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História O Olhar - Capítulo 8


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Notas do Autor


sim, demorei mil anos! foi mal
prometo que vou tentar manter a rotina e pelo menos postar 1 capítulo a cada 2 dias
obrigada pelos comentários mores, me incentivaram muito<3

Capítulo 8 - Parte 8


Fanfic / Fanfiction O Olhar - Capítulo 8 - Parte 8

 

[POV Zulema]

Mais uma vez estamos aqui, nós duas, nos tornando uma só, o beijo urgente e quente que me tomava por inteira. Nunca me senti tão desejada na vida toda. Eu já podia sentir a umidade entre as minhas pernas. Apertei com as duas mãos a cintura da loira, que agora mordia meu lábio inferior, a senti ofegar, por um milésimo de segundo, que pareceram horas, separamos nossas bocas nos encarando, era o momento da confirmação, precisávamos da certeza. Engoli seco buscando a coragem que eu tinha guardada em algum lugar dentro da minha alma, enfiei minha mão em seus cabelos e a puxei para o beijo novamente, ela uniu nossos corpos e começou a andar de costas em direção a             cozinha? 

De alguma maneira eu sabia o que ela queria, quando percebi já estava sentada na mesa de jantar, afastei minhas pernas e automaticamente Macarena se encaixou entre elas fechando o espaço, estiquei meus braços pelo seu corpo sentindo o pano leve da blusa que cobria seu corpo, retirei o mais rápido que consegui, expondo seus seios, automaticamente umedeci os lábios, encarando-os, ela sorriu, enfiou os dedos delicados nos meus cabelos e apertou de leve, me encorajando.

- pode fazer... não precisa ter timidez comigo – ela me disse, o tom de voz baixo e confiante.

Estiquei meu rosto ao seu pescoço sentindo o cheiro do shampoo adocicado, desci os beijos com os lábios umedecidos pelo seu colo, logo alcançando o volume do seu seio, comecei a utilizar a língua sentindo pela primeira vez o gosto da sua pele. Ela arfou, posso jurar que a ouvi gemer, mas não vou me gabar. Provoquei o quanto consegui, até envolver seu mamilo já duro entre meus lábios e sentindo seu volume delicado na minha língua, suguei matando minha vontade. Agora sim ela gemeu, e apertou meus cabelos novamente, pressionei com meus dentes e ela arranhou minha nuca como resposta.

Ela não conseguiu esperar que eu saciasse a minha vontade ali, precisava também, logo tiro minha blusa e eu a ajudei tirando meu sutiã logo em seguida, a urgência que tínhamos uma pela outra era surreal. Ela nem sequer levou o mesmo tempo que eu, sugou meus seios e eu inclinei meu corpo, sentindo-a não desgrudar a boca de mim, apoiei minhas mãos na madeira da mesa, dando todo o acesso que ela precisasse ao meu corpo. Enquanto ela agia nos meus seios, senti a necessidade de retirar o seu short, ela permitiu a ação, porém suas mãos ágeis invadiram a minha calça e seus dedos adentraram a minha calcinha encontrando o meu centro já úmido, tenho certeza que ela tinha a intenção de dominar toda a ação e até certo ponto eu estava sendo conivente com essa ideia, mas não sei até quando vou aguentar.

[POV Macarena]

Eu conheço a Zulema com ninguém, E eu sei que o meu protagonismo não vai durar muito, mas eu vou aproveita-lo enquanto tenho.  Eu já sentia que ela queria virar o jogo então eu precisava agir o quanto antes, além disso, eu estava esperando tanto tempo por isso que o desejo falava mais alto, e eu precisava senti-la ali, disponível para mim como nunca antes esteve. Lentamente enfiei dois dedos no seu centro já úmido, sentindo uma eletricidade entre as minhas pernas, ela gemeu uma vez, baixo, eu sei que ela estava se controlando, mas não tem problema, eu podia sentir o quanto de prazer eu estava lhe dando.

Iniciei uma movimentação com meus dedos e usava-os como um gancho dentro dela, tentando encontrar seu ponto de prazer, Zulema fechou os olhos e inclinou a cabeça para o lado, apoiando-se no seu próprio ombro e me encarando, enquanto ergueu uma de suas pernas apoiando o pé na beira da mesa. A maneira como ela me encarava eu sabia que agora era sua vez de me comandar, e eu aceitei de bom grado, a maneira como ela me olhava fez minha pele arrepiar e ter certeza que eu queria aquilo.

Me abaixei, arrancando de vez o resto de sua roupa, tendo a visão incrível do seu corpo totalmente nu e disponível pra mim, logo minha boca ocupou em lhe dar todo o prazer que eu estava planejando, sentia seu clitóris na ponta da minha língua, sua mão apertava meus cabelos pedindo mais, e eu dei, voltei a utilizar meus dedos, mas agora com mais velocidade e mais força, senti a respiração da morena ficar mais pesada e logo se contrair em volta dos meus dedos que não pararam de se movimentar.

- Maca... – sua voz rouca finalmente tomou o ambiente, eu estava ansiando por isso.

Fiquei em pé novamente, voltando a me encaixar no meio das suas pernas, seguindo os movimentos da minha mão, agora nossos rostos estavam colados, eu olhava em seus olhos e ela nos meus, o único momento em que os fechou foi quando atingiu o pico, entreabrindo os lábios e soltando um suspiro pesado, nossas testas coladas, eu podia sentir seu hálito, segui dentro dela mesmo parada, queria aproveitar até a ultima gota daquele momento.

Eu tinha quase certeza que agora seria o momento em que ela voltaria a consciência e começaria um discurso onde dizia que tudo isso foi um erro, mas para minha surpresa, Zulema desceu da mesa e num movimento rápido, eu estava no lugar que ela estava primeiramente, sem muito cuidado, o que já era esperado, ela me deitou na superfície dura, senti meus cabelos espalharem, eu ri leve, meus braços foram como uma onda e se espalharam também, só foram necessários alguns segundos para que eu sentisse a ação dos seus lábios na parte interna da minha coxa, engoli a saliva com um pouco de dificuldade, respirei fundo fechando os olhos, e a única coisa que minha vinha a mente é, como deve ser a visão, ia erguer meu rosto mas ao sentir a língua de Zulema me atingindo no ponto certo, fez minha cabeça se tombar pra trás e eu gemi novamente, respirei fundo e me apoiei com os cotovelos e dei de cara com a melhor visão que já tive, ela me olhava o tempo inteiro, enquanto sentia meu gosto, os movimentos da sua língua, sua mão que se esticava pelo meu corpo sentindo minha pele quente, meu corpo se contraia, era mais forte do que eu, o estímulo estava me fazendo sentir como se uma explosão estivesse a caminho dentro de mim, e logo cheguei ao orgasmo. Minha respiração rápida, minha boca seca, ela também ofegava.

Logo estávamos ali, uma de frente pra outra, completamente nuas, tentando absorver o que tinha acabado de acontecer, e que dessa vez não podíamos colocar a culpa em nenhum entorpecente, apenas nas nossas próprias vontades e desejos.

- não vai dizer nada? – perguntei quebrando o silencio da pior maneira que alguém faria

- e você? Não tem nada pra dizer? – disse zulema dando os primeiros passos em direção as suas roupas no chão.

- tenho sim...- eu ia começar a falar, quando ouço a porta da casa se abrir, corro instintivamente para trás de zulema escondendo meu corpo, e a mesma põe os panos na frente do seu próprio corpo, tampando apenas o essencial para mantermos nossa dignidade. Era Saray.

- joder chicas! – diz cobrindo seu rosto quando viu o que estava acontecendo ali. – tenham compostura

- você tinha que estar vigiando o buncker! – diz zulema aproveitando para se vestir o mais rápido possível, eu faço o mesmo.

- eu só vim buscar o almoço dele – ela esperou alguns segundos – posso olhar agora?

- pode – eu respondo terminando de colocar a blusa, enquanto zulema abre a geladeira.

- eu vou lá, é minha vez de ficar com ele – pega as chaves da casa e sai de qualquer jeito.

Ficamos naquela cozinha, eu e Saray, o clima mais estranho do mundo, o ar pesava sobre meus pulmões.

- e ai? – ela disse, e eu continuei encarando-a

- quê?

- você sabe que não vai ser nada fácil né? – constatou, e eu afirmei com a cabeça.

- e quando foi fácil? – rimos timidamente.

[POV Zulema]

Minha cabeça nunca estava tão confusa em toda a minha vida, meus passos eram rápidos e largos, parecia que eu queria fugir de alguma coisa, mas essa coisa estava dentro de mim, me perseguindo.

Adentrei no buncker empurrando as portas de ferro e logo trancando-as atrás de mim, andei mais um pouco e cheguei na sala em que meu irmão estava amarrado e ainda com o capuz em sua cabeça. Revirei os olhos.

- ai tadinho, ela não te deixou confortável não? – retirei o capuz.

O homem estava claramente desesperado, pedia em árabe por socorro.

- não seja burro, eu falo a mesma língua que você – disse no seu idioma de origem e revirei os olhos.

- quem é você? – ele me perguntou ofegante de medo, eu continuei calada.

- você era muito novo quando eu fugi de casa, mas não é possível que você já esqueceu da sua irmãzinha mais velha – sorri encarando-o

- zulema – há anos eu não ouvia meu nome com a pronúncia tão perfeita e no sotaque de origem. – você deveria estar morta.

Aproximei-me dele, coloquei uma faca com a ponta encostada na área da jugular.

- se você não se comportar, logo logo é você que vai estar nos braços de Alá.

- não, você não entendeu! – me afastei alguns centímetros para olha-lo. – nosso pai fez o seu enterro! Zulema, todos acham que você está morta!.

- como é que é?


Notas Finais


Serviço de Atendimento ao Leitor
twitter: @urrutikoetxeah


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