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História O Olhar - Capítulo 10


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Notas do Autor


rsrs adivinha quem apareceu com a maior cara de pau do mundo?
EUUUUUU
não esqueçam de comentar <3

Capítulo 10 - Parte 10


Fanfic / Fanfiction O Olhar - Capítulo 10 - Parte 10

[POV Zulema]

Em algum momento elas iam me fazer essa pergunta, mas agora está tudo bem, só não queria que as coisas saíssem do meu controle, eu tenho que deixar elas conscientes do plano no meu próprio tempo, o tempo certo.

- a gente vai pedir uma troca – digo, elas continuam me olhando como se eu precisasse continuar a frase, reviro os olhos – ah pelo amor de Deus, vamos trocar o meu irmão pelo nosso querido papai – desvio os olhos pra minha irmã caçula.

- você só pode estar brincando né? – disse Saray incrédula, se levantando e dando um volta em si mesma, as mãos nos cabelos longos demonstravam o quanto ela estava aflita.       Ou com medo?

- joder Zulema! – diz Macarena indignada.... sério? Até você, mulher? - eu pensei que pelo menos você fosse ficar do meu lado... afinal né – falei encarando Macarena, sei lá o que a gente tem, mas ela tem que ficar do meu lado, não é?

- não é bem assim que relacionamentos funcionam – ela diz me olhando, agora, também em pé, com um olhar apreensivo tanto quanto o de cigana.

- relacionamento? – perguntou Saray virando o rosto imediatamente pra loira, como se não acreditasse na informação que acabou de receber.

- sério? Isso é o que você ta preocupada? – diz Maca, parando de se movimentar de um lado para o outro, abrindo os braços e encarando a minha irmã – a gente está prestes a sequestrar o maior traficante bélico do país e você ta preocupada com a identidade da minha namorada?!

- é verdade cunhadinha – diz saray com o tom irônico que eu já conheço tão bem, dou uma risada e disfarço abaixando a cabeça – você ta louca Zulema!

- a ver! – me levanto, coloco uma mão no ombro de cada uma, e coloco as duas sentadas umas do lado da outra como duas crianças, suspiro – nós precisamos dele aqui, eu preciso ter controle de cada respiração dele, aquele velho é sorrateiro, ele vai nos encontrar em dois dias no máximo, se continuar solto por aí.

- não era mais fácil sequestrar logo ele então? – perguntou Maca.

- claro que não, ele vive cercado de guardas armados 24h por dia – constatou a cigana.

- e por isso mesmo foi muito mais fácil sequestrar o filho, e forçar ele se entregar por vontade própria pra salvar a cria – digo sorrindo, satisfeita com o andar de todo o plano, logo me sento no sofá de novo.

- isso tudo é muito louco – diz Saray – é tudo por dinheiro? Você já não tem demais?

- não, não é só dinheiro, é vingança, é pela minha filha, é por mim...

- ta bom, vamos acabar logo com isso – a loira nos interrompe e começa a digitar os números na tela do celular, eu respiro fundo ficando ansiosa.

[POV Macarena]

Minhas mãos tremiam e eu só estava digitando o número dele, respiro fundo e termino a ação, escuto o chamar da outra linha, estava demorando uma eternidade pra mim, olhei pras duas mulheres perto de mim e elas estavam tranquilas, logo imaginei que talvez eu realmente estivesse ansiosa, logo a tortura acabou e eu ouço a voz densa do homem, saindo pelo aparelho de baixa qualidade.

- o que você quer? – pergunta ele diretamente

- nossa, nem um “boa noite”? Que falta de educação – eu ri, mesmo sentindo meu corpo tremer por dentro.

- anda logo, acho melhor vocês pararem de joguinho, porque se eu te encontrar primeiro, vocês não vão gostar do que eu planejo fazer – eu podia sentir o ódio dele.

- quantas ameaças vazias – eu disse, as duas mulheres se entreolharam impressionadas com a minha coragem, engoli a saliva com dificuldade e continuei – bom, já é hora de você saber o que queremos – ele aguardou na linha – você!

- como é que é?

- é isso mesmo, pra você ter o teu filho vivo e novamente unido a sua família patética, você precisa se entregar.

- vocês devem estar loucos – ele responde sem acreditar.

- loucas – corrijo eu – não tem homens aqui, vocês só atrapalham, somos precisas – percebi que o desdém na minha voz incomodou o homem que ouvia minhas palavras, olhei para Zulema e ela tinha um sorriso pequeno nos lábios.

- SUAS IMBECIS – ele esbraveja do outro lado da linha

- ay señor! Vamos manter a educação por favor – segurei o riso o máximo que eu pude – podemos marcar o encontro? Ou vai mesmo me fazer cavar uma cova rasa pro seu querido filho sozinha? Seja razoável hein, eu fiz as unhas hoje!

- hija de puta! – irritar esse homem era a minha diversão favorita – que seja, quando, onde e como?

- amanhã, 3:30AM, Te mandarei a localização no momento certo – desligo antes mesmo de receber uma resposta.

Eu estava tão nervosa que eu comecei a sentir meu estomago revirar, enquanto as duas conversavam alguma coisa a minha volta, eu sentia minha boca salivar com um gosto ferroso, minha visão foi ficando turva, minha cabeça pesava. Elas estavam tão concentradas no plano que nem perceberam que eu estava passando mal até que eu vomitei, até o que eu não tinha comido, por sorte eu virei meu rosto pro lado desviando das duas, e por sorte novamente não estávamos dentro de casa.

- qué asco! – disse Saray levantando.

- por algum tempo eu esqueci que você ta grávida – disse Zulema, me pegando pelo braço e me ajudando a levantar – vem, é melhor você deitar um pouco.

- eu também esqueci – me apoiei no ombro da morena e fui apenas seguindo seus passos.

- eu vou jogar uma agua aqui pra ver se tira o fedor – disse Saray se apressando pra dentro da casa.

Não demorou muito para estarmos dentro do meu quarto, ela me ajudou a escovar os dentes, e logo começou a tirar minhas roupas.

- o que você ta fazendo? – perguntei ainda meio fraca.

- você precisa tomar um banho, vai te ajudar com os enjoos, lava a cabeça – ela disse como se suas intenções fossem lógicas.

- ah sim, claro...

- o que você pensou que eu....?

- nada não, é a tontura – eu ri sem graça, continuei tirando minhas roupas e fui tomar banho, ouvi a porta do banheiro bater se fechando, e logo percebi que ela tinha saído. Depois de terminar, me enxuguei, e sai do cubículo enrolada na toalha preta, que estava anteriormente pendurada na haste de metal pregada na parede, Zulema estava sentada na cama me esperando com um copo na mão.

- é gelo, se você mastigar vai ajudar com o enjoo e com a dor de cabeça, eu vivia mastigando gelo quando eu estava grávida – ela me disse.

Eu me sentei ao seu lado, sorri agradecida, peguei o copo da sua mão e coloquei um dos pequenos pedaços que ela tinha claramente quebrado os cubos com uma faca ou algo pontudo, olhei nos seus olhos.

- as vezes que esqueço que você tem mais experiência nesse negocio de maternidade que eu – digo sentindo o gelo rapidamente se transformar em água na minha língua.

- tenho experiência em gravidez, mas não em maternidade, não consegui ser mãe – ela me responde.

- me desculpa, eu não...

- ta tudo bem – ela me interrompe – você já sentiu mexer?

Abro um sorriso

- sim, na verdade ela mexe bastante.

- ela?

- sei lá, eu sinto que vai ser menina

- está de quantos meses? Você sabe? – ela agora olhava pra minha barriga, eu sentia que ela queria tocar o meu bebê.

- semana que vem eu completo quatro meses – digo colocando minha mão em cima da minha barriga ainda pequena

- é, já está começando a mostrar o volume – ela não tirou os olhos da minha barriga – você sabe que ela já te escuta né?

- sério? Como você sabe disso? – perguntei surpresa

- foi a primeira vez que eu senti minha filha mexer com a música que eu cantava pra ela, foi tão rápido, mas eu senti – ela diz se lembrando.

- ela tá em paz Zulema... – ela me olhou

- melhor você dormir, eu também vou – ela diz se levantando da cama, e saindo do meu quarto.

E mais uma vez ela se fecha. 


Notas Finais


Serviço de atendimento ao Leitor

TT: @urrutikoetxeah


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