1. Spirit Fanfics >
  2. O Novo Namorado da Minha Mãe - Jikook >
  3. Capítulo 9

História O Novo Namorado da Minha Mãe - Jikook - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Aviso: Lembrando que não estou fazendo apologias e nem incentivando ao uso de drogas! Se é sensível ou não gosta desse tipo de conteúdo, não leia!

Espero que gostem e tenham uma boa leitura 💜

Capítulo 10 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction O Novo Namorado da Minha Mãe - Jikook - Capítulo 10 - Capítulo 9

Sexta feira… 


— Estou de saída, aproveite o resto da tarde, tenho algo legal para você fazer nesta noite — Ji-Yong sorriu enquanto saía pela porta da sala, apenas assenti sem questionar nada. 


Eram exatamente seis horas da tarde, dormimos quase o dia todo, achei que Ji-Yong tivesse morrido, pois acordei antes e tentei acordá-lo, o garoto estava imóvel e não acordava por nada, pensei "agora pronto, tem um cadáver na minha cama". Acreditam que ele dormiu na minha cama e tirou todo o meu espaço? É claro que acreditam. 


Um filme qualquer passava na tv, meu corpo se recusava a sair do sofá precioso de vovó, estava faminto, mas quem disse que a preguiça deixava eu me levantar? O celular estava na mesinha de centro, pensei em pedir um lanche… Merda, Jungkook! Alguém me bate, eu tenho que parar de comer coisas gordurosas, não quero nem pensar nas broncas que a senhora Kang irá me dar se souber todo tipo de porcaria que comi na noite de ontem. 


— Se concentra… 


Levantei do sofá naquela preguiça desgramada, fui até a cozinha e me contentei em pegar uma maçã, era aquilo ou nada, não iria mais comer nada gorduroso enquanto a grande competição anual não acontecer, não posso correr o risco de engordar, meu pai, não sei o que faria se ganhasse muito peso. Eu me bateria com certeza. 


Eu estava acostumado a comer apenas uma maçã pela manhã, mas depois de ter comido tanta porcaria em tão poucos dias… Acabei desgostando da fruta. 


O fim de tarde logo se foi, tomei meu banho e me joguei no sofá novamente. Ji-Yong estava demorando… Esse idiota com certeza deve estar aprontando alguma. 


A noite de hoje está bem bonita… Ótimo para ver um filme de romance gay, qual é, não me julguem. Filme de romance gay é muito bom. Levantei meu traseiro do sofá e peguei o controle, não demorei para escolher o filme, e então, logo estava rodando. 


— Ai que susto da mulesta! — reclamei quando ouvi meu celular tocar na mesinha de centro. Era Ji-Yong, nada de novo debaixo do sol. — Fala. 


— Pode olhar a mensagem que mandei pra você a mais de dez minutos? — indagou impaciente. 


— Estava fazendo algo importante demais para olhar mensagens… 


— Sei, estava vendo um filme de romance gay. Você não muda! Olha logo essa mensagem e vem me encontrar — disse, e em seguida desligou.


— Esse abusado me conhece mesmo… 


Abri o aplicativo de mensagens, bom, havia apenas um endereço acompanhado da seguinte frase "vista uma roupa decente e bonita". Por que eu vestiria uma roupa decente e bonita pra encontrar ele numa sexta-feira? 


Mesmo resmungando, fui até o quarto e vesti meu uniforme, digo, minha roupa favorita. Uma blusa preta e larga, uma calça branca de couro, daquelas que meu irmão trouxe, e uma botinha preta. Resolvi me arrumar um pouco mais, qual é, era sexta-feira, eu com certeza iria encher a cara, mas mesmo assim vou me arrumar. 


Peguei o secador para dar um jeito no cabelo molhado, passei uma chapa rápida naquele pique, passei um pouquinho de base no rosto, e por cima, o pó. Passei gloss nos lábios e passei um lápis no olho mais leve que pena. E para fechar com chave de ouro, uma corzinha de leve nos olhos. 


Quando menos me dei conta, estava entrando no táxi, não me esqueci de pegar um dinheirinho extra que encontrei na mala de Ji-Yong, é apenas uma indenização por me fazer sair de casa e deixar meu precioso filme de romance gay para trás. 


O endereço que meu maninho mandou não era tão longe da casa, cerca de dez minutos se passaram e eu já estava descendo do táxi, após pagar o moço. Olhei em volta para ver se encontrava o indivíduo, mas nada de ver um Jeon Ji-Yong por ali. 


O lugar parecia ser um restaurante, e chiquérrimo pelo que vi de fora… Porque Ji-Yong me mandaria vir a um lugar como esse? Só faltava ele estar jantando com Namjoon e ter me chamado para ficar de vela… Isso eu não iria perdoar e muito menos esquecer. Peguei o celular e disquei o número dele, mas o maluco não atendeu, que ódio! Se ele me enganou e está pensando que vai sair impune… Está ligeiramente enganado. 


— Jungkook? 


Estremeci ao ouvir uma voz tão conhecida dizer meu nome, mas o que diabos ele está fazendo aqui? Só pode ser merda… 


— Jimin — pronunciei desanimado. 


— Então… Tinha que ser mesmo em um restaurante caro? — indagou enquanto encarava a entrada do local, o olhei confuso. 


— Como é? 


— Você disse que queria conversar comigo, mas tinha mesmo que ser em um restaurante? Quer dizer, isso não pode soar estranho? — perguntou preocupado. 


— Me desculpe, mas não estou entendendo… 


— Não está entendendo o quê, Jungkook? Você me chamou para conversarmos. 


— Eu? Eu não fiz isso! — me defendi, totalmente perdido na conversa. 


— Como não fez? Você me mandou mensagem. 


— Não mandei não! — exclamei já quase desesperado por pensar que Ji-Yong tem algo a ver com isso. 


— Então quem é esse se não for você? 


Arregalei os olhos assim que Jimin estendeu o celular na frente de meu rosto. Ali havia claramente uma conversa da minha suposta pessoa convidando-o para sair essa noite para ter uma conversa, e ali, o mesmo endereço que Ji-Yong me mandou. Eu vou matar esse moleque! 


— N-não fui eu! Eu juro. F-foi o Ji-Yong! — gaguejei já nervoso, quer dizer, ele estava pensando que eu o convidei para sair! Cara, não era aquilo que eu queria. 


— Quem é Ji-Yong? Jungkook, olha, sei que queria conversar comigo, pode dizer, não precisa ter vergonha. Eu só queria que fosse em outro lugar, porque esse restaurante é mais para casais, entende? Sei que pode não saber disso, mas alguém pode achar estranho nos ver juntos aqui… 


— Não fui eu quem chamou você. 


Eu realmente estava desesperado, e ver o jeito como Jimin ficou ao pensar que jantaria comigo… Quer dizer, eu não tenho sentimentos românticos por ele e nem nada, mas ele usou uma expressão tão estranha… Parece até que está com vergonha de entrar no local com um homem… Isso de certa forma machucou um pouco, bem lá no fundo, no fundo do profundo. 


— Pare de negar Jeon. 


— Foi o Ji-Yong! Meu irmão gêmeo! — repeti. 


— Gêmeo? Que brincadeira é essa? Você não tem irmão, Jungkook — afirmou enquanto me encarava de modo estranho, parecia estar pensando que eu enlouqueci. 


Mas é claro que ele não sabe que eu tenho um irmão… Já que mamãe nunca fala sobre a família. E muito menos sobre meu gêmeo. 


— Tenho sim, quem mandou essa mensagem foi ele, eu também recebi esse endereço. Eu te juro! Eu jamais chamaria meu padrasto para um lugar assim. 


— Pode parar de mentir e dizer a verdade pelo menos uma vez? — indagou parecendo irritado. 


— Eu estou dizendo a verdade! Foi a porra do meu irmão! Por que não acredita em mim? Que inferno! Eu não chamei você pra essa droga de lugar! 


E foi aí que eu surtei, minha voz saiu mais alta que o necessário, e sem querer, acabei atraindo atenção demais das pessoas que jantavam dentro do estabelecimento. Mas eu não estava ligando nenhum pouco, já que estava com o sangue fervendo pela merda em que Ji-Yong me meteu. Ele sempre tenta me ajudar, mas sempre acaba me ferrando cada vez mais. 


— Para de gritar! O que pensa que está fazendo? — perguntou meio nervoso enquanto me puxava para o outro lado da calçada. 


— Tira a mão de mim! — puxei meu braço com força. 


Olhei para o lado quando escutei a porta de um carro se abrindo, eu faltei voar até lá só para esmurrar a cara de Ji-Yong, aquele canalha estava assistindo tudo de dentro do carro, junto do namoradinho imundo! 


— Meu Deus, Jungkook! Pensei que isso daria certo. Me desculpem por isso. 


E então ele se aproximou de nós, Jimin arregalou os olhos, alternando o olhar entre mim e meu irmão, certamente chocado e até duvidando de sua visão por estar vendo um cara igualzinho a mim. 


— Você tem mesmo um gêmeo!? — perguntou pasmo. 


Então eu estourei em raiva assim que vi Namjoon saindo do carro com aquela cara de desentendido. 


— É tudo culpa sua! Por que tem que se meter em tudo? Eu poderia esfregar essa sua cara nojenta nesse asfalto! Eu quero te matar agora Ji-Yong! Por que sempre entra na minha vida e estraga tudo? Você só sabe me ferrar ainda mais! É isso que sempre faz! Me deixa mais infeliz do que já estava! Só se aproxima de mim para fazer merda! Eu pedi para você não fazer porra nenhuma, mas não conseguiu se manter quieto, não é mesmo? Por que tinha que se intrometer? — gritei nervoso enquanto as lágrimas escorriam por minha bochecha. — Eu quero que vocês todos se ferrem! 


Estava muito bravo, mas também muito decepcionado. Por que tudo tinha que dar errado na minha vida? Por que ninguém nunca conseguia me ajudar? Só atrapalhar? O que eu fiz pra sofrer essa merda toda? Eu devo ter matado a sangue frio uma velhinha cega em minha vida passada, só pode. Eu sou um infeliz da vida! 


Fui para o meio da rua com sangue nos olhos, procurava um táxi qualquer para entrar, mas não aparecia merda nenhuma. 


— Não passa um táxi nesse porra!? — gritei raivoso. Ji-Yong tentou se aproximar, mas rapidamente o impedi. — Se chegar perto, leva uma na cara. 


Então ele se afastou, com o olhar perdido, abrindo e boca várias vezes e fechando, certamente tentando formar uma única frase para ser dita. 


— Não lembro de meu irmão assim… Tão violento, você não é assim — e isso foi o que saiu. 


— É melhor que se acostume, e se mantenha longe, o mais longe possível. 


Namjoon se manteve calado, assim como Jimin. Encarei o loiro com uma expressão raivosa, tinha a certeza de que ele diria algo, mas antes que tivesse a chance, surgiu um táxi no momento perfeito, acenei para que o homem parasse e entrei rápido, antes qie qualquer idiota tentasse me impedir. 


— Jungkook! Preciso falar com você! — E então, Park Jimin gritou essas palavrinhas enquanto eu sumia de sua vista. 


[ … ]


Desci do carro em um bairro qualquer, não sabia o nome, parecia ser perto do centro, mas não tinha certeza. Perambulei pelas ruas frias, me arrependi amargamente por não ter pêgo casaco, qual é, estava fresco quando saí de casa. Como pode ter esfriado tanto em menos de uma hora? 


— O que estou fazendo da vida? — resmunguei choroso. 


Sentia um bolo na garganta, estava morrendo de vontade de chorar, mas me segurei por alguns minutos. Só queria poder eliminar essa noite de hoje da minha vida… É pedir demais? 


Passei pelos becos escuros do bairro, vendo diversos homens deitados pelas calçadas, apertei o passo por puro medo de que alguém me catasse ali mesmo. 


— Ei.


Me assustei ao ouvir alguém me chamando, olhei em direção ao homem que estava sentado na calçada, me encarando. 


— Falou comigo? 


— Sim, estou vendendo pela metade do preço hoje. Não está interessado? — indagou enquanto tirava um pacotinho transparente do bolso. 


— Isso é droga? — franzi o cenho. 


— Sim, maconha. Vai querer ou não, garoto? — perguntou impaciente. 


Bom, eu nunca fiz isso na vida, nunca fui de curtir esse tipo de coisa. Meu Deus, onde estavam meus princípios? Dizem que isso acalma e lhe faz esquecer os problemas, será que funciona mesmo? Quer saber? Que se dane! Não tenho nada a perder mesmo. 


— Quero sim. Como fuma isso? — indaguei, vendo o homem rir baixinho. 


— Toma, é só bolar e fumar — me entregou um pedaço de papel. 


Tirei a carteira do bolso e entreguei ao homem, em seguida pegando o pacotinho. Abri o saquinho e despejei uma quantidade generosa no papel e enrolei. 


— Tem isqueiro? 


— Aqui.


Peguei o isqueiro da mão alheia e acendi rapidamente o cigarro. Logo estava saindo dali, andei cerca de quatro quadras e me sentei em uma calçada qualquer, embaixo de um poste. 


A erva não demorou fazer efeito, em alguns minutos eu estava jogado no chão, resmungando sobre mimha vida, xingando Park Jimin, Ji-Yong e Namjoon. O auge daquilo tudo foi quando comecei a chorar e soluçar, nem estava mais sentindo frio, estava extasiado, vendo coisinhas inexistentes no ar. 


— Por que fez isso comigo? Casa comigo Namjoon… Não, Namjoon não! Quero casar com o Jimin, não, também não! Será que é pecado cometer incesto? Seria bom namorar alguém igual a mim? Seria ótimo, não seria? Não seria, nenhum deles presta… 


Estava falando sozinho, chorando, resmungando, cheguei a gritar ali, jogado naquela calçada. A noite não parou por aí, ainda consegui caminhar até um bar e comprar uma garrafa de bebida, voltei para o mesmo lugar de antes e bebi ali, até que a tontura e a visão embaçada me venceu, desabei ali sem mais e nem menos. 


Notas Finais


Aviso: Lembrando que não estou fazendo apologias e nem incentivando ao uso de drogas! Se é sensível ou não gosta desse tipo de conteúdo, não leia!

Espero que tenham gostado 💜

Até a próxima anjinhos 💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...