História O Novo Império - Capítulo 90


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 90 - A Batalha contra Judá continua


Fanfic / Fanfiction O Novo Império - Capítulo 90 - A Batalha contra Judá continua

Em meio ao fogo e a correria do povo, os cavaleiros da Babilônia saíam matando tudo o que viam pela frente, estavam cheios de raiva e sedentos por sangue. Matavam a quem queriam, sem piedade de ninguém. Nem mesmo crianças e idosos escapavam a chacina. Algumas jovens eram abusadas por alguns oficiais, porém, ao terminarem seu "uso" também eram mortas a sangue frio.

Um oficial caldeu jogou sua lança contra um camponês hebreu, que desfaleceu no chão:

- Destruam tudo! E levem tudo aquilo que quiserem! - Ordenou ele aos colegas, com um saco de ouro na mão

- Assassinos! - Gritou um menino que observava tudo. Os soldados de Nebuzaradã o mataram a sangue frio.

A cidade estava em chamas e a grande quantidade de fumaça subia aos céus. Milhares de corpos estavam jogados nas ruas, estavam mortos.

***

Simeon retornava de Babilônia, aonde havia desaparecido misteriosamente. De longe, caminhando por uma estrada que dava entrada a cidade, ele contemplou aterrorizado:

- Não! Não... Je-Jerusalém!

***

Nebuzaradã cavalgava pelas ruas da cidade em chamas, ao seu lado estavam Nebusazbã, Nērgal-Särezer, Sangar-Nabu e Nabu-sarsequim. Observando a situação, ele ordenou aos quatro:

- Não saiam matando todos. Aqueles que vocês perceberem que possuem mais posses, mantenham vivos e tragam até mim, serão nossos cativos. Irei levar os subjugados a Babilônia. Ficarão o resto de suas vidas ao serviço de Nabucodonosor II, O Grande, como escravos.

- A aqueles que resistirem? - Perguntou Sangar-Nabu.

- Matem. Não haverá exceções.

Os cinco cavalgaram até o Templo de Jerusalém, aonde centenas de soldados saqueavam os tesouros e utensílios de ouro, e os colocavam em carroças.

- São os tesouros do Templo? - Perguntou Nabu-sarsequim.

- Eu acho que sim. - Respondeu o irmão.

- Vejam! - Anunciou o chefe da guarda real. - Este é o tesouro de Salomão, antigo rei do reino unido de Israel. Todas as oferendas foram trazidas aqui por mercadores e reis das mais distantes regiões do mundo!

Nērgal-Särezer sorriu:

- Esses espólios de guerra certamente são um tesouro digno do nosso rei Nabucodonosor!

Nebuzaradã riu malignamente.

Os soldados babilônios subiam e desciam frequentemente as escadas do Templo de Jerusalém. Cada vez que desciam, carregavam vários objetos de ouro, entre eles mesas, vasos, taças e altares.

- Tudo aqui feito ou banhado a ouro deve ser removido! - Ordenou um oficial, responsável por coordenar a retirada de tesouros do Templo. - Levem o ouro para fora do Templo. Não

Dois soldados juntos retiraram o castiçal, outros dois abriram a arca da aliança retirando de lá duas tábuas de pedra, eram os dez mandamentos.

- O que é isso? - Questionou um deles, observando a tábua.

- Está tudo escrito em hebraico... Hum... - O parceiro lançou a tábua no chão, despedaçando-a em vários pedaços.

- Hum... - O outro repetiu a mesma ação com a outra tábua.

- A arca deles é feita de madeira, não de ouro! - Gritou um da dupla para o oficial que coordenava tudo. - A única coisa que encontramos aqui foram duas tábuas, uma espécie da caixa de madeira e um monte de rolos bobos.

- Deixem-na aí... O Templo será incendiado agora mesmo. - Respondeu o oficial.

Quando todos os utensílios de ouro foram retirados do Templo, um soldado responsável por queimar a edificação entrou dentro dele e lançou uma tocha. Ao poucos o fogo se espalhou e o Templo queimou de dentro para fora.

- Vejam que visão linda! Poderia ficar vendo essa cena magnífica o resto da noite. - Ironizou Nebuzaradã, observando o Templo sendo incendiado.

- Infelizmente não podemos, não é meu senhor? O rei mandou que libertasse Jeremias, o profeta deles. - Lembrou Nērgal-Särezer.

- Vamos...

***

Vale do Cédron, Reino de Judá

- Finalmente saímos daquela escuridão. - Comemorou Zuriel, ao sair do túnel com o pai, o irmão, o servo e outros nobres. - Aquele lugar já estava me dando agonia.

Hassube riu:

- Isso porquê você tem medo de lugares apertados, não é Zuriel?

- Não comecem com isso agora! - Esbravejou Zedequias. - Vejam... Saímos de Jerusalém!

O grupo começou a caminhar por um longo pasto que cobria a região, ainda estava de noite.

- Aonde está Mulek?

- Não sabemos. - Respondeu Zuriel e Hassube.

- Malquias?

- Também não sei, meu pai. Eu acho que ele deve ter ficado na cidade.

- Não! Mulek vai morrer se continuar em Jerusalém!

- Calma, meu pai. - Pediu Hassube. - Com certeza meu irmão saberá se cuidar.

- Acha mesmo, Hassube!?

- Claro, eu... - Ele foi interrompido pelo pai imediatamente.

- Vocês nasceram sem saber pegar numa espada direito, acham mesmo que Mulek tem alguma chance em Jerusalém!? - Esbravejou Zedequias, preocupado e furioso. - Que nada de mal aconteça com ele...

***

Baruk e Jeremias observavam do pátio da guarda, a cena trágica da ruína de Jerusalém. Baruk tentava tirar Jeremias da gaiola na qual estava preso, porém, todo o seu esforço foi em vão.

- Baruk, espere... - Pediu o profeta hebreu. - Aquele lá não é... Não é Nebuzaradã? Comandante da guarda imperial?

- O próprio. - Reconheceu Baruk. - Na primeira invasão de Jerusalém ele era um dos altos oficiais de Nabucodonosor II, não era?

- Exatamente Baruk... Exatamente...

- O que será que ele quer? - Perguntou o secretário, proecupado.

- Logo saberemos...

- Se estou certo, você é Jeremias, não é? - Perguntou Nebuzaradã. - Estava a sua procura. - Ele se aproximou, ficando frente a frente com o profeta.

- E você, quem é? - Perguntou Jeremias, mentindo não saber pela própria segurança.

- Nebuzaradã, capitão da guarda imperial de Nabucodonosor II. - Ele tirou o capacete. - O comandante general das tropas babilônias.

- Já nos encontramos anos atrás, mas acho que não deve se lembrar. Quando eu era mais um dos soldados. - Prosseguiu o chefe da guarda, Nebuzaradã.

- Eu sou Jeremias. - Confirmou o profeta.

- Eu sei. Eu o reconheci. - Ele observou o estado do profeta hebreu. - Apesar dos anos e maus tratos que o infligiram.

- O profeta foi muito injustiçado. - Explicou Baruk.

- Os desmandos do rei fantoche da Babilônia, Zedequias, serão esquecidos como ele em breve será. Por ordem do rei da Babilônia, você agora é um homem livre, Jeremias.

- Livre? - Ele não acreditou.

- Sim. Nabucodonosor mandou cuidar de você, e não lhe fazer mal algum. Você ficará em paz para seguir o caminho que for de sua vontade.

- Ouviu isso, meu amigo!? - Baruk sorriu.

- Você profetizou que Nabucodonosor voltaria e... Bem... Aqui estamos outra vez. Se quiser ir com o nosso exército para a Babilônia será bem tratado. Mas a escolha é sua.

- Agradeço a sua oferta, senhor. Mas o meu lugar é aqui, nesta terra. Por mais desolada que ela esteja. Se o rei da Babilônia permite, aqui ficarei, senhor.

- Assim seja. - Nebuzaradã virou-se para seus soldados. - O que estão esperando!? Libertem Jeremias imediatamente!

***

Na sala do trono de Jerusalém, Seraías, Gedalias, Ebede-Meleque e Aicão conversavam temerosos. Foi quando soldados babilônios adentraram marchando a sala do trono, portanto escudos e o estandarte da Babilônia. Um arauto se aproximou entre os soldados:

- Judá saúdem o rei Nabucodonosor II! Representado pelo seu chefe da guarda imperial e comandante general das tropas do império babilônico, Nebuzaradã!

Nebuzaradã caminhou entre as duas fileiras de soldados imponente.

- Onde está Zedequias, o rei fantoche traidor? - Exigiu ele.

- Zedequias fugiu. - Afirmou Ebede-Meleque. - Acovardou-se a enfrentá-los quando viu Jerusalém em chamas. Ele, os filhos e alguns nobres que coabitavam o palácio desapareceram.

- Se estiverem mentindo... - Nebuzaradã pegou a espada. - Receio que irão se juntar aos mortos na invasão de Judá.

- Jamais. - Respondeu Aicão, intimidado.

- Rei Zedequias será encontrado. Isso não demorará muito, garanto. - Ele deixou a espada. - E quando ele for encontrado, se arrependerá amargamente de ter se rebelado contra a Babilônia.

- E quanto a nós? - Perguntou Gedalias.

- Levaremos cativos os nobres, artesãos e todos que forem úteis. Na Babilônia terão condições de firmar suas propriedades, fazer negócios e prosperarem. Deixaremos aqui só os miseráveis e decrépitos.

- Seremos levados também? - Perguntou Seraías.

- Não. Vocês, como elite governante, podem ficar em Judá, e usufruir do que restou do seu reino. - Nebuzaradã sorriu ironicamente. - Você, é Gedalias, certo?

- Sim, senhor.

- Por ordem do rei Nabucodonosor, você agora é o novo governador de Judá... Só mais uma coisa, iremos vasculhar o palácio em busca de objetos de ouro para a Babilônia, nada demais. Tenham uma boa noite! - Disse ele, cínico.

***

Alon, o emissário, acompanhado por Aicão, secretário do rei, foram ao Templo que aos poucos, entrava em chamas. Ao se aproximarem do seu interior, os dois tiveram de tampar seus narizes para evitar a densa fumaça que cobria tudo.

- O-oh! Oh... - Alon encontrou as tábuas da Lei despedaçadas ao chão. - Como eles puderam!?

- Vem, Alon! Precisamos salvar os pergaminhos! - Chamou Aicão, ao vê-lo ajoelhado diante das tábuas quebradas.

Ele se levantou e os dois recolheram os pergaminhos que haviam sido lançados para fora da arca, antes que o fogo os consumisse.

- Aaaahhh! - Parte da parede já fraca do Templo, devido ao fogo, desabou sobre o secretário do rei.

- Oh, não! - Alon jogou os rolos no chão e foi na direção do ancião, caído no chão. - Aicão, espere! Vou ajudá-lo.

- Alon, não se preocupe comigo. - Pediu Aicão, não conseguindo se levantar depois de Alon retira os destroços. Ele faleceu em suas mãos, perdendo completamente suas energias vitais naquele único momento.

Alon lamentou, deixou seu corpo no chão e recolheu os pergaminhos novamente, guardando-os dentro de um bolso. As paredes e teto do templo já começavam a ruir, Alon rapidamente se despediu do corpo sem vida do ancião que um dia foi secretário de Judá saiu desesperado do Templo.

***

- Num! - Reconheceu Alon, um menino que tentava soltar o rabo de sua raposa de uma pedra, com um pedaço de pau.

- Alon! Me ajude, por favor! - Pediu o menino, desesperado. - Minha raposa...

Alon deixou o saco com os pergaminhos no chão o correu para ajudar o menino. A pequena raposa conseguiu soltar seu rabo do destroço.

- Obrigado, Alon. - Agradeceu ele, pegando a raposa nos braços.

- Sabe como sair daqui sem sermos pegos pelos oficiais babilônios?

- Conheço uma saída secreta. Vamos!

***

Ao amanhecer, Jeremias e Baruk clamavam ao observarem as ruínas de Jerusalém. Milhares de pessoas eram levadas cativas pelos soldados que, liderados por Nebuzaradã, marchavam para fora dos muros destruídos da cidade.

- Andem! Andem, continuem andando! - Berrava um soldado a grande fila de hebreus que eram levados cativos, acorrentados pelas pernas.

Um deles estava em péssimas condições, sentindo fraqueza, quase caía no chão. Um soldado da Babilônia percebeu e gritou contra ele:

- Ei, você aí! Qual é o problema? - Ele tirou a espada. - Não consegue andar? Faça um mínimo de esforço, hebreu!

- Peça ao seu Deus único. - Debochou outro. - Não dizem que ele é tão poderoso?

- Nós somos como ovelhas que não podem se defender contra os lobos... - Lamentava Pasur, sendo levado cativo com outros sacerdotes sobreviventes da invasão. - Vamos rumo a morte, rumo a cidade do pecado.

***

Os hebreus já deixavam Jerusalém para longe de sua vista. Sob uma longa e monstruosa fila, os hebreus eram escoltados por soldados e cavaleiros da Babilônia.

- Quanto a Zedequias, rei de Judá, Nabu-sarsequim está a sua procura, ele não irá muito longe. - Garantiu o chefe da guarda aos seus subordinados. - Ele levará Zedequias, sua família e seus nobres para Ribla, aonde está o soberano.

***

Planície de Jericó, Reino de Judá

- Aonde estamos, pai? - Perguntou Hassube. - Já está amanhecendo e continuamos caminhando.

- Precisamos fugir dos babilônios! - Explicou Zedequias. - Não me surpreenderia se ainda estivessem nos seguindo. Daquele povo não podemos duvidar da nada, meu filho.

- Espero que tenhamos mantimentos suficientes para aguentar a viagem. - Temeu Zuriel.

- Em breve encontraremos um riacho por perto e poderemos nos abastecer, não se preocupem. Ficará tudo bem!

- E para onde vamos ir? - Questionou Hassube.

- Para o reino de Edom! - Repetiu o monarca. - Já não falei? O rei de Edom irá nos receber. É um aliado contra os babilônios!

- Você continua fazendo exatamente o contrário do ordenado por Jeremias, não é meu pai? - Lembrou Zuriel. - Era para que o senhor se rendesse imediatamente se quisesse sobreviver e salvar Judá!

- Vamos sobreviver, meu filho. Vamos sobreviver. - Zedequias riu forçado. - Mas me curvar a Nabucodonosor II, isso nunca! Não precisamos do faraó Apriés para nos proteger. Temos outros reinos de Canaã que também são nossos aliados contra Nabucodonosor!

- Alguns hebreus vão migrar para outros reinos vizinhos também pelo o que fui informado. - Lembrou Hassube. - Alguns irão até para o Egito.

- Que fiquem. Mas eu não irei ao Egito de jeito nenhum! Aquele faraó Apriés é um traidor! - Afirmou Zedequias.

- E Mulek não voltou... - Lembrou Malquias.

- Quanto a Mulek... - Zedequias suspirou. - Que Deus cuide dele em Jerusalém... Se é que ainda está vivo.

- Ora, ora, ora... - Nabu-sarsequim os cercou com alguns oficiais.

- B-babilônios... - Malquias tremeu, assustado junto ao pai e aos outros.

Nabu-sarsequim apontou sua espada:

- Se não é o rei de Judá tentando fugir. 



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