História O Novo Império - Capítulo 91


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem pela falta nesses últimos dias, mas nesses últimos tempos não tenho tido muito tempo para a fanfic! Irei pagar todos que estou devendo. Espero que compreendam ;)

Capítulo 91 - Rios da Babilônia


Fanfic / Fanfiction O Novo Império - Capítulo 91 - Rios da Babilônia

Oito soldados os cercavam, apontando suas espadas para evitar que fugissem. Zedequias, Hassube, Malquias e Zuriel estavam perplexos com a situação, entretanto, o pior mesmo era para Zedequias, que nada podia fazer para escapar daquela cruel circunstância que o destino lhe reservara.  

- Estávamos a sua procura, Zedequias. - Informou Nabu-sarsequim, o líder daqueles soldados. - Pensou que podia fugir?  

- P-pai... - Chamou Hassube pelo pai enquanto se contorcia de medo.  

- Zedequias, sinto lhe dizer... - Nabu-sarsequim guardou a espada. - Mas você está deposto do trono de Judá pelo rei Nabucodonosor II. Mas não se preocupe – Ele sorriu cínico. - Ele o aguarda em Ribla.  

- São babilônios não são? - Zedequias gargalhou forçado. - Sei de uma coisa que gostam muito bem... - Ele tirou um saco cheio de ouro. - Trouxe ouro! Podemos nos entender, não? 

- Está tentando nos subornar, rei Zedequias? - O líder dos soldados sorriu, parecia ter gostado da ideia. Não demorou muito, e o seu semblante se alterou para rancor. - Está nos insultando, rei deposto? - Ele ergueu sua espada, pondo-a ao lado do pescoço de Zedequias.  

- N-não! Claro que não. Só estou fazendo uma simples proposta. - Tentou se explicar o irmão de Jeoiaquim.  

- Está desejando piorar sua situação! - O alto-oficial fez Zedequias de refém, com sua espada ao lado do pescoço do rei. - Levem eles! - Ordenou aos demais soldados, que imediatamente prenderam Hassube, Zuriel e Malquias, além dos demais nobres que ali estavam.  

- O que vai acontecer conosco!? - Questionou o rei deposto de Judá, enquanto era levado por Nabu-sarsequim como refém.  

- Se já não fosse suficiente terem conspirado uma revolta contra o rei da Babilônia, agora terão de se explicar pela fuga. - Respondeu ele, ironicamente.  

                                                                                             ***

Multidões de hebreus eram levados cativos no início daquela manhã. Os oficiais babilônios não tinham piedade, forçavam o povo de Judá a caminharem pelo deserto sem direito a pausa. O sol ainda não havia chegado ao meio do céu quando Nebusazbã, um dos oficiais, conversava com Sangar-Nabu, os dois estavam a cavalo:  

- Nunca pensei que seria tão entendiante caminhar no deserto. - Resmungou ele. - Só de pensar que demoraremos dias até chegar a Babilônia... 

- Não reclame, Nebuzaradã é quem terá de ir até a Síria se encontrar com o rei, e logo depois retornar a Babilônia. - Respondeu Sangar.  

- Bem que sinto falta do som das arpas dos músicos do palácio... - Relembrava ele, nostálgico. - Quando eu terminava minhas tardes de serviço militar observando os grandiosos Jardins!  

- Babilônia, não há outra igual. - Afirmou Sangar-Nabu. - Veja... Acho que tive uma idéia.  

- E qual seria ela?  

- Fiquei sabendo que entre os nossos cativos há músicos do Templo de Jerusalém...  

- Não está pensando em...  

Os dois sorriram.  

Sangar-Nabu chamou um soldado e conferiu a ele de trazer a sua presença os músicos do Templo de Jerusalém, para que tocassem para eles.  

- Pelo menos agora não vamos ficar tão entediados... - Sangar disse a Nebusazbã, os dois oficiais riram maldosamente.  

Os músicos do Templo tomaram para si seus insturmentos musicais, as liras, harpas e trombetas, em grande voz, o povo, acompanhando os músicos, começou a cantar, em lamento e desespero: 

“Pelos rios da Babilônia, nós nos sentamos 

Ah, sim, lamentamos, ao lembrarmos de Sião. 

Quando os ímpios 

Nos levaram para o cativeiro 

Exigiram de nós uma canção. 

E agora, como cantaremos uma canção do Senhor em uma terra estranhas?”                                                                                                                                      *** 

Babilônia Capital do Império NeoBabilônico  

- Meu filho. - Amitis entrou na sala do trono.  

- Minha mãe! - Notou o príncipe-regente Mushezib-Marduk. - Algum problema?  

- Nenhum de forma alguma, pelo contrário é outra coisa. - A rainha sorriu. - Dário, filho de meu irmão, Astiages, virá a Babilônia no próximo ano-novo de Akitu.  

 - Dário? Meu primo!? - Mushezib se animou com o anúncio.  

- Sim. - Respondeu a soberana da Babilônia, ansiosa. - Não vejo a hora de rever meu sobrinho! Quando o vi na inauguração dos Jardins Suspensos, ainda era muito pequeno.  

- Em falar nisso, fiquei sabendo que minha prima, a princesa Mandane, filha de Astiages, casou-se com Cambises de Ansham, não é mesmo? - Lembrou o príncipe.

- Sim, Mandane se casou a poucos meses. Mas com um persa... Isso é o que tanto me intriga... Meu irmão ter obrigado a filha a casar com o herdeiro de um reino vassalo. - Dizia Amitis intrigada. - O mais óbvio é que minha sobrinha se casasse com um medo, garantiria o poder do império da Média. 

- Realmente... A escolha de Astiages foi imprevisível. - Concordou o regente. - Ah, minha mãe, tenho uma ótima notícia!  

- O que aconteceu!?  

- Alguns rumores de que Judá caiu, que o cerco de Jeursalém chegou ao fim e que o exército marcha rumo a capital. - Explicou ele. - Mas, são apenas rumores. O exército não me mandou nada referente a isso.  

- Que Nabucodonosor II retorne rápido... São e salvo... - Desejou Amitis. - Sua ausência no palácio me traz um vazio... - Desabafou ela. - Sempre que seu pai vai a batalha fico temerosa. 

- Não fique assim, minha mãe. - Mushezib-Marduk deixou o cetro real ao lado do torno, desceu as escadas do trono e foi ao encontro da mãe, dando-a um abraço. 

                                                                                            ***

- As coisas não estão nada boas, Sammu-ramat! - Anunciou o sumo-sacerdote Beroso furioso, ao adentrar os aposentos da sacerdotisa.   

- É sobre Beltessazar e seus amigos, estou certa? - Concluiu a sacerdotisa.  

- Parece que ele tem um poder sobre-humano para cativar a família real! - Beroso estava furioso. Tomou uma jarra de vinho da mesinha ao lado da cama de Sammu-ramat e encheu uma taça. - Além de se envolverem nas questões dos escravos das obras de MINHA propriedade, agora fiscalizam os tesouros dos templos!  

- Acalme-se, Beroso, vai dar tudo certo... - Ela foi interrompida pela fúria do sumo-sacerdote.   

- Chega de calma, Sammu-ramat! Calma será nossa ruína! Se eu cair, você também cai, e você sabe muito bem disso. - Ele se aproximou da sacerdotisa, irritado. - Beltessazar tem que morrer! 

- Já está mais do que claro que o governador e seus amigos não tiveram um deslize sequer nesses anos que estiveram no poder. - Sammu-ramat tomou uma taça de vinho e acompanhou o sumo-sacerdote, sentada em sua cama. - A única forma de nos livrarmos deles, é matá-los.  

- Então por que você não os envenena, dá alguma poção mortal, como fez a Marduk-Shar-Ukin? Não irá deixar pistas. - Questionou Beroso.  

- Beroso... - Ela sorriu embriagada pelo vinho. - Você é o sumo-sacerdote, deve saber que não importa que tipo de arma se use para matar um membro da corte, os culpados são procurados até que sejam encontrados. 

- Então como vamos matá-los!?  - Vamos ter que pensar em algo... Em algo diferente.  

                                                                                                       ***

 Jerusalém, Província de Judá 

Enquanto era noite, Gedalias reuniu os sobreviventes da invasão de Jerusalém na sala do trono do palácio real de Zedequias para um banquete, era o que ele chamava de “Dividir o pão”. Naquela noite ele decidiu passar uma mensagem de esperança para os hebreus que ficaram e claro, inaugurar seu governo em Judá. Entre os convidados estavam Baruk e Jeremias. 

- É... - Gedalias pegou uma taça de vinho de uma mesa. - Teremos um longo trabalho pela frente se quisermos realmente reconstruir Jerusalém. Fazê-la voltar a ser a gloriosa cidade que foi nos tempos do rei Davi e do rei Salomão. 

- Foi o que disse a Baruk quando vimos o estado do Templo. Foi completamente queimado e saqueado. - Falou Jeremias. - Será necessário força e determinação para recomeçar.  

- E Deus, através de você, tem nos trazido a força necessária, Jeremias. Suas palavras estão ecoando por Judá. Hoje todos sabem que você tinha razão quando anunciou aquelas profecias, desde há muitos anos atrás. Estou confiante de que finalmente nosso povo aprendeu a lição.  

- Nem todos, governador, nem todos... - Disse Baruk. - Alguns desejam fugir para o Egito. Estão ignorando as palavras de Deus!  

- Se estão indo contra os conselhos de Deus, a escolha é deles, Baruk. - Respondeu Jeremias. - Nãop podemos obrigar ninguém a acreditar em nossas palavras. Nossa função é apenas alertá-los. Aqueles que forem ao Egito, só encontrarão morte, fome, dor e guerra.  

- Infelizmente muitos preferem fugir. Eles não tem força para permanecerem fiéis, juntos a nós, para reconstruir nosso reino. Mas também há muitos que estavam em reinos vizinhos, e agora estão retornando para nossa terra. E é com essa gente de fé que vamos fazer Judá renascer! - Ponderou Gedalias, determinado.    

                                                                                  ***

Colinas hebraicas, Província de Judá 

Nabu-sarsequim e seus homens se aproximaram cavalgando do exército caldeu, que forçavam a marcha dos hebreus rumo a Babilônia:  

- Aqui está o fujão. - O oficial desceu de seu cavalo com Zedequias refém. - Pensou que poderia escapar.  

Outros oficiais, seguindo Nabu-sarsequim, se aproximaram com os filhos de Zedequias em seu poder. Nergal-Sarezer, percebendo a presença de seu irmão, se aproximou:  

- Zedequias tentou fugir então... - O futuro esposo de Kassaia concluiu.  

- Sim, o encontramos na planície de Jericó. Planejavam se refugiar no reino de Edom. - Explicou o irmão do rabe-mague.  

- Pois Nabucodonosor o aguarda.   

                                                                                                 ***

Mispá, Província de Judá 

Alguns dias após a destruição de Jerusalém pelos caldeus-babilônios, Gedalias, como governador de Judá, migrou a sede de seu governo para a cidade de Mispá. Junto a ele, seguiu-se a corte do palácio que havia sobrevivido a invasão de Nabucodonosor.  

Gedalias estabeleceu-se em um grande palácio, aonde começou a exercer sua função assentado num trono, não como rei, mas como governador. Apesar do título, Gedalias recebia seus conselheiros e comandava o que havia restado das tropas de Judá  

Senhor Gedalias. - Um servo se aproximou.  

- Aproxime-se. - Autorizou ele, simpático.  

- Ismael, Joanã, Jônatas, Seraías, Jazanias, os filhos de Efai, de Netofate e alguns soldados estão as portas do palácio. - Informou o servo.  

- Ismael? - Gedalias se interessou. - Mande-os entrar.  

Ismael, acompanhado por outros homens e soldados adentraram o salão real.  

- Vocês não são os únicos a virem até mim nesse momento. - Afirmou Gedalias, receptivo, enquanto descia as escadas do trono. - Hebreus estão vindo de todas as partes. Estou recebendo hebreus até mesmo dos reinos vizinhos, Amom, Edom e Moabe.  

- Sigam o plano. - Ismael sussurrou para os demais homens que o acompanhavam e se aproximou do trono aonde Gedalias se assentava.  

- Gedalias. - Ismael se apresentou. - Viemos de diferentes partes de Judá, após a invasão covarde dos caldeus. - Informou ele. - Assim que fomos informados que o rei da Babilônia o pôs como governador de Judá.  

- Sei bem como devem estar se sentindo. - Afirmou o governador de Judá. - Sentimento de medo após a chacina em Jerusalém mas...  

- Medo? Não sentimos medo, Gedalias. O que sentimos é ódio! Ódio pelo o que fizeram a Jerusalém, nossa cidade, nossa terra! - Ponderou Ismael. - Não podemos nos submeter aos babilônios! Jeoiaquim fez isso no passado, e o que ele ganhou? Judá caía em miséria aos nossos pés!  

Gedalias pegou em suas mãos o selo real de Judá, pôs em sua mão e ergueu-a para Ismael e seus homens:  

- Faço agora um juramento, em nome do meu governo em Judá: Não temam sujeitar-se aos babilônios. Estabeleçam-se na terra, sujeitem-se ao rei da Babilônia, e tudo lhes irá bem. Eu mesmo permanecerei em Mispá para representá-los diante dos babilônios que vierem a nós. Mas, vocês, façam a colheita das uvas para o vinho, das frutas e das olivas para o azeite, ponham o produto em jarros, e vivam nas cidades que vocês ocuparam.  

O governador de Judá descansou a mão após o juramento.  

- Será nosso representante diante dos babilônios, Gedalias. Sabe que isso é uma grande responsabilidade... - Ismael se aproximou.  

- Eu sei, Ismael. - Respondeu Gedalias. - É por isso que preciso tanto da ajuda de vocês. Precisamos juntos reerguer o reino de Judá, não é algo que se possa fazer sozinho.  

- Não é pelo fato de não simpatizar com os babilônios que me negarei a ajudar a reconstruir minha terra. - Ismael pôs a mão do ombro de Gedalias. - Se isso é o melhor para Judá, eu não posso me abster.  

- É estranho... - Sussurrou o oficial Seraías para Gedalias. - Como Ismael mudou de opnião tão rápido.  

- Tire os pensamentos ruins da cabeça, Seraías. Sei que por ser soldado está acostumado a desconfiar de tudo, mas aqui, todos somos irmãos. - Respondeu o governador, sussurrando. 

- Com todo respeito governador, mas é muita inocência da sua parte. Não sabemos as reais intenções de Ismael em Mispá. Nem todos os hebreus estão do nosso lado... - Sussurrou Seraías. 

- Garanto que não há nada a se preocupar. - Gedalias aumentou a voz e declarou aos presentes. - O que temos que fazer agora, é unir o reino. 



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