1. Spirit Fanfics >
  2. O novo professor de Defesa Contra As Artes das Trevas >
  3. Intrigas, Sonhos e Provocações

História O novo professor de Defesa Contra As Artes das Trevas - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Primeiramente peço desculpas pelo sumiço, estive muito ocupada com trabalhos e faculdade. Segundo quero agradecer àqueles que não desistiram de ler hahahaha Não abandonarei a fanfic, prometo. E em terceiro, desconsiderem algum possível erro.
É só isso, porque já está parecendo discurso do Oscar hahaha
Boa leitura!

Capítulo 13 - Intrigas, Sonhos e Provocações


Fanfic / Fanfiction O novo professor de Defesa Contra As Artes das Trevas - Capítulo 13 - Intrigas, Sonhos e Provocações

POV Madeleine

Madeleine acordou resmungando, estava sendo chacoalhada por uma Hermione impaciente que já vestia o uniforme escolar e tentava equilibrar grandes livros em apenas uma mão

Hermione- Acorda logo! Você vai perder o café da manhã

Madeleine- Já está na hora de levantar?

Hermione- Já passou da hora, você quer dizer, não é?! Era pra estarmos no Salão Principal a dez minutos atrás, mas você não acordava de jeito nenhum

A ruiva olhou ao redor do quarto, ainda sonolenta, todas as camas estavam vazias. Não sentia a menor fome e queria continuar dormindo, o pouco tempo que descansou não fora o suficiente, mas dizer isso para a amiga que ficara dez minutos tentando acordá-la, não era uma boa ideia. 

Hermione odiava se atrasar e pela cara parecia bastante irritada. Madeleine achou melhor se levantar logo, antes que sofresse algum ataque da ira da bruxa. Colocou o uniforme meio de qualquer jeito e pegou os livros necessários para aquele dia, em poucos minutos chegaram ao Salão Principal onde Harry e Rony terminavam de comer, assim como a maioria dos alunos e professores.

Rony- Caramba, onde estavam? Íamos procurar vocês agora.

Hermione- Madeleine não acordava por nada.

Harry- Estou vendo o porquê, parece que não dormiu nem duas horas.

Madeleine- É, estou exausta… Queria dormir o dia inteiro.

Rony- E como foi a detenção? O professor Grindelwald foi muito severo?

Madeleine- Ah...foi razoável. Só tive que limpar todas as janelas da sala - disse escondendo seu rosto numa xícara de café para que não a vissem corar. 

Rony- Então ele foi legal. Se fosse o Filch você estaria de castigo até agora.

Madeleine- Mas vou ter que voltar por mais alguns dias.

Harry- Achei que tivesse acabado…

Madeleine- Eu meio que acabaria hoje...mas... peguei mais detenções.

Hermione- O quê? Como fez isso acontecer? 

Madeleine- Ele me tirou do sério e não gostou deu revidar. 

Rony- Puxa... retiro o que disse, ele não é legal. Encontramos outro professor além do Snape que adora dar detenções. Isso é péssimo, estamos perdidos. 

Hermione- Ele deve ter sido terrível, mesmo.

Harry- Por que diz isso?

Hermione- Porque enquanto eu trabalhava para acordar a Mad, ela ficava resmungando o nome dele.

O café que estava na boca de Madeleine quase fora cuspido ao ouvir aquilo. Todos na mesa a olharam, vendo-a engasgar com a bebida quente, até que Hermione resolveu acudir dando palmadas nas costas da garota. 

Era verdade que tinha sonhado com Gellert, mas não havia lembrado disso, agora no entanto, via claramente flashes passando por sua cabeça:

"Estava sentada em uma cadeira de uma sala escura, a única luz vinha da janela aberta que mostrava a grande lua naquela noite. Sentia receio de estar ali mas não queria ir embora. 

Olhou ao redor da sala vazia para entender se algo fazia sentido, quando ouviu uma respiração lenta vindo da janela e ali, iluminado pela lua, agora se encontrava Grindelwald. A camisa branca mal abotoada deixava transparecer parte de seu belo corpo, suas mãos estavam cruzadas atrás das costas, como sempre fazia quando era autoritário, e sorria maliciosamente.

 Recebendo um gesto para se aproximar, foi chegando lentamente até onde ele estava, parando a centímetros de seu abdômen que exalava um perfume inebriante, e erguendo a mão para entrelaçar seus dedos sob o emaranhado cabelo dela, ele foi trazendo-a pela nuca para mais perto e sussurrou "se me provocar novamente, não serei tão bonzinho com você". Então selou seus lábios com volúpia fazendo-a arfar e gemer ao perceber com seus toques no seu corpo que estava nua. Vergonha a atingiu por ter ido vê-lo sem roupa, mas não controlava seus pensamentos enquanto ele massageava seu clitóris e a penetrava com os dedos. 

Começou a murmurar seu nome sem se importar se a ouviriam, nada importava agora...era só ele a encarando pervertidamente e fazendo-a gozar de forma intensa. Não existiam outras pessoas no mundo, era só ele. "Gellert... Gellert... Gellert...""

 -Você estava falando o nome do professor enquanto dormia?

Madeleine despertou da recordação e pensou no que dizer para sair do constrangimento de ter tido um sonho erótico e ainda por cima ter falado alto o nome do homem, enquanto gozava no sonho. 

Harry e Rony a encaravam, esperando uma resposta, mas Hermione parecia indiferente com a situação. Quando começou a se sentir nervosa por não saber contornar o que fizera, uma garota com o uniforme da Sonserina parou diante do grupo. Era muito bonita, mas sua beleza era ofuscada pela expressão arrogante e esnobe que lançava aos outros. Tinha olhos azuis muito profundos, cabelos pretos que iam até o ombro e nas mãos carregava um envelope de uma carta, que parecia não ter sido lacrada muito bem. 

-Você é Madeleine Deives? 

Madeleine- Sou…

-Hum...você definitivamente não é tão interessante assim - riu de forma desdenhosa

Madeleine- Você também não faz meu tipo, então não vejo o problema 

Harry, Rony e Hermione riram, desconsiderando o olhar enojado que a estudante dava à eles.

-Pelo jeito o senso de humor é um recurso seu para chamar atenção, já que não tem nada a oferecer.

Rony- A gente pediu a opinião de algum aluno da Sonserina, por acaso?

-Não que seja da sua conta, mas eu não vim aqui para conversar amigavelmente com você

Madeleine- Então para que veio?

-Pra te entregar uma carta do professor Grindelwald.

Madeleine- Então me dê logo.

A carta foi entregue com relutância e então Madeleine pôde observá-la de perto.

Madeleine- Ela foi aberta…

-Não sei do que está falando. Já estava assim quando ele me entregou.

Madeleine- Ele não parece ser uma pessoa que mandaria uma carta nesse estado alarmante.

-Você conhece muito ele, então... não é? 

Madeleine- Não é uma atitude bem vista abrir cartas que não são suas. É até ilegal em alguns países, sabe…

-Prove que fui eu.

Madeleine- Quem é você, afinal?

-Sou Ágatha Henderson

Hermione- Nunca ouvi falar. 

Ágatha- Bem que Draco me falou sobre você ser uma intrometida, Granger. Fiz o que me foi pedido, agora vou embora.

Ágatha saiu de perto da mesa da Grifinória e foi se sentar na mesa da Sonserina que já estava praticamente vazia.

Rony- Fala sério...quem anuncia sua saída?! Tinha que ser amiga do Malfoy…

Harry- Esquece isso, o que diz a carta Mad?

Madeleine- "Cara Srta. Deives... espero que tenha descansado o suficiente para o longo dia de aula que terá hoje. Não se esqueça de estar à minha sala logo que seu último professor a dispensar, para sua detenção. E logo depois começaremos com suas aulas de Defesa, se ainda desejar. Com os melhores cumprimentos, Gellert Grindelwald."

Hermione- Aulas de defesa?

Madeleine- Ah... é… não sei porquê, mas ele me ofereceu aulas extras. Talvez ache que preciso mais do que os outros…

Rony- Corta essa! Qualquer um que tenha te visto em Defesa Contra As Artes das Trevas não acharia que precisaria estudar mais.

Harry- Ele deve ter percebido o quanto é boa e ficou entusiasmado em te ensinar mais 

Hermione- Não sei se isso é muito justo... há outros alunos que talvez se interessassem em aprender coisas extras, também.

Rony- Está dizendo isso só porque gosta de ser a mais inteligente nas aulas…

Madeleine- Por favor, não vão brigar agora. Não sei porque ele insistiu nessas aulas, mas  eu acabei aceitando e agora tenho que ir. Nada demais.

Rony- Nada demais?! Não sei porquê você topou... é mais trabalho pra fazer e menos tempo pra dormir. Sem falar em estar na companhia de um professor por longas horas... será terrível! Se fosse o Black, talvez pudesse ser até tolerável, porque ele é mais divertido...mas Grindelwald é muito sério. 

Madeleine- Ele não é tão ruim assim…

Hermione- Não?

Levantando da mesa, resolveram ir andando antes que chegassem atrasados na primeira aula de Herbologia, e no caminho foram discutindo as diferenças entre Black e Grindelwald, até que Harry finalmente contou para Madeleine que Sirius era seu padrinho. Surpresa não poderia ser uma palavra suficiente para descrever o que ela sentiu, contudo ficara feliz pelo amigo ter agora um responsável melhor que os Dusley. 

Chegaram à sala antes de qualquer outro aluno e tomando seus devidos lugares, a ruiva percebeu finalmente que Hermione a olhava de esguelha, com desconfiança, mas ninguém mais percebeu.

POV Grindelwald

Grindelwald não dormira bem, metade do pouco tempo que teve para descansar ele gastara pensando em Madeleine e a outra metade foi sonhando com ela. Acordou lentamente, logo quando a garota, com os olhos fechados, gemia seu nome. Irritou-se por gostar tanto daquela visão, aquilo não devia acontecer, só a simples menção do nome dela era uma profanação se falado por alguém com tamanho desejo, tinha de ser. "Uma garota tão angelical, tão digna de admiração, que não fora imaculada pelas maldades das pessoas -e nem será, se depender de mim - e no entanto..." 

O professor observou a calça que vestia, era azul, de um tecido leve e confortável e que estava agora com um volume notável. "...No entanto, mesmo parecendo tão pura, ainda consegue me deixar nesse estado... essa garota é uma contradição!"

Passou a mão na testa tentando se controlar a não fazer o que almejava naquele instante, enquanto ia para o banheiro para tomar uma ducha fria. 

Estava terminando de colocar a roupa, e agora estava pensando mais racionalmente, quando a porta de seu quarto bateu.

Grindelwald- Entre, Sirius.

Sirius- Como sabia que era eu?

Grindelwald- Só você bateria na porta do meu quarto, ao invés de bater na do escritório.

Sirius- Não vi necessidade de esperar lá fora, ainda mais porque achei que estaria aniquilado em sua cama depois de ontem.

Grindelwald- Não consegui dormir tanto quanto gostaria. Mas me surpreende que você já esteja de pé, ainda falta um tempo para o café da manhã. O que aconteceu? Teve pesadelos com Dementadores?

Sirius- Está fazendo uma piada, é isso mesmo?! Desde quando você tem senso de humor? E só para constar... não é engraçado fazer piadas sobre Dementadores para uma pessoa que passou doze anos em Azkaban, mas continue tentando... não desanime. Algum dia, talvez, você consiga ser tão divertido quanto eu... claro que acho isso impossível. Mas voltando ao assunto antes de você brincar de ter uma personalidade cômica, não... não tive pesadelos. Apenas achei um desperdício ficar dormindo num dia bonito como esse, quando eu poderia  perturbá-lo como o bom amigo que sou. 

Grindelwald- Fascinante seu empenho em me importunar

Sirius- Não é empenho nenhum, sou assim mesmo. Mas então... está animado para o dia de hoje? 

Grindelwald- Por que eu haveria de me animar? Hoje é um dia como qualquer outro. Vamos para o escritório.

Os dormitórios dos professores consistiam em um amplo escritório que servia como uma sala e uma porta ao fundo que continha o quarto e um banheiro. No escritório/sala de Grindelwald tinha duas estantes de livros, uma estante especial para suas bebidas, uma mesa que usava principalmente para poder escrever cartas, um grande tapete negro que combinava com o sofá e o clima misterioso da sala, e uma poltrona confortável na qual sentava agora, enquanto Sirius se servia de um de seus vinhos. 

Grindelwald- Não é muito cedo para beber? E antes do café da manhã?

Sirius- Uma taça não é grande coisa e não estou com fome. Mas não era você que bebia de manhã? 

Grindelwald- Está seguindo meus exemplos, então? Não sabia que tinha influência sobre você.

Sirius- Não tem, ninguém consegue me influenciar se eu não quiser - disse rindo ao se sentar no sofá, diante do amigo

Sirius- Embora... talvez eu devesse agir mais como você, para ver se Madeleine presta mais atenção em mim…

Grindelwald apenas olhou o bruxo beber animadamente, como se ele não estivesse incomodado com Sirius pensar nela tanto quanto ele próprio. "Será que sonha com ela também? Não duvido"

Sirius- Sabia que você muda a feição quando falo sobre esse assunto? 

Grindelwald- Já disse que não acho correto você falar tanto sobre uma aluna.

Sirius- A meu ver não parece que seja isso. Você seria indiferente se eu falasse sobre qualquer outra estudante.

Grindelwald- Você não falaria sobre outra pessoa enquanto não tivesse total certeza de que ela estivesse completamente apaixonada por você. É como quando éramos jovens, Sirius... você conquistava todas as garotas simplesmente porque podia e estava entediado, e depois partia para outro passatempo mais interessante. 

Sirius- Eu era meio pretensioso mesmo. Mas afinal todos éramos imbecis. Tiago, você e eu, excluindo Lupin, claro...que era e é o mais ajuizado de nós. O lado positivo é que mudamos, não é?! Não sou mais como era. 

Grindelwald- Quer dizer então que está  verdadeiramente atraído por ela? 

Sirius- Como assim?

Grindelwald- Achei que toda aquela "simpatia" sua estava sendo mais um de seus passatempos...mas se mudou, significa que eram verdadeiros. Estou correto?

Sirius- Não está certo nem errado. Não é nenhum passatempo minha afeição por ela, realmente mudei, mas tampouco estou apaixonado, Gellert. Não a conheço o suficiente e não creio que possa gostar desse jeito de uma aluna minha, seria muita confusão pra mim e no momento quero paz. Você, por outro lado, parece querer um pouco de agitação nessa monotonia que chama de vida. 

Grindelwald- Não estou apaixonado.

Sirius- Não disse que estava. Disse que queria uma agitação...e isso pode ser resolvido com uma noite de detenção em que prometo não aparecer, ressalva que seria divertido, se você me prometer contar tudo depois.

Grindelwald- Está falando sério? Está incentivando que eu fique com ela? Você perdeu o pouco juízo que tinha. Era por isso toda aquela história deu estar animado hoje? Achou que eu planejei tudo?

Sirius- Tenho certeza que não planejou pois você não seria capaz de tal genialidade como eu teria feito, porém...seu subconsciente pode ter dado uma ajudada após vê-la subir aquela escada.

Grindelwald- Se eu não estivesse abismado com esse comentário, eu até poderia rir da sua loucura. 

Sirius- Faça como quiser, minha opinião está dada. Só quero que tenha um pouco de felicidade, mesmo que seja um pouco arriscado. Ora, o que é a vida sem riscos?! Esse é meu lema.

Grindelwald- E foi assim que você foi parar em Azkaban.

Sirius- Ossos do ofício. Então...a que horas pretende encontrar a bela Madeleine?

Grindelwald- Não vai aparecer de surpresa, espero?  

Sirius- Óbvio que não. Eu iria sem ser convidado?

Grindelwald- Não seria a primeira vez. Em todo caso, não sei ao certo quando termina a última aula dela. Talvez eu devesse escrever uma carta perguntando isso.

Sirius- Quanta formalidade! Tenha santa paciência. 

CRRR!

A porta da sala rangeu fazendo com que ambos parassem de conversar ao avistarem uma garota que se escondia ali na entrada.

Ágatha- Opss…

Grindelwald- Senhorita Henderson...o que fazia para estar se apoiando atrás da porta?

Ágatha- Eu estava passando por aqui e vi a sua porta entreaberta... pensei em tirar uma dúvida com você sobre a matéria, mas ouvi vozes e não queria interromper.

Sirius- Então decidiu ouvir atrás da porta para saber o momento em que poderia entrar? - disse rindo

Ágatha- Exatamente! 

Ágatha não mostrava nenhum sinal de arrependimento ou vergonha mas sim de prazer e diversão. Sirius achava sua atitude engraçada, embora tivesse consciência de que a expressão séria de Gellert anunciava que ele não via graça alguma na situação.

Grindelwald- Quer começar o ano levando detenções, Henderson? Não gosto de sua atitude e atrevimento.

Ágatha- Não quero detenção. Mas não seria ruim compartilhar de sua companhia, sabe?! É educativo estar perto de alguém tão brilhante como você. 

Grindelwald- Se quer  tanto estar perto de mim, vá simplesmente à minha aula, como todos os outros. E menos vinte pontos para a Sonserina por estar bisbilhotando. Agora saia.

Sirius- Espere garota…você não tinha algo para perguntar para Gellert?

Ágatha- Não me lembro do que era... esqueci quando ouvi vocês falarem sobre uma tal de Madeleine. Essa seria a Madeleine Deives?  

Sirius- Vocês são amigas?

Ágatha- Definitivamente não, só a conheço de vista por sempre andar com o Potter...e sabe como é...ele é o queridinho da escola e todos o conhecem. 

Black não demonstrou seu descontentamento por ouvir falar daquele jeito sobre seu sobrinho, mas também agora tinha mudado seu pensamento sobre a estudante.

Sirius- Entendi. E você por acaso não sabe os horários de hoje dos alunos da Grifinória, não é?

Grindelwald- Como ela poderia saber isso, Sirius?

Ágatha- Não sei, não. Mas minha última aula hoje será Astronomia, juntamente com alguns Grifinórios, se é o que desejam saber. Começa às 20h.

Grindelwald- Vejo que escutou bastante da nossa conversa, Henderson. Mas já que está aqui, quero que leve uma carta para a senhorita Deives.

Ágatha- Claro professor, faço tudo o que você pedir, com o maior prazer -disse com falsa alegria 

Grindelwald se esforçou para não revirar os olhos com tamanha bajulação e flerte que Ágatha lançava, enquanto escrevia a carta o mais rápido possível. Havia um tempo em que adorava ver as pessoas o adulando e se matando para conseguir sua atenção, mas agora aquilo o irritava por lembrar de como ele podia ser manipulador e tirano caso tivesse poder. Terminando de escrever -  a contragosto com palavras formais demais, para que não tivesse problemas se abrissem sua carta - selou o envelope com perfeição e entregou para a estudante, que logo saiu apressadamente. 

Assim que foram deixados sozinhos, se arrependeu de ter escrito apenas o necessário. Não ligava para o necessário, o essencial era saber se ela estava empolgada em vê-lo, em saber se havia tido sonhos tão bons quanto os dele e saber se a jovem teria alguma explicação ou conhecimento sobre o porquê ela o fascinava tanto.

Sirius- Então...quem era essa?

Grindelwald- Mais uma aluna para qual tenho que dar aula.

Sirius- Se tem alguma dúvida sobre Madeleine flertar com você ou não...com essa não há nenhuma incerteza...

Grindelwald- Em sala ela é pior ainda, tenta se sobressair aos outros para chamar minha atenção e acaba deixando tudo irritante. Terá uma ideia disso quando tiver uma aula com ela. Mas nada disso teria acontecido se você tivesse fechado a porta, Sirius.

Sirius- Ela não ouviu nada alarmante, fica sossegado. Você deveria é estar preocupado com a aula de Astronomia da Madeleine - disse fingindo muito mal uma expressão receosa, por conta da vontade de rir

Grindelwald- Por quê?

Sirius- Vai que você perde o topo da predileção dela pro Remo

Grindelwald- Cala a boca, Sirius.

Black gargalhava, sem se conter de olhar para o amigo que estava repentinamente mau humorado. 

POV Madeleine

O dia tinha passado mais rápido do que um hipogrifo voando, Deives não sabia se o motivo era porque cochilara na metade das aulas, mas tinha quase certeza que era por isso. Foi um milagre Snape não ter tirado pontos da Grifinória ao perceber que de cinco em cinco minutos a cabeça dela tombava sobre o livro de Poções aberto na mesa, o que de acordo com Harry, isso só podia significar que o professor estava com a preocupação em outras coisas, certamente suspeitas.

Estavam agora a caminho da sala de Astronomia que ficava na torre mais alta do castelo, as escadas até podiam desanimar a subida dos outros, mas Madeleine ficara desperta e empolgada repentinamente por lembrar que a matéria seria dada pelo professor Lupin, afinal ele parecia ser um homem interessante. Alcançaram a porta da sala um pouco ofegantes e mantiveram-se admirados por longos minutos ao percorrer o local. 

A sala não era como as outras, nessa haviam enormes janelas que davam uma visão privilegiada da Floresta Proibida; a área parecia mais ampla do que qualquer outra, contendo nela uma mesa no centro; no lugar das cadeiras duras tinham confortáveis puffs e telescópios e, para assombro deles, não havia teto, permitindo assim que notassem o céu repleto de estrelas.

Madeleine- Uau…. isso é incrível.

Harry- Fantástico!

Remo- Fico contente que tenham gostado da sala - disse sorrindo enquanto entrava pela porta

Remo- Escolham os lugares...esses são os melhores, se me permitem uma opinião

Os quatro se dirigiram para um canto no qual o professor apontara alegremente e sentaram.

A aula começou quando os alunos chegaram, transcorrendo perfeitamente bem porque todos estiveram muito atentos e encantados com a forma de Lupin dar a matéria. Madeleine que não conseguiu desgrudar os olhos do professor enquanto ele falava, mal percebeu que Ágatha estava ali perto, a olhando com desdém. 

Remo- Muito bem, acho que por hoje está bom. Não deixem os telescópios no caminho para que possam sair sem chutar nada, por favor. Classe dispensada.

Mesmo com o alerta, Neville Longbottom acabou por esbarrar no objeto e fazê-lo quebrar, sob o riso dos estudantes que saíam da sala. 

Madeleine deixou Harry, Ron e Hermione na porta e voltou para perto do garoto, com um movimento de varinha murmurou "Reparo". Longbottom sorriu ao ver que o telescópio ficara completo novamente e agradeceu a amiga, que recomeçara a andar em direção a porta, sem notar que Lupin observava sua atitude.

Remo- Senhorita Madeleine, gostaria que ficasse um pouco, se puder.

Madeleine- Claro professor.

Ela acenou para que os outros pudessem ir sem ela e caminhou em direção à única mesa do lugar, que Lupin agora se encostava, quase sentando. Esperaram silenciosamente até que estivessem realmente sozinhos.

Remo- Então...a aula foi como esperava que fosse? Lembro que quando nos conhecemos no trem você tinha uma visão sobre o que seria Astronomia.

Madeleine- Também lembro disso...mas confesso que não tinha ideia do que falava na época, Astronomia é muito mais do que só estudar os astros… você tinha razão. Estou feliz que estivesse errada - disse rindo

Remo- Não é qualquer um que ficaria alegre em errar…

Madeleine- Bom...o erro nos dá uma oportunidade para conhecer outras visões, isso é bom. E neste caso é ótimo pois descobri que a matéria é mais fascinante ainda, mas claro que também sem a sua didática a aula não teria sido tão incrível assim…

Remo- Estou lisonjeado em ouvir isso, obrigado. Sirius estava certo, afinal, você é gentil como o Potter.

Madeleine- O Sir...digo o professor Black falou que sou gentil?

Remo- Está tudo bem, sei que vocês preferem se chamar pelo nome, evitando toda essa formalidade. Mas é, ele falou sobre suas ações. Pra ser sincero ele não usou bem a palavra "gentil", na verdade disse outros adjetivos... entretanto foi isso o que ele quis informar.

Lupin adquirira um tom vermelho no rosto com a conversa e Madeleine não queria deixá-lo desconfortável continuando a perguntar coisas embaraçosas, mordeu o lábio pensando em outro assunto, mas acontece que a curiosidade era maior do que sua educação

Madeleine- Quais foram os adjetivos que ele realmente usou?

Remo- Eu... não me lembro -disse corando mais

A garota mordeu o lábio mais forte agora, mas desta vez era por outro motivo. Vê-lo tentando desviar o olhar era delicioso, não importava se ele fazia isso por simples timidez, pela conversa ser embaraçosa ou por ela deixá-lo nervoso, o importante era que se sentia poderosa com as circunstâncias. "Ele está tão fofo assim... poderia beijá-lo só pelo seu charme, mas ainda por cima ele é bonito, assim fica difícil, universo! Certamente está mentindo sobre não lembrar... posso esquecer e mudar o rumo do diálogo...ou... forçar um pouco mais. Até onde ele aguenta mentir pra mim?"

Para Madeleine já não significava muita coisa saber a verdade, entretanto a diversão de atormentar um professor daquele jeito era satisfatória, não conseguia deixar Gellert e muito menos Sirius tão desconcertado, na verdade era ela que ficava sem saber como reagir com os comentários deles. Agora isso era um cenário totalmente diferente, estava no comando. 

Indo por um caminho arriscado, foi se aproximando mais da mesa, encarando-o com uma confiança que não sabia existir.

Madeleine-  Eu sei que você se lembra, professor. 

Remo- Bem...sim...me lembro de algumas palavras -disse olhando os olhos da garota

Madeleine- Poderia me contar uma? 

Remo- Por que tanto interesse no que Sirius disse?

Madeleine- Sou curiosa. Me conta. - disse com voz manhosa

Remo- Ele falou palavras como…"educada"e "amável"

A garota segurou o riso por perceber claramente que o professor mentia muito mal e resolveu arriscar mais... se aproximou, parando perigosamente perto. 

Lupin engoliu seco tentando entender aquela atitude...ela sorria de lado pra ele.

Madeleine- Perdoe-me professor, mas acho que está mentindo. 

Remo- Senhorita Madeleine...v... você está inva...dindo meu espaço pe...ssoal - gaguejou enquanto mirava a boca entreaberta da aluna

Madeleine- Oh, não era minha intenção.

Mas ela não se mexeu um músculo, para o desespero dele

Madeleine- Sabe... é incômodo ouvir me chamarem de senhorita toda hora... você não poderia fazer uma exceção como Sirius e Gellert fizeram e me chamar apenas de Madeleine? Pelo menos quando estivermos sozinhos….

Remo- Claro... tudo bem Madeleine.

Madeleine- Obrigada. Então, voltando...provavelmente não é nada demais, sendo assim… me conta a verdade. Por favor, Remo.

Remo- Okay...ele disse que você era encantadora... adorável... atraente e... atenciosa.

Madeleine- Hum...e você concordou com ele?

Remo- Eu... não tinha pensado sobre isso, apenas ouvi.

Madeleine- Ah...mas e agora? Acha que ele tinha razão?

Remo- Sim, acho. 

Madeleine sorriu e ambos ficaram num clima silencioso, até que o professor não mais aguentou e conseguiu se afastar daquela tentação

Remo- Desculpe ter tomado seu tempo, deve estar querendo ir jantar

Madeleine- Não tem problema, eu não ia jantar, mesmo. Tenho uma detenção para comparecer agora, do Gellert. 

Remo- Melhor você ir andando, então...ele é impaciente.

Madeleine- Certo. Até mais Remo. 

Remo- Até, Madeleine.

A ruiva passou pela porta e tratou de correr escada abaixo para não chegar muito atrasada, iria deixar seus livros no dormitório e pretendia colocar uma roupa mais insinuante antes de ver Gellert, o sonho que tivera acabou dando uma ideia audaciosa à ela e queria colocar em prática. Seria arriscado, mas depois de provocar Lupin, uma autoconfiança tinha se apossado da jovem e o que mais gostaria agora era de atormentar um outro professor que achava atraente. Estava correndo pela escadaria espiral, quando ao fazer uma curva estreita se chocou com alguém de vestes negras e caiu sentada num degrau, enquanto seus livros rolaram.

Sirius- Opa...segunda vez que te encontro caída no chão.

Madeleine olhou o padrinho de Harry rindo pra ela e lembrou das coisas que ele dissera ao professor de Astronomia. Não pôde deixar de sorrir devido à situação.

Madeleine- Não me recordo de estar caída antes de você aparecer, sabe - disse rindo

Sirius- Talvez você precise visitar à enfermaria, então... não é normal ficar se esquecendo das coisas. 

Madeleine- Vejo que se preocupa com minha saúde... és adorável.

Sirius- Não minha cara, você que é. Agora venha, ou pretende estar no chão até o fim da noite? 

Sirius estendeu uma mão para a garota se levantar, na qual ela aceitou prontamente. Estava um degrau acima do homem, o que facilitou para poder reparar na boca bem desenhada que tinha. Black não se mexeu pois estava concentrado também em avaliar suas feições, demorando precisamente em seus lábios.

Sirius- Não devia estar com Gellert?

Madeleine- Estou indo pra lá agora.

Sirius- Está meio atrasada, não é? Ele é um pouco impaciente.

Madeleine- Remo acabou de me dizer isso, tomara que eu não fique muito encrencada. Mas e você...o que faz aqui?

Sirius- Vim ver o Remo. Contudo depois de estar em sua companhia, creio que a minha será menos destacada.

Madeleine- Você improvisa essas frases ou decora e sai lisonjeando todo mundo?

Sirius- Assim você me magoa... definitivamente não é todo mundo 

A garota gargalhou da resposta e depois foi apanhar seus livros.

Madeleine- Vai aparecer hoje na detenção?

Sirius- Eu? An... não, é melhor não.

Madeleine- Por quê?

Sirius- Acho que Gellert prefere que fiquem sozinhos.

Madeleine- Ah… tenho certeza que gostaria de estar lá hoje, mas okay -disse mordendo o lábio para conter um sorriso travesso.

Sirius uniu todas as forças que pôde para fingir não ter visto aquela provocação e perguntar o que ela faria se ele fosse mais tarde até a sala.

Sirius- É... melhor você ir agora.

Madeleine- Tudo bem. Até mais, Sirius.

Sirius- Até mais, querida.

POV Grindelwald

Grindelwald caminhava nervosamente pela sala, sempre lançando olhares furtivos para o relógio na parede, estava vinte minutos atrasada! Ninguém nunca o tinha feito esperar por tanto tempo, de fato antigamente todos sempre chegavam com antecedência na ânsia de vê-lo logo...mas aparentemente ela não era como ninguém que ele conhecera, nem sabia porque estava surpreso com isso. Tinha sido mal acostumado em estar no controle a todo o momento, e essa mudança repentina não estava sendo bem recebida pelo professor. 

Cogitou ir pegar o Mapa do Maroto para descobrir onde ela se metera, mas desistiu por ter que ir até a escrivaninha de seu quarto para isso. "Ou ela está me fazendo esperar propositalmente para me desafiar, ou... aconteceu alguma coisa."

Não sabia o que seria pior, embora uma vozinha insistente dizia em sua cabeça que "talvez ela houvesse esquecido de ir", e aquilo sim seria o pior. Sacudiu em vão a cabeça, como se pudesse excluir aquele pensamento. "É impossível ela ter esquecido... mandei uma carta"

"Mas talvez ela não tenha lido porque tinha coisas mais importantes para fazer do que ler uma carta de um professor velho que fica babando pela sua atenção, como tantos outros devem fazer"

"Não, ela leu...com certeza leu. É muito curiosa para deixar der uma carta endereçada à ela"

"E se a carta não foi entregue? Aquela Ágatha Henderson não é confiável...e quer mais do que tudo ganhar minha consideração... Talvez não tenha gostado de ter uma concorrente"

"Mas não há concorrência alguma... seria ridícula a comparação entre as duas jovens. Uma é como todas as adolescentes irrelevantes e sem personalidade e a outra...a outra é Madeleine... para a qual nem encontro palavras para descrever"

"Talvez ela..."

Grindelwald- Chega de "talvez"! - gritou para calar de vez aquela voz que aparecia nos seus raros momentos de insegurança, embora viesse com mais frequência depois de conhecer Madeleine. 

-An... tudo bem Gellert?

Grindelwald virou em direção à porta, viu a aluna ali parada, meio assustada e para sua maior perturbação, notou que ela estava vestida com uma saia vermelha tão curta quanto a outra era, um all star e meias brancas e uma blusa preta com os dizeres: "Yes, daddy?"


Notas Finais


O que estão achando, ein?!
E essa nova personagem na história? Hahahaha


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...