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História O Outro - Malec - Capítulo 4


Escrita por: e jenilb


Notas do Autor


Boa madrugada pessoal, espero que gostem do capítulo de hoje.
Boa leitura.

Capítulo 4 - Alexander está aqui


Alec suspirou, depois da noite anterior na piscina Magnus o acompanhou até seu quarto e perguntou se ele estava bem para ir na empresa no dia seguinte conversar sobre a nova coleção de joias que ele deveria desenhar. Pelo menos isso poderia fazer sem medo, sempre foi bom em desenhar e as formas e curvas sempre se moldaram em sua mente e depois se moldara da mesma maneira no papel. Além da fisionomia, essa era outra coisa que tinha em comum com Alexandre.

Magnus tinha dito que eles iriam cedo para ele não perder muito do dia no trabalho mas ainda que fosse apavorante, ele queria desenhar e estava um pouco animado.

Alec esperou a batida característica na porta porque desde quando chegara Magnus tinha ido lá todos os dias, era um pouco reconfortante ter uma rotina em um ambiente tão assustador. Quando a batida finalmente veio ele já estava pronto, com um suéter gola alta escuro e uma calça que era  o mais próximo de não chamativa que encontrou entre as poucas opções aceitáveis. Tinha que fazer compras urgente. Precisava de algumas roupas do seu estilo.

— Bom dia gostosinho.— Disse Magnus e franziu o cenho para sua roupa.— Vestido para instigar?

— Vou adotar um estilo discreto para não te provocar já que sabemos que não vou poder continuar caso faça isso.—  Alec arriscou um sorriso.

— Você me provoca de qualquer jeito, só por ser você e sabe disso.—  Respondeu Magnus e ofereceu a mão e ele aceitou porque seria estranho recusar já que aparentemente estavam bem.— E eu marquei uma consulta para você com o médico da família, nós vamos amanhã a tarde.

Merda,merda, merda.

Alec tentou não entrar em pânico e não soltar a mão de Magnus porque levantaria suspeitas, mas estava em pânico e quando chegasse a hora de falar para o doutor o que sentia ele não teria ideia do impedimento.

— Sabe doutor...— Ele diria.—  Trabalhava num resort e aí conheci o marido louco desse cara aqui e pasme, ele é igual a mim e me obrigou a trocar de lugar com ele por um ano e aí, esse cara quer transar porque casais fazem isso mas eu não posso por centenas de motivos mas o principal problema, além dos outros,é que eu nunca fiz isso e não vou começar substituindo o cara que tem uma lista interminável de amantes.O que receita para mim?

— Magnus— Disse Alec, ao invés de tudo aquilo.— Você não tinha o direito de ter feito isso.

— Não? Achei que eu pudesse resolver os seus problemas que me afetam.— Exclamou ele, a irritação contida na voz.

— Achei que estivéssemos chegando em algum lugar, nosso casamento é tão vazio a ponto de você não entender que eu tenho um problema e preciso de tempo para resolver?— Perguntou ele e logo depois se arrependeu com a escolha de palavras, Magnus não disse nada mas o aperto em sua mão ficou mais fraco.

— Eu desmarco, se é tão importante para você.— Disse ele.

— Obrigado.—  Então Alec soltou a mão dele e se afastou.Não ia ser fácil fugir de Magnus, em um ano ali seria praticamente impossível e precisaria de uma desculpa melhor já que qualquer problema apresentado por ele era resolvido no dia seguinte.

 

***

 

Magnus e ele não estavam conversando e a viagem de carro foi um silêncio quase impenetrável de sua parte, ele recusou qualquer assunto ou investida de Magnus porque Alexandre faria só o que quisesse.

Ele desceu do carro quando chegaram no que deveria ser a empresa e esperou Magnus estender a mão para ele e o guiar até sua sala. Ele não iria romper o silêncio e nem puxar papo, Alec tinha total consciência de que tinha exagerado com Magnus, ele estava preocupado com o marido mas ele não poderia ser descoberto e se isso significasse evitar o cara mais bonito que já tinha posto os olhos, seria uma pena mas não poderia fazer outra coisa.

Magnus abriu a porta de sua sala e ela não era exótica como nos filmes, era tão comum que chegava a ser estranho.

— Prefere desenhar aqui ou em casa? — Perguntou ele, indo até sua mesa. Alec se perguntou o que aconteceria se ele fosse até ele e o beijasse.

— Tanto faz Magnus.— Respondeu Alec sem prestar atenção, estava focado em como Magnus era bonito.

— Tanto faz? Sinceramente, você está começando a me assustar.—  Disse ele e levantou. Alec recuou involuntariamente para trás porque se sentia terrivelmente tímido perto de Magnus.—  Me desculpe por ter agido por suas costas, não quero que a gente brigue por isso.

— Eu também não quero mas não gosto dessa pressão porque já estou irritado o suficiente sem ter você deixando tudo mais intenso.— Alec foi sincero, seria mais fácil se Magnus Bane não o deixasse atordoado mas ele deixava e lutar contra essa correnteza era muito difícil.

— Tenho medo de você decidir que quer mais do que eu ofereço, querer mais aventuras além do que eu posso dar. Você só tinha vinte anos quando nos casamos e eu já tinha filhos e um casamento na bagagem...—  Magnus pareceu frágil e inseguro e Alec quis chorar com aquilo.— Eu sei que essa vida não é o seu sonho mas eu tento, eu juro que tento te dar o que quer.

— Ah Magnus… Você é ótimo.—  Disse Alec, não contendo o impulso de tocá-lo, não algo desejoso, era só uma forma de dizer que entendia e sentia muito mesmo que não pudesse dizer nada.—  As crianças te amam com devoção.

— Mas e você? Você me ama? — Alec não amava mas sabia que poderia e poderia com uma assustadora rapidez. Magnus era atencioso, gentil e amava o marido e queria ser bom para ele.

— Meu amor não faria diferença na sua vida. — Respondeu Alec, era verdade porque não faria, o homem que Magnus amava e queria não retribuía o sentimento. Amar Magnus seria só mais sofrimento para os dois.

— Meu Deus Alex, como não faz? Você não entende, acho que nem eu entendo mas faz, você faz diferença para mim. Eu sou mais velho e tenho responsabilidades, filhos e posso deixar tudo para dar a vida de aventuras que eu sei que você quer. — Magnus segurou sua mão como uma âncora da realidade.— Me desculpe por tentar resolver sozinho tudo.

— Magnus, eu não sou assim. Não mais e não vou ser daqui em diante.— Respondeu Alec, ele tinha prometido que seguiria o padrão comportamental de Alexandre mas o homem á sua frente parecia desesperado tentando agarrar um amor que não estava ali e nunca estaria. Alexandre teria que ser melhor quando voltasse e poderia ser bom para Magnus e as crianças enquanto estivesse ali.

Ele não sabe dizer quem beijou quem primeiro, mas eles estavam se beijando e sua teoria de que ficava melhor a cada novo beijo se mostrava certa. Magnus o puxou para perto e o pegou no colo, Alec sentiu eles se movendo e depois seu corpo estava apoiado na mesa de madeira e Magnus estava entre suas pernas apertando suas coxas com força e ele sentiu o corpo todo tremer de excitação.

Magnus separou seus lábios e desceu para seu pescoço,era intrigante como aquilo era gostoso de uma maneira desesperadora.

— Me beija...Me beija mais.—  Pediu Alec colocando as mãos no topete perfeito de Magnus e se deliciando com os cabelos macios.

Magnus atendeu seu pedido e dessa vez o beijo foi mais calmo, era erótico e sensual mas calmo. Alec nunca tinha desejado alguém daquele jeito e tentava expressar tudo quando palavras não importavam. Magnus deslizou os dedos por seu suéter e aprofundou ainda mais o beijo pedindo passagem com a língua e explorando sua boca. Alec estava rendido por ele, entregue ao que Magnus Bane quisesse porque palavras ali não importariam e ele não precisaria negar um beijo.

— Você nunca me beijou assim. — Disse Magnus, a cabeça encostada na sua e os olhos verdes brilhando.

— Por que parou então?— Perguntou ele e Magnus sorriu. Ele segurou o rosto de Alec com o indicador e roçou seus lábios e ele não aguentou um ofego de expectativa.

— Quer mais? Posso fazer muitas coisas boas com você entregue desse jeito...Sabe que eu posso Alex. — Magnus estava o provocando, ele percebeu.

— Me beija outra vez, eu quero que beije do jeito que nunca beijou antes.—  Disse ele, provocar Magnus de volta não era uma boa ideia mas muitas coisas naquela situação não eram uma boa ideia.

Ele não saberia se Magnus tinha beijado Alexandre daquela maneira mas quando seus lábios voltaram a se encontrar e sentiu um calor estranho pelo corpo, começando os seus lábios se tocavam e terminando em seu baixo ventre,ele soube. Aquele beijo era único e especial. Magnus não estava beijando o fantasma de Alexandre, ele estava beijando Alexander, ainda que não soubesse, mas estava. Alec o puxou para mais perto querendo mais contato e mais desse beijo.

A porta se abriu e eles se afastaram bem rápido. Um cara loiro estava parado na porta, olhando para eles de uma maneira estranha.

— Alexander está aqui? —  O loiro perguntou e Alec sentiu o mundo desabar sob sua cabeça.

— Sim, está aqui. — Magnus diz e abre sua gaveta de onde tira um diamante— Andrew, não esqueça que esse é o mais famoso e o maior diamante do mundo e que fomos a única empresa a conseguirmos a licença para exibir a sua coleção. Então tens que tomar muito cuidado pois isso é importante.

— Sim Magnus, eu sei. — Andrew pega o diamante da mão de Magnus — E Alexandre podemos ir para a minha sala pra discutirmos sobre o design dessa nova coleção?

Alec assente e eles vão para a sala de Underhill.

Chegando lá, Alec mal tem tempo de reagir antes de ser surpreendido pelos lábios de Underhill nos seus, então ele o empurra.

“ Mais um amante?” — Alexander pensa frustrado.

— O que foi baby? Não sentiu saudades dos meus beijos? — Underhill pergunta confuso com a sua atitude — Odeio quando você tem que fingir pra Magnus que o ama sendo que é a mim que o seu amor pertence.

“Olha o iludido… até parece que eu iria querer ele em vez do Magnus?”

— Não estou afim no momento, viemos falar de trabalho e é sobre isso que iremos falar. Então me mostra o que pensou para eu poder desenhar.

— Pensei em você sem roupa, baby. — Andrew diz com um sorriso malicioso.

Alec revira os olhos ao atrevimento de Underhill.

Andrew vendo que hoje não teria chance com Alex, seu namorado de dois anos, pega em sua gaveta os esboços do projeto da coleção romance e as entrega para Alexandre dar uma olhada.

Enquanto Alec está concentrado olhando os esboços e vindo ideias de como fazer um design bom, ele não percebe a aproximação de Underhill, só percebe quando é tarde.

Andrew se aproximou demais dele e quase o prensa na parede, então ele sente as mãos bobas dele em suas nádegas e suspira fundo.

— Eu disse que hoje não, Andrew.

“ Já vi que esse aí vai me incomodar” — Alec pensa e suspira.

— Mas eu estou com saudades, baby. Faz tanto tempo que você foi viajar, eu preciso de um alívio. — Andrew pega o botão das calças dele e brinca com os dedos.

— Eu disse que não. — Alec fala com firmeza e se afasta— Bom vou indo, tenho que começar a desenhar essa coleção. — Alec segura firme os esboços e sai da sala de Andrew tremendo de raiva.

 

***

Alec não gostava de caras que não respeitava um sonoro ‘’não’’. Já tinha lidado com pessoas assim, na verdade, pessoas ricas sempre tendiam a não respeitar uma recusa mas não fora só aquilo, a cada dia se sentia mais sujo e incomodado. Onde ele ia tinha um cara que estava perdidamente apaixonado por Alexandre e ele não tinha ideia de como manter tudo em segredo.

—Eu não gosto de ficar chupando o dedo baby.— Disse Underhill, segurando seu braço.

—Compra um pirulito.— Disse Alec e puxou o braço com força para se libertar. O homem o encarou chocado com sua recusa outra vez e Alec se manteve imparcial, desafiando ele a incomodá-lo outra vez.

—O que aconteceu com você? —Perguntou o homem.

—Eu não to afim, só isso. Quero ir embora, sai do meu caminho antes que perca a paciência. —Alec ameaçou e por um momento achou que iria conseguir mas Andrew o puxou para perto e os projetos amassaram entre eles, provavelmente iriam estragar.— Me solta.

—Não, até você me beijar igual estava beijando o idiota do Bane.— Disse ele e Alec negou, mesmo que quisesse, não poderia repetir aquele beijo.

—Me solta! —Alec usou toda a firmeza necessária.

—Ele mandou você soltá-lo.— Era a voz de Magnus, ao lado dele tinha um homem igualmente alto, cabelos loiros e usava um terno. Deveria ser o irmão dele, Ragnor. Underhill olhou em seus olhos e sorriu, Alec fechou os olhos e se agarrou aos papéis na mão, como se fossem de alguma maneira confortá-lo. Magnus cobriu a distância entre eles e tirou o homem de perto.— Quero você fora daqui, não quero nunca mais te ver.

Alec se mexeu instintivamente para perto de Magnus. Ragnor observava toda a cena negando com a cabeça e ele não ousou encará-lo ou aquele homem saberia a verdade.

—Vai deixar ele me demitir Alex?— Perguntou Andrew.

—Magnus...Eu quero sair daqui.—Disse Alec e Magnus se focou nele, assentindo com a cabeça.

—Ragnor, pode acompanhar o senhor Underhill até a porta? Preciso levar meu marido para algum lugar seguro.— Disse Magnus e se virou.

Alec o seguiu e eles voltaram para sua sala, os projetos completamente amassados por conta da confusão. Ele não tinha gostado deles de qualquer maneira, as jóias eram vulgares e muito enfeitadas, não combinava com a logo romance. Alec já tinha centenas de desenhos se formando na mente e queria se livrar dos esboços que Alexandre tinha feito com o amante.

—Magnus, não quero lançar essa coleção com esse projeto. — Disse Alec e não se importou em esperar a resposta para terminar de amassar os desenhos e jogar no lixo.

—Vai mudar alguma coisa se eu falar que deve ser desse jeito?— Magnus respirou fundo.— O motorista vai te levar para casa, acho melhor você trabalhar lá.

—Está me mandando para casa?— Perguntou Alec.

—Estou, ele já está te esperando. A gente se vê na hora do jantar.— Magnus apontou para a porta e Alec saiu, não iria implorar para ter compreensão. Aquela não era sua vida e não faria diferença se Magnus acreditasse nele ou não.

Mas no fundo, ele sabia que importava, na parte escura e iludida de seu coração ele se importava com o que Magnus pensava. E agora novamente ele estava no quarto, encarando a pilha de desenhos que tinha feito durante a tarde, a pilha de joias delicadas que em breve ganhariam formas reais e enfeitariam pessoas ricas que nunca entenderiam que tinha sido inspiradas em um esperança tola de ajudar um homem ferido.

Magnus e aquele beijo tinham sido a definição de romance e Alec só queria que ele acreditasse na sua inocência mas ele também o enganava, ele não era diferente de Alexandre viajando o mundo e o enganando.

—Fiquei a tarde toda pensando...— Alec se virou para a porta e viu Magnus encostado no batente. Ele não sabia a quanto tempo ele estava ali.— Pensando no que teria acontecido se eu não tivesse aparecido e impedido o que quer que estivesse acontecendo ali.

—Não teria acontecido nada.— Suspirou Alec.

—Jura? Eu só tenho sido paciente e compreensivo com você Alex, eu aceito sua ideia maluca de não dormir comigo, aceito suas viagens para espairecer a cabeça, aceito sua ausência na minha vida mas...— Magnus parou e sentou em sua cama.

—Não aceita traição?— Alec completou a pergunta por ele.— Não teria acontecido nada, Magnus. E não vai acontecer, não comigo.

— Não entendo você, passou os últimos quatro anos sendo outra pessoa e agora vem aqui e muda, muda demais… E eu vejo você com outro homem quando não consigo me aproximar sem gerar uma discussão.— Magnus se levantou.— Não deveria ter vindo aqui e não vou vir mais.

—Magnus…—Alec chamou mas ele já tinha saído.

Ele olhou ao redor e colocou a cabeça nas mãos, precisava fazer alguma coisa e logo.Alec vestiu um pijama e procurou toda a coragem que tinha no corpo e saiu de seu quarto, o do Magnus era no fim do corredor e ele caminhou até lá contendo os tremores.

Alec não bateu na porta, ele simplesmente entrou. Magnus estava na janela olhando para além da propriedade e ergueu uma sobrancelha quando notou sua presença ali. Alec andou até a cama e descalçou os sapatos e puxou o edredom para si e se acomodou na cama. Magnus o seguiu, ele apagou o abajur e por um tempo ninguém disse nada.

—Posso ficar aqui hoje?— Perguntou Alec.

Magnus o envolveu entre seus braços.

—O que significa isso Alexandre?—Ele devolveu a pergunta.

—Significa que sinto muito, eu não...Não queria aquele cara me tocando, não quero ninguém além de você.

Magnus não disse nada,ele estava irritado e inseguro e poucas palavras bonitas não resolveriam isso, mas era um começo. Alexandre era um idiota mas isso não significava que ele tinha que ser também.

 


Notas Finais


Até o próximo pessoal :)


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