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História O novo professor de Defesa Contra As Artes das Trevas - Capítulo 23


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Notas do Autor


Me desculpem pela demora! A criatividade está faltando nesses dias...

Boa leitura!

Capítulo 23 - Sem Ressentimentos


Fanfic / Fanfiction O novo professor de Defesa Contra As Artes das Trevas - Capítulo 23 - Sem Ressentimentos

POV Narradora

 

Madeleine- Eu não vou continuar com isso…-disse dando um passo pra trás.

Sirius- Está com medo, querida?

Sirius estava no chão, sorridente, com os fios do cabelo grudado no rosto pelo suor, e com a camiseta entreaberta.

Remus- Acho que devemos parar.

Remus escorou na mesa próxima para se manter em pé por causa do cansaço, enquanto tirava o cabelo úmido dos olhos, seu rosto continha cortes- resultado da noite de lua cheia- mas nem por isso deixava de estar bonito.

Grindelwald- Madeleine concordou, Remus. Ela aguenta.

Grindelwald permanecia em pé, suas roupas imaculadas e perfeitas não revelavam o quanto ele estava se divertindo com toda a situação.

Madeleine- Eu aguento... quem não aguenta são eles.

Deives apontou para os dois homens que tentavam restabelecer suas respirações. Grindelwald riu.

Grindelwald- Eles também concordaram que fariam.

Remus- Vou apenas abrir um pequeno parênteses para dizer que... não sabíamos no que estávamos nos metendo…

Sirius- Fale por você, Aluado. Eu estou adorando.

Madeleine revirou os olhos e apoiou-se nos joelhos descobertos, sua juba ruiva caindo por todos os cantos do rosto a deixava incomodada, contudo não mais do que sua blusa branca grudada no corpo molhado. Estavam fazendo isso há uma hora, e ela já ficara ofegante... 

 

Quando Gellert disse que tinha uma ideia de como ela iria treinar na próxima aula, definitivamente Deives não imaginava que seria um treino que consistia em atacar Black e Lupin! Claro que ambos não revidavam como deveriam, apenas o suficiente para desafiá-la, mas mesmo assim era exaustivo. 

A garota não gostou de ter seus professores como cobaias, e embora eles garantissem que não se importavam em ser lançados contra as paredes da sala, serem enfeitiçados e terem seus corpos machucados, não era uma atividade justa na visão dela. O único que parecia estar extremamente extasiado com a aula, era o loiro.

Grindelwald- Então vamos continuar com Sirius. Está indo bem, Madeleine...tente agora lançá-lo para trás com mais força.

Black e Deives encararam o homem que tentava disfarçar um sorriso maroto.

Sirius- Sabe Gellert...se eu não te conhecesse...diria que você está gostando de nos ver sendo arremessados contra a parede.

Madeleine- Não seja irônico, Sirius…não é necessário, porque está claro que ele está se divertindo.

Grindelwald- A melhor forma para você treinar é lutando com pessoas, Madeleine. Elas oferecem um perigo real para você, e é assim que eu posso corrigir seus erros no duelo. 

Remus- Exceto que isso não é um duelo…

Madeleine- É um massacre.

Sirius- Ei...um momento...eu pareço massacrado, por acaso?! 

Todos- Parece!

Black levou uma mão ao coração para dramatizar e fingiu estar ofendido.

Sirius- Calúnia! Estou perfeitamente bem. Sou o homem que conseguiu fugir de Azkaban, nada pode me derrotar.

Grindelwald- A não ser uma estudante de dezessete anos com uma varinha…

Sirius- Olha só quem fala...devo falar quem é que está "derrotado" por causa de uma garo…

Remus- Okay... vamos voltar ao assunto. Gellert, nos dê uns minutos de descanso.

Grindelwald- Tudo bem, mas logo nós continuaremos.

Sirius- É…"nós"...quer me lembrar de novo o porquê de você não estar sendo cobaia, também?

Grindelwald- Já disse... vocês são ajudantes, eu sou o professor, preciso verificar se ela está fazendo tudo certo...

Madeleine- Mantendo-se fora do campo de batalha...Que conveniente!

Remus- Tenho que concordar com ela, Gellert… conveniente demais -disse rindo.

Sirius- Sim... usando essa desculpa esfarrapada para fingir que não é covarde. 

Grindelwald- Covarde? Alguma atitude minha pode ser descrita assim?!

Sirius- Olha...desde que viemos pra Hogwarts...sim... você tem agido como um covarde. 

 

Grindelwald respirou fundo, empenhando-se em não ficar incomodado com a verdade sendo jogada em seu rosto, e a verdade era que ele não agia como um Grifinório perto de Madeleine, sua coragem esvaía para dar lugar à razão. 

Sirius- Se você estiver com medo de ser muito machucado pela Madeleine... nós podemos entender, Gellert... é só admitir.

Grindelwald- Não seja ridículo, eu nunca saio machucado de um duelo.

Remus- Não sei de quem o ego é maior...Merlin!- murmurou.

Sirius- Então por que não luta também?

Grindelwald- Não quero machucá-la, Sirius.

Madeleine- Com licença, eu ainda estou aqui...E quem disse que eu tenho medo de ser machucada, Gellert?

Grindelwald- Não vou lutar com você. Mesmo sem te atacar diretamente, sou muito mais forte, Madeleine. 

Madeleine- Remus e Sirius também são e ainda o fizeram. Pensei que as aulas fossem pra me ensinar a me defender…Como vou aprender se eu não praticar com alguém mais experiente?

O loiro bufou a contragosto e se deu por vencido ao escutar sua frase sendo usada contra ele, e com um gesto de mão, informou à garota para tomar a posição do duelo. 

 

Mesmo estando a dois metros de distância, Gellert ainda podia ver o peito da ruiva inflar com a respiração pesada, podia sentir o cheiro adocicado de seu cabelo rebelde, sua pele molhada de suor que deixava-a convidativa para ser saboreada...e isso atormentava-o! 

Admitir para si mesmo que a desejava e que não queria mais se afastar dela já tinha sido um grande passo para o bruxo... ele não queria apressar as coisas, porque nem mesmo sabia o que poderia acontecer depois. 

Se a tomasse para si por uma noite e no dia seguinte a ruiva decidisse não o olhar mais? E se por acaso decidisse que gosta dele? Não seria terrível ela gostar de um bruxo do qual não merecesse o mínimo de sentimento de qualquer criatura? 

Grindelwald podia aguentar ter sentimentos por essa garota... contudo não suportaria vê-la arrependida e machucada por sua culpa. Então sim...ele sabia que gostava dela. Sim... tinha receio do que isso poderia ocasionar. Sim... não iria apressar nada, apenas deixaria as coisas fluírem…

E sim... não queria ser amado por uma pessoa tão doce, mas afastar-se novamente estava fora de questão. 

Por isso olhar o estado caótico e quase erótico em que Madeleine estava... atormentava-o! Ele queria esquecer todas as advertências e avançar a sala para tomar-lhe os lábios entreabertos, para arrancar-lhe a saia de uma vez e fazê-la gemer seu nome. 

Madeleine- Vamos começar?

 

O professor admirou suas coxas que mal encostavam umas nas outras, tão lisas...tão perfeitas... com um simples percorrer de língua elas abririam-se lindamente para seu êxtase. Inferno, como ele a cobiçava! Não podia ferí-la de modo algum.

Buscou ajuda silenciosa de seus amigos para o tirar dali, mas ambos estavam concentrados na pose defensiva de Madeleine, então ele teria que se virar sozinho...


 

POV Grindelwald

"Só preciso esquivar dos feitiços... não será necessário lançar nada contra ela. Não vou machucá-la. Sirius e Remus estão aqui...ela está bem."

Grindelwald- Quando quiser, Madeleine.

Assim que pronunciei as palavras, a garota me atacou com o feitiço de desarmamento, suas mãos eram ágeis e habilidosas e seu rosto estampava a determinação em me atingir para comprovar seu poder. Ela teria acertado qualquer bruxo menos competente...mas eu era mais experiente e rápido, então consegui desviar de seu golpe sem dificuldade. 

Outras tentativas foram feitas incessantemente, permaneci parado no mesmo lugar todo o tempo, apenas movendo a varinha de forma lânguida… enquanto que Madeleine avançava frenética com seus pés que pareciam dançar com seu andar obstinado. 

A cada erro sua pele ganhava um tom de vermelho mais acentuado e a vontade de me atingir crescia e misturava-se com sua irritação evidente. 

Não pude evitar de sorrir ao vislumbrar o quanto a ruiva ficava adorável com as bochechas coradas de raiva... contudo- talvez por pensar que eu estava zombando dela- minha atitude não foi muito bem aceita e logo seu sentimento ultrapassou a fúria, e eu fui abordado por seus feitiços que vinham de todos os lados de forma impiedosa. 

Seus pés moviam-se com rapidez para frente e para trás, fazendo com que sua saia balançasse como um Salgueiro Lutador sendo atacado. Minha atenção foi momentaneamente roubada pelas suas coxas que ficaram mais descobertas e quase pude ver o pano escondido que cobria sua deliciosa intimidade. Essa visão, em conjunto com seus grunhidos altamente excitantes, por pouco não me fizeram perder a total concentração na batalha e assim ter minha varinha retirada de minhas mãos...felizmente Remus interveio antes que eu desse sinais de minha fraqueza.

Remus- Okay, pára Madeleine. Um momento... venha cá.

Deives cessou com as investidas e caminhou contrariada para perto do homem, usei esta oportunidade para focar nas razões pelas quais eu não podia reparar em sua graciosidade e em seu belo corpo enquanto me defendia de seus ataques. 

"Só preciso focar na luta, não é tão difícil! É só eu ignorar todo o resto…"

Sirius permanecia sentado no chão e agora olhava as pernas da Madeleine como se fossem algum tipo de bife suculento em que um vira-lata, como ele era, adoraria dar umas mordidas. Segurei a vontade de lançar uma azaração...como ele estava com uma expressão de imbecil! Cheguei a pensar se eu ficava assim também quando a olhava, mas descartei essa ideia logo... claro que eu não ficava como um palerma como ele! 

Enquanto isso Remus sussurrava algo no ouvido da pequena...estavam próximos demais pro meu gosto! Afinal o que não podia ser dito para todos ouvirem?! Mas Remus não era como Sirius...ele não flertaria com ela neste momento, então devia ser algo importante...

 

Passados alguns minutos sufocantes, Lupin voltou para perto do outro homem, e Madeleine virou-se para mim com um sorrisinho travesso. "Ignore isso." 

Veio andando com passos firmes e lentos, sua respiração ainda desajustada a fazia ficar suspirando com a boca carnuda aberta. "Ignore isso. Ignore também os fios acobreados que estão grudados em seu pescoço, na blusa colada ao redor dos bicos de seus seios... Inferno! Ignore que ela não esteja usando um maldito sutiã!"

Madeleine- Vamos recomeçar, Gellert?

"Ignore essa voz melodiosa quando pronuncia meu nome…"

Grindelwald- Quando quiser.

Mal tomando a posição de duelo, ela conjurou um enorme jato de fogo que teria me atingido se eu não tivesse dado vários passos atrás rapidamente, e antes que eu pudesse me restabelecer do choque, fui golpeado com o feitiço de desarmamento. 

Minha varinha voou de forma estúpida em direção à ela, e observei-a pular centímetros do chão para alcançá-la no ar. A saia foi subindo como em câmera lenta para me perturbar, metade de de sua calcinha preta apareceu para logo ser ocultada novamente quando seus pés tocaram o solo.

Madeleine encarou abismada a nova varinha em sua mão e depois virou-se para os homens atrás. Lupin e Sirius estavam com a mesma expressão que eu sabia que eu também estava...se eu vi a parte da frente da calcinha da ruiva, certamente eles tiveram uma visão privilegiada de sua bunda…"Ignore…" 

Mas ao contrário de mim, eles retomaram a postura e sorriram animados para o seu feito. Deives, ainda desacreditada, voltou a me olhar e segundos depois ela começou a saltitar como um filhotinho impaciente de cachorro, enquanto ria sem escrúpulos. Quase ri da atitude que ela tinha quando se alegrava com algo, contudo permaneci perplexo em meu lugar, apenas assistindo o espetáculo gracioso dela.

Madeleine- Pelas cuecas rasgadas de Merlin! EU DESARMEI GELLERT GRINDELWALD! Eu tirei a varinha do bruxo que se equipara à Dumbledore em poder! É como se eu tivesse desarmado O PRÓPRIO DIRETOR! Ai, Merlin… Merlin!!! 

Black e Lupin me despertaram com suas gargalhadas histéricas e me juntei à eles logo depois, sem me importar com possíveis falatórios se alguém passasse pelo corredor.

 

Após longos minutos fomos nos acalmando, todos respiravam fundo... mas ninguém estava como Sirius: deitado, com lágrimas nos olhos, e parecendo que fora atacado por um Dementador.

Sirius- Eu juro... nunca ri tanto...em toda minha vida! Eu vivi pra presenciar este momento... Aposto que agora o ego do professor de Defesa Contra As Artes das Trevas caiu muito... aliás, caiu não...despencou! Derrotado pela sua aluna! Acho que é a Madeleine que deveria estar te ensinando Gellert…

Grindelwald- Isso foi sorte de principiante.

Sirius- Uma principiante que duelou com dois outros bruxos velhos antes de você, e que ainda estava cansada…

Remus- Admite, Gellert... você está impressionado.

Grindelwald- Não disse o contrário.

Madeleine- Você não disse nada…

Grindelwald- Se quer ouvir todas as palavras… Sim, estou impressionado. Você foi esperta em sua tática. Mas devo dizer que foi perigoso...se eu não tivesse agido a tempo, você poderia ter me acertado com o fogo.

Remus- Sorte a sua que você tem bons reflexos, então...

Sirius- Eu particularmente acho que ele ficaria mais charmoso com as sobrancelhas chamuscadas…Daria um toque a mais em seu visual.

Remus- Como se a heterocromia já não fizesse a sua parte.

Os homens riam às minhas custas e só revirei os olhos para suas piadas. 

Madeleine- Heteroc…? O quê?

Remus- Heterocromia é uma anomalia genética no qual as pessoas apresentam olhos de cores distintas, querida. Em trouxas a heterocromia é só isso mesmo, apenas. Mas nos bruxos elas significam algo mais… há estudos que tentam comprovar que essa anomalia acontece em bruxos que tem dentro de si uma dualidade muito grande, tão grande que expandem-se através dos olhos para terem um espaço próprio dentro do corpo, só assim podendo viver em harmonia. Alguns acreditam que essa dualidade é o bem e o mal... outros acreditam que seja a divisão do corpo e da alma. E claro... há ainda aqueles que crêem na história de Nixnut. 

Madeleine- Qual é a história?

Remus- Bem ela começa com…

Grindelwald- Não! De novo não.

Sirius- De novo sim…-disse rindo.

Grindelwald- Não! 

Madeleine- O que foi?

Remus- Acontece que quando éramos jovens, nós contávamos essa história pra todos que se aproximavam da gente.

Madeleine-  Por quê?

Grindelwald- Porque me atormentar era o passatempo favorito deles.

Sirius- Ah... tempos maravilhosos esses…

Sirius suspirou de modo sonhador, enquanto Remus tossia forçosamente para esconder a risada.

Grindelwald- Infelizmente não sou tão nostálgico quanto vocês.

Madeleine- Eu gostaria de ouvir a história…

"Ignore a voz manhosa dela e sua boca fazendo biquinho...Ah liebe...o que você está fazendo comigo?!"

Grindelwald- Lieb... Madeleine... é só uma história tola que inventaram para crianças crescerem acreditando no amor.

Madeleine- E o que de mal há nisso?

Todos me olharam com curiosidade, mas minha atenção foi unicamente voltada para Madeleine... uma bruxa que ainda não tinha o conhecimento da destruição que esse sentimento causa, e que quando experimentasse essa destruição, ficaria arruinada... assim como todas as pessoas ficam.

Grindelwald- Só não é a verdade…

Madeleine- Às vezes é bom fugir da verdade para poder sonhar um pouco.

Remus e Sirius pigarrearam e me forcei a desviar o olhar da ruiva.

Remus- Então...conto?

Grindelwald- Claro... já que são três contra um. 

Remus- Certo. Então, tudo começa com um jovem bruxo poderoso chamado Nixnut…

Sirius- Da última vez, você começou falando que ele era um velho bruxo sábio…

Remus- Você quer contar?

Sirius- Não, não...pode prosseguir, foi só um adendo -disse dando de ombros.

Remus- Continuando… Nixnut era um jovem bruxo poderoso que era conhecido por sua vasta sabedoria e pelos seus brilhantes olhos azuis como o céu. Ele vivia recluso em sua cabana, nunca saía pois estava obcecado em descobrir um meio para conseguir a imortalidade. Um dia, em uma de suas inúmeras experiências, ele finalmente criou uma pedra que o faria viver para sempre. Mas a Morte- que era muito egoísta-, ao ficar sabendo que nunca teria a sua alma e o seu corpo, decidiu se vingar. Quando ela apareceu para o jovem bruxo, fingiu o parabenizar por ser tão sábio, contudo disse que teria de levar a pedra, pois só ela poderia ser indestrutível. Depois de conversarem por longos minutos, ela disse que não levaria a pedra... se ele conseguisse passar por um desafio. Nixnut prontamente aceitou a oferta e perguntou o que teria de fazer, a Morte então, fez morrer uma pequena árvore do quintal do jovem, deixando-a com um aspecto de madeira queimada. Disse que se fizesse a árvore crescer novamente, ela o deixaria ser imortal. O bruxo tentou vários feitiços e poções para fazer a árvore voltar à vida, mas nada dava certo. Depois de refletir bastante sobre o desafio, resolveu tomar uma outra perspectiva...ao invés de fazê-la voltar à vida, ele fez literalmente o que as palavras diziam: fazê-la crescer novamente. E com um feitiço simples, os galhos esticaram rapidamente, tornando-se com mais de seis metros de altura. A Morte, embora satisfeita por seu plano ter dado certo, fingiu estar furiosa pela trapaça e disse que teria consequências por tal ato. Ela deixou-o ficar com a pedra, como prometido por ter passado pelo desafio, mas com sua foice tenebrosa, cortou-o ao meio de forma vertical. Cada metade ficou com um olho apenas, antes de crescer uma outra metade com um olho diferente. Agora ambas as metades estavam completas, ambas eram pessoas diferentes... contudo, ambas tinham um olho azul e outro escuro como a noite. As duas pessoas olharam-se com amor e receio, e logo questionaram a Morte. Então ela disse que por ter sido enganada, ela os condenava à eterna procura um do outro, e que se não se encontrassem, eles nunca chegariam a se sentir totalmente felizes e completos novamente. Antes que pudessem se abraçar e fazer juras, a criatura encapuzada desapareceu, levando consigo a outra pessoa, e deixando Nix desesperado... à procura de sua metade, Nut.

 

Ao terminar com a história, Madeleine olhou com surpresa para os meus olhos e me controlei para não entrar em sua mente para ver o que ela estava pensando. Ela corou depois de um tempo e de súbito seu tênis pareceu ficar mais interessante para ela do que continuar me analisando.

Madeleine- Essa história é…

Grindelwald- Absurda?

Sirius- Asquerosa e cômica?

Remus- Clichê?

Madeleine- Bem...eu ia dizer... poética.

Remus- Poética?

Madeleine- Sim...todo esse sofrimento por não encontrar sua alma gêmea…

Grindelwald- É piegas. É mais uma história falsa que tem como objetivo ensinar que não se pode enganar a morte. 

Madeleine- Não deixa de ser bonita.

Sirius- É nojenta...qual é...cortar um cara ao meio?! Eca.

Madeleine- Tudo bem, não essa parte - disse rindo.

Sirius- Viu só, Gellert?! Ela gostou da sua condenação...

Grindelwald- Não tem condenação alguma.

Sirius- Não ouviu a história? Você está à procura de sua outra metade…

Remus- E se não encontrá-la você nunca poderá ser feliz…

Sirius- Será que ele é tão mal humorado por causa disso? 

Remus- Com certeza.

Apalpei os bolsos do meu casaco instantaneamente, esquecendo que minha varinha ainda estava nas mãos da bruxinha. 

Grindelwald- Madeleine...jogue minha varinha.

A ruiva ia fazer o movimento no ar, mas Black e Lupin entraram na frente dela, impedindo sua ação.

 Sirius- Péssima ideia, gatinha…

Remus- Vê o olhar do Gellert? Pois bem... é o olhar de "vou lançar uma maldição imperdoável agora para calarem a boca".

Grindelwald- Isso não é verdade, Madeleine. O "agora" está incorreto...eu tiraria você da sala primeiro para não presenciar seus antigos professores sofrendo. 

Com essas palavras, Remus pegou minha varinha e a colocou em seu próprio bolso, por precaução.

Madeleine- Acho que nos afastamos da conversa inicial...era pra estarmos discutindo o quanto eu fui incrível em desarmar meu professor de Defesa. 

Remus- Você tem toda razão. Deixe-me parabenizá-la novamente, senhorita...por um feito nunca visto antes.

Lupin pegou a mão da pequena e colou seus lábios ali em sua pele branca. Meu sangue ferveu ao vê-la sorrir para este ato dramático, e agradeci por ele ter escondido minha varinha...ou agora meu amigo poderia não ter mais boca nenhuma. 

Sirius- Eu também gostaria de cumprimentá-la, gatinha... por me proporcionar imenso prazer por ter abaixado o ego do meu amigo ali.

Black foi mais longe do que o outro, e beijou-lhe a bochecha que agora estava vermelha com tal aproximação. Ela soltou um suspiro baixo depois dele se afastar e esfregou- quase imperceptivelmente- as coxas umas nas outras. Este foi o meu limite...meu cérebro gritou "Ignore isso", mas não dava pra ignorar aquilo.  

Grindelwald- Não devo ser o único a não elogiá-la. Neste caso…

Caminhei até a garota, fazendo com que Remus e Sirius dessem um passo atrás dela, para darem passagem pra mim. 

Sem hesitar, levantei seu queixo e beijei sua boca rosada e úmida. Foi um beijo simples e rápido, mas que quase me fez perder a cabeça enquanto pensei em aprofundar nossos lábios e enfiar minha língua ali. Quando soltei seu queixo e ela abriu os olhos, sua respiração travou na garganta. 

Grindelwald- Você foi fantástica, amor.

Madeleine arregalou mais os olhos, e sorri para sua expressão afetada, depois virei-me para Remus e peguei minha varinha rapidamente. 

 

Comecei a arrumar as cadeiras em seus lugares- como se nada tivesse acontecido- enquanto via os homens trocarem olhares sem dizer nada. Me senti satisfeito com as reações que causei... principalmente a da ruiva, afinal ela estava atônita até agora. Sirius pode ter feito ela suspirar e Remus feito ela sorrir...mas foi eu que a deixei sem respirar! E isso estava sendo muito gratificante.

Remus- Então... Madeleine...por que escolheu lançar fogo?

Madeleine- An? Ah...eu...foi a primeira coisa que pensei -disse gaguejando enquanto enfim inalou o ar profundamente.

Sirius- Achei que o Remus tivesse dito o que fazer.

Remus- Não, meu caro. Eu só dei a ideia dela distraí-lo com algo, para poder tirar a varinha. Ela que teve a ideia de fazer de Gellert uma carne bem passada.

Sirius- Ora, quem diria...nossa garota é uma piromaníaca! -disse gargalhando.

Deives franziu o cenho para o que ouviu, e fiz o mesmo. "Nossa garota?"

Esperei ela demonstrar sua indignação, ao invés deu fazer isso, apenas fiquei quieto aguardando suas frases cheias de raiva.

Madeleine- Como é, Sirius? 

"É agora que o Almofadinhas fica em apuros…"

Madeleine- Eu não sou nenhuma piromaníaca! 

"O quê?! É com isso que ela se preocupa?! Sirius acabou de dizer que ela era "nossa garota"...e ela está irritada por ter sido chamada de piromaníaca?!" 

Sirius- Eu acho que você é, gatinha- disse provocando.

Madeleine- Não tenho atração por colocar fogo nas coisas, Sirius.

Sirius- Hum... então vai me dizer que você não gostaria de aprender a lançar Fiendfyre? 

Remus- Almofadinhas! Está louco? Um aluno lançar o Fogo Maldito? 

Sirius- É uma suposição, Aluado. Não estou dizendo pra ela sair por aí tentando um feitiço que é praticamente descontrolado. Estou perguntando se ela não gostaria de aprender...se fosse uma possibilidade segura e viável, claro. Então gatinha? Ainda não respondeu.

Madeleine- Bem...Fiendfyre é um feitiço muito avançado... poucos bruxos conseguem conjurar perfeitamente e saírem ilesos…

Sirius- E…?

Madeleine- E claro que eu gostaria de saber lançar, mas não é porque sou fascinada por fogo... é porque é algo muito poderoso e seria ótimo em uma guerra e...

Sirius- E discussão encerrada. Eu ganhei. Aceite foguentinha.

Madeleine cruzou os braços e bufou em desagrado, não demonstrei meus sentimentos como ela estava fazendo, mas me senti do mesmo jeito: descontente.

Sirius- Acabei de ter uma ideia…

Remus- Ah, não…

Sirius- Cala a boca, Aluado... é uma ótima. E se Harry, Hermione e Ron se juntarem a nós no duelo, algum dia? O que acha, foguentinha? 

Madeleine- Eu acho esplêndido! Mas pare de me chamar…

Sirius- Perfeito! Assim eles aprendem a se defender melhor também... já que aquele rato imundo está atrás de vocês. Não vou permitir que meu afilhado corra mais perigo. Nem ele, nem você, nem seus amigos.

Remus- Sim, eu já vinha pensando nisso... é uma boa ideia. Então, na próxima aula todos vêm? Vou preparar algumas estratégias pra aplicarmos…

Sirius- Não, não...os outros vêm em outro dia. Na aula da Madeleine vem só ela. Colocamos outro dia para todos virem.

Grindelwald- Sim, é melhor.

Remus ficou nos encarando tentando entender o porquê de não querermos mais pessoas nas aulas da ruiva, mas ele era o mais lerdo de nós.

Remus- Mas por que...Ah! 

O homem finalmente compreendeu e riu envergonhado ao concordar.

Remus- Sim, é melhor eles terem um dia separado.

Madeleine- Eu não entendo...por que…

Grindelwald- Porque você é especial, amor.

Sirius- E merece um tratamento diferenciado.

Remus- E também porque precisa mais da nossa atenção do que os outros. 

Deives parecia em estado de confusão constante, mas aceitou nossas explicações com um sorriso tímido.

 

Grindelwald- Certo, hora de te acompanhar até o dormitório. Vamos.

Coloquei uma mão nas costas da garota, dirigindo-a até a saída, contudo fomos interrompidos de continuar.

Remus- Eu posso levá-la hoje, Gellert. Não se preocupe.

Lupin ficou do meu lado, esperando que eu me movesse para ele ter a oportunidade de tomar o meu lugar atrás dela.

Grindelwald- Não é necessário, Remus. Eu sou o professor dela.

Sirius- Todos somos professores dela.

Black postou-se do meu outro lado, com um sorriso zombeteiro e soltei Madeleine para afrontá-lo.

Grindelwald- Mas ela está aqui para ter a minha aula. Vocês são ajudantes.

Remus- Não fomos apenas ajudantes hoje, nós ensinamos também.

Grindelwald- Que seja. Mas não é necessário, estou disposto a levá-la.

Sirius- Então vamos todos juntos.

"Será que ele não pode ficar cinco minutos longe, pra variar?!"

Grindelwald- Isso é ridículo…

Remus- Não acho que seja…

"Claro que não acha... porque lhe convém!"

Sirius- Qual o problema, Gellert? Não gosta de dividir?

"Não preciso dividí-la com ninguém!"

Grindelwald- Ela não é um pedaço de carne para você falar deste jeito, Sirius.

Sirius- Vou corrigir então: não gosta de dividir a atenção dela, Gellert? Não acha isso um pouco... possessivo?

"Não se ela for minha…"

Grindelwald- Não sou possessivo, é você que tem ideias... excêntricas.

Remus- Só vamos levá-la para dormir, não há nada de estranho nisso.

Olhamos incrédulos para Lupin, que logo se deu conta do duplo sentido de suas palavras e pigarreou com o desconforto.

Sirius- Bem, desse jeito que você falou agora...devo admitir que não soou muito bem, mesmo, amigo.

Remus- Não tenho culpa que você tenha uma mente perturbada…-disse corando.

Sirius- Ora... eu sou excêntrico, perturbado...o que mais falta vir, ein?

"Imoral, pervertido, sem escrúpulos, inconveniente…"

Grindelwald- Já está decidido...eu que vou. Vocês voltem para seus quartos.

Sirius- Você gosta muito de mandar, Nevado... mas não é o único- disse levantando a sobrancelha enquanto mostrava os dentes de forma predatória.

"Melhor não mostrar suas presas aqui, Almofadinhas... você não é o único predador desta sala…"

Grindelwald- Só estou tentando dizer que é absurdo todos irmos. Não faz o menor sentido.

Remus- Não faz sentido querer passar mais tempo na companhia de uma jovem encantadora? Pra mim faz muito sentido…

"Ah, Remus! Cale a maldita boca!"

Grindelwald- Ela não precisa de todos nós para levá-la…

Madeleine- Talvez eu precise…

"O QUÊ?"

Remus, Sirius e eu olhamos surpresos para a jovem na nossa frente que estava mordendo o lábio ansiosamente. Remus ficou envergonhado por- provavelmente- ter esquecido da presença dela ali, Sirius estava chocado, mas logo mudou sua expressão para uma animada, e eu...eu estava perplexo demais para raciocinar. "Ela realmente quer...a companhia de todos nós?" 

Remus- Problema resolvido.

Remus abriu a porta cordialmente para Madeleine e esperou todos passarmos para fechá-la de novo. 

A ruiva ficou no meio de ambos, enquanto eu caminhei um pouco mais atrás, avaliando o comportamento deles. 

O "passeio" foi esquisito- como sabia que seria- embora os três se dessem muito bem juntos...bem até demais. Mas nada se comparou à estranheza da despedida.

Madeleine- Obrigada por...hum...terem me trazido… Todos vocês.

Remus, Sirius, Grindelwald- Foi um prazer.

Madeleine riu pela sincronia, mas pude ver que não foi apenas eu que fiquei desconfortável com a situação.

Sirius- Tenha uma boa noite, gatinha- disse beijando a bochecha esquerda dela.

Remus- Espero que tenha bons sonhos, querida -beijou o lado direito do seu rosto.

Os três olharam pra mim em expectativa quando me aproximei. 

Grindelwald- Cuide-se, liebe - sussurrei enquanto toquei sua testa com meus lábios, sentindo o aroma adocicado de seu cabelo. 

Ao me distanciar, todos pareciam decepcionados com minha atitude, mas Madeleine era uma mistura de frustrada, curiosa e triste. "Afinal o que ela quer?". 

Mudando a postura, ela sorriu e disse "boa noite", entrando pela porta e deixando três bruxos atordoados para trás.


 

POV Sirius

Sirius- Eu sabia que você tinha ficado mais idiota desde que chegamos a Hogwarts, Gellert... mas não achei que fosse tanto! Sinceramente...qual é o seu problema?!

 

O idiota estava sentado em sua poltrona do escritório, bebendo Firewhisky de forma indiferente, como se minutos antes não tivesse tido uma garota ansiando por ser beijada por ele. Minha raiva estava ficando cada vez mais crescente ao olhar seu rosto impassível e até Remus estava se controlando para não lançar uma azaração naquela besta.

Grindelwald- Meu problema é que ela é muito jovem.

Remus- Você não pareceu se importar com isso quando beijou ela na sala de aula...

Sirius- Quer explicar por que infernos você não fez de novo ao se despedir?! 

Grindelwald- Vocês já tinham se despedido de uma forma que ela gostou… ela não precisava de mais nada.

Remus- Por Godric, Nevado! Como você não viu que ela estava querendo ser beijada por você? Até eu enxerguei isso! Estava claro até para um bruxo cego.

Grindelwald- Parece que ela estava mais interessada em ter a atenção de vocês. Não quis ser inconveniente.

O bruxo redirecionou essa frase para mim, eu podia sentir o seu tom agressivo por trás da voz fingidamente mansa. "Ele está me chamando de inconveniente?! Pelo menos não sou um estúpido de um bruxo que dá um beijo na testa da garota que o quer!"

Sirius- Cuidado...o seu ciúme está escorrendo da sua boca enquanto você continua a mentir- disse revirando os olhos.

Remus- Sirius tem razão, Gellert. Você está com ciúmes.

Grindelwald- Não é ciúmes, é a realidade. Ela quis que vocês a acompanhassem…

Remus- Ela quis que todos nós fôssemos.

Grindelwald- Tanto faz. Dá pra ver que Madeleine gosta de vocês. 

Sirius- Claro que ela gosta. Quem não gostaria? Olha só pra gente- falei apontando para o meu corpo. 

Remus revirou os olhos e voltou a encarar o loiro sentado.

Remus- A questão é que ela gosta de você também, Gellert. E é de um modo diferente. Madeleine sente admiração e amizade por mim e Sirius. Mas ela te olha com outro sentimento.

"Admiração e amizade?! Definitivamente não."

Sirius- Não gostei disso de "admiração e amizade"...

Remus- É a verdade, amigo. Aceite.

Suspirei  profundamente antes de alcançar a garrafa do álcool e dar um gole generoso. "Céus, eu tenho que explicar o óbvio pra esses panacas…"

Sirius- Vocês dois estão cegos como um Trasgo. Só eu sou o sábio daqui?! Está estampado no rosto da garota que ela sente atração pelos três- disse em minha voz de professor, como se estivesse explicando algo para duas crianças. E de fato, eu estava.

Remus- Sirius, você está se iludindo. 

Lupin seria o mais difícil de convencer, disso eu já sabia. Ele sempre teve problemas em aceitar que as bruxas- e garanto que até alguns bruxos- o achavam bonito, só por causa das cicatrizes e sua condição. Como se isso pudesse tirar a beleza do homem ao meu lado...

Sirius- Não é ilusão. Hoje percebi como ela fica perto da gente. Devo dizer que Madeleine é expressiva demais para o seu próprio bem. Ela ficou excitada em duelar conosco.

E como ficou excitada! Tive que sentar no chão bem longe da garota para poder controlar o impulso do Almofadinhas de lambê-la inteira. Meu alter ego, também conhecido como "meu animago peludo", tinha um certo problema em sentir o cheiro de uma fêmea com tesão...ainda mais essa fêmea sendo Madeleine.

Remus- Sirius…-disse em tom de repreensão.

Sirius- Não finja que não farejou também, Aluado! Não finja que não sentiu o cheiro do tesão dela com os sentidos aguçados do lobisomem. 

Remus- Isso não significa nada…

Remus coçou a nuca e abaixou a cabeça, ele tinha essa mania quando não queria admitir algo constrangedor. Procurei a ajuda do outro homem na sala, vulgo "o idiota", e vi-o brincando com o copo nas mãos, fingindo estar alheio à conversa. Mas eu conhecia Gellert há tempo demais para saber que ele não só estava muito bem atento à tudo, como também estava quieto para não deixar escapar seus sentimentos.

Sirius- Por Merlin! Gellert...diga que isso não significa nada, também... quero ver se tem a coragem de mentir pra si mesmo ainda.

Grindelwald- Eu não fiquei farejando ela enquanto lutava.

"Claro...e eu sou Salazar Slytherin!"

Sirius- É impossível você não ter sentido…

Grindelwald- Não disse que não senti. Disse que não fiquei farejando. Eu tento evitar.

"Certo, pelo menos ele está falando a verdade…"

Abaixei meu tom de voz pela primeira vez desde que entramos nos aposentos de Gellert e procurei falar de forma reconfortante, afinal estávamos na mesma situação.

Sirius- Tenta evitar porque tem medo de acabar se descontrolando, não é?! Eu sei como se sente, Gellert. Remus também entende. Ela é diabolicamente tentadora. Todos nós a queremos, é fato.

Remus- Eu não diria que…

Grindelwald- Se você disser que não a quer, depois do modo como se comportou hoje... vou quebrar a garrafa de Firewhisky com a sua cabeça, Lupin! -disse ameaçadoramente enquanto apertava a garrafa em sua mão.

Remus- Certo. Okay. Eu admito. Eu a quero. Mas isso não significa nada. Não é como se eu fosse atacá-la em algum momento. Ao contrário de vocês- suspirou de forma calma para se recuperar da ameaça que recebeu.

Sirius- Você fala isso agora, meu amigo... quero ver quando estiver sozinho com ela.

Lupin assimilou minha frase por uns segundos e depois serviu-se de um gole da garrafa quase vazia. O silêncio permaneceu, pois ninguém queria adentrar no próximo tópico que precisava ser discutido, mas já que alguém tinha que se pronunciar…

Sirius- Então...o que faremos?

Remus- O que quer dizer?

"Meu caralho...como ele é lerdo!"

Sirius- Madeleine sente atração pelos três…-expliquei na maior das paciências do mundo.

Remus- Ainda não estou convencido disso.

"Lerdo e teimoso…"

Sirius- Logo você verá. Mas voltando...o que faremos? Não vamos nos distanciar dela, não é?! 

Remus- Por que faríamos isso?

Sirius- Por ciúmes…-disse me virando para Gellert.

O homem encarava a bebida em seu copo, perdido em pensamentos, mas consciente de que me referi à ele.

Grindelwald- Ela não é minha pra eu ter ciúmes. Façam o que bem entenderem.

Sua voz saiu fria e com um toque de rispidez- que ele provavelmente não queria que tivesse aparecido. 

Não tinha jeito...ele era orgulhoso demais para admitir que queria a garota só para si… Iria sofrer antes que confessasse que estava louco por ela. Como eu disse... ele era um idiota! Mas eu não iria esperar até que ele se decidisse, não era justo...eu também gostava dela, e ela talvez gostasse de mim. Ou de Remus...

Remus- Então... estamos bem um com o outro? Pelas futuras cortesias à ela? 

Sirius- Cortesias?! Flerte, Aluado. Diga flertar. E sim...sem ressentimentos pelos futuros flertes, pelos beijos... não é, Gellert?

Lupin e eu olhamos esperançosos para o loiro, numa contradição gigantesca... queríamos que ele fosse feliz e tentasse ficar com Madeleine...mas também desejávamos a ruiva tão intensamente! Gellert engoliu com dificuldade as últimas gotas do álcool, antes de responder num murmuro que quase não saiu.

Grindelwald- Sem ressentimentos.


 


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo, foi difícil terminar com ele...como eu disse: criatividade está em falta.
Me digam o que estão achando...
x-o-x


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