmo parecendo ser antipático e insensível foi o único que esteve ao meu lado e me ofereceu apoio da forma correta, sem me obrigar a falar sobre o assunto tão doloroso.   

— Faz um ano... — Sussurrei abaixando lentamente e depositando o pequeno buque de flores sobre seu tumulo. Sua morte me deixou muito abalada, até então eu não havia enfrentado o falecimento de alguém próximo. Tive a perda dos meus pais, porém, eles não estavam mortos e mesmo em meu inconsciente tenho a esperança de os encontrar, pois, ainda há essa possibilidade. Entretanto, com Hiruzen-sensei é diferente, ele nunca mais voltará, eu não poderei desfrutar de sua companhia mais uma vez. Levantei e desviei o olhar para o céu, tentando impedir as lágrimas que se formaram de rolar por meu rosto, eu devia saber me controlar, já fazia um ano desde sua morte e toda vez que visito seu túmulo a mesma coisa acontece. 

— Parece que hoje não vai chover. — Observei o homem parado ao meu lado que me observava sorrindo com flores nas mãos, rosas vermelhas e uma flor branca semelhante as que eu acabara de colocar sobre o túmulo. 

— Tem razão Asuma-san — Sorri o observando colocar sua flor ao lado das minhas. 

— Soube que você vai receber seus primeiros alunos hoje — Falou posicionando um cigarro entre seus lábios e o acendendo em seguida com um pouco de dificuldade se atrapalhando com o buque de flores em sua mão. 

— Sim... — Alarguei mais o sorriso sem conseguir conter a animação ao tocar no assunto. — Estava ansiosa pra isso há muito tempo! 

— Ele estaria orgulhoso de você, está se tornando tudo o que ele esperava que seria — Sorriu observando o túmulo do pai e em seguida olhou para mim.    

— Espero que isso não te cause mais tanto ciúmes — Soltei a  frase em tom provocativo e risonho. Quando mais novo minha presença parecia o incomodar, demorei um tempo até saber que era pelo fato do seu pai sempre estar falando de minhas proezas e de suas expectativas para mim. Creio que eu também me sentiria incomodada se estivesse em seu lugar, porém, com o tempo tal ciúme pareceu ser amenizado e nossa relação passou a ser melhor. 

— Não, essa fase já foi superada. — Riu alto soltando a fumaça de seus pulmões em seguida. Novamente seu olhar se voltou a sepultura e a julgar por sua expressão parecia estar pensando em algo, provavelmente da mesma forma que eu a poucos minutos antes dele chegar.    

— Foi bom te ver Asuma-san... — Falei, já me virando pra sair. — Fale pra Kurenai-san que eu mandei um beijo. — Ao olhar sutilmente sobre meu ombro pude notar seu rosto enrubescer sutilmente enquanto ele coçava a nuca com um sorriso desconcertado nos lábios.  

Apenas sorri e tratei de sair o mais rápido possível dali, afinal ele precisava de um momento sozinho naquele local e eu não gostaria de atrapalhar isso. Sem contar que hoje é o dia pelo qual estive ansiosa esperando o ano todo, eu conheceria meus primeiros alunos. Estou a alguns dias pensando aonde os levar para podermos conversar um pouco, não planejo nada muito grande, uma apresentação simples já é o bastante. Enquanto caminhava pelas ruas de Konoha analisava os locais tentando encontram um propício para os levar, porém, nunca fui boa com essas coisas, apesar de algumas ideias passarem por minha cabeça.    

Estava tão distraída que fui pega de surpresa ao trombar com duas crianças que corriam pela rua, quase me fazendo cair, após um pedido de desculpas jogado ao ar voltaram a correr, pareciam apressados para algo. Isso me fez imaginar em como meus futuros alunos poderiam ser, talvez sérios e mal-humorados em uma versão menor de Ibiki, despreocupados, preguiçosos e sem ânimo, ou talvez totalmente ao contrário: hiperativos, descuidados e bagunceiros. Minha curiosidade só aumentava a cada perfil traçado, isso acabaria me deixando mais ansiosa então é melhor deixar esses pensamentos de lado por um tempo; não quero criar muitas expectativas.   

Quando me dei conta já estava parada a frente da academia, senti uma leve brisa contra o rosto e uma folha pousou sobre meu ombro, a observei e sorri a soltando novamente para que voltasse a vagar por aí carregada pelo vento. Respirei de forma profunda e após alguns minutos observando o local finalmente me sentindo segura para adentrar. 


Notas Finais


O modelo de fichas e algumas explicações estão aqui:
https://docs.google.com/document/d/1ZDW9bAv189hN4QC7hhCu1RC_BaztWUXT856bSCq8xz4/edit?usp=sharing

Espero que tenham gostado, qualquer dúvida ou se algo não ficou bem claro é só perguntar.
Comenta aí o que você achou do capitulo.
Beijos e até o próximo.


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