História O Novo Império - Capítulo 33


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Nabopolassar age friamente na frente de seus oficiais.

Capítulo 33 - Meu Rei, perdoe-me!


Fanfic / Fanfiction O Novo Império - Capítulo 33 - Meu Rei, perdoe-me!

Nínive, Capital do Império NeoAssírio...

No palácio real de Nínive, a festa era certa. Após a consagração do Rei Sin-Shumu-Lisir, os nobres se reuniram no palácio real, juntamente com os sacerdotes e alguns chefes militares que não havia partido para a "guerra sem volta" do Rei Sinsariscum. Os convidados estavam ansiosos para a chegada do novo soberano, enquanto esperavam, se deliciavam com o vinho forte e as comidas deliciosas que eram servidas pelos servos, eunucos e criados do palácio real. Após um tempo, Sumo-Sacerdote Liglath-Assur entrou pelos portões da sala do trono e acabou com esse clima de espera:

- Seu Rei Sin-Shumu-Lisir! - O Sumo-Sacerdote Liglath-Assur anuncia a chegada do Rei Sin-Shumu-Lisir no palácio.

O Rei Sin-Shumu-Lisir entrou sozinho pelos portões do palácio, assim como era de costume, o Rei Sin-Shumu-Lisir também ostentava uma grande coroa e várias jóias pelas suas vestes. Os nobres, ministros, tenentes e soldados saúdam o novo rei.

Sin-Shumu-Lisir senta-se no trono agora como monarca supremo. O Sumo-Sacerdote se aproxima, tendo em mãos o cedro real:

- Receba o símbolo de sua união eterna com o grande Assur, ó Rei. - Discursa o Sumo-Sacerdote Liglath-Assur erguendo o cedro real ao Rei.

- Tomo por ti, cedro do deus Assur, para tua contenta e para a glória da poderosa Assíria! - Discursa o Rei Sin-Shumu-Lisir que pega o cedro e o levanta.

Todos os nobres, sacerdotes, magos, sábios, feiticeiros, nobres, ministros, soldados, comandantes, generais e magistrados ali presentes saúdam o novo Rei:

- Sin protetor da Assíria!

- Que o banquete tenha início! - Proclamou o Sumo-Sacerdote. Imediatamente, dançarinas entraram pelos portões do palácio, fazendo os convidados entrarem em loucura.

- Que Assur e todos os deuses protejam e defendam seu reinado soberano. - Disse o Sumo-Sacerdote, demonstrando um "falso apoio" e "falsa lealdade" ao reinado de Sin-Shumu-Lisir, da qual o mesmo desejava se livrar logo e trazer Sinsariscum de volta.

As dançarinas aceleram o ritmo da dança. Os servos continuam a servir vinho aos convidados e os nobres de terras longínquas vão a frente do trono afim de dar seus votos ao novo Rei, como era de costume após a ascensão de um novo soberano.

O Rei Sin-Shumu-Lisir estava feliz, aquele era o seu dia, o dia da sua ascensão, o dia da Assíria.

***

Uruk, Mesopotâmia...

O Rei Nabopolassar ignorou o espanto de seus soldados e logo se apoderou do "trono" do palácio governamental de Uruk:

- Por que me olham assim? - Perguntou o Rei caldeu ao assentar no trono.

- O-o senhor me perdoa? - Perguntou o oficial Bel-Shar-Ur.

- Perdoar pelo o quê? Como disse, sou filho de ninguém. - Respondeu o Rei, causando mais espanto a todos os soldados que observavam a situação.

- M-mas senhor... Ele era seu p - O oficial foi novamente interrompido.

- Ele era apenas um nobre! E eu, sou Nabopolassar, filho de ninguém, fundador do Novo Império da Babilônia! - Anunciou o Rei Nabopolassar. - E como tal, devemos retornar imediatamente para a capital, para que assim, eu me consagre Rei no templo de Esagila.

- M-mas já!? - Assustou o general Lipt-Marduk. - Mas e a tomada de Nippur!? Ainda não conseguimos!

- Por enquanto. Mas isso deverá ficar para mais tarde general. Se eu não me consagrar Rei agora, não irei me consagrar nunca, já faz tempo que a Babilônia está sem um Rei legítimo. A qualquer momento, ela poderá se desintegrar. - Explicou o Rei Nabopolassar. - Voltaremos para a Babilônia o mais cedo e rápido possível.

- Então... Todas as nossas tropas que marcharam para tomar Nippur, deverão recuar!? Senhor isso será uma grande perda de tempo! - Alertou o general.

- Lipt-Marduk, está querendo mesmo questionar as minhas ordens e discutir comigo? O que adianta se tomarmos a cidade de Nippur se não tivermos o controle do reino em si? - Explicou o Rei Nabopolassar. - Está decidido. Voltaremos para a Babilônia imediatamente.

***

No acampamento assírio, estabelecido ao redor da cidade de Nippur, como forma de defesa, o Rei Sinsariscum e seus generais continuavam reunidos na tenda real e apesar dos esforços do general Apiassal, o soberano da Assíria ainda pensava em realizar um contra-ataque aos babilônicos. No fundo, o Rei Sinsariscum não estava planejando aquele ataque por simples questão de defesa ou estratégia militar, era vingança, uma questão de orgulho e puro ego por parte do filho mais velho do falecido monarca, Assurbanípal:

- Soberano, com todo o respeito, mas volto a dizer que atacar os babilônicos agora, na situação que estamos, é arriscadíssimo! Nossas tropas estão cansadas! - Explicou o general Apiassal.

- Deveríamosssos esforços para a capital, onde seu irmão, o Rei Assur-Etelli-Illani reina! - Explicou outro general.

- Dois no trono irão causar uma tremenda discórdia entre as vertentes de poder, o reino da Assíria irá ficar completamente desestabilizado. - Completou Apiassal. Todos os outros generais e comandantes concordaram com o raciocínio do general Apiassal.

- O problema da capital podemos resolver depois. O que precisamos pensar agora é em manter nossos territórios! Apesar das nossas últimas vitórias, perdemos muitos territórios devido ao ataque dos medos além de termos perdido grande parte de nossas terras na Mesopotâmia junto a Uruk devido aos caldeus-babilônios liderados pelo maldito Nabopolassar... O general destituído que se acha "Rei"... E temos Nippur, um importante centro econômico para o reino, completamente destruído. Realmente, a situação do nosso território e das nossas forças estão péssimas. - Explicou o Rei Sinsariscum. - Na minha visão, devemos nos preocupar no momento é com esses ataques e revoltas que estão acontecendo, dando foque aos caldeus-babilônios. Além de que, a palavra final é minha!

- Se o senhor perder o total controle da capital... - Temia o general Apiassal.

- Enquanto meu irmão Assur-Etelli-Illani estiver no trono, enquanto ele ainda for Rei pelo menos, não corremos esse risco, creio eu. - Respondeu o Rei Sinsariscum.

- Acha que alguém poderia atentar contra a vida de seu irmão majestade? - Perguntou o general assírio.

        - Eu não duvido de nada... Se isso acontecesse... A verdade é que apesar da beleza de Nínive, aquela cidade é um ninho de cobras. Todos ali cobiçam o trono mais do que qualquer coisa, e na primeira oportunidade, na primeira brecha que meu irmão der... Acabou. - Explicou o Rei Sinsariscum. - Mas eu creio pelo menos, que meu irmão será prudente quanto a isso.


Notas Finais


🌚💙💙💙💙 Continuem acompanhando.


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