História O outro lado da balança. - Capítulo 24


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Categorias Saint Seiya
Personagens Aiacos de Garuda, Albafica de Peixes, Asmita de Virgem, Aspros de Gêmeos, Atena (Sasha), Defteros de Gêmeos, Dégel de Aquário, Dohko de Libra, El Cid de Capricórnio, Hades, Hakurei de Altar, Hypnos, Kardia de Escorpião, Manigold de Câncer, Minos de Grifon, Pandora, Personagens Originais, Radamanthys de Wyvern, Regulus de Leão, Sage de Câncer, Shion de Áries, Sísifos de Sagitário, Tenma de Pégaso, Thanatos
Tags Cdz, Lost Canvas
Visualizações 69
Palavras 1.760
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Saga, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá,
segue mais um capítulo.
Boa leitura!!

Capítulo 24 - Albafica.


 

Desde que chegara ao Santuário, um dos primeiros amigos que fizera fora o pisciano. Sabia que precisava tomar cuidado devido ao sangue envenenado do mais velho. Alba havia contado como conseguira isso através do ritual do Elo Carmesin. Lembrava-se bem do dia em que ele lhe contou em um dos muitos jogos de xadrez.

Flashback on.

Eram raros os dias chuvosos na Grécia, todavia quando isso ocorria era uma oportunidade de desafiar o santo de peixes em mais um jogo de xadrez. Ficava horas jogando com ele e sempre perdia, porém não se deixava abalar. Naquele dia seria mais um dia a desafia-lo.

– Sabia que logo apareceria. – O pisciano comentou. – Preparei um chá para você.

– Obrigada. – A libriana agradeceu. – Vamos jogar.

– Na realidade hoje eu gostaria de cuidar das minhas rosas. – Albafica comentou. – Se quiser me ajudar precisa colocar a sua máscara.

– Alba, posso te fazer uma pergunta? – Aila pediu.

– Você irá perguntar de qualquer forma amazona. – Ele respondeu rindo. – Nada parece impedi-la. E isso é uma das suas melhores qualidades.

– Você nunca me contou sobre a sua história. – Ela comentou. – Gostaria de saber um pouco da sua história.

– Já lhe adianto que não é nenhum conto de fadas...

Fui abandonado ainda bebê em um jardim de "Rosas Diabólicas Reais" ao lado da casa onde vivia Rugonis de Peixes, que me encontrou e decidiu tornar-me seu discípulo.

Após aprender a controlar perfeitamente as “Rosas Diabólicas Reais” de meu mestre, tive de escolher entre sair dali e poder tocar e ser tocado pelas pessoas ou permanecer ali e realizar o Elo Carmesim.

Este elo é um ritual onde eu e Rugonis trocamos uma gota de sangue por dia, criando um elo inseparável, até que eu desenvolvesse imunidade ao veneno ou morresse. Decidi ficar e realizar o ritual, pois não queria deixar meu mestre sozinho novamente.Dia após dia, nós trocávamos o sangue, e, apesar de quase morrer, eu desenvolvi imunidade.

Após vários anos, Rugonis acabou envenenado pelo meu sangue e morreu após trocar uma última gota de sangue. Antes de morrer ele me disse que eu o havia superado e que seria um Cavaleiro de Peixes muito melhor do que ele fora. Antes de morrer, Rugonis revelou que o Elo Carmesim sempre causa a morte do detentor do sangue menos tóxico.

– Sinto muito Alba. – A morena falou sentindo as lágrimas descerem por baixo da máscara.

– Antes de meu mestre partir ele disse que sempre estaria ao meu lado e que eu fora o filho que os deuses lhe enviaram ao fim de sua vida solitária. – O rapaz contou. – Aila nós nunca deixamos aqueles que amamos.

Flashback off.

 

Afastou um pouco aquela lembrança que lhe trazia alguma tristeza. Assim que adentrou a casa de Peixes encontrou seu guardião já trajando sua armadura. Olhou para ele que parece entender a sua surpresa.

– O que está acontecendo? – A mais nova o indagou.

– Um grupamento de Hades está vindo para cá. – O mais velho respondeu. – Estou indo para entrada do Santuário impedi-los.

– Você é o guardião da ultima casa e não da primeira. – A morena o lembrou.

– Eles não passaram pelo meu jardim, não se preocupe. – Ele comentou. – Tenho algo para você.

Assim que terminou de dizer viu o rapaz se afastar e entregar um embrulho. Aila abriu e encontrou um tabuleiro de xadrez. Na realidade era o mesmo tabuleiro em que jogavam durante os últimos meses, o mesmo que fora presente de Rugnios.

– Se realmente tem intenção de voltar, por que está me dando isso? – A amazona perguntou.

– Estamos em uma guerra e talvez eu não tenha outra oportunidade. – O cavaleiro respondeu. – Vá conversar com o seu irmão ele precisa de você.

Aila continuou descendo as escadarias em companhia do mais velho. Passaram pela casa de Libra e a encontrando vazia. Sabia exatamente onde o outro estaria, sempre que não estava lá e porque estava na primeira casa. Ao chegarem em Áries o pisciano se despediu com um aceno. Caminhou para dentro da casa encontrando os dois tomando o desjejum.

– Eu queria entender onde o senhor deixa a sua camisa. – Aila brincou com o moreno.

– Você desfila com menos roupas na frente do Sisifos e eu nunca disse nada. – Dohko devolveu a brincadeira.

– Eu durmo com o Sis e ele é meu marido, não sabia que você dormia com o Shiom. – Ela rebate fazendo o loiro se engasgar e os gêmeos gargalharem.

– É bom saber que se divertem as minhas custas. – O ariano comentou.

– Perdão Shiom. –Aila pediu ainda rindo. – Eu não resisti.

– Acho que foi a única que conseguiu fazê-lo esquecer um pouco o que aconteceu com o Tenma. – O tibetano comentou. – Desculpe

O moreno acabou saindo de dentro da cozinha sendo seguido pela irmã. Ela não disse nada, nenhuma palavra precisava ser dita. Apenas o abraçou e ficaram assim até sentirem um cosmos sombrio.

– O que é isso? – A chinesa indagou.

– Um juiz do inferno. – O lemuriano respondeu. – Deve ter sido enviado com a tropa que está a caminho.

– Alba. – A amazona falou se aproximando da saída.

– Onde pensa que vai? – O chinês perguntou.

– Ajudar um amigo. – Ela respondeu.

– Aila você não pode desobedecer o Grande Mestre. – Shiom falou. – Além do mais não deve se meter na batalha dele. Sabe que pode não sobreviver se for até lá.

– Se eu sentir que ele precisa de ajuda irei até lá. – A morena informou.

– Então terei que matá-la. – O ariano contou.

– Então teremos uma batalha. – Ela respondeu.

Eles permaneceram parados sentindo os cosmos em batalha. Não demorou muito para que os cosmos de alguns espectros desaparecessem, porém o mais poderoso permanecia intacto. A morena sentiu oscilações no cosmos do pisciano e olhou para a porta. Contudo antes que caminhasse até lá foi impedida.

– Eu irei. – Shiom avisou. – É minha obrigação defender a entrada do Santuário.

– Está bem. – Aila respondeu o vendo desaparecer.

Mesmo vendo o ariano desaparecer um aperto no coração da amazona não diminuiu. O libriano a olhava querendo fazer algo para conforta-la.

– Você tem muito carinho pelo Santo de Peixes. – O moreno comentou.

– Ele é um bom amigo, é uma pessoa sensível que faria qualquer coisa para manter a todos a salvo. – Ela contou. – Até mesmo se afastar de todos e viver na solidão.

– Mas a sua amizade retirou a solidão dele. – Ele complementou. – Não...

Antes que ele pudesse terminar uma nuvem de pétalas se aproximou do Santuário. Por um momento ambos temeram, porém nada de mal ocorreu. Aila sentiu o cosmos de Albafica diminuir e olhou para o irmão que a autorizou a sair. Ela correu chamando sua armadura e indo em direção ao cosmos do amigo, Rodório.

         Ao chega no vilarejo viu Shion sendo atacado pelo espectro e antes que pudesse interferir viu rosas negras cortando o ar. Sabia exatamente quem era.

         – Alba. – A libriana gritou.

         – Peço desculpas Shiom, mas deixa ele comigo. – O pisciano disse surgindo com o corpo coberto de sangue. – Não era minha intenção dar trabalho. Mas aproveitando te peço um favor não deixe ninguém além de nosso inimigo se aproximar de mim. – Ele terminou de dizer colocando uma rosa vermelha em sua bota.

         – Estou espantado em ver que ainda está vivo. – Minos disse. – Seria mais digno se tivesse morrido naquele momento. Pode me enfrentar quantas vezes quiser, quem não tem poder se submete aos mais poderosos. Me corta o coração ver uma figura tão bela quanto a sua coberta de lama e sangue. É melhor ir embora Albafica eu permito.

         – Preste atenção Minos até hoje eu vivi odiando o meu sangue e afastando as pessoas. – O pisciano contou elevando o seu cosmos. – Tanto faz se sou belo ou feio, eu me comportaria do mesmo jeito independente do meu rosto. Toda vez que alguém fala da minha beleza da forma que você faz acaba ferindo o meu orgulho. O que sabe sobre mim para se sentir no direito de classificar ou julgar? Não conhece todo o meu poder, todo o meu cosmos, toda a minha história. Eu ainda não mostrei tudo do que sou capaz.

         – Ótimo vai em frente Albafica me mostre tudo o que é capaz. – O albino gritou. – Quero ver o quão grandioso é o seu poder.

– Espinhos Vermelhos Demoníacos. – O pisciano gritou.

– Essa técnica não funciona comigo. – O juiz respondeu.

– O golpe dele está mais forte. – Shiom comentou.

– O jogo de xadrez. – Aila disse entendo o movimento do pisciano.

– Chegou a hora de terminar com isso. – O soldado de Hades falou.

          A técnica do Cavaleiro de Peixes é mais uma vez bloqueada por Minos, que abre suas asas e libera uma poderosa rajada de energia, que derruba Albafica.

– Você não tem mais força para continuar. – Minos informou. – Meu próximo adversário será você Shiom e depois eu posso cuidar da Amazona.

– Não vejo motivos para enfrentar alguém que está para morrer. – O ariano respondeu.

– Do que estão falando? – O juiz os indagou e viu a rosa em seu coração.

– Você já reparou no seu peito? – O tibetano lhe chamou a atenção.

– A rosa diabólica que estava na boca dele. – Minos ficou confuso. – Quando ele a lançou?

– A rosa na boca de Albafica não era uma rosa diabólica e sim uma rosa sangrenta. – Aila explicou.

Albafica drenara seu próprio sangue com uma “Rosa Sangrenta”, que se tornou vermelha, tingida de sangue venenoso, e a levara a Rodorio consigo. Como ela fora cravada no coração de Minos, o sangue do Espectro se misturou com o sangue venenoso do Santo de Peixes. Furioso, ele levantou-se.

– Desde o inicio você o subestimou o orgulho e a capacidade dele. – A libriana disse. – O objetivo dele não era te derrubar com os espinhos e sim atingir essa rosa que trazia o sangue dele.

– Eu Minos derrotado por uma rosa venenosa. Maldito Albafica! – O albino gritou reunindo toda a sua energia. – Asas infernais.

 – Muralha de Cristal. – Shiom disse criando uma barreira para defender a aldeia.  – Albafica se sacrificou para defender essa aldeia  não permitirei que façam nada a ela.

– Maldito! –Mino disse antes de cair morto.

– Já acabou a batalha? – Albafica perguntou já enfraquecido.

– Acabou sim. – Aila respondeu tentando se aproximar.

– Por favor, não se aproximem. – O pisciano pediu.

– Eu hoje não estou inclinada a obedecer. – A libriana comentou com as lágrimas descendo.

 Ela se aproximou junto de Shiom e Agathia. Nesse momento, as pétalas do jardim de “Rosas Diabólicas Reais”, que Minos havia varrido com suas asas, alcançam Rodorio.  O pisciano parou as observando pacificamente enquanto sua vida se esvai.

– Pela primeira vez na vida eu olho para essas rosas, que convivi e amaldiçoei por anos, são belas. – Ele disse. – Nós nunca deixamos aqueles que amamos. – Foram as ultimas palavras do pisciano.


Notas Finais


Eu sei que foi um capítulo bem triste, confesso que chorei escrevendo ele.
Obrigada por lerem e até o próximo capítulo!


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