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História O Olhar - Capítulo 2


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Notas do Autor


Voltei, na força do ódio meninas
espero que gostem :)
os comentários são seus amigos

Capítulo 2 - Parte 2


Fanfic / Fanfiction O Olhar - Capítulo 2 - Parte 2

[P.O.V Macarena]

Meu reflexo no espelho embaçado, movimento a mão na base fria pra conseguir me enxergar com mais clareza, suspiro, na intensão de liberar o nó na minha garganta, eu não fazia ideia porque eu tinha ficado. Eu não consigo me desvencilhar dela       porquê?    É como se eu fosse uma das viciadas de cruz do sul, eu sei que pode ser prejudicial, eu sei que eu posso me arrepender depois, mas eu continuo aqui, e eu sempre estou buscando mais, estou sempre dizendo que é a última dose, mas não é o suficiente.

[Narradora]

Os pensamentos da loira são interrompidos pelo barulho de talheres caindo no chão da cozinha, Zulema estava colocando a mesa. Poucos segundos após os barulhos de metal colidindo com o chão ecoarem pelos corredores da casa, os pés quase apressados de Macarena descem o lance de escada, parando seu corpo no corredor e observando a morena na cozinha.

- ta tudo bem? – perguntou se aproximando, mas não obteve resposta. Maca percebeu algo incomum naquela noite, Zulema usava o mesmo vestido que entrou no mar na primeira fuga delas, a loira sorriu sozinha com a lembrança, flagrada pelo olhar ágil da árabe.

- do que você ta rindo? – a morena apertou os olhos, tentando ler sua companheira. Sem sucesso.

Macarena balança a cabeça negativamente, arrasta uma das cadeiras encostada na mesa redonda e senta-se. Sobe os olhos pra mais alta indicando a cadeia à sua frente, para que ela faça o mesmo movimento. Obedece, após um suspiro de clara reprovação, rola os olhos e apoia um dos braços na mesa esperando que alguém quebrasse o silêncio ameaçador.

- nós duas quisemos, e quisemos muito! Não tem nenhuma criança aqui Zulema – disse a loira, seguido de uma desviada brusca de olhar da morena em direção a parede lateral, não queria estar ali, não queria falar sobre isso, mas alguma força fazia com que ela não deixasse o local.

- eu sei, aonde você quer chegar com isso? – finalmente fitou os olhos na companheira loira de novo.

Macarena puxa a cadeira entre suas pernas, diminuindo a distância entre as duas, falava seriamente, olhava a mulher mais velha nos olhos, era firme.

- você me puxou! Você lembra? – os olhares permaneceram no ponto de encontro.

FLASHBACK ON

[POV Macarena]

Eu não sabia mais o que estava acontecendo, eu estava nos braços de    Zulema? Puta que pariu    seus lábios quentes encostaram no meu pescoço, fechei os olhos imediatamente, queria só sentir a sensação que ela tinha intenção de me causar. Não só tinha, como conseguiu, um suspiro audível saiu dos meus lábios sem nem que eu percebesse, minha pele arrepiou inteira quando eu senti a saliva no meu pescoço e sua mão desesperada procurando a abertura mais próxima da minha roupa.

Sua mão fazia barreira entre minha cabeça e o armário de madeira, a outra livre estava em busca de mais partes de mim, e naquele momento eu estava disposta a tudo, é como se eu estivesse literalmente fora de mim, eu conseguia visualizar a cena do lado de fora da situação. Suas mãos encontraram o meu ponto de prazer, ainda meio sem entender o que fazer com aquela parte do meu corpo, mas os primeiros movimentos me fizeram afastar mais as pernas lhe dando mais liberdade para fazer o que tivesse vontade, dois dedos iniciaram movimentos rápidos, suspirei, não precisava de tanta força, coloquei uma das minhas mãos em seu braço, não precisavam palavras, ela entendeu, assentiu, diminui a velocidade iniciando movimentos circulares e lentos, quase como um carinho, ofeguei e soltei um gemido baixo, ela conhecia meu corpo mais do que eu mesma. Já tinha meus olhos abertos, observava através do reflexo do vidro do armário, ela morder o lábio inferior a cada vez que eu gemia involuntariamente, estava buscando a minha aprovação, não queria só o seu próprio alivio, acho que ali, ela queria ainda mais o meu do que o dela próprio.

- zulema... – foi quase um sussurro.

No próximo suspiro ela virou meu corpo, me sentei no apoio que eu senti atrás de mim, nesse ponto eu não reconhecia mais nem os móveis, ela se encaixou entre minhas pernas, segurando meu rosto pelo meu queixo, eu senti ali o poder que ela queria demonstrar, ela me queria submissa, e como eu disse antes, eu estava disposta. Foi como eu me comportei, como ela queria, quando Zulema percebeu que eu a obedeceria, veio em direção a minha boca com urgência, sua mão que segurava meu queixo agora dominava meu pescoço, a pressão dos seus dedos na minha pele era perigosa e instigante, no limite suficiente para eu querer mais daquilo      daquilo o que?    Eu só quero. Nossas línguas dançavam num sintonia perfeita, com uma urgência que eu nunca senti antes, segurei seu quadril e diminuí ainda mais a distância entre nossos corpos. Ela precisou de ar e nos separou, me observou por alguns segundos.

- o que nós estamos fazendo? – a última gota de sanidade que lhe restava, fez com que ela questionasse o ato.

Ela não pode pensar, se ela pensar, vai hesitar e eu não quero parar, puxei seu braço pro meio das minhas pernas de novo, e a partir dali ela voltou a tomar o comando. Nossas testas coladas, o som alto, as luzes dos pisca-piscas, a droga que começava a perder o efeito, mas nosso tesão não diminuía, não era só a substância, nós somos a substância uma da outra e isso ficou muito claro aquele dia.

Seus dedos velozes dentro de mim agora não incomodavam, já me conheciam e sabiam muito bem o que e como eu queria, apoiei minha cabeça em seu ombro, sentindo o movimento constante do seu braço, revirei os olhos e foi daquele jeito que eu cheguei ao ápice na primeira vez com ela. Apenas um segundo após ela perceber que eu tinha chegado lá, começou a sair de dentro de mim, não permiti, não ia deixar que o trabalho fosse todo dela.

Busquei seus lábios novamente, e dessa vez eu arrisquei. Aquela mulher era um trem desgovernado que desperta em todos que se aproximam, uma vontade insana de controlá-lo, mas o que eu queria mesmo era ir barranco abaixo junto com ela.

[POV Zulema]

Eu não estava me reconhecendo, me perguntei se sequer um dia eu sabia quem era. Não deu tempo para formular perguntas tão profundas, a mão de Macarena já estava adentrando a minha calcinha, mesmo com a calça apertada que eu estava usando, isso não a impediu de procurar por meu ponto de prazer. Suspirei, ela sabia exatamente o que estava fazendo, hesitei em permitir, mas eu quero      caralho, eu quero     ela estimulou o ponto principal, os movimentos circulares, eu só consegui fechar os olhos e liberar um suspiro audível dos meus pulmões, ergui minha cabeça como se procurasse algo na escuridão formada pelas minhas pálpebras, minha respiração estava pesada, senti seus dedos me invadirem, foi quando eu finalmente a fitei novamente, a loira não tinha mais a mesma energia no olhar do começo, eu posso jurar que se ela continuar me olhando desse jeito, vai queimar minha pele. Afastei meu tórax dela, tendo uma visão mais ampla do que estava fazendo, os movimentos aumentaram, a velocidade e a urgência, gemi novamente, entrelacei meus dedos atrás da sua nuca, e sem que eu sequer percebesse, comecei a cavalgar       sim, estou cavalgando nos dedos de Macarena.   Eu acho que eu só a aticei mais ainda, não foi a intenção, estou em busca do meu ápice, que estava cada vez mais próximo.

Senti um puxão nas minhas costas, e logo uma boca vindo de encontro ao meu corpo, mordiscando minha pouca pele exposta e logo buscando e encontrando meus mamilos por cima da roupa, repetiu o movimento mordiscando-os, e como reação arranhei a nuca a qual me segurava, ela continuou ali e logo eu atingi o que tanto buscava. Ela percebeu e esperou só a minha pulsação terminar para sair de dentro de mim.

Minha respiração ainda estava pesada, o coração acelerado, antes mesmo que eu pudesse racionalizar o que aconteceu ali, ela desceu da bancada de madeira.

- vem, vamos dançar! – disse com um sorriso no rosto, puxando minha mão. Terminamos a noite assim, me pergunto como serão os dias.

[FLASHBACK OFF]

[POV Zulema]

Acha que eu tinha alguma resposta pra essa filha da puta? Não! Mas eu ia falar o que viesse a cabeça, quando abro minha boca pra expelir a primeira ofensa que me viesse à mente, ouvimos as batidas apressadas na porta. Nos encaramos inseguras, as batidas não paravam.     Porra!   Peguei a arma escondida colada embaixo da mesa.

- ta falando sério? – perguntou a loira indignada por não saber que aquilo estava ali.

Sinalizei para ela se calar. Me dirigi até a porta, a loira me seguia com uma faca da cozinha na mão, quando visualizei a imagem no olho mágico, já sabia o que estava por vir, destranquei a porta. Saray entrou como um furacão.

- você ta querendo se matar filha da puta? – fechou a porta atrás de si.

- você não tinha que estar aqui! – retruquei.

- nem você! E olha onde nós estamos de novo! VAI EMBORA ENQUANTO ELE NÃO SABE QUE VOCE TA AQUI – disse incisiva

- eu vou matá-lo – disse decidida, sem aumentar a voz – você devia estar agradecendo.

- nosso pai é um monstro, nós não o conhecemos, mas o pouco que eu sei... – saray foi interrompida pela loira que estava só existindo e absorvendo informação naquele cenário.

- “nosso”? – perguntou Macarena confusa.

- Saray é minha irmã paterna – expliquei sucinta. 


Notas Finais


SAL (Serviço de Atendimento ao Leitor)
Twitter: @urrutikoetxeah


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