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História O Olhar - Capítulo 5


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Notas do Autor


vocês já sabem o que fazer né mores?
prox capítulo só se pegar 5 comentários <3

Capítulo 5 - Parte 5


Fanfic / Fanfiction O Olhar - Capítulo 5 - Parte 5

[POV Zulema]

Quantas vezes eu já não visualizei essa cena acontecendo? Eu finalmente sentindo o ultimo nó que me prendia, desatar-se, me livrar do meu pai, fazê-lo sofrer na mesma intensidade que eu sofri sob sua tutela. Mas quando isso acontecer eu vou fazer questão que ele me veja, que ele saiba que fui eu, a criança que ele tanto humilhou, e que eu fiz questão de trazer comigo seu nome. Não deixei de ser uma Zahir, como ele disse quando eu me escolhi e fugi.

Eu tinha adquirido o costume de dado momento da tarde, sentar na minha espreguiçadeira em cima do trailer, acender um cigarro e assistir o que tiver que estivesse acontecendo no céu, ás nuvens, o pôr do sol, ou o amanhecer. Para manter a “tradição”, me sentei em uma das poltronas externas da casa e levei o cigarro até os lábios, em seguida acendendo-o. Não demorou muito, no máximo duas tragadas para eu não estar mais sozinha. Saray se aproxima e se senta na poltrona que estava posicionada à minha esquerda, olho pra ela e solto a fumaça pra cima sem dizer nada.

- você tem certeza? Não vai ser nada fácil tirar o Samir, ele vive a maior parte do tempo cercado de gente, cheio de guardas, ou então cercado pela família – constata a cigana, apoiando o ombro na cadeira, observando a lateral do meu corpo, enquanto eu continuava observando o sol de quase meio dia.

- a maior parte do tempo, não é o tempo todo – olho para ela com um sorriso nos olhos, dou mais uma tragada.

- então como vamos fazer?

- não vamos! – disse soltando a fumaça mais uma vez, volto meu olhar para o horizonte de novo – eu vou.

- espera, como é que é? – soava irritada.

- calma cigana – olho para ela – eu não estou tentando me matar, contratei uma pessoa para seguir todos eles por um tempo, tenho todas as informações que preciso. – respiro fundo – o Samir vai sozinho aos templos de oração, toda quarta feira. – explico sucinta.

- Zule, quarta feira é hoje – Saray estava claramente preocupada comigo, eu sorri afirmando com a cabeça.

- e hoje começa a festa – não consegui segurar o riso.

- se eu não soubesse quem é você, ia achar que está louca – a morena ao meu lado passa a mão nos cabelos e olha pro mesmo lugar que eu olhava – então tudo começa hoje – acredito que ela estava entender, que tudo aquilo estava se tornando uma realidade concreta - vai trazer ele pra cá?

- não, claro que não – falo contrariada – não sou iniciante, nem você e nem a rubia – e como o diabo quando é invocado, ela aparece atravessando a porta da casa e se aproximando.

- estão falando de mim? – senta-se na poltrona ao meu lado direito.

- Zulema está me contando que vai fazer o sequestro sozinha – Saray me entrega

- não consegue ficar calada? – pergunto contrariada.

- não ia me contar isso? – a loira pergunta, também contrariada, mas por razões diferentes da minha.

- ia, mas não desse jeito – digo, negando com a cabeça e dando a última tragada no cigarro.

- você vai ter que parar de fumar perto de mim – pontua a loira.

- joder – jogo a bituca no chão, entre os grãos de areia e piso na intenção de apagá-lo.

[POV Macarena]

Vejo o olhar de Saray quando percebe que Zulema acata o meu pedido com facilidade, para mim já não era tão novidade, tínhamos nos acostumado a respeitar nossos limites e fazer com que a nossa convivência fosse o menos prejudicial possível, e eu duvido que Zulema faria algo para prejudicar o meu bebê.

- é o seguinte, há alguns quilômetros daqui, tem um buncker abandonado, é subterrâneo, podemos chegar lá andando, é lá que vamos hospedar o Samir – não pude conter o riso enquanto ela me explica – vamos alternar turnos, as únicas que vão poder fazer turnos sozinhas somos eu e Saray. – ela encerra e eu encaro contrariada e levemente ofendida, enquanto vejo Saray afirmar com a cabeça concordando com a irmã.

- você só pode estar brincando - a árabe me olha, um olhar que quase atravessa a minha alma - não confia em mim?

- você está grávida. – ela não precisou dizer mais nada para que eu entendesse que ela estava me protegendo.

- um dia isso já não foi importante pra você – retruquei.

- um dia você já não foi importante – tenho certeza que a intenção não foi fazer com que eu me sentisse importante, tanto que pude perceber que ela se arrependeu no momento que disse.

No mesmo momento em que a discussão começou a se acalorar, Saray se retira discretamente, Zulema me encarava tanto, que mal percebeu a ausência da sua irmã. Ela se levantou da cadeira, visivelmente irritada, consigo mesmo, com certeza.

- porque é tão difícil pra você, simplesmente dizer a verdade? – fui atrás, insistindo, senti minhas mãos geladas ao me colocar na frente dela.

- que verdade, puta rubia? – eu sei que quando ela está vulnerável, tenta me ofender para me afastar, eu sempre recuava, mas hoje não.

- a verdade, joder – aumentei o tom de voz e dei um passo á frente, diminuindo a distância entre nós, já estávamos numa distância perigosa uma da outra.     Culpa minha

Ela nega com a cabeça e ri desviando o olhar de mim, tentando me fazer sentir como se eu estivesse errada, uma pena que eu já a conheço perfeitamente, até mais do que ela mesma.

- você está louca sabia? – voltou a me encarar, porém a distância era ainda menor, de novo por minha culpa.

- ah é? – provoquei

- é! – disse incisiva, mas eu a senti estremecer.

Agora ou nunca, Macarena

Eu não podia esperar mais, meu corpo não podia esperar mais, poderia estar arriscando a minha vida, mas eu tinha que testar, finalizei os poucos centímetros que existiam entre nossas bocas, senti seus lábios macios novamente. Nem eu acreditei no que fiz. Mas fui surpreendida, ela me correspondeu, senti sua respiração pesada, logo abriu a boca me dando espaço para intensificar o beijo, e foi o que eu fiz, inclinei minha cabeça para a lateral, ela fez o mesmo para o lado oposto, me presenteando com aquele encaixe perfeito, segurei sua nuca e apertei os fios lisos que eu senti se entrelaçarem nos meus dedos, ao mesmo tempo as duas mãos fortes e ágeis já tinham me pressionado contra seu corpo, mordi seu lábio inferior, ela arfou, continuei o ritmo do beijo que se tornava cada vez mais urgente, os dedos apertavam minha cintura como se me necessitasse, mas como sempre, a gota de sanidade a fez me empurrar repentinamente.

Ambas ofegantes, agora há dois passos de distância,    culpa dela,   os olhos verdes da árabe estavam assustados.

- que porra você ta fazendo, Macarena? – ela disparou, não soava ameaçadora.  

- te dando a resposta para pergunta que você fez pra Saray – ela sabe do que eu estava falando, não podia esperar sua resposta, precisava organizar a minha cabeça, se ela estava confusa, imagine eu, passei as mãos nos cabelos e apressei meus passos pra dentro da casa novamente.

- eu preciso de um banho – falei sozinha já subindo as escadas.

[POV Zulema]

- puta merda, fodeu. 



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