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História O odiado tom dos teus olhos esverdeados - Capítulo 7


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Notas do Autor


Kon'nichiwa pessoas! Como vão? espero que bem... Uma boa leitura e a vida é uma vida

Capítulo 7 - Talvez tudo isso seja...consequências?


Fanfic / Fanfiction O odiado tom dos teus olhos esverdeados - Capítulo 7 - Talvez tudo isso seja...consequências?

Quando chegaram ao banheiro, ele a colocou em um banco de plástico que tinha ali, ela se sentou cambaleando, tirou seu short e sua regata, ficando só de calcinha, enquanto Nathan olhava para o outro lado.

—Pode virar, e pode olhar estou tampando-os. —Ela cobria seus seios com as mãos.

Nathan virou e ficou por um momento a olhando. Seus cabelos azuis caiam um pouco abaixo dos ombros, sua pele era tão branca quanto seu rosto, sua calcinha era preta, seus olhos estavam fechados, suas coxas foi desenhadas por deuses, ele pensou, seu corpo era simplesmente lindo. Ele a olhava, não com desejo, mas com deslumbre, nunca vira uma mulher tão bela quanto Sarah. Ela abriu os olhos e o olhou corada.

—V-vem logo! —Ela exclamou. Ele apenas assentiu e foi até ela, se colocou atrás dela e ligou o chuveirinho na água quente, arregaçou suas mangas, pegou a água escorrendo e molhou as mãos. Enfim Nathan pegou o chuveirinho e molhou as costas de Sarah, que havia relaxado os braços.

Ele passava delicadamente a água nas costas da garota, mas ela protestou quando ele molhou seus cabelos.

— Por que você está molhando meu cabelo? —Sua voz era manhosa, mesmo não querendo admitir ele passava suas mãos bem gostoso em seus fios.

—Pra tirar toda impureza do seu corpo, aliás onde fica seu xampu e condicionadores? —Ele desligou a água.

—No armário ali na frente, e anda logo que tá frio! —Sarah cobriu novamente seus seios, não para esconde-los, mas por frio.

Nathan passou por ela e foi até o armário, pegou um xampu com cheiro de sal, um condicionador do mesmo cheiro e um fixador de cor. “Ah, é por isso o cheiro de mar, mas porque alguém compraria essa fragrância’? Bom, eu até que gostei”, ele pensou. Voltando para trás dela, deixou os produtos no chão perto de seus pés e colocou um pouco de xampu nos cabelos de Sarah, e então começou suavemente a esfregar sua cabeça...nisso ela soltou um gemido de satisfação.

—Isso...é...bom! — Ela disse manhosa.

Ele sorriu.

Quando Nathan terminou de lavar o cabelo dela, ele parou por um momento e não disse nada.

—O que foi? —Ela o questionou.

—E-eu...vou pegar o sabonete! —Sua voz falhou.

Depois de alguns segundos ele voltou.

—Bom, v-vou começar. —Seus braços entrelaçaram a garota, suas mãos subiram para seu pescoço, desceram até seus ombros e chegaram em seus seios, devagar ele os ensaboou, ela soltou um suspiro longo e gostoso, ele se segurou para não ficar excitado mas ficava cada vez mais difícil. Novamente suas mãos tornaram a descer, agora estavam em seu tórax, ele passava delicadamente, ela continuava com seus suspiros, suas mãos foram até sua bela cintura, demoraram mais em sua barriga até que pararam e subiram devagar indo para as costas, pararam novamente quando encontraram o início da calcinha. A concentração dele estava no máximo, não podia ter uma ereção, não podia! “Ela está bêbada, Nathan, não!”, de repente ela gemeu baixinho, “aí você complica mulher!!”, ele pensou enquanto terminava as últimas ensaboadas.

Quando a sua parte no banho acabou, ele respirou fundo e foi para à sala, ela ficou ainda mais um pouco, o agradeceu e disse que ela ia termina de se lavar e qualquer coisa chamava-o. Já na sala Nathan fechou os olhos encostando a cabeça no encosto do sofá e respirando fundo, “isso foi difícil”, ele pensou mais uma vez.

Passados uns cinco minutos, Sarah apareceu no inicio da sala.

—Ei, acorda. —Ela o observava ali sentado.

—Não estou dormindo, apenas descansando. —Ele abriu os olhos e a olhou.

Sarah estava vestindo um pijama azul claro com nuvem desenhadas por todo tecido, seus cabelos estavam molhados e por isso tomavam um tom de azul escuro o que dava um belo contraste com sua vestimenta.

Por um momento os dois se olharam, aquele rapaz com suas mangas arregaçadas e com sua cabeça jogada para trás e aquela garota em pé com seus olhos verdes e seu rosto sem expressão. A cada troca de olhar, o coração de Sarah acelerava, ela não entendia o porquê, ou melhor, sabia bem o que estava acontecendo mas tinha medo de assumir aquele sentimento. Os belos cabelos pratas daquele homem em sua frente a hipnotizava, seus olhos azuis não a encantava por serem azuis, mas sim pelo tom que eles apresentavam, querendo ou não ela estava completamente apaixonada por cada parte dele, mas não iria admitir algo assim, “é apenas coisa da minha cabeça” ela repetia, mas seu coração a convencia do contrário.

Aquela mulher o olhava com um lindo brilho nos olhos, Nathan estava tão feliz por ter conseguido ver aquele brilho de novo em seus olhos, sua voz, seu jeito, tudo nela o fazia querer apenas...ela! Sua maneira de fazer ele esquecer de tudo e respirar um pouco, “ah!”, Nathan suspirava cada vez que pensava em Sarah, “o que diabos está acontecendo comigo ?!”, ele falava em sua mente, é, ele sabia muito bem o que estava acontecendo, estava apaixonado por aquela bela moça de olhos esverdeados.

Então ele voltou a fechar os olhos e respirar fundo.

—Tudo bem? —Ela perguntou enquanto se sentava ao lado dele no sofá.

—Ã? Sim, tudo...na verdade eu que deveria perguntar isso a você...eu...fiquei realmente preocupado quando te vi no chão daquele jeito. —Seus olhos seguiam fechados, tinha medo de olha-la e sentir aquilo de novo.

Sarah sorriu e se encolheu escondendo o rosto entre os joelhos.

—Eu? Eu...estou bem.

—Não minta para mim —Nathan virou o rosto —alguém bem não bebe até quase entrar em coma alcoólico! Não tem várias garrafas vazias pela sala! Não tem essa maldita expressão de vazio no rosto!! —Suas mãos estavam fechadas apertando o mais forte que podia, seu tom era alto, forte e um pouco melancólico, seus olho marejavam de leve. “Por que se sentia como se seu peito fosse rasgar e tudo que ele lutou para afastar de sua  cabeça estivesse voltando?! Não...!”, sua cabeça estava a mil naquele momento.

Sarah se assustou com o tom do rapaz ao seu lado e levantou seu rosto, ao fazer isso se surpreendeu com uma lágrima no rosto daquele homem. “O que...”

— Desculpa...ei, vira para mim. —Ela ficou de lado.

—Não! —Sua voz era trêmula.

—Por favor. —Sarah o virou e tomou seu rosto em suas mãos.

Nathan finalmente abriu os olhos, agora já não importava mais, suas lágrimas simplesmente começaram a escorrer sobre suas bochechas.

—Oh, seu nariz fica bem vermelho quando você chora.—Ela deu um meio sorriso — Eu vou te contar tudo, só prometa chorar apenas depois, tá? —Sarah afastou gentilmente os fios que estavam na testa dele e novamente sorriu.

Como uma criança Nathan fez tudo que pode para conter o choro, e concordou com a cabeça. Nisso ela o deitou em seu colo e começou a fazer carinho em seus cabelos, ele apenas respirava fundo.

—Tudo, né? Ok...bom, vamos começar com o fato de eu estar bêbada...quando eu cheguei em casa na quinta feira, recebi um telefonema da minha mãe, ela disse que uma das minhas irmãs tinha sido abusada pelo meu antigo padrasto e que elas estavam no hospital pelo fato de minha irmã ter sofrido agressão. Ele foi preso, mas não antes de ter levado uma grande surra dos vizinhos e da minha mãe. Enfim, enquanto conversávamos minha irmã estava no quarto descansando, e minha mãe na sala de espera tomando um café, tudo bem entre aspas né, mas então minha mãe escuta alguns gritos de fora do prédio e sai na janela para ver, ela disse que um grupo de pessoas estavam olhando para cima e gritando: “Não pula, não pula!”. Nisso ela olhou para cima...meio cliché né? Mas sim, minha irmã estava lá, nesse mesmo momento ouvi a respiração ofegante dela, ela parecia ter corrido uma maratona, e bem...não estava longe disso. Eu apenas escutava tudo por telefone, aparentemente minha mãe e alguns enfermeiros subiram até a cobertura para tentar convencer minha mana de descer de lá. Eram gritos como: “Filha...por favor!” ou “garota não faça isso por favor!”, era difícil de escutar, pelo que ouvi o celular foi arremessado para o meio daquilo tudo, bom, eu fui arremessada para o meio daquilo tudo. Escutei minha irmã chorando dizendo que tudo estava estranho, ela estava estranha, e o mundo era estranho,  e minha mãe era aparentemente segurada pelos enfermeiros para não cair, enquanto chorava em desespero pela filha. Nisso ouço a voz de uma das minhas irmãs...todos implorando para ela não se matar, escutei ela soluçando e concordando com minha família, dizendo que eles estavam certos e que ela fazer aquilo só iria causar mais sofrimento, quando ouvi isso respirei aliviada, cedo demais talvez. De repente escutei minha mãe gritando desesperada, fiquei sabendo depois que minha irmã escorregou ao tentar descer do parapeito e caiu...simplesmente...caiu. —Nathan olhou para Sarah, sua expressão era vazia, não de tristeza nem de angústia, estava apenas...vazia. —Depois disso, o telefone foi desligado e eu apenas cai de joelhos, acho que me convenci que nada daquilo tinha acontecido e continuei minha rotina. Quando eu estava terminando minha janta recebo outro telefonema, era minha irmã mais velha, ela disse que minha mãe estava internada por excesso de álcool, pois é, logo depois do acontecimento, ela correu para casa e bebeu o máximo que pode! Quando minha irmã foi atrás dela, encontrou-a esparramada no chão com sangue em sua boca, nisso levou ela ao hospital. Acho que aquela notícia fez meu ser despertar, minhas mão começaram a tremer, larguei o celular e bom...eu tinha bebidas de sobra, e queria parar a dor que sentia, melhor combinação não há, dor e álcool! No fim, só consegui ir até o telefone e avisar da minha falta no estágio, logo desmaiei de novo, e aí você chegou. —Ela abaixou a cabeça e sorriu devagar.

Nathan não sabia o que falar, nem como reagir, seu corpo apenas se moveu sozinho, suas mãos se entrelaçaram na cintura dela e ele afundou seu rosto em sua barriga ... ali começou a chorar.

—Ei, eu ainda tenho que contar o motivo de eu ser assim não pode chorar ainda —Ela continuou acariciando a cabeça dele.

—E-eu não ligo para isso agora! Só me deixa chorar aqui um pouco, segurar isso é difícil... —Sua voz se sobressaia dentre soluços.

—Bom menino, pode chorar o quanto quiser, enquanto isso —Ela se curvou e o abraçou também — eu finalmente vou respirar tranquila de novo.


Notas Finais


Bom, as vezes o azar arromba nossa porta sem nenhum convite! Cuidado ao beber, eu sei que as vezes só o alcool pode acalmar nossos demonios, mas só não entre em coma alcoolico. Obrigada por ler, espero que tenha gostado e até mais!


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