História O Novo Império - Capítulo 34


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


O Rei Sinsariscum recebe a mensagem de que Sin-Shumu-Lisir usurpou o trono!!!!

Capítulo 34 - Reinado contado


Fanfic / Fanfiction O Novo Império - Capítulo 34 - Reinado contado

Nínive, Capital do Império NeoAssírio...

A festa de coroação do Rei Sin-Shumu-Lisir ainda continuava. Os convidados como de costume, sempre embriagados com o forte vinho que era servido. Algumas dançarinas dançavam ao redor do Rei e do seu trono, enquanto outras dançavam na frente dele, a alegria era garantida:

- Sumo-Sacerdote! - Chamou o Rei.

- Pois não, soberano. - Aproximou o Sumo-Sacerdote, que reverenciou o Rei.

- O exército ainda continua nas mãos do Rei deposto não é mesmo? - Perguntou o Rei Sin-Shumu-Lisir.

- Se refere ao Rei Sinsariscum? Hã... Sim, o exército continua a seu comando, provavelmente porquê ainda não devem ter recebido a notícia da tomada do trono. - Explicou o Sumo-Sacerdote.

- Pois assim que forem informados, quero que fiquem cientes de que o exército deve voltar para a capital, para saudar seu novo Rei. - Ordenou o Rei Sin-Shumu-Lisir.

- M-mas... Sinsariscum tem controle sobre o exército. Não sei se irão acatar a suas ordens. Aliás, provavelmente Sinsariscum poderá marchar contra Nínive. - Explicou o Sumo-Sacerdote.

- O exército tem que entender que a dinastia de Assurbanípal não reina mais! - Respondeu o Rei Sin-Shumu-Lisir. - Eles devem apoiar a mim neste momento, eu sou o Rei da Assíria! Eu!

- Claro, soberano. Quando a festa terminar, irei a Sala dos Sábios e enviarei outro mensageiro para a fronteira leste do reino. - Acatou o Sumo-Sacerdote. - Mas creio que Sinsariscum não vai deixar barato...

- Se Sinsariscum vier contra mim... Espero que ele tenha em mente que não estará mais enfrentando um general, mas sim um Rei! - Declarou o Rei Sin-Shumu-Lisir.

***

Luas depois...

( Fazer o retorno da Nabopolassar a Babilônia )

O exército caldeu havia se retirado da cidade de Uruk já faziam algumas luas. Após semanas caminhando sobre o deserto, o Rei Nabopolassar, os generais Lipt-Marduk, Tiglath-Ishtar e Apissun-Din, além de todo o exército babilônico, observam a grandiosidade da Babilônia conforme de aproximavam:

- A pérola da Mesopotâmia... Babilônia, minha cidade! Cidade de meu Deus! Marduk. - Declarou o Rei Nabopolassar, orgulhoso ao se aproximar da sua cidade.

- Viu... Assim como Marduk o levou, o trouxe de volta. - Anunciou o general Lipt-Marduk, ao lembrar da tristeza que o monarca caldeu estava ao deixar para trás, a cidade que tanto cobiçou, Babilônia, A Grande.

- Tem razão. Enfim estou aqui! Babilônia, minha grande cidade! Hahaha! - Comemorou o Rei erguendo sua espada. - Honra a Babilônia e ao poderoso Marduk!

- Honra a Babilônia!!!! - Os soldados proclamaram, com suas espadas erguidas. Num ruído assustador e amedrontador.

No palácio babilônico, o Príncipe-Regente Nabucodonosor II conversava com o Sumo-Sacerdote, Marduk-Shar-Ukin, sobre como andavam as reformas no templo de Esagila "Casa do deus Marduk" depois de 3 meses:

- E então!? Esagila já está pronta? Já fazem luas que meu pai, o Rei Nabopolassar, e seu exército, se aproximam da Babilônia. - Perguntou o príncipe.

- Quando o soberano retornar, as cerimônias já poderão começar, grande regente! - Respondeu o Sumo-Sacerdote animado. - Os reparos da estátua do Grande Senhor Marduk estão nas etapas finais, mas mesmo assim, a cerimônia de coroação já pode ser realizada com tranquilidade!

- Ótimo! Pois assim que meu pai chegar... - O Príncipe-Regente foi interrompido.

- Soberano! - O chefe da guarda real, Adramelec, se aproxima.

- Chefe da guarda, algo aconteceu? - Perguntou o regente da Babilônia.

- Sim! Os sentinelas acabaram de me informar que o Rei Nabopolassar e todo o exército estão aos portões da cidade! - Anunciou o chefe da guarda, cheio de alegria.

- Graças a Eanna! - Comemorou o Sumo-Sacerdote. - O Rei está de volta!

- Que notícia maravilhosa! Que meu pai e todos os nobres soldados que arriscaram suas vidas tenham uma entrada inesquecível nas portas dessa cidade! - Afirmou o regente. - Ishkibal!

- Pois não, soberano. - O eunuco reverenciou o Príncipe-Regente.

- Quero que prepare o melhor dos banquetes que já foram servidos nesse palácio! Nada será bom o suficiente para o grandioso Rei da Babilônia! Hahaha! - Ordenou o príncipe, alegre.

- Assim será. - O eunuco reverenciou novamente o Rei e se retirou, para assim começar a organizar o banquete.

- Chefe da guarda, Sumo-Sacerdote. Irei me vestir para o cortejo e nos vemos na entrada do palácio. - O príncipe Nabucodonosor II deixou o cedro real ao lado do trono, desceu as escadarias e se retirou da Sala do Trono.

***

Ao redor da cidade de Nippur, o acampamento do Rei Sinsariscum continuava de pé. O Rei Sinsariscum, reunidos com seus generais e comandantes, continuava planejando o ataque contra Uruk e Babilônia:

- Se atacarmos agora, poderemos extrair uma boa vantagem. Fiquei sabendo que as forças babilônicas se retiraram de Uruk para coroar Nabopolassar como Rei legítimo da Babilônia. - Informou o general Apiassal enquanto mostrava uma espécie de "mapa".

- Desgraçado... Nabopolassar agora tem a ousadia de se coroar Rei da Babilônia... Isso é uma afronta imperdoável! - Comentou o Rei Sinsariscum nervoso, socando a mão na mesa. - Coroando-se Rei, ele declara oficialmente a independência do reino da Babilônia...

- Se tomarmos Uruk agora, iremos enfraquecer a Babilônia, e se marcharmos com sabedoria e sutileza, Babilônia irá cair muito facilmente. Sugiro que aproveitemos esse momento de comemoração na Babilônia com a coroação de Nabopolassar para atacar. - Sugeriu o general Apiassal.

Um soldado, tendo em mãos uma tabuleta cuneiforme, entra na tenda real:

- Desculpe minha invasão, há mensagem vinda diretamente da capital, referente ao soberano e ao exército. - Informou o soldado.

- Me entregue isto aqui. - Ordenou o Rei Sinsariscum. O soldado obedeceu.

Ao ler, o Rei Sinsariscum ficou furioso:

- Como pode...

- O que aconteceu majestade!? - Perguntou o general Apiassal.

- Não acreditava que meu irmão seria tão tolo a este ponto! - O Rei assírio colocou a tábua na mesa. - O general Sin-Shumu-Lisir usurpou o trono das mãos do meu irmão, Assur-Etelli-Illani...

- Como!? - O general assustou.

- Tome, leia você mesmo. - O Rei Sinsariscum entregou a tábua ao general.

- Aqui diz que o Rei Sin-Shumu-Lisir foi coroado já faz algumas luas e ordena o retorno do imediato do exército para a capital porquê... As tropas assírias devem reconhecer o seu novo... Rei. - Leu o general em voz alta, o Rei Sinsariscum respirou profundamente. - Sin-Shumu-Lisir traiu a todos nós! Não vamos retornar a capital para servir a um usurpador! Serviremos ao Rei Sinsariscum! O herdeiro legítimo!

- Nós não vamos servir ao usurpador! - Respondeu outro comandante.

- Obrigado pela lealdade de vocês... - Agradeceu o monarca assírio - Mas vocês vão sim... - Ordenou o Rei Sinsariscum.

- O que!? - Estranhou o general.

- Vamos voltar para Nínive. E tirar a coroa da cabeça daquele usurpador! - Proclamou o Rei decidido. - Ninguém fere a dinastia de Assurbanípal e fica impune... Ninguém!

- A cabeça de Sin-Shumu-Lisir irá cair... - O general Apiassal tirou sua espada. - Quem está a favor de Sinsariscum!? Quem está a favor da Assíria!?

        - Viva Sinsariscum! Viva Assur! Viva Assíria! - Os comandantes e generais desembanharam suas espadas e as ergueram numa só voz. Estava claro que nunca seriam leais a Sin-Shumu-Lisir e seu reinado, estava com os dias contados.


Notas Finais


Continuem acompanhando as emoções dessa saga! 🌚💙


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