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História O outro lado da moeda - Capítulo 3


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Não vou nem comentar kkkk

Capítulo 3 - Lar doce lar


Namjoon nunca ficava irritado, e ele está irritado, era uma coisa rara. 

"Namjoon, olhe, me desculpe por ontem eu..."

"Não é isso - me interrompeu - é que..."

"Vamos, desembucha logo, se não foi a briga de ontem eu não sei o que é"

"Eu sei que você não vai gostar mas... Papai está vindo para o almoço"

"ELE O QUE?!" 

"Eu disse que você não iria gostar"

"Gostar? Você ficou louco? Eu não quero ele dentro da minha casa"

"Você sabe que ele não aceita um não como resposta Jin. Por que você acha que eu estou desse jeito?"

"E a minha mãe? Onde está ela?"

"Ele não me disse"

"Aquele desgraçado... Se ele encostar um dedo nela eu juro que..."

"Controle-se, nós não sabemos o motivo da visita. Temos que nos preparar"

O que ele estava pensando? Vir assim na minha casa sem mais nem menos, eu o detestava com todas as minhas forças, mas o pai, como gostava de ser chamado, insistia em fazer papel de santo e fingir que se importava com os filhos.

Mandei que os empregados preparassem o almoço é colocassem a mesa, não pretendia deixar que esse Teatro continuasse por muito tempo. A campainha tocou

"Ele chegou, comporte-se Jin, temos que descobrir o que ele quer"

Era muito rara uma visita do pai e sempre que ele vinha era para dar uma notícia como: estou me mudando novamente ou preciso de dinheiro. Nunca realmente vinha para nos ver

"Namjoon meu querido, como você está? E Jin... Você mudou o penteado de novo?"

"Não me venha como gracinhas pai, diz logo o que você quer e suma da minha vista"

"Jin... Eu disse pra você..."

"Deixe ele, tem todo o direito de estar irritado"

"Irritado? Como você tem coragem de colocar os pés dentro da minha casa depois de tudo o que me fez?!"

"Vamos deixar os assuntos de lado por enquanto - uma das empregadas anunciou que o almoço já estava na mesa - viram? Sentem-se"

Nos dirigimos para a sala de jantar, ele se sentou a minha frente e Namjoon do lado, durante alguns minutos comemos em silêncio e as palavras não ditas flutuavam no olhar de cada um, eu não suportaria por muito tempo

"Vamos abrir o jogo pai, o que você quer? E onde está minha mãe?"

"Uma pergunta de cada vez... Uma de cada vez... Sua mãe continua na cobertura em Paris, ela queria muito vir mas não foi possivel"

"Não foi possível ou você a trancou novamente naquela maldita mansão?"

Namjoon apertou meu braço

"Meu filho... Voce sabe que eu faço isso para o bem dela. Sua mãe não está em condições de sair no momento"

"Você a trata como capacho! Ela precisa de um médico e não de isolamento"

"Pai, o senhor não me disse que mandaria ela para um médico da última vez que nos falamos?"

"A doença dela não tem cura e vocês sabem"

Minha mãe apanhou dele durante muitos anos, ela suportava tudo sozinha para nos defender. Era domingo aquele dia,  Namjoon e eu estávamos brincando no quintal quando a bola atravessou a janela quebrando um dos vasos caros do pai que seriam vendidos em leilão. Com medo nós dois corremos para dentro do quarto e trancados a porta, sabíamos as consequências dos nossos atos mas éramos pequenos e ingênuos.

Eu escutei a porta do quarto abrir com um estrondo e o pai sair gritando que barulho era aquele, minha mãe obviamente não quis revelar o real motivo 

"Eu quebrei - disse ela - estava limpando e esbarrei na mesa, me desculpe"

A última coisa que ouvi foi os gritos dela e alguma coisa rolando escada a baixo. Desde então ela não faz outra coisa se não piscar os olhos 

"A CULPA DISSO É SUA E VOCÊ SABE! NÃO QUERO MAIS VER SUA CARA, SUMA DA MINHA CASA"

"Isso são modos de tratar seu pai?"

"VOCÊ NUNCA FOI MEU PAI"

"Escutem vocês dois, eu tenho uma notícia para dar. Sente-se Jin, isso também te interessa"

Voltei a sentar a contragosto, seja lá o que ele estiver planejando eu precisava saber. Namjoon sussurrou no meu ouvido

"Vamos ouvir o que ele tem a dizer e eu darei um jeito de manda-lo embora"

Eu assenti com a cabeça e tornei a prestar atenção

"Bom, como vocês sabem eu já abri filiais da minha empresa em quase todo o mundo e neste fim de semana vou inaugurar uma nova"

"Onde - perguntamos"

"Na Europa, vocês irão adorar o lugar..."

Eu queria protestar e dizer que não faria parte em nenhum plano daquela empresa estúpida mas por algum motivo meus olhos ficaram pesados. 

Um abismo de escuridão me aguardava em seguida, era inevitável, então eu mergulhei nele 

 

 



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