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História O Olhar - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Parte 7


Fanfic / Fanfiction O Olhar - Capítulo 7 - Parte 7

[POV Zulema]

Tinha visto meu irmão entrar no templo, estava há horas esperando ele sair para finalmente começar a pôr em prática tudo o que planejei. Kalil estava comigo, e sinceramente a presença dele ainda me causava náusea. Enquanto esperávamos, não tinha dado uma palavra, mas ele insistia em me observar o tempo inteiro, até que rompeu o silêncio.

- como está a nossa filha? – olho pra ele franzindo o cenho

- morta – digo gélida.

- como é que é? – ele pergunta, como se um dia tivesse se preocupado.

- que porra de diferença isso faz pra você? Quando você a viu? Você sequer sabia o nome dela? – ele ficou calado.

- ela é... era a minha descendência – ele diz, me fazendo rir de ódio.

- você não tem direito de sequer pensar nela! – todo o ódio que eu tinha ia se externar, mas eu não podia perder a concentração – tenho certeza que você arranja outra para estuprar e proliferar seu DNA nojento, e eu espero que se você ousar fazer isso com outra mulher, que ela te torture e te mate. – nunca fui tão sincera.

O vejo se mexer em minha direção para se justificar ou dizer qualquer outra coisa sem sentido, quando sinalizo com a mão para que permaneça em silêncio, vejo não muito longe meu irmão saindo do templo, estava de fato sozinho, ia ser mais fácil do que eu estava imaginando, fácil até demais, meu coração palpita de medo.

- pronto? – pergunto, ele afirma com a cabeça – vamos.

[POV Macarena]

Estava no meu quarto, sentada na minha cama, de frente pra janela, esperando ouvir o barulho da maldita moto que tinha levado Zulema até o local específico. Olho no relógio na cabeceira da minha cama.

- caralho, 3:30AM – estava impaciente, os piores cenários passavam pela minha cabeça, me levanto e começo a dar voltar intermináveis pelo quarto, quando ouço o barulho do motor, olho através da janela e vejo a morena retirar o capacete, senti o alivio no peito, desço as escadas, e fico esperando-a.

- puta que pariu! – diz ela se assustando com a minha presença assim que abre a porta – o que você ta fazendo acordada? – diz ela tirando a jaqueta preta e jogando-a no chão de qualquer jeito.

- cadê o seu irmão? – ignorei sua pergunta, enquanto a vejo encostar na parede para retirar as botas.

- O Samir já está no buncker, com a quantidade de droga, ele só deve acordar à tarde – fala passando por mim, seguro seu braço, ela me olha.

- quê? – pergunta ela enquanto me olha nos olhos, claramente sem paciência para iniciar uma discussão.

- você está escondendo alguma coisa da gente, não está? – eu sentia isso desde o começo.

- do que está falando? – ela aperta os olhos, tentando me decifrar.

- do plano Zulema – ela nega com a cabeça.

- vocês sabem de cada detalhe, não vai mudar, não gosto de improvisos – confiei e soltei seu braço, antes que ela se virasse para subir as escadas, fiquei na ponta dos pés e lhe dei um selinho, percebi que ela nem fechou os olhos, ela não esperava.

- não vou desistir de termos essa conversa – deixei claro.

- você precisa parar de me beijar – ri de suas palavras, e logo ela subiu sumindo do meu campo de visão.

Esperei um tempo para fazer o mesmo, subi as escadas, fui pro meu quarto, finalmente me deitei na cama e consegui descansar meu corpo e minha mente. Eu sabia que os dias que viriam a seguir não iam ser nada fáceis, tinha muita coisa em jogo, mas faríamos de tudo para ir até o final, até porque não tínhamos mais saída.

Acordei com Saray batendo na minha porta.

- bora bela adormecida, a gente tem coisa para fazer – gritou do lado de fora da porta.

- puta cigana – eu disse resmungando, me mexi na cama, sentindo os lençóis, olho pro relógio na minha cômoda, 10:35AM, suspiro e me levanto a contra gosto.

Depois de tomar um banho gelado, para aguentar o calor desgraçado que estava fazendo, coloquei um short e a blusa mais leve que pude encontrar, desci as escadas chegando no corredor, olhei a direita, e Zulema e Saray estavam na sala de estar, sentadas no sofá encarando o celular na mesa de centro. Vou me aproximando, quando as duas me olham ao mesmo tempo.

- porra que demora – diz Zulema – vem, você vai fazer o primeiro contado com Rafiq.

- Rafiq? – não reconheci o nome, estava meio lenta, afinal tinha acabado de acordar.

- nosso pai, Zule não o chama de pai, por motivos óbvios, nem eu – explica a cigana que há alguns minutos estava gritando na porta do meu quarto.

- o número já está aí? – pego o celular descartável.

- é o único número no chip, é só discar – disse Zulema, enquanto balançava a perna pela ansiedade, me sento na mesa de centro, coloco a mão em seu joelho fazendo com que ela pare o movimento imediatamente – vai dar tudo certo.- tentei acalma-la.

Saray encara a cena, com um olhar típico, mas não diz nada, apenas espera que eu faça a minha parte do plano, respiro fundo e disco o único numero na agenda do celular, não demora muito para que a chamada seja atendida, ouço a voz grossa de um homem do outro lado da linha, as duas mulheres na minha frente, confirmam que é a voz de quem estamos procurando, dou seguimento ao planejado.

- Senhor Zahir? – digo calma e fria, ele fala algo em árabe – seria ótimo uma conversa na sua língua, mas eu não sou culta o suficiente para isso, peço para que o senhor use todo o seu vasto conhecimento para se comunicar comigo na minha língua.

- e porque eu daria atenção a uma mulher estrangeira? – a prepotência me embrulha o estômago, ou é o meu bebê que pede pelo café da manhã – não estou em um bom momento para negociar e nem estou a procura de uma nova esposa.

Não consigo controlar a risada.

- esposa? Não é o caso, mas podemos chamar isso de negócio – digo – eu sei bem o que está procurando, e não vai achar, a não ser que seja bonzinho comigo, Rafiq – chama-lo pelo primeiro nome foi um golpe baixo, que eu estava ansiosa para dar.

- quem você pensa que é? – ele diz indignado.

- a pergunta não é quem eu sou, mas sim, o que eu posso fazer com o seu amado Samir – digo, recebendo de volta um silencio que me fez sorrir – se não desligou é porque tem interesse no que eu posso oferecer, não é? Temos certeza que faremos um ótimo negócio.

- o que você quer? É dinheiro? Me diga a quantia – ele estava ansioso para recuperar o seu bem mais precioso, seu único filho homem.

- não é bem assim, esse primeiro contato é um aviso, se tentar contactar a polícia ou qualquer outra pessoa para essa negociação, eu não vou hesitar em mata-lo – continuei – você me perguntou quem sou eu, bom, eu sou o destino, vim cobrar toda a merda que você causou na vida dos outros – olhei para a morena na minha frente – você não vai sair ileso, fique atento ao seu telefone. – desligo.

- puta que pariu! – diz Saray eufórica – ele deve estar enlouquecendo agora

Zulema continuava com os olhos em mim, logo abre um sorriso e vira seu rosto para Saray, também se levantando do sofá.

- alguém precisa ir no buncker para ficar de olho no Samir, ele pode ser jovem, mas não é um imbecil – pontua a árabe.

- eu vou! – digo

- não, pode deixar, eu vou, já estou pronta, já deixei tudo arrumado – Saray pega a mochila que estava na lateral do sofá, por isso eu não tinha enxergado o objeto.

- pra quê isso? – pergunta Zulema.

- comida, revistas, coisas para passar o tempo – ela responde colocando a mochila nas costas – se comportem hein – diz dirigindo-se para a saída e fechando a porta atrás de si.

Eu e Zulema nos olhamos e o silêncio mortal tomou conta do ambiente, ela dá um passo em minha direção, eu congelo, mas tento tomar coragem.

- vai fugir de mim? – ela aperta os olhos verdes, encarando-me

- não tenho a intenção – sinto seus olhos percorrerem meu corpo inteiro, dá mais um passo em minha direção. – está com medo?

- não! Você está? – agora temos apenas centímetros de distancia, a bendita distancia perigosa.

- apavorada. -  responde.


Notas Finais


Twitter: @urrutikoetxeah


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