História O Novo Império - Capítulo 32


Escrita por:

Visualizações 19
Palavras 1.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


O Rei Sin-Shumu-Lisir foi oficializado monarca absoluto no tradicional ritual realizado no santuário de Assur😱 aiaiai... Quando Sinsariscum descobrir...

Capítulo 32 - Rei Sin-Shumu-Lisir


Fanfic / Fanfiction O Novo Império - Capítulo 32 - Rei Sin-Shumu-Lisir

Deserto da Mesopotâmia...

Nabopolassar e seu exército marchavam de volta a Uruk, onde tinham sido informados que o exército caldeu havia conseguido dominar durante a batalha. O Rei Nabopolassar e seus generais discutiam o que havia dado errado enquanto cavalgavam:

- Tínhamos tudo para vencer. Os melhores mercenários, as melhores armas, as melhores técnicas... Eu ainda não entendi o porquê perdemos... - Explicou o general Lipt-Marduk.

- Tirando que tínhamos a proteção de Marduk! Se não tivéssemos dado a ordem imediata de recuar, provavelmente o estado de nossas tropas estariam bem piores. Os assírios não tem piedade de ninguém. - Completou o general Tiglath-Ishtar.

- O que é mais confuso é que a Assíria tinha que cair... O exército deles estava em menor número, em completa desvantagem, liderados por um Rei sem trono e defendendo um império em extremo estado de decadência... - Explicou o general Apissun-Din.

- Bem, pelo menos tomamos Uruk. Graças a Marduk! - Comemorava o general Lipt-Marduk.

- Isso não é o suficiente. Com essa campanha contra a Assíria, eu planejava redesenhar as antigas fronteiras do Império Babilônico do Imperador Hammurabi! O próprio guerreiro lendário, escolhido pelos deuses para trazer justiça a Terra! - Explicou o Rei Nabopolassar.

- Algo deu errado. Na verdade, algo deu muito errado! Como pode... - Apissun-Din tentava compreender o porquê da derrota.

- Que humilhação... Depois de anos que vejo aquele verme do Rei Sinsariscum, isto me acontece... - Lamentava o Rei caldeu.

***

Uruk, Mesopotâmia...

No palácio real de Uruk, alguns soldados faziam a vistoria por todos os cantos, garantindo que todo o palácio havia sido dominado. Bel-Shar-Ur tentava esquecer aquele a quem tinha matado, o pai do Rei da Babilônia... Após um tempo, um soldado se aproximou entre os seus colegas e informou:

- Nabopolassar e seu exército se aproxima! Em questão de algumas horas estarão em Uruk para estabelecer um acampamento, e logo depois, partirão para a Babilônia onde sua majestade, o Rei Nabopolassar, será consagrado em Etemenanki, em Esagila, a casa do Grande Senhor Marduk.

Ao escutar isto, o oficial Bel-Shar-Ur gelou novamente. Teria de ficar cara a cara com o Rei e tentar explicar o que havia acontecido:

- É... Isso é... É ótimo! - O oficial disse tentando disfarçar.

***

Nínive, Capital do Império NeoAssírio...

Amanhece, nas ruas de Nínive, o povo comemora e anseia a coroação de Sin-Shumu-Lisir. A cidade está em completa festa, enfeitada para todos os lados. Pelos templos e monumentos de Nínive, os estandartes da Assíria tomam lugar.

Aos pés do Zigurate do Santuário de Assur, o Rei Sin-Shumu-Lisir inicia sua subida juntamente com o Sumo-Sacerdote Liglath-Assur e os outros sacerdotes do deus principal do panteão assírio.

Ao redor do templo o povo está reunido, seja com folhas de palmeira, seja com bandeiras, eles balançam-nas e comemoram:

- Viva o Rei!!! Vivaaaa!!!!

- Viva ao Rei! Viva! - O povo ofegante gritava, elogiando a abençoando o novo rei, que subia as escadarias do templo, sendo cortejado por todos. - Vida longa ao Rei! Viva o Rei Sin-Shumu-Lisir! Viva!

O Sumo-Sacerdote Liglath-Assur adentrou no templo ao lado do Rei Sin-Shumu-Lisir e os outros clérigos, a cerimônia teve início dentro do macabro templo do deus principal da Assíria:

- Assur, deus supremo da Assíria o dá boas vindas a sua casa, Rei Sin-Shumu-Lisir... Aproxime-se e contente-se com a glória de seu senhor! - Inicia o Sumo-Sacerdote Liglath-Assur seu discurso.

O Rei e o clero do deus Assur se colocaram em volta do santuário aonde residia a colossal estátua do deus Assur.

- Grande Assur, aqui está o Rei Sin-Shumu-Lisir, para iniciar contigo o pacto sagrado. - Continuava o Sumo-Sacerdote.

O Rei Sin-Shumu-Lisir e todos os sacerdotes se prostram perante o santuário do deus Assur.

- Sin-Shumu-Lisir, filho de Bel-Sin-Shum, você jura que irá servir, adorar e prestar culto ao deus supremo da Assíria e a todos os outros deuses, com dedicação e fidelidade? - Questionava o Sumo-Sacerdote Liglath-Assur em meio ao ritual macabro que era sempre realizado naquele templo.

- Eu juro, com a certeza de que Assur, deus supremo da Assíria, nos protege contra todos os males. - Respondeu o Rei Sin-Shumu-Lisir, em juramento.

Imediatamente, os sacerdotes levam o Rei Sin-Shumu-Lisir para o centro do santuário que está dentro do templo, ele fica frente a frente com a estátua do deus Assur:

- Eu, representante de Assur na Terra, consagrado Rei Sin-Shumu-Lisir! O servo de Assur! - Liglath-Assur derrama uma poção sobre o novo rei, consagrando-o Soberano.

Após isso, o Rei Sin-Shumu-Lisir se levanta e o Sumo-Sacerdote saúda o novo rei:

- Sin protetor da Assíria ! - Proclamou o Sumo-Sacerdote.

- Sin protetor da Assíria! - Repetia os outros sacerdotes que se prostravam em respeito ao novo Rei.

Como exigiam as tradições, o Rei Sin-Shumu-Lisir soca a mão no peito em juramento ao ritual. Orgulhoso, o ex-general é o novo Rei da Assíria.

***

Nippur, Mesopotâmia...

No acampamento assírio, que estava ao redor do que restou da cidade de Nippur, após os ataques, o Rei Sinsariscum planejava um contra-ataque:

- Não vou admitir que os babilônicos fiquem impune! Ainda mais, aquele Rei... Aquele maldito Rei... Nabopolassar! - O Rei Sinsariscum socou a mão sobre a mesa, morrendo de raiva e indignação.

- Tenha calma soberano. Os babilônicos acabaram de recuar, e nós acabamos de sair de duas guerras contra dois povos! A situação do exército não é das melhores no momento, pelo menos para realizar um novo ataque. - Explicou e alertou o general Apiassal.

- Chega Apiassal! Chega de fugir! O Rei Nabopolassar em volta daquela maldita cidade cresce a cada dia! Eles nos atacam, podem até perder... Mas nos atacam e nós sofremos as consequências! - Respondeu o Rei Sinsariscum cheio de ódio. - Eu vou! Eu preciso! Destruir a Babilônia! Eu preciso derrubar aquele general traidor do trono! Ele se acha Rei... Mas não é! Nem nunca será! Desgraçado!

- Soberano, longe de mim o enfrentar mas, estou apenas pensando no melhor para o exército e para a Assíria. Na minha opinião, isto é o mais prático. - Explicou o general. - Se atacarmos Babilônia agora, nós corremos um risco enorme de perder!

- É um risco que, teremos de correr! - Respondeu o Rei Sinsariscum decidido com o ataque.

***

Uruk, Mesopotâmia...

- Sua Majestade! O Rei dos caldeus! Nabopolassar! - Anunciou um soldado sobre a chegada do Rei.

Logo em seguida, o Rei Nabopolassar entrou na sala real de Uruk juntamente com seus três generais. O oficial Bel-Shar-Ur voltou a gelar, o corpo de Bel-Ibni ainda estava jogado ao chão, completamente ensanguentado. O oficial não teve reação nenhuma depois do acidente, não sabia o que fazer.

- Meus soldados! - Nabopolassar levantou sua mão como uma forma de comprimentar a todos.

- Vida longa ao Rei! - Bel-Shar-Ur proclamou e ele junto com todos os soldados presentes naquela sala se ajoelharam.

Nabopolassar estava um pouco contente, o ataque a Nippur havia fracassado, mas Uruk havia sido tomada. O pai de Nabopolassar, avô de Nabucodonosor II morava em Uruk e era um nobre muito influente por lá:

- Vejo que entregaram o produto por completo! - Elogiava o Rei babilônico.

- Ah... Não sabia que havia tido resistência... - Disse o general Apissun-Din ao ver o corpo do nobre jogado ao chão.

- É... - Respondeu Bel-Shar-Ur nervoso. - Tivemos sim uma pequena... Resistência.

- Hum... - O Rei Nabopolassar observou o corpo, como se fosse alguém familiar.

Bel-Shar-Ur começou a tremer.

- Quem é este homem? Quem o matou? - Perguntou o Rei Nabopolassar ao estranhar a familiaridade.

- Foi Bel-Shar-Ur. - Respondeu um dos soldados. - Ele o matou.

- Então foi você!? Este homem não me é familiar... - O Rei Nabopolassar continuava a observar causando tensão. - Quem é este homem?

- É-é... Bel-Ibni senhor. Seu pai. - O oficial se ajoelhou ao chão, em prantos. - Não era minha intenção! - Explicava o oficial que derramava inúmeras lágrimas. - Foi um acidente, eu tentei acertar o governador de Uruk que desviou e... Eu acertei ele por acidente!

- Levante-se rapaz! Tenha um pouco de dignidade consigo mesmo. - Ordenou o Rei Nabopolassar.

Bel-Shar-Ur se levantou, e ficou estranhado com a atitude de Nabopolassar, nem mesmo se importou que... O próprio pai estava morto ou pior... Assassinado!

- Hum... Sou filho de ninguém... - Respondeu o Rei Nabopolassar, fazendo com que os soldados que observavam ficassem assustados.

- M-mas... Ele é - O oficial foi interrompido.

- Ele não é ninguém. Retirem o corpo. - Ordenou o Rei Nabopolassar.

Alguns soldados estranharam o ato do soberano mas mesmo assim, retiraram o corpo do governador.

- Ah... Uruk é nossa!!!! - Comemorou o Rei Nabopolassar.

- Honra a Babilônia! - Gritou o general Lipt-Marduk.

- Honra a Babilônia!!!! - Proclamaram os soldados, erguendo suas espadas.

          Nesse momento, o oficial Bel-Shar-Ur tinha várias questões mexendo em sua cabeça: O que houve com Nabopolassar? Porquê ele reagiu assim a morte do pai? Se tornou tão frio para demonstrar autoridade?


Notas Finais


🌚💙💙💙💙Continuem acompanhando os próximos capítulos dessa saga!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...