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História O ômega que não valia nada - Kagehina - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoal
Eu já vou começar me desculpando pela demora, mas muita coisa aconteceu nessas últimas semanas
Eu tive médico, dentista e tive que resolver uns probleminhas do trabalho então fiquei extremamente ocupada.
Eu também estou passando por problemas que assim que resolvido, me dará muito tempo de sobra para escrever e volto mais rapidamente com atualizações.

Espero que gostem
Beijos de luz

Capítulo 4 - Calmaria


O alfa acompanhou o ômega até em casa, mas todas as vezes que fazia menção de ir embora, Hinata segurava sua blusa o impedindo de ir, em um pedido silenciosamente triste de que o moreno continuasse sendo sua companhia.

Kageyama desistiu e o acompanhou para dentro de casa, a mesma era grande no estilo japonês tradicional. Muito charmosa na opinião do moreno. Mas a casa estava silenciosa, será que o ômega vivia ali sozinho. Onde será que estava a família do ômega se questionava Kageyama. Ele reparou em portas retratas com quatro pessoas, três ruivos idênticos, deveria ser a mãe e irmã do menino ao seu lado. Uma família adorável.

Hinata subiu as escadas para a quarta e, cada vez mais, o alfa se questionava se realmente deveria acompanhar o mesmo. Dali em diante era um lugar íntimo do ômega, e não sabia se ele estava apto a essa intimidade no momento. Mas ainda sim seguiu ao ser encarado pelo ruivo com aqueles olhinhos tristes e sem o típico brilho que tinha chamado a atenção do moreno desde o primeiro momento que o viu.

Quando entrou no quarto do outro, viu pela primeira vez o famoso ninho de ômega, uma bagunça organizada de mantas e travesseiros empilhados sobre o colchão espaçoso. O ômega apenas tirou casaco e jogou a mochila no quanto do quarto e se jogou na cama. Se encolhendo como uma bolinha e sumiu dentro do montueiro de pano, deixou a vista somente os fios ruivos.

Kageyama começou a andar de um lado ao outro sem saber o que fazer, não podia deixar o ômega sozinho assim, mas também não queria invadir a privacidade do mesmo. E tacando o raciocínio para fora, sentou ao lado do ômega e levou a mão até os fios e de forma gentil começou um carinho que fez o corpo tenso aos poucos se relaxar.

- Quando quiser conversar, eu vou estar aqui... – comentou de formar suave esperando o mesmo se sentir mais à vontade com sua presença ali.

Aos poucos Hinata respirava mais calmo, ao contrário de Kageyama que ficava desesperado. O ruivo inconscientemente começou a soltar feromônios. Era a segunda vez que Kageyama sentia o cheiro tão próximo de si, não conseguia distinguir qual era, mas não se sentia enjoado pelo cheiro doce que lhe tomava todo o ar.

Kageyama havia deixado o perfume natural de Hinata tomar-lhe todos os sentidos, o outro transmitia um sentimento de tranquilidade gigantesca, trazendo junto de si o alfa para essa atmosfera de paz. O alfa então deixou-se relaxar também, trazendo seus feromônios de encontro com o outro e pode ver como os cheiros se misturavam tão bem. E sem perceber o casal adormeceu um ao lado do outro.

Não se sabe quanto tempo já tinha passado, mas o pequeno ômega tinha acordado, e de frente aos seus olhos encontrou o par de olhos fechados do alfa que tranquilamente ressonava ao seu lado em uma posição desconfortável. Mas Hinata sentiu as bochechas vermelhas ao encarar o outro, reparando em cada detalhe que sua visão alcançava, notando os cílios compridos, os lábios rosado com um fofo bico, o rosto sereno. Tao diferente do habitual Kageyama que sempre brigava consigo pensou.

Seus dedos formigaram para tocar a pele branquinha a sua frente, ele até iria fazer, mas Kageyama se remexeu ao seu lado e aos poucos abriu os olhos e lhe encarou com uma cara de dúvida. O alfa se sentou na beirada da cama onde estava sentando antes de apagar e ficou olhando em volta com a cara sem expressão nenhuma. Ele se questionava se ainda estava vivo, sua alma não parecia chegar ao corpo.

Hinata deixou uma risada escapar ao ver o outro, ele parecia tão fofinho ao acordar.

- Boa tarde...? – questionou o risonho Hinata.

- Quantas horas se passaram? – perguntou Kageyama desesperado. – Eu preciso ir para casas.

- Calma. – pediu o ruivo ao se sentar. – Passou algumas horas eu acho, ainda está de tarde. Temos tempo o suficiente.

Kageyama pareceu relaxar um pouco, mas ainda estava aéreo.

- Você está bem? – perguntou o alfa.

- Estou mais tranquilo agora, obrigada por me ajudar. – O ômega se levantou. – Vamos descer vou fazer alguma coisa para a gente.

Kageyama o seguiu em silencio, e olhou pela janela que o céu estava começando a escurecer para o período da tarde, eles haviam dormido pouco tempo, mas ele parecia muito relaxado como se fossem dias de descanso.

- Você mora sozinho? – Kageyama questionou a pergunta que estava lhe prendendo a garganta.

- Ah... não. – comentou o ruivo. – Eu moro com a minha mãe.

- Seus pais são separados? - O alfa perguntou baixinho. Ele estava invadindo demais a privacidade do ômega. – Desculpe, eu estou me intrometendo demais.

- Não, eu perdi meu pai há alguns anos em um acidente, e minha irmã está internada em um hospital desde então.

Kageyama se sentiu péssimo, tinha tocado em um assunto delicado e não sabia se o outro estava confortável com aquilo.

- Me desculpe, não sabia que era um assunto tão delicado. – O alfa abaixou a cabeça.

Hinata sorriu, e se aproximou tocando os fios macios do alfa.

- Está tudo bem. – Afagou os fios com carinho. – Já faz tempo, minha irmã está fora de perigo, ela só é muito preguiçosa para levantar. É bom que ela demore um pouco mais, sabe, ela foi a minha inspiração para cursar medicina na área de pediatria. Natsu sempre se enfiava em confusões e se machuca, sempre estávamos no medico por causa dela, e sempre era bem cuidada. Ela sempre dizia que os médicos eram incríveis e eu também queria ser alguém incrível para ela. Então eu disse que quando eu crescesse me tornaria um grande médico e iria cuidar bem dela também.

- Você é incrível sabia. – Kageyama o elogiou sem palavras para dizer alguma coisa além daquilo.

- Obrigado, mas eu já sabia disso. – Hinata com calma puxou sua mão e o alfa lhe encarou. – Isso faz uns três anos, eu estou bem com isso. Ainda tenho esperanças de que ela vai acordar.

- E a sua mãe? – Kageyama queria enfiar a cara em algum buraco e não sair nunca mais, quando ele levantou o olhar viu o ômega com um sorriso fofo nos lábios e aquilo fez seu coração bater mais forte e sua cara queimar.

- Mamãe está no hospital. – Hinata se afastou e pegou algumas coisas para fazer sanduiches para o alfa. – Mamãe sempre fica lá quando o fim de semana chega. Ai depois volta para casa.

- Ah... – Kageyama estava sem falas. – Deve ser difícil para vocês.

- Já foi muito difícil. – Terminou o que estava fazendo e serviu a mesa. – Mas conseguimos ser fortes. E usamos toda essa situação para seguir em frente.

O ômega se sentou na mesa e silenciosamente convidou Kageyama para se juntar a ele. O alfa ainda sem reação se sentou em silencio e começou a comer.

- como você conheceu o Miya? – perguntou o alfa para acabar com aquele silencio constrangedor que eles se encontravam.

- Ah, a família do Akaashi-san, é de elite e ainda segue padrões inconvenientes. Teve uma festa uma vez para anunciar o noivado entre os Suna e os Miya. – Começou o ômega. – Aí como ele odeio essas festas, mas era obrigado a ir, sempre chamava eu e Kenma junto.

- Mas o que Akaashi tem com os Suna e os Miya para estar nessa festa? – questionou curiosos.

- O pai de Akaashi, tem o sobrenome Suna, como ômega Keiji-san não pode herdar esse sobrenome. O pai de Akaashi é cheio de pé conceitos sobres ômegas. Para ele só receberia o sobrenome Suna o alfa que saísse de sua esposa. O que é o caso de Rintarou.

- Quem? – questionou o alfa ainda sem entender aquelas informações sem pé nem cabeça.

- Suna Rintarou é o irmão mais velho e alfa de Akaashi. Suna foi prometido ao Osamu Miya, irmão ômega do Atsumu Miya. As empresas deles tem parceria. Os Miya são responsáveis pela construção civil e os Suna são pela arquitetura e designer, assim eles uniram as empresas e seus filhos para manter tudo junto sobre o legado de ambas as famílias. – Riu sem graça após despejar tantas coisas sobre as famílias. – Voltando. Nessa festa de anunciação. Eu fui com Akaashi e Kenma. O pai dele só permite que ômegas seja amigos de Akaashi, então sempre íamos para apoio a ele. E nesse dia eu fui aproveitar um pouco o jardim da casa por que estava exausto de toda aquela falsidade e sobrecarregamento que via. Ai Miya-san estava nesse jardim, só que meu cio estava próximo e o cheiro estava um pouco forte, Miya acabou o sentindo e ficou encantando, não só com o perfume, mas com minha aparência segundo ele. Desde esse dia, Atsumu ficou obcecado por mim, ele nunca passou dos limites extremos, porque eu já estou de saco cheio dele há tempos, mas Suna e Osamu sempre me salvava do alfa. Mas como ele foi persistente e sempre estava tentando alguma coisa, os outros que eram fascinados pelo alfa, começaram com os boatos, pensado quem assim ele se afastaria de mim, mas ele não parou e eu me ferrei por completo.

O ômega desabafou com a quinta pessoa na sua vida sobre aquela história. Os únicos que a conheciam era o seu grupinho de amigos, e se sentia mais leve por ter alguém de fora ouvindo a suas lamurias.

- Uol. Isso daria um belo drama. – comentou o alfa. – Mas sabe, agora eu estou aqui e tudo vai dá certo.

- Obrigado. – Hinata tinha um pequeno sorriso no rosto. – mesmo que eu também vou te ajudar, o fardo que você vai carregar será imenso.

- Tudo bem. – O alfa disse vitorioso. – Eu posso ser um bom namorado e salvar meu ômega de algumas encrencas.

Hinata sentiu um arrepio subir a espinha ao ouvi-lo dizer que ele lhe pertencia. Mesmo que fosse tudo uma mentira, ele podia tentar tirar proveito daquele momento não é mesmo?

- Sabe. – Disso ao se levantar e colocar as louças sujas na pia. – Agora que tenho um namorado, eu não vou ser mais a vela do grupo.

- Oh! – abriu a boca surpresa. – Akaashi e Bokuto namoram?

- Não. – disse o ruivo tristonho. – Eles se gostam bastante, mas o pai de Akaashi não aceitaria ele de forma nenhuma. O pai o pressionou para se casar com alguém de renome e que traria benefícios para a empresa. Ele somente liberou que Keiji cursasse fisioterapia por que tinha Suna para suprir todas as necessidades da empresa.

- Mas ele é de maior, poderia largar as coisas e viver por conta própria. – disse um alfa um tanto incomodado com a situação. – O pai dele é um belo babaca. E Suna não faz nada para ajudar?

- O pai controla as finanças até ambos se formarem. Keiji cursa fisiatria paga pelo seu pai. Ele até tem uma bolsa, mas a usa para cursa educação fisica escondido. – Hinata começou a lavar as loucas e Kageyama se juntou a ele para continuar a ouvir sobre os acontecimentos. – Suna até tenta, mas como é próximo de Atsumu ele teme que o alfa peça a mão de sua irmã, por isso ele não deixou Keiji se envolver aquele dia. Suna pode parecer ruim, mas eu já descobri algumas coisas sobre ele. Tudo que ele faz é para evitar que seu pai prenda ainda mais o ômega. Ele protege o irmão.

Kageyama parou para pensar e realmente fazia sentindo, no pouco tempo que tinha passado com eles pode perceber o quanto Akaashi era evasivo com Bokuto, como Suna sempre estava de olho no irmão e evitava a todo custo deixá-lo próximo de Atsumu.

- Eu entendo um pouco ele. – comentou o alfa. – Tenho uma irmã mais nova, faço de tudo para proteger ela, por enquanto ne, ela vai crescer e se tornar uma bela alfa e sair das minhas asas. Eu fico contente e triste ao mesmo tempo. Mas o sentimento de proteção sempre vai estar aqui.

Hinata estava surpreso, era a primeira vez que o alfa abria consigo sobre qualquer coisa relacionado a si próprio.

- Me conte mais, eu abri uma enorme fofoca para você. E até agora a única coisa que sei é que você é um belo alfa emburrado e mal humorado.

- Idiota. Eu não sou assim o tempo todo. – O alfa lhe mostrou a língua. – Bom meus pais são um casal de alfas. Mamãe é professora de artes e tem seu próprio estúdio. Papai é um mecânico e ama carros antigos. Minha irmã não sabe o que quer ser da vida, mas se dá melhor nas matérias do que eu.

- Uma bela família tradicional. – comentou brincalhão o ruivo. – Você veio cursar uma área bem diferente dos seus pais...

- Ah sim. não gosto de me sujar de graxa e odeio matemática e até um bebe de um ano consegue desenhar boneco palito melhor do que eu. Então eu fui para a área que melhor me identificava. E... – Kageyama iria continuar, mas teve sua fala cortada pela risada do ômega ao seu lado.

- Haahaa, que idiota. – Hinata danava a rir sem conseguir parar. Só de pensar em como seria os desenhos de palito do alfa, ele não conseguia se controlar. – Palitos...

E mais uma vez caia em gargalhadas, seus olhos já enchiam de água e sua barriga doía de tanto que ele ria, mas não conseguia parar, e todas as vezes que olhava o alfa emburrado ao lado danava a rir ainda mais sem conseguir se controlar.

Por outro lado, o alfa não sabia se dava uns tapas no ômega que ria de si, ou se ele se juntava com ele de tanto que a sua risada era gostosa de ouvir. E sem saber o que fazer, ligou a pia e juntou um tanto de água na mão e jogou no ômega que parou de rir na hora ao sentir o liquido ir de encontro a sua pele.

- Isso é para você aprender a não rir dos outros. – disse o alfa ainda emburrado. Mas sua cara logo melhorou ao ver o olho emburrado por estar parcialmente molhado.

- Não acredito. – Hinata estava com a boca em um perfeito o. – alfa idiota vai ser só.

Então o ômega encheu a mão com água e jogou de volta em Kageyama. Que entre risadas e xingamentos, começaram uma guerra de água, mas quando o Hinata pegou uma vasilha e resolveu aumentar o nível da brincadeira, Kageyama agarrou seus pulsos e o prendeu entre seu peito e a pia.

- Não vá abusando demais da sorte, ruivinho. – Ameaçou o alfa.

Hinata até iria retrucar, mas tendo o mais alto ali, tão colado ao seu corpo e com a franja molhada, ele travou completamente. Como ele podia ficar tão bonito assim. Aos poucos seus olhos se focaram nos lábios tão convidativos do alfa. Hinata queria beija-lo.

Kageyama não era lerdo, ao menos não sempre, ele a via percebido como o outro lhe encarava e parecia focar em sua boca, ele fazia o mesmo ao ômega. E quanto mais eles se encaravam, os rostos se aproximavam e as respirações se mesclavam, por poucos centímetros não estavam um colado ao outro. O casal foi interrompido por um ômega adulto que entrou na cozinha repentinamente.

Ambos se afastaram no susto e encaravam o chão sem saber o que dizer.

- Acho que atrapalhei algo. – comentou sem graça. – Shou. Não sabia que estava namorando, que belo alfa conseguiu.

- Mamãe! – a chamou sem graça. – Esse é Kageyama, meu amigo da faculdade. Não ia ficar com Natsu?

- Olá Kageyama-kun. – O comprimento. – Sim, vim pegar algumas coisas, logo mais estou voltando.

Kageyama sem graça apenas se cursou e comprimento a ômega. Logo virou ao ômega que quase tinha beijado e o chamou.

- Hinata. – Chamou baixinho. – Já esta tarde, eu preciso ir pra casa.

- é-a, claro. – Depois do quase beijo era a primeira vez que se olharam, ambos se encontravam com as bochechas vermelhas. – Eu te acompanho até a porta.

Eles saíram pela cozinha sobre o olhar crítico da mais velha, mas pouco se importavam com isso. Só pesavam no que tinha acontecido na bancada.

Kageyama correu e pegou suas coisas que estavam jogadas no sofá da sala, só não voou até o portão por que não tinha asas, mas o ômega o seguia mesmo estando sem graça.

- Hinata... – o chamou quando estava para pisar na rua. – Me desculpe, eu passei dos limites e...

- Não foi só você... – disse o ômega enquanto encarava os dedos nervosos das mãos. – Não aconteceu nada, não deveríamos nos preocupar, e seria só um beijo... não é nada demais não é mesmo?

Ambos soltaram uma risada nervosa e se olharam, os dois ainda se encontravam com as maçãs do rosto vermelhas. Mas nada disseram.

- Então, te vejo na segunda? – perguntou o alfa enquanto ia se afastando aos poucos. – Bom... tchau Hinata.

- Alfa idiota. – disse o ruivo e sorriu de verdade dessa vez. – Temos um encontro não é mesmo? A gente se vê amanhã à tarde.

O ruivo acenou com a mão e correu para dentro de casa se escondendo atras do portão fechado, estava morrendo de vergonha. Eles quase se beijaram. A boca parecia formiga em expectativa da união que quase aconteceu. E com o coração disparado correu para dentro para contar a sua mãe os acontecimentos.

Enquanto isso, Kageyama andava desnorteado pela ruiva, ele teria oficialmente seu primeiro encontro com um ômega.

Tudo podia dar errado se ele não pensasse com calma e controlasse suas ações. Ele estava desesperado.

Mas não se importava, ele teria o encontro e isso era tudo que importava nesse momento.


Notas Finais


No próximo capítulo teremos encontro do casal e não sei como vou fazer
Eu particularmente não gostei desse capítulo, mas foi o melhor que pude fazer.
Espero que tenham gostado

Até a próxima


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